Mostrar mensagens com a etiqueta ataxia espinocerebelar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ataxia espinocerebelar. Mostrar todas as mensagens
4 de setembro de 2014
8 de junho de 2013
A Ataxia
Etiquetas:
Apifarma,
apraxia,
ataxia,
ataxia autossómica,
ataxia cerebelar,
Ataxia de Friedreich,
ataxia espinocerebelar,
Ataxia Machado Machado Joseph,
Freidriech
15 de novembro de 2012
O treino de coordenação com os jogos de vídeo melhora a ataxia em crianças com ataxia degenerativa
Winfried Ilg,
PhD, Cornelia Schatton, Julia Schicks, MD, Martin A. Giese, PhD, Ludger Schöls,
MD e Matthis Synofzik, MD
RESUMO
Objetivo: As ataxias degenerativas
nas crianças são doenças raras, onde faltam tratamentos efetivos. O treino de
coordenação intensivo baseado em exercícios fisioterapêuticos melhora a ataxia
degenerativa em adultos, mas tais exercícios acarretam alguns reveses para as
crianças, que muitas vezes inclui uma falta de motivação para a fisioterapia
intensiva. Uma tecnologia de vídeo jogos recentemente desenvolvida, pode
apresentar uma nova estratégia de tratamento altamente interativa e
motivacional para o treino de coordenação em crianças com ataxia degenerativa.
Métodos: Examinámos a
eficácia de um treino de coordenação de 8 semanas em 10 crianças com ataxia
espinocerebelar progressiva. O treino era baseado em 3 jogos de vídeo da Xbox
Kinect da Microsoft, apropriados para exercitar a coordenação do corpo todo e o
equilíbrio dinâmico. O treino teve início com um trabalho de 2 semanas baseado
em laboratório, seguido por um trabalho de 6 semanas no ambiente da casa das
crianças. Foram efetuadas avaliações cegas 2 semanas antes do trabalho baseado
em laboratório e imediatamente antes e depois desse mesmo período de trabalho,
assim como depois do trabalho em casa. Estas avaliações permitiram-nos um
desenho de controlo intraindividual, onde as alterações de atuação eram
comparadas, antes e depois do treino.
Resultados: Os sintomas da
ataxia foram reduzidos significativamente (decréscimo no resultado da Escala
para a Avaliação das Ataxias, p = 0.0078) e as capacidades de equilíbrio
melhoraram (índex de marcha dinâmica, p = 0.04), após a intervenção. A análise
aos movimentos quantitativos revelou melhorias na marcha (balanço lateral: p =
0.01), a distância dos passos (variabilidade: p = 0.01) e o direcionamento e
colocação das pernas (p = 0.03)
Conclusões: Apesar da
degeneração cerebelar progressiva, as crianças podem melhorar as capacidades
motoras, através do treino de coordenação intensivo. O treino direcionado para
os jogos de vídeo que permitem trabalhar o controlo do corpo todo, podem
apresentar-se como altamente motivacionais e de custo eficiente. A estratégia
de uma reabilitação baseada em casa, que permite treinar o equilíbrio dinâmico,
interagindo com ambientes dinâmicos, pode ser útil para muitas doenças
neurológicas, que se manifestam em tenra idade.
Classificação
das provas: Este estudo providencia provas de Classe III de que o treino
direcionado com jogos de vídeo da Xbox Kinect pode melhorar alguns sinais de
ataxia em adolescentes com ataxia progressiva, conforme o resultado da Escala
para a Avaliação das Ataxias, o índex de Marcha Dinâmica e as atividades
específicas da Escala de Confiança no Equilíbrio, às 8 semanas de treino.
Etiquetas:
ataxia espinocerebelar,
degenerativa,
fisioterapia
4 de junho de 2012
Uma doença genética à espera de reconhecimento – Ataxia espinocerebelar tipo 1 (SCA1)
A ataxia espinocerebelar tipo 1 (SCA1) é uma doença genética, causada por uma mutação no gene ATXN1.
É hereditária de uma forma autossómica dominante, o que significa que cada criança de um progenitor afetado tem 50% de hipóteses de herdar a mutação genética. Todos nós temos duas cópias do gene ATXN1, que dentro desse gene, possuímos um número de repetições de sequências triplas.
Quando o número de repetições de sequências triplas é acima de 39, a pessoa vai desenvolver sintomas de SCA1. Isto é chamado uma repetição tripla e o número destas repetições vai determinar se uma pessoa vai desenvolver sintomas ou não. A maioria daqueles com 39 ou mais repetições, vai desenvolver sintomas.
A SCA1 é uma doença neurodegenerativa progressiva.
Os primeiros sintomas incluem distúrbios da marcha que levam a dificuldades com o equilíbrio, fala arrastada, dificuldades em engolir, problemas oculares e reflexos bruscos. Com a progressão dos sintomas, os pacientes vão ter dificuldades com os movimentos oculares e alguns vão ter depressão clínica.
Nas fases mais avançadas, os indivíduos afetados vão desenvolver rigidez, coréia (movimentos involuntários) e dificuldades cognitivas (capacidades verbais, memória, deterioração das funções executivas). Com o avançar da doença, torna-se mais difícil engolir, podendo levar à asfixia.
O aparecimentos dos sintomas é mais comum entre os 30 e 40 anos e o tempo desde o aparecimento dos sintomas até à morte é de, aproximadamente, 10 a 30 anos. A principal causa de morte é falha respiratória.
Embora rara, tem sido vista uma forma juvenil de SCA1 e existe uma relação entre o tamanho da repetição e a idade do aparecimento dos sintomas, assim como da sua severidade. Contudo, não é possível prever, numa base individual, qual a idade do aparecimento dos sintomas.
Semelhante a outras doenças neurológicas de “repetição”, há evidências de antecipação, o que significa que o aparecimento da SCA1 pode ser mais cedo em gerações subsequentes.
Não há cura, mas os sintomas podem ser geridos até certo ponto. São usadas ajudas para mobilidade para o equilíbrio e, eventualmente, são usadas cadeiras de rodas. A terapia de fala e o uso de aparelhos para a comunicação vão ajudar a fala arrastada e a dificuldade em engolir. Podem ser feitas adaptações domésticas para ajudar a realização das atividades diárias, mas as casas requerem uma conversão para nela viverem deficientes físicos. É usada medicação para tratar problemas associados, tais como depressão, dor, problemas de bexiga (urgência em urinar) e espasticidade (contração e rigidez) dos membros. Os indivíduos afetados irão ficar totalmente dependentes dos cuidados de terceiros.
Fonte: http://www.hfea.gov.uk/7246.html
Etiquetas:
ataxia espinocerebelar,
SCA1,
tipo1
29 de maio de 2012
Distúrbios do sono, prelúdio para a ataxia
Um estudo levada a cabo pelo Centro de Investigação e Reabilitação de Ataxias na província de Holguín (Cuba), demonstrou que os distúrbios do sono começam cedo em portadores assintomáticos de ataxia espinocerebelar tipo dois (SCA2).
Dirigida pelo Dr. Roberto Rodriguez Labrada e com a colaboração de outros especialistas, a investigação revelou que estes distúrbios podem apresentarem-se até 10 anos antes dos pacientes serem diagnosticados com os sintomas clínicos da doença, nomeadamente a nível motor.
Também confirma que à medida que as pessoas se aproximam de mostrarem sintomas da doença, a qualidade e eficiência do sono começa a deteriorar-se, acrescentou o doutor.
De grande importância, é avaliar a percentagem de sono que coexiste com o movimento ocular rápido (REM – rapid eye movement), pois é uma informação valiosa para o diagnosticar a ataxia.
Este diagnóstico ajuda a determinar o momento em que o novo paciente deve receber tratamento no centro médico, para mitigar os efeitos da SCA2.
A partir desse momento, os pacientes sujeitam-se a uma fase pré-clínica, mesmo que ainda não apresentem um nível marcado de degeneração neurológica, disse o doutor.
Da mesma maneira, estes parâmetros do sono contribuem para avaliar terapias futuras que podem ser aplicadas nestes indivíduos, ele acrescentou.
De acordo com Perez Velazquez, esta investigação é a primeira do seu género feita internacionalmente e foi recentemente publicada no jornal oficial da Sociedade Neurológica Mundial (World Neurological Society).
O Centro de Investigação e Reabilitação de Ataxias de Holguín foi criado após estudos levados a cabo nesta cidade no leste de Cuba há mais de 20 anos, com a finalidade de encontrar cuidados mais eficazes, para as pessoas que sofrem desta doença.
Holguín tem a prevalência mais elevada de SCA2 em Cuba e no mundo.
Fonte: http://www.ahora.cu/en/sections/health/3401-sleep-disorders-prelude-to-ataxia
Etiquetas:
ataxia espinocerebelar,
Disturbios sono,
sca2
4 de fevereiro de 2012
Ataxia espinocerebelar
O tratamento da
incoordenação ou ataxia maioritariamente envolve a utilização de aparelhos
adaptáveis, a fim de permitir a manutenção da independência, enquanto possível.
Tais aparelhos podem incluir uma bengala, canadianas, andarilho e/ou cadeira de
rodas, para aqueles com porte debilitado. Estão disponíveis outros aparelhos
para ajudar com a escrita, alimentação e cuidados pessoais, se a coordenação
manual e braçal estiver debilitada; assim como aparelhos para comunicar, a fim
de ajudar as pessoas com dificuldade no discurso.
Muitos pacientes com
ataxias hereditárias, ou formas idiopáticas de ataxia, têm outros sintomas,
para além da ataxia. A medicação e outras terapias podem ser apropriadas para
alguns destes sintomas, que podem incluir tremor, rigidez, depressão,
espasticidade e dificuldades em dormir. Quer o aparecimento dos sintomas
iniciais, quer a duração da doença, são variáveis.
Fonte: http://aiafoundation.org/spinocerebeller-ataxia/
1 de fevereiro de 2012
Ataxias espinocerebelares
Autores: Bianca S. Zeigelboim; Hélio A. Ghizoni Teive;
Rosane Sampaio; Walter O. Arruda; Ari L. Jurkiewicz; Jair M. Marques; Karlin F.
Klagembrg; Heidi Mengelberg; Paulo Breno Noronha Liberalesso
INTRODUÇÃO
A ataxia espinocerebelar é uma doença pertencente a um grupo genética e clinicamente heterogéneo de doenças neurodegenerativas caracterizadas por ataxia cerebelar progressiva. São classificadas como sensíveis, frontais, vestibulares e cerebelares, sendo esta última de interesse para o presente estudo .
A ataxia espinocerebelar é uma doença pertencente a um grupo genética e clinicamente heterogéneo de doenças neurodegenerativas caracterizadas por ataxia cerebelar progressiva. São classificadas como sensíveis, frontais, vestibulares e cerebelares, sendo esta última de interesse para o presente estudo .
As ataxias espinocerebelares (SCAs) têm uma incidência média de cerca de 1 a 5 casos por cada 100.000 pessoas. As manifestações clínicas mais comuns são andar e ataxia apendicular (dismetria, disdiadococinesia, tremor de intenção), disartria, nistagmo, oftalmoplegia, disfagia, sinais piramidais, doença do neurónio motor inferior, disfunção cognitiva, epilepsia, distúrbios visuais (retinopatia pigmentar), neuropatia periférica, demência e distúrbios do movimento (incluindo parkinsonismo, distonia, mioclonia e coreia).As SCAs podem ser divididos de acordo com a herança genética em: a) ataxias autossómicas recessivas; b) ataxias autossómicas dominantes; c) ataxias hereditárias ligadas ao cromossoma "X" e d) ataxias hereditárias mitocondriais.
A sua etiologia são principalmente mutações caracterizadas pela presença da repetição de trinucleotídeos CAG expandida, instável na região codificada de genes avaliados. No Brasil, mais especificamente na região Sul, um grande número de famílias afectadas por SCA2, foi identificada. A doença de Machado-Joseph [DMJ] (SCA3) é a forma mais comum de ataxia autossómica dominante identificadas no Brasil, tal como a maioria da epidemiologia mundial.
As diferentes formas de SCAs tem uma prevalência geográfica
variável. Por exemplo, SCA 2 tem uma alta incidência em Cuba, Índia,
Inglaterra, França e Estados Unidos; SCA 3, em Portugal, Brasil, Alemanha,
Japão e China; SCA 6 tem uma alta incidência no Japão, Austrália e Alemanha;
SCA 7, na Suécia , Finlândia, Estados Unidos e China; e SCA 10, no México e
Brasil.
A eletronistagmografia (ENG) permitiu sensibilizar o estudo do labirinto e suas relações com o sistema nervoso central (SNC), e permite diagnósticos diferenciais topográficos de labirintopatias centrais e periféricos. A avaliação do sistema vestibular é feito através de uma avaliação otoneurológica que consiste em um conjunto de procedimentos que permite uma avaliação fisiopatológica do sistema vestibular e sua relação com o sistema nervoso central com ênfase em interligações vestíbulo-oculomotores, vestibulocerebelares, e cervicais-vestibuloprioceptivas.
As irregularidades oculomotoras em pacientes com disfunção cerebelar apoiam o papel funcional do cerebelo na manutenção da parcela olhar excêntrico, movimentos de perseguição ocular, modulação da amplitude dos movimentos sacádicos ea supressão visual do nistagmo induzido caloricamente.
A eletronistagmografia (ENG) permitiu sensibilizar o estudo do labirinto e suas relações com o sistema nervoso central (SNC), e permite diagnósticos diferenciais topográficos de labirintopatias centrais e periféricos. A avaliação do sistema vestibular é feito através de uma avaliação otoneurológica que consiste em um conjunto de procedimentos que permite uma avaliação fisiopatológica do sistema vestibular e sua relação com o sistema nervoso central com ênfase em interligações vestíbulo-oculomotores, vestibulocerebelares, e cervicais-vestibuloprioceptivas.
As irregularidades oculomotoras em pacientes com disfunção cerebelar apoiam o papel funcional do cerebelo na manutenção da parcela olhar excêntrico, movimentos de perseguição ocular, modulação da amplitude dos movimentos sacádicos ea supressão visual do nistagmo induzido caloricamente.
19 de outubro de 2011
Proteína retarda doença cerebral degenerativa
Uma proteína que promove crescimento dos neurônios e vasos sanguíneos
pode parar a progressão de uma doença genética degenerativa no cerebelo,
de acordo com uma nova pesquisa pré-clínica realizada na Universidade
Northwestern e publicada na revista Nature Medicine.
A doença, ataxia espinocerebelar tipo 1, ataca principalmente na faixa
dos 30 e 40 anos e causa degeneração no cerebelo, área do cérebro que
ajuda a coordenar movimentos.
Com a progressão da doença de 10 a 20 anos os pacientes morrem de aspiração ou pneumonia infecciosa.
A doença é causada pela mutação da proteína chamada ataxin-1, que tem
papel de regular a proteína chamada fator de crescimento endotelial
vascular ou VEGF.
Quando os cientistas reabasteceram de VEGF o cérebro de um rato que
tinha a doença, estava com o cerebelo atrofiado, ele começou a ficar
normal e houve aumento nas conexões entre os neurônios. Os camundongos
também tiveram melhorias no equilíbrio.
De acordo com Punnet Opal, professor de neurologia e biologia celular e
molecular da Escola de Medicina da Universidade Northwestern, se o VEGF
for administrado no início da doença ele impede a degeneração. A
pesquisa aponta que o uso da substância aumenta os vasos sanguíneos no
cérebro e também impede os neurônios de morrer.
O estudo fornece novas informações sobre a doença degenerativa, pois os
pacientes já nascem com a doença, mas só a desenvolvem quando passam a
envelhecer. "Pode haver uma conexão entre a mutação genética dos
pacientes com seus vasos sanguíneos não se manterem à medida que eles
envelhecem", explica Opal.
Segundo o líder do estudo, assim que o VEGF foi entregue aos ratos, os
vasos sanguíneos foram aumentados e a doença parou de progredir.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/10/17/proteina-retarda-doenca-cerebral-degenerativa.jhtm
Etiquetas:
ataxia espinocerebelar,
ataxin-1,
proteína
Subscrever:
Mensagens (Atom)
