ANA CARVALHO MELO
26 de janeiro de 2012
Grupo de investigação identifica gene que vai permitir melhorar a previsão de quando os sintomas da Machado-Joseph vão surgir
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Machado-Joseph,
Manuela Lima
25 de janeiro de 2012
Notícias do Instituto Buck para a Investigação sobre o Envelhecimento: conhecimento sobre a investigação de células estaminais
NewsRx.com
Fonte: http://www.lifeextensionretail.com/NewsArticleDetails.aspx?NewsID=12170&Section=AGING
20120119
Os investigadores discutem
sobre “O papel das células estaminais pluripotentes induzidas na medicina regenerativa:
doenças neurodegenerativas”, após novas descobertas na investigação de células
estaminais. “A doença de Alzheimer, a doença de Parkinson, a doença de
Huntington, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a ataxia de Friedreich são
as doenças neurodegenerativas humanas mais comuns, patologicamente
caracterizadas por uma perda, específica e progressiva, de certas populações
neurais. Os mecanismos exactos da morte das células neurais nestas doenças não
são claros, embora algumas doenças sejam hereditárias e os genes causadores
dessas doenças já tenham sido identificados”, escreveram os cientistas no
jornal Stem Cell Research & Therapy (Investigação de Células Estaminais
& Terapia).
“Actualmente não existem
terapias clínicas eficazes para muitas destas doenças. A capacidade,
recentemente adquirida, de reprogramar células somáticas adultas humanas para
células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) em cultura, pode
providenciar uma ferramenta poderosa para modelos “in vitro” de doenças
neurodegenerativas e uma fonte ilimitada para terapias de substituição
celular”, escreveu J. Peng e colegas, do Instituto Buck para a Investigação
sobre o Envelhecimento.
Os investigadores concluem:
“Presentemente, sumarizámos progressos recentes na geração iPSCs e diferenciação
nos tipos de células neurais, e discutimos as aplicações potenciais para
mecanismos de estudo da doença in vitro
e terapias de substituição celular in vivo.”
17 de janeiro de 2012
Ataxia-Telangiectasia (Síndrome de Louis-Bar)
A ataxia-telangiectasia (A-T) é carcterizada por ataxia cerebelar progressiva que aparece entre um e quatro anos de idade, apraxia aculomotora, infecções frequentes, coreoatetose, telangiectasias da conjuntiva, imunodeficiência e um risco elevado de malignidade, em especial leucemia e linfoma. O ATM (ataxia-telangiectasia mutated) é o único gene conhecido associado com a ataxia-telangiectasia.
Mais Informação em:
http://www.centrodegenomas.com.br/m470-1/ataxia-telangiectasia_sindrome_de_louis-bar
Mais Informação em:
http://www.centrodegenomas.com.br/m470-1/ataxia-telangiectasia_sindrome_de_louis-bar
9 de janeiro de 2012
A presença da APAHE no mundo da investigação científica
De momento, a APAHE –
Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias é co-financiadora de 2 (duas)
investigações sobre ataxias hereditárias:
Ø Investigação
levada a cabo pelo Dr. Pierre Rustin, sobre a ataxia de Friedreich (ver http://www.babelfamily.org/pt/component/content/article/34-news-database/172-o-projecto-do-prof-pierre-rustin-a-identificacao-de-alvos-adicionais-na-ataxia-de-friedreich), no
Hospital Robert Debré (França), num período previsto de 5 anos (3 co-financiado
por associações + 2 financiados por uma fundação particular), e que teve início
em 2010.
Ø Investigação
a ser levada a cabo pela Dra. Patrícia Maciel, sobre a Doença de Machado-Joseph
(ver http://artigosataxiashereditarias.blogspot.com,
entrada: 02/06/2011), na Universidade do Minho (Portugal), num período previsto
de 2 anos, e que tem início previsto para o próximo mês (Fevereiro/2012).
Os co-financiamentos de
ambas as investigações são coordenados pela Ataxia UK (http://www.ataxia.org.uk).
Queremos agradecer a todos
os n/ sócios e apoiantes, pois sem a ajuda deles, nada disto seria possível.
Esperamos poder continuar a
realizar este tipo de acções.
A todos, o nosso mais profundo
e sentido muito obrigado e bem-haja.
Fátima d’Oliveira
Presidente
da Direcção da APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias
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Machado-Joseph,
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Ataxia após uma apoplexia
Ataxia significa sem
coordenação. Pode ocorrer após uma apoplexia e pode afectar várias partes do
corpo, incluindo os olhos, mãos, braços, pernas, corpo e fala. A ataxia é mais
comum após uma apoplexia cerebelar e pode ser identificada através de um porte
instável, incapacidade de realizar movimentos rápidos alternados, incoordenação
dos membros inferiores, discurso arrastado, dificuldade em deglutir, movimentos
bruscos e irregulares, e equilíbrio desigual.
O tratamento da ataxia
envolve terapia da fala, terapia ocupacional e fisioterapia. O terapeuta da
fala pode ajudar a fortalecer os músculos necessários ao discurso oral e à
deglutição, ensinar exercícios respiratórios para melhorar o discurso, ensinar
os pacientes a falarem mais devagar, recomendar alterações na alimentação de
cada um para uma deglutição mais segura, e aconselhar os pacientes acerca do
uso de aparelhos adaptáveis de comunicação se necessário. O terapeuta
ocupacional pode introduzir equipamento adaptável para ajudar a compensar a
coordenação diminuída, assim como ensinar exercícios de coordenação para a
chamada motricidade fina. O fisioterapeuta pode trabalhar na melhoria do porte,
equilíbrio e força.
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5 de janeiro de 2012
Novo ensaio clínico de medicamento para a ataxia de Friedreich
Investigadores no Hospital
San Luigi, Turim (Itália), tiveram autorização para o ensaio clínico (Phase I)
de um novo medicamento, concebido especificamente para tratar a ataxia de
Friedreich. Foi concedida a aprovação regulamentar para este ensaio clínico,
onde até 20 pacientes com a doença irão testar este novo medicamento, conhecido
como RG2833.
Os cientistas têm como
objectivo descobrir se este medicamento é seguro, e aprender mais sobre os seus
efeitos no corpo. Em particular, vão medir quaisquer alterações nos níveis de
frataxina, uma proteína chave que é reduzido nas pessoas com ataxia de
Friedreich.
RG2833 é um tipo de
medicamento denominado “inibidor deacetilásico histónico”, que foi desenvolvido
pela companhia farmacêutica Repligen, em colaboração com cientistas americanos.
Os inibidores deacetilásicos histónicos podem providenciar um meio para
aumentar os níveis de frataxina através da activação do gene responsável pela
produção de frataxina, que está “desligado” em pessoas com ataxia de
Friedreich. A iniciativa europeia de investigação, GoFAR, apoiou este estudo.
3 de janeiro de 2012
Ataxia
A ataxia é uma desordem de equilíbrio debilitado e coordenação fraca dos movimentos intencionais. Resulta da disfunção cerebelar devido a (1) dano de qualquer das duas vias aferentes (desde o aparelho vestibular ao vermis caudal ou desde a espinal medula ou tronco cerebral ao cerebelo) ou (2) dano nas fibras motoras para e desde o cerebelo. Os diagnósticos diferenciais de ataxia em crianças é amplo e inclui encefalite do tronco cerebral devido a monocitogenes Listeria. Descobertas clínicas em rombencefalomilopatia burgdorferi Borrelia devido a vasculopatia inflamatória na medula inclui os primeiros sintomas, agudos, de disfunção do tronco cerebral seguida, nalguns casos, de mielitis progressiva.
Histórico
A história dum paciente com ataxia foca-se (1) na idade da criança; (2) presença de febre, doenças recentes, imunização, trauma, medicações em casa e ingestão ou intoxicação; (3) progressão, duração e frequência da ataxia, se intermitente; (4) presença de sintomas constitucionais; e (5) histórico familiar de enxaquecas. A febre e a ataxia têm sido relatados raramente como descobertas solitárias em pacientes com meningite bacteriana.
Exames físicos
Tendo em consideração o diagnóstico diferencial, o clínico primeiro devia distinguir disfunção cerebelar e ataxia de outras desordens de porte (desordens musculares ou neuromusculares, doença da anca ou membros inferiores) e incoordenação (desordens neuromusculares ou neurosensoriais, coreia). A criança verbal com audição média ou doença do ouvido interno que leva a queixas de tonturas de desequilíbrio; isto não é normalmente o caso em crianças com ataxia devido a doença cerebelar ou da coluna posterior. A criança atáxica não é fraca. Nas crianças com ataxia cerebelar, o teste Romberg é positivo, quer com olhos abertos, quer com os olhos fechados. De pé e com os braços esticados, a criança cai na direcção do hemisfério cerebelar afectado. A ataxia devido a doença da coluna posterior é associada a um resultado positivo no teste Romberg, apenas quando os olhos estão fechados.
O sítio da doença cerebelar pode ser localizado no cerebelo, ou parte do cerebelo envolvida. O dano na vermis cerebelar resulta em ataxia do tronco e porte, enquanto que o dano nos hemisférios cerebelares resulta em ataxia ipsilateral dos membros inferiores e nistagmo. Pode ocorrer hipotonia e disartria quando a lesão cerebelar é difusa.
Uma vez que a doença está localizada no cerebelo, tem inicio a avaliação de objectivos e causas que possam pôr a vida em risco. Tumores no sistema nervoso central, nomeadamente glioma do tronco cerebral, são normalmente associados a ataxias crónicas, intermitentes, mas raramente podem causar ataxia aguda. Sinais de maior pressão intracraniana podem estar presentes, mas não é assim invariavelmente. Por outro lado, uma maior pressão intracraniana, de qualquer causa, pode inicialmente manifestar-se como ataxia. Um exame clínico geral deve ser minucioso e deve ser dirigido em distinguir etiologias. Febre e uma nova irritação cutânea, ou a curar-se, podem ser pista para uma cerebelite aguda infecciosa ou pós-infecciosa. Um exame cuidado da pele e couro cabeludo em busca de carraças é legitimo, pois os sinais iniciais da paralisia da carraça são ataxia e nistagmo; fraqueza motora e paralisia ascendente instalam-se nas 48 horas a seguir. A doença do ouvido médio pode resultar em disfunção vestibular e ataxia. Uma massa abdominal pode ser palpável na criança com neuroblastoma; um sindroma paraneoplástico de uma ataxia-opsoclonus pode ocorrrer em tal criança e é normalmente agudo no aparecimento. A ataxia crónica e o atraso severo no neurodesenvolvimento normalmente persistem nestes pacientes. É de realçar que uma percentagem significativa de crianças com a presença da ataxia-opsoclonus de neuroblastoma, têm apresentação de pleocitosis, o que pode ser facilmente confundido com cerebilite aguda infecciosa. A não ser que a ataxia seja de muito curta duração, como num sindroma de enxaqueca em artéria basilar ou vertigens paroximais benignas, é necessária uma avaliação mais profunda.
Fonte: http://drugswell.com/wowo/blog1.php/2011/12/31/ataxia-1
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