21 de agosto de 2011
19 de agosto de 2011
Terapêutica génica desenvolvida em Coimbra dá esperança ao tratamento da Machado-Joseph
Uma equipa internacional liderada pelo investigador Luís Pereira de Almeida, da Universidade de Coimbra, desenvolveu uma estratégia terapêutica que cria esperança ao tratamento da doença neurodegenerativa de Machado-Joseph, avança a agência Lusa.
Um estudo publicado agora na revista científica Brain, da autoria de Luís Pereira de Almeida e Isabel Nascimento Ferreira, aborda a doença a partir de uma falha no mecanismo de degradação proteica e propõe uma terapêutica génica como estratégia para travar o avanço desta doença incurável, revelou à agência Lusa uma fonte ligada à investigação.
Segundo os investigadores, ligados ao Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), a falha dos mecanismos de degradação proteica leva à acumulação no interior dos neurónios de proteínas com conformações alteradas, agregadas em diferentes graus, que se tornam tóxicas.
Nesse sentido, foi investigada a importância do mecanismo de “limpeza” da célula, designado macro-autofagia, na doença de Machado-Joseph, e os resultados obtidos mostram que, em animais com esta doença, “há um bloqueio da macro-autofagia, responsável pela remoção de organelos e proteínas agregadas nas células, e uma diminuição dos níveis da proteína beclina-1 importante para este processo”.
“Verificaram ainda que este fenómeno contribui para a acumulação da ataxina-3 mutada, a proteína tóxica envolvida na doença de Machado-Joseph”, refere uma nota de divulgação do CNC.
A partir desta descoberta, a equipa de investigação, que envolve ainda elementos de França, México e EUA, desenvolveu “uma estratégia de terapia génica em que aumentando a produção da proteína beclina-1 nos neurónios de modelos da doença de Machado-Joseph (culturas de neurónios e cérebros de ratos), promoveram a eliminação dessa proteína tóxica, a ataxina-3 mutante, e a redução da neuropatologia”.De acordo com a mesma nota do CNC, actualmente estão em curso outras experiências para confirmar os resultados em animais transgénicos e em células estaminais de doentes.
Igualmente estão a ser testados fármacos nos modelos de estudo existentes no Centro de Neurociências e Biologia Celular, que promovem a “limpeza” das células, por activação da macro-autofagia.
A doença de Machado-Joseph é uma doença neurodegenerativa que inicialmente foi identificada em descendentes de portugueses, principalmente açorianos. Provoca a perda de coordenação motora e acaba por confinar os doentes a uma cadeira de rodas, não dispondo actualmente de um tratamento que permita bloquear a sua progressão.
Um estudo publicado agora na revista científica Brain, da autoria de Luís Pereira de Almeida e Isabel Nascimento Ferreira, aborda a doença a partir de uma falha no mecanismo de degradação proteica e propõe uma terapêutica génica como estratégia para travar o avanço desta doença incurável, revelou à agência Lusa uma fonte ligada à investigação.
Segundo os investigadores, ligados ao Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), a falha dos mecanismos de degradação proteica leva à acumulação no interior dos neurónios de proteínas com conformações alteradas, agregadas em diferentes graus, que se tornam tóxicas.
Nesse sentido, foi investigada a importância do mecanismo de “limpeza” da célula, designado macro-autofagia, na doença de Machado-Joseph, e os resultados obtidos mostram que, em animais com esta doença, “há um bloqueio da macro-autofagia, responsável pela remoção de organelos e proteínas agregadas nas células, e uma diminuição dos níveis da proteína beclina-1 importante para este processo”.
“Verificaram ainda que este fenómeno contribui para a acumulação da ataxina-3 mutada, a proteína tóxica envolvida na doença de Machado-Joseph”, refere uma nota de divulgação do CNC.
A partir desta descoberta, a equipa de investigação, que envolve ainda elementos de França, México e EUA, desenvolveu “uma estratégia de terapia génica em que aumentando a produção da proteína beclina-1 nos neurónios de modelos da doença de Machado-Joseph (culturas de neurónios e cérebros de ratos), promoveram a eliminação dessa proteína tóxica, a ataxina-3 mutante, e a redução da neuropatologia”.De acordo com a mesma nota do CNC, actualmente estão em curso outras experiências para confirmar os resultados em animais transgénicos e em células estaminais de doentes.
Igualmente estão a ser testados fármacos nos modelos de estudo existentes no Centro de Neurociências e Biologia Celular, que promovem a “limpeza” das células, por activação da macro-autofagia.
A doença de Machado-Joseph é uma doença neurodegenerativa que inicialmente foi identificada em descendentes de portugueses, principalmente açorianos. Provoca a perda de coordenação motora e acaba por confinar os doentes a uma cadeira de rodas, não dispondo actualmente de um tratamento que permita bloquear a sua progressão.
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Biologia Celular Universidade Coimbra,
Machado-Joseph,
macro-autofagia,
Neurociências,
neurodegenerativa
9 de agosto de 2011
A escala para a avaliação e classificação da ataxia relaciona-se com a avaliação da disartria na ataxia de Friedreich
Departamento de Neurologia, Universidade Médica de Innsbruck, Anichstrasse 35, 6020, Innsbruck, Áustria
Resumo
A disartria é um sintoma da fala adquirido, neurogénico e sensorial-motor, que faz parte integrante do espectro clínico dos sintomas dos sindromas atáxicos. As medições da ataxia e deficiências geralmente focam-se na avaliação das capacidades motoras. Uma vez que investigações abrangentes sobre disartria na ataxia são escassas, avaliámos a disartria em pacientes com ataxia, através da Avaliação Frenchay de Disartria. A Avaliação Frenchay de Disartria resume-se a um teste validado de dez itens, do qual oito itens centram-se na observação das estruturas orais e funções do discurso. Quinze pacientes com ataxia de Friedreich e quinze pessoas saudáveis foram analisados, utilizando a mesma metodologia clínica. Todos os sujeitos foram submetidos a avaliação neurológica, através da Escala para Avaliação e Classificação de Ataxia. Nos pacientes com ataxia de Friedreich, o sub-item da Avaliação Frenchay relacionado com a voz, mostrou que estes eram mais afectados quando comparados com as pessoas saudáveis, seguindo-se outros itens tais como os reflexos, o palato, a língua e a clareza de percepção. A pontuação dos lábios, mandíbula e respiração pareciam estar ligeiramente afectados. A gravidade da ataxia em pacientes com ataxia de Friedreich está directamente relacionada com a severidade da disartria, revela a Avaliação Frenchay de Disartria. A introdução de uma Pontuação de Disartria Adaptada binária vai permitir distinguir os diversos padrões de disartria em ataxias. A Avaliação Frenchay de Disartria provou ser uma ferramenta valiosa na medição dos níveis de disartria na ataxia de Friedreich. A sua disponibilidade em várias línguas oferece uma grande vantagem, em relação à sua aplicabilidade em estudos clínicos internacionais. As falhas da Avaliação Frenchay relacionam-se com a multiplicidade de itens testados e a sua codificação alfabética. A contabilização numérica e a condensação de avaliações numa versão modificada pode, contudo, resultar numa excelente ferramenta clínica para a medição e pontuação da disartria em distúrbios atáxicos da fala.
PMID:21805332[PubMed – conforme fornecido pelo editor]
Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21805332
Resumo
A disartria é um sintoma da fala adquirido, neurogénico e sensorial-motor, que faz parte integrante do espectro clínico dos sintomas dos sindromas atáxicos. As medições da ataxia e deficiências geralmente focam-se na avaliação das capacidades motoras. Uma vez que investigações abrangentes sobre disartria na ataxia são escassas, avaliámos a disartria em pacientes com ataxia, através da Avaliação Frenchay de Disartria. A Avaliação Frenchay de Disartria resume-se a um teste validado de dez itens, do qual oito itens centram-se na observação das estruturas orais e funções do discurso. Quinze pacientes com ataxia de Friedreich e quinze pessoas saudáveis foram analisados, utilizando a mesma metodologia clínica. Todos os sujeitos foram submetidos a avaliação neurológica, através da Escala para Avaliação e Classificação de Ataxia. Nos pacientes com ataxia de Friedreich, o sub-item da Avaliação Frenchay relacionado com a voz, mostrou que estes eram mais afectados quando comparados com as pessoas saudáveis, seguindo-se outros itens tais como os reflexos, o palato, a língua e a clareza de percepção. A pontuação dos lábios, mandíbula e respiração pareciam estar ligeiramente afectados. A gravidade da ataxia em pacientes com ataxia de Friedreich está directamente relacionada com a severidade da disartria, revela a Avaliação Frenchay de Disartria. A introdução de uma Pontuação de Disartria Adaptada binária vai permitir distinguir os diversos padrões de disartria em ataxias. A Avaliação Frenchay de Disartria provou ser uma ferramenta valiosa na medição dos níveis de disartria na ataxia de Friedreich. A sua disponibilidade em várias línguas oferece uma grande vantagem, em relação à sua aplicabilidade em estudos clínicos internacionais. As falhas da Avaliação Frenchay relacionam-se com a multiplicidade de itens testados e a sua codificação alfabética. A contabilização numérica e a condensação de avaliações numa versão modificada pode, contudo, resultar numa excelente ferramenta clínica para a medição e pontuação da disartria em distúrbios atáxicos da fala.
PMID:21805332[PubMed – conforme fornecido pelo editor]
Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21805332
3 de agosto de 2011
O thiazolidinedione pode aumentar o risco de falha cardíaca nos pacientes com ataxia de Friedreich?
Garcia-Giménez JL Sanchis-Gomar F Pallardó FV
CICERER, Rede de Centros de Investigação Biomédica para Doenças Raras, Valencia, Espanha
RESUMO
Provas clínicas, assim como as recentes decisões da Agência Médica Europeia Alimentar e para a Administração de Medicamentos, põem em causa a segurança dos tratamentos com thiazolidinedione. Recentemente, este tratamento foi sugerido para a ataxia de Friedreich, pois melhorava os sintomas neurológicos. A cardiomiopatia hipertrófica é o problema cardíaco mais comum e a causa de morte prematura em pacientes com ataxia de Friedreich. É n/ recomendação que esta terapia seja aplicada com cuidado, pois causa um decréscimo no número de fibras rápidas e um aumento na biogenése mitocondrial do músculo cardíaco. Para além do mais, o risco de falha cardíaca pode aumentar quando o thiazolidinedione é combinado com o uso de insulina e produzem inibição 2 ciclo-oxi-genética, levando a uma resposta trombótica. Assim, os pacientes são predispostos a desenvolvimentos cardiovasculares diversos. Na n/ opinião, as possíveis consequências fatais têm que ser tomadas em consideração, quando este tipo de tratamento é considerado como um possível agente terapêutico para os pacientes com ataxia de Friedreich.
Copyright © 2011 Movement Disorder Society
PMID:21469214[PubMed – em processamento]
Fonte:
Etiquetas:
Ataxia de Friedreich,
cardiomiopatia hipertrófica,
falha cardíaca,
pacientes ataxia de Friedreich,
thiazolidinedione
2 de agosto de 2011
Avaliação Prospectiva de Neuroimagem na Ataxia de Friedreich
Pesquisador(a): Cynthia Bonilha da Silva e Marcondes Cavalcante França Jr.
Área da Pesquisa: Neurologia
Tipo de Pesquisa: Tese de Mestrado
Tipo de Ataxia: ataxia de Friedreich
Instituição: Unicamp
Local: Campinas - SP - Brasil - Encerramento das Inscrições: 31/05/2012
Pesquisa: Em Andamento
Descrição:
A ataxia de Friedreich é a ataxia hereditária mais comum, de início precoce, evolução progressiva e não apresenta tratamento curativo até o momento. Os estudos de neuroimagem na ataxia de Friedreich são reduzidos e limitados. O estudo pretende identificar alterações no cérebro, quantificar depósitos de ferro e correlacionar tais alterações com a alteração clínica nos pacientes, de forma prospectiva. Para tanto, os pacientes serão submetidos a duas avaliações, com 12 meses de intervalo, composta por avaliação clínica-neurológica e exame de ressonância magnética. Além disso, os pacientes responderão a questionários sobre sintomas não-motores, como depressão, fadiga e sono.
Objetivo:
O objetivo da pesquisa é fazer um estudo prospectivo de ressonância magnética nos pacientes, em conjunto com uma escala clínica, para tentar definir marcadores de gravidade na ressonância. Veremos áreas de atrofia cerebral e mensurar depósito de ferro em cerebelo.
O que é necessário para ser voluntário ?
Apresentar a ataxia de Friedreich, confirmada por teste genético. Ter disponibilidade para realização de uma avaliação clínica-neurológica, com duração de cerca de 30 a 40 minutos, responder aos questionários (duração de cerca de 30 minutos) e imagem de ressonância magnética com duração de 40 minutos. Para a realização de aquisição de imagem é preciso que o voluntário não possua prótese metálica, clipes metálicos, marca-passo, e nem fobia a lugares fechados.
Inscrições e mais informações: cynthia.bonilha@gmail.com, mcfrancajr@uol.com.br, telefone (19) 35217754 (ambulatório de neurologia – nas segundas e terças-feiras, período da manhã).
Área da Pesquisa: Neurologia
Tipo de Pesquisa: Tese de Mestrado
Tipo de Ataxia: ataxia de Friedreich
Instituição: Unicamp
Local: Campinas - SP - Brasil - Encerramento das Inscrições: 31/05/2012
Pesquisa: Em Andamento
Descrição:
A ataxia de Friedreich é a ataxia hereditária mais comum, de início precoce, evolução progressiva e não apresenta tratamento curativo até o momento. Os estudos de neuroimagem na ataxia de Friedreich são reduzidos e limitados. O estudo pretende identificar alterações no cérebro, quantificar depósitos de ferro e correlacionar tais alterações com a alteração clínica nos pacientes, de forma prospectiva. Para tanto, os pacientes serão submetidos a duas avaliações, com 12 meses de intervalo, composta por avaliação clínica-neurológica e exame de ressonância magnética. Além disso, os pacientes responderão a questionários sobre sintomas não-motores, como depressão, fadiga e sono.
Objetivo:
O objetivo da pesquisa é fazer um estudo prospectivo de ressonância magnética nos pacientes, em conjunto com uma escala clínica, para tentar definir marcadores de gravidade na ressonância. Veremos áreas de atrofia cerebral e mensurar depósito de ferro em cerebelo.
O que é necessário para ser voluntário ?
Apresentar a ataxia de Friedreich, confirmada por teste genético. Ter disponibilidade para realização de uma avaliação clínica-neurológica, com duração de cerca de 30 a 40 minutos, responder aos questionários (duração de cerca de 30 minutos) e imagem de ressonância magnética com duração de 40 minutos. Para a realização de aquisição de imagem é preciso que o voluntário não possua prótese metálica, clipes metálicos, marca-passo, e nem fobia a lugares fechados.
Inscrições e mais informações: cynthia.bonilha@gmail.com, mcfrancajr@uol.com.br, telefone (19) 35217754 (ambulatório de neurologia – nas segundas e terças-feiras, período da manhã).
Ataxia : Sintomas, Causas, Diagnóstico, Tratamento
Ataxia persistente normalmente resulta de danos para o cerebelo — a parte do cérebro que controla a coordenação muscular. Muitas condições podem causar ataxia, incluindo abuso de álcool, acidente vascular cerebral, tumor, paralisia cerebral e esclerose múltipla. Também é possível herdar um gene defeituoso que pode causar uma das muitas variantes de ataxia.
Tratamento de ataxia depende da causa subjacente. Dispositivos adaptáveis, tais como os carrinho de caminhada ou bengalas, podem ajudá-lo a manter a sua independência. Você também pode beneficiar de fisioterapia, terapia ocupacional e Fonoaudiologia.
Sintomas
Ataxia pode se desenvolver ao longo do tempo ou mesmo aparecer de imediato, dependendo da causa. Ataxia, causa sintomas de uma série de distúrbios neurológicos:
- Má coordenação motora
- Caminhada instável e uma tendência para tropeçar
- Dificuldade com tarefas de básicas, como comer, escrever ou abotoar uma camisa
- Alteração na fala
- Movimentos involuntários vai-e-vem do olho (nistagmo)
- Dificuldade de engolir
Se você não estiver ciente de ter uma condição que causa ataxia, como esclerose múltipla, consulte o seu médico se você:
- Perde o equilíbrio com facilidade
- Perdeu coordenação muscular em uma mão, braço ou perna
- Tem dificuldade em caminhar
- Sente dificuldade na fala
- Têm dificuldade de engolir
Causas
Danos, degeneração ou perda de células nervosas na parte do cérebro que controla a coordenação muscular (cerebelo), resulta em perda de coordenação ou ataxia. O cerebelo compreende duas porções de tecido situado na base do seu cérebro perto de seu tronco cerebral. O lado direito de seu cerebelo controla coordenação no lado direito do seu organismo. o lado esquerdo de seu cerebelo controla coordenação no lado esquerdo de seu corpo.
Doenças que prejudicam a medula espinhal e nervos periféricos que conectam o cerebelo para seus músculos também podem causar ataxia. Causas de Ataxia incluem:
- Trauma de cabeça. Danos ao seu cérebro ou medula espinhal por um golpe em sua cabeça, como pode ocorrer em um acidente de carro, podem causar ataxia de início súbito, também conhecida como Ataxia Aguda Cerebelar.
- Acidente vascular cerebral. Quando o suprimento de sangue para uma parte do seu cérebro é interrompido ou severamente reduzido, privando o tecido cerebral de oxigênio e nutrientes, as células do cérebro começam a morrer.
- Ataque isquêmico transitório. Devido a uma diminuição temporária no suprimento de sangue para parte do seu cérebro, a maioria dos ataques insquêmicos transitório duram apenas alguns minutos. Perda de coordenação e outros sinais e sintomas de um ataque isquêmico transitório são temporários.
- Paralisia cerebral. Este é um termo geral para um grupo de transtornos causados por danos ao cérebro de uma criança durante a fase inicial de desenvolvimento — antes, durante ou logo após o nascimento — que afeta a capacidade da criança para coordenar os movimentos do corpo.
- Esclerose múltipla. É uma doença crônica, potencialmente debilitante doença que afeta o sistema nervoso central, que inclui seu cérebro e medula espinhal.
- Varicela. Ataxia pode ser uma complicação rara da varicela e outras infecções virais. Podem aparecer nas fasesde cura da infecção e passado por dias ou semanas. Normalmente, a ataxia é curada completamente ao longo do tempo.
- Síndromes Paraneoplásicas. Estes são raros, Transtornos degenerativos desencadeados pela resposta do sistema imunológico de um tumor canceroso, mais comum no pulmão, ovário, mama ou câncer linfático. Ataxia pode aparecer meses ou anos antes que o câncer ser diagnosticado.
- Tumores Cerebrais. Um crescimento sobre o cérebro, canceroso (benigno), pode danificar o cerebelo.
- Reação tóxica. Ataxia é um potencial efeito colateral de certos medicamentos, como barbitúricos, tais como fenobarbital e sedativos, tais como benzodiazepinas. Intoxicação de álcool e drogas; intoxicação por metais pesados — de chumbo ou mercúrio, por exemplo — e intoxicação por solventes — de diluente, por exemplo — também pode causar ataxia.
Para alguns adultos que desenvolvem ataxia esporádica, sem meios específicos adquiridos ou causa genética, é conhecida como ataxia degenerativa esporádica, que pode assumir várias formas, incluindo a atrofia de múltiplos sistemas, ou uma doença degenerativa, progressiva.
Hereditárias Espinocerebelares
Alguns tipos de ataxia e algumas condições que causam ataxia são hereditárias. Se você tiver uma destas condições, você nasceu com problemas em um determinado gene que torna as proteínas anormais. As proteínas anormais dificultam a capacidade das células nervosas, principalmente em seu cerebelo e medula espinhal funcionar corretamente e levá-los a se degenerar ao longo do tempo.
Você pode herdar uma ataxia genética de um gene dominante de um pai (desordem autossômica dominante) ou um gene recessivo de cada geração familiar do genitor (desordem autossômica recessiva). Neste último caso, é possível não ser os pais que tem a desordem (mutação silenciosa), por isso é necessário analisar a história familiar.
Defeitos de diferentes genes podem gerar diferentes tipos de ataxia, a maioria dos quais é progressiva. Cada tipo atua causando má coordenação, mas cada um tem sinais e sintomas específicas.
Testes e Diagnósticos
Além da realização de um exame físico e um exame neurológico, incluindo a verificação de sua memória e concentração, visão, audição, equilíbrio, coordenação e reflexos, seu médico pode solicitar estes testes de laboratório:
- Exames de sangue. Alguns exames de sangue pode confirmar ou excluir a condição de suspeita. Os testes específicos dependerão da causa suspeita, mas provavelmente incluirá uma hemograma completo, que ajuda a avaliar sua saúde geral e detectar uma gama de doenças como a infecção e intoxicação por metais pesados.
- Testes de urina. Análise de urina pode sugerir certas anormalidades sistêmicas que podem ser relacionadas a algumas formas de ataxia.
- Estudos de imagem. Um exame de tomografia computadorizada ou ressonância magnética do seu cérebro pode ajudar a determinar as causas potenciais.
- Punção lombar. Uma agulha é inserida na sua parte inferior das costas (região lombar) entre dois ossos lombares (vértebras) para remover uma amostra de líquido cefalorraquidiano. O fluído, que envolve e protege seu cérebro e da medula espinhal, é enviado a um laboratório para testes.
- Testes genéticos. Seu médico pode recomendar testes genéticos para determinar se você ou seu filho tem a mutação do gene que faz com que uma das condições de ataxia hereditária.
Tratamento
Não há nenhum tratamento especifico para Ataxia. Em alguns casos, tratar a causa subjacente ajuda a tratar a Ataxia. Em outros casos, tais como Ataxia resultante de varicela ou outra infecção viral, é susceptível de resolver pelo próprio corpo ao longo do tempo. Seu médico pode recomendar dispositivos adaptáveis ou terapias para ajudar a lidar com Ataxia durante este período.
Dispositivos adaptáveis
Ataxia causa condições tais como esclerose múltipla ou paralisia cerebral, sendo que a Ataxia pode não ser tratável. Nesse caso, seu médico poderá recomendar dispositivos adaptáveis. Eles incluem:
- Bengalas ou caminhadores
- Utensílios para comer com certa liberdade
- Auxiliares de comunicação para falar
Terapias
Você pode se beneficiar de certas terapias, incluindo:
- Fisioterapia para ajudá-lo a construir a força e melhorar a sua mobilidade
- Terapia ocupacional para ajudá-lo com tarefas diárias da vida, tais como alimentar-se
- Fonoaudiologia para melhorar o discurso e ajuda a engolir
Fonte: IndicedeSaude.com
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