29 de maio de 2012

Distúrbios do sono, prelúdio para a ataxia

Um estudo levada a cabo pelo Centro de Investigação e Reabilitação de Ataxias na província de Holguín (Cuba), demonstrou que os distúrbios do sono começam cedo em portadores assintomáticos de ataxia espinocerebelar tipo dois (SCA2).

Dirigida pelo Dr. Roberto Rodriguez Labrada e com a colaboração de outros especialistas, a investigação revelou que estes distúrbios podem apresentarem-se até 10 anos antes dos pacientes serem diagnosticados com os sintomas clínicos da doença, nomeadamente a nível motor.

Também confirma que à medida que as pessoas se aproximam de mostrarem sintomas da doença, a qualidade e eficiência do sono começa a deteriorar-se, acrescentou o doutor.

De grande importância, é avaliar a percentagem de sono que coexiste com o movimento ocular rápido (REM – rapid eye movement), pois é uma informação valiosa para o diagnosticar a ataxia.

Este diagnóstico ajuda a determinar o momento em que o novo paciente deve receber tratamento no centro médico, para mitigar os efeitos da SCA2.

A partir desse momento, os pacientes sujeitam-se a uma fase pré-clínica, mesmo que ainda não apresentem um nível marcado de degeneração neurológica, disse o doutor.

Da mesma maneira, estes parâmetros do sono contribuem para avaliar terapias futuras que podem ser aplicadas nestes indivíduos, ele acrescentou.

De acordo com Perez Velazquez, esta investigação é a primeira do seu género feita internacionalmente e foi recentemente publicada no jornal oficial da Sociedade Neurológica Mundial (World Neurological Society).

O Centro de Investigação e Reabilitação de Ataxias de Holguín foi criado após estudos levados a cabo nesta cidade no leste de Cuba há mais de 20 anos, com a finalidade de encontrar cuidados mais eficazes, para as pessoas que sofrem desta doença.

Holguín tem a prevalência mais elevada de SCA2 em Cuba e no mundo.





Fonte: http://www.ahora.cu/en/sections/health/3401-sleep-disorders-prelude-to-ataxia

DANO E REPARO DE DNA EM INDIVÍDUOS COM ATAXIA-TELANGIECTASIA

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28 de maio de 2012

Ataxia-telangiectasia V2 VARIANT, incluído; AT-V2, NIJMEGEN SÍNDROME DE QUEBRA

A síndrome de quebra Nijmegen ea síndrome quebra fenotipicamente indistinguíveis Berlim são autossômicas recessivas síndromes de instabilidade cromossômica caracterizada pela microcefalia, retardo de crescimento, imunodeficiência e predisposição ao câncer. Ataxia telangiectasia-variante-1 é a designação aplicada à síndrome de quebra Nijmegen e AT-2 variante é a designação para o síndrome de quebra de Berlim, que diferem apenas em estudos de complementação. Células da NBS / bbs pacientes são hipersensíveis à radiação ionizante com características citogenéticas distintas das ataxia-telangiectasia (AT; 208.900 ), mas NBS pacientes / bbs tem um fenótipo clínico distinto. As características clínicas da síndrome LIG4 ( 606.593 ), causada por mutação no gene LIG4 ( 601.837 ), se assemelham aos da NBS.(...........)

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27 de maio de 2012

Brasileiros são premiados pela American Academy of Neurology

Cinco pesquisadores brasileiros tiveram seus trabalhos premiados durante a 64ª Reunião Anual da American Academy of Neurology, realizada entre os dias 21 e 28 de abril na cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Ao todo, 17 cientistas foram destacados no evento, que é o mais importante da área de neurologia. Todos os brasileiros são da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foram premiados na categoria “International Scholarship Award”.

Um dos estudos em destaque foi o de Felipe Von Glehn, que permitiu entender melhor a resposta inflamatória autoimune do sistema nervoso central que ocorre em portadores de esclerose múltipla. A pesquisa contou com apoio da FAPESP e foi coordenada por Carlos Otávio Brandão.

Jaira Vasconcellos foi premiada por seu trabalho de pós-doutorado. O estudo analisou a expressão gênica em pacientes com epilepsia refratária a tratamento medicamentoso. O projeto, também financiado pela FAPESP, foi coordenado por Iscia Lopes-Cendes.

Danyella Barbosa Dogini foi premiada pelo projeto de pós-doutorado “Padrão de expressão dos microRNAs 9 e 206 em pacientes com esclerose lateral amiotrófica”. A pesquisa comparou tecido de portadores da doença com tecidos de pessoas saudáveis e revelou alterações em pequenas moléculas de RNA que regulam a expressão gênica. A descoberta, se confirmada, pode representar um biomarcador para a doença.

Também foi destaque o projeto de mestrado de Karen Takazaki, orientado pelo professor Marcondes Cavalcante França Júnior. A pesquisadora investigou a variação da frequência cardíaca em pacientes com ataxia espinocerebelar tipo 3, doença degenerativa que afeta a medula espinhal e causa atrofia muscular.

Por último, Cynthia Bonilha foi premiada pela pesquisa realizada durante seu mestrado, que avaliou fatores que influenciam na severidade dos casos da doença neurodegenerativa ataxia de Friedreich. O trabalho também foi orientado por França Júnior.

Agência FAPESP

FONTE: http://www.planetauniversitario.com/index.php/notas-do-campus-mainmenu-73/27245-brasileiros-sao-premiados-pela-american-academy-of-neurology

25 de maio de 2012

Ataxia cerebelar hereditária na infância: uma abordagem de reconhecimento de padrões usando a ressonância magnética ao cérebro


L. Vedolin, G. Gonzalez, C. F. Souza, C. Lourenço e A. J. Barkovich

Resumo

SUMÁRIO: A ataxia é o sintoma principal de muitas doenças neurológicas comuns na infância. As ataxias são causadas por uma disfunção do cerebelo, ocorrida em doenças agudas, intermitentes e progressivas. A maioria dos processos progressivos crónicos são secundários a doenças metabólicas e degenerativas. Além do mais, a malformação congénita do mesencéfalo e rombencéfalo também pode estar presente, com sintomas posteriores relacionados com a ataxia. As imagens resultantes de uma ressonância magnética ao cérebro são a técnica de imagem mais precisa para investigar esses pacientes, e visualizar anormalidades incluindo tamanho, forma e/ou sinais do tronco cerebral e/ou cerebelo. As lesões medulares e supratentoriais também são comuns. Esta revisão irá discutir uma abordagem de reconhecimento de padrões à ataxia cerebelar hereditária na infância. O propósito disto é providenciar uma discussão ampla que, em última análise, poderia ajudar neurorradiologistas a melhor gerir este tópico importante na neurologia pediátrica.




Fonte: http://www.ajnr.org/content/early/2012/05/17/ajnr.A3055.abstract

24 de maio de 2012

Canadenses descobrem a aplicabilidade de uma proteína para tratar doenças genéticas

Brasil poderá receber transferência de tecnologia na área.
Recentes pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Genética da Universidade Laval ( ULAVAL ) no Quebec, Canadá, dão conta de que a solução no tratamento de inúmeras doenças de motivação genética pode estar mais perto do que se imagina. Os estudos são muito promissores e são realizados a partir da descoberta da ação de uma proteína chamada TALE, proteína esta que foi desenvolvida por pesquisadores para ser anexada a uma sequência específica de DNA e que está sendo utilizada nas pesquisas para a correção das mais variadas mutações genéticas.
As investigações são coordenadas por um cientista canadense, o Dr. Jacques Tremblay, professor do departamento de Medicina Molecular na ULAVAL desde 1976 e diretor de uma das equipes do laboratório de pesquisas genéticas da universidade. Ele é um pesquisador com larga experiência, tendo apresentado 90 conferências médicas, mais de 200 artigos publicados em revistas revisadas e 375 comunicações apresentadas no Congresso.
As pesquisas são baseadas em uma técnica de genética humana desenvolvida por meio do sequenciamento de nucleotídeos que permite uma rápida identificação dos genes mutantes, segmentos do DNA que possuem a informação necessária para codificar uma proteína. Tais genes mutantes podem variar de acordo com cada caso, sendo responsáveis por diversas patologias genéticas, como por exemplo as Degenerações Retinianas, a Distrofia Miotônica, a Fibrose Cística e a Hemofilia A.
As pesquisas realizadas no Canadá representam um grande avanço científico para o tratamento potencial de diversas doenças genéticas através da correção dos genes doentes e podem levar grande esperança a milhões de pessoas em todo o mundo. Porém, inicialmente, as investigações estão mais direcionadas a duas patologias específicas.
A equipe da ULAVAL foca suas pesquisas da terapia genética, principalmente, na Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença muscular hereditária progressiva que pode gerar danos severos aos pacientes e é causada por uma deficiência na proteína Distrofina. As investigações também se concentram na Ataxia de Freidreich, uma outra doença hereditária causada por uma mutação do gene da frataxina, o que gera perturbações do metabolismo do ferro nas mitocôndrias. Os nervos e os músculos são particularmente afetados, causando distúrbios neurológicos, como perda de equilíbrio.
Além delas, o Dr. Tremblay pensa em tornar seus estudos voltados à Anemia Falcifórme, doença hereditária que causa uma deficiência no transporte de oxigênio pela má formação das Hemácias dos indivíduos. Esta patologia acomete, em sua maioria, afros descendentes e pode encurtar drasticamente a expectativa de vida.
A maior inovação nas pesquisas de Tremblay é o desenvolvimento de um método inédito que consiste no emprego da proteína TALE ( Tal Effector), substância cuja aplicabilidade foi recém descoberta pelos pesquisadores, que possui um mecanismo de ação que a torna capaz de ligar-se à sequências específicas do DNA. Em virtude de sua capacidade de associação ao material genético a TALE foi especificamente desenhada através de uma engenharia molecular, a fim de tornar viável sua utilização em estudos científicos para a correção das mutações genéticas.
O laboratório da Universidade Laval realiza a manipulação das proteínas TALEs através de uma associação das mesmas com uma nuclease, enzima que quebra a ligação entre nucleotídeos, para assim cortar o gene no ponto desejado com a finalidade de corrigi-lo. O Dr. Tremblay assume duas formas de conduzir as pesquisas com a utilização da proteína para tornar sadias células anteriormente imperfeitas.
A metodologia Não-homóloga ( Non-homologoos and joining ) prevê a possibilidade de se excluir ou inserir alguns nucleotídeos no gene, para assim corrigir seu defeito, a fim de restaurar seu quadro normal de leitura. Já na outra condução das pesquisas, através da Recombinação Homóloga ( Homologoos Recombination ), é possível trabalhar em cima de um campo mais extenso do DNA e efetuar a correção em um segmento maior do gene.
No futuro, estas correções genéticas poderiam ser feitas em células do próprio paciente, extraídas e trabalhadas em meio de cultura. Após a terapia com as proteínas Tal Effector, tais células poderiam ser corrigidas e posteriormente reimplantadas no órgão afetado do paciente, passando a desempenhar sua função de maneira correta no organismo, o que representaria o tratamento da patologia pré existente.
Há mais de 20 anos os pesquisadores da equipe da Universidade do Quebec também estão trabalhando em outro tipo de pesquisa, a terapia celular, para o tratamento potencial das Distrofias Musculares recessivas, especialmente para a Distrofia Muscular de Duchenne. Apesar dos recentes insucessos clínicos, ocorridos na década de 1990, atribuidos aos estudos desenvolvidos por outros pesquisadores para o transplante de mioblastos em portadores de Duchenne, as pesquisas de Tremblay já constataram resultados promissores, com melhora clínica em humanos.
O grupo de Tremblay está atingindo resultados esperançosos com transplantes de mioblastos, mas dois fatores têm sido importantes para a melhoria desta terapia potencial. O primeiro é a aplicação de uma técnica de implante celular que foi desenvolvida em macacos e aplicada em seus pacientes por seu colaborador, o médico Daniel Skuk. O segundo fator é a utilização de um medicamento, um imuno supressor, denominado Tacrolimus, para controlar a rejeição das células enxertadas.
A Universidade Laval realizou um ensaio clínico com uma amostragem de nove portadores desta Distrofia Muscular, com a aplicação da terapia em uma área restrita do músculo tibial anterior. Os pesquisadores estão esperançosos, pois alguns avanços puderam ser identificados, sendo possível comprovar, na maioria dos pacientes, uma correção molecular significativa na região enxertada.
Agora, a equipe de Tremblay está buscando expandir suas atividades e tenta concluir uma parceria com uma instituição brasileira. Por intermédio do médico brasileiro, o Dr. Marcello Bossois, colaborador nas pesquisas do Laboratório de Genética da ULAVAL, uma parceria foi proposta ao Hospital da Posse em Nova Iguaçu, em qual seria oferecido todo o respaldo técnico científico do laboratório da ULAVAL em diversas finalidades.
A oficialização do marco de cooperação, já assinado pelos responsáveis no Quebec, prevê grandes avanços para o sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro e ainda aguarda pela assinatura das autoridades competentes do município de Nova Iguaçu. Vale lembrar que poderia ser aberto no Hospital da Posse um centro de referência no tratamento, diagnóstico e pesquisa voltadas às doenças genéticas em geral.
Além disso, o convênio permitiria um intercâmbio científico para médicos, universitários e professores que eventualmente quisessem uma especialização em uma das melhores universidades do mundo. Este intercâmbio científico possibilitaria a transferência tecnológica para médicos, professores, doutores e profissionais da saúde, que retornariam ao Brasil com um vasto conhecimento adquirido em seus estudos.

17 de maio de 2012

Renovação do atestado médico de incapacidade multiuso...

Decreto-Lei n.º 106/2012, de 17 de Maio - Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 8/2011, de 11 de Janeiro, que aprova os valores devidos pelo pagamento de actos das autoridades de saúde e de serviços prestados por outros profissionais de saúde pública.

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Tratamento da Criança com Tônus Flutuante

TÔNUS FLUTUANTE
São consideradas crianças com tônus flutuante aquelas em que não há modulação do tônus, ou seja, o tônus está sempre variando, ou é inconstante. Este transtorno acomete o corpo como um todo, e tem graduação de leve, moderado ou grave. Os movimentos são instáveis e imprecisos, interferindo na dinâmica motora. Mas não é somente a área motora grossa atingida, os movimentos finos de precisão, a respiração e a fala também sofrem alterações. Neste grupo encontramos:
- Distônia / Atetose / Coreoatetose
- Ataxia

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10 de maio de 2012

Paraplégica terminou maratona de Londres 16 dias depois

Claire Lomas, de 32 anos, cortou a meta da maratona de Londres 16 dias depois do início da prova. Uma vitória que a deixou em lágrimas, pois é a primeira pessoa paraplégica a conseguir tal feito com ajuda de um fato biónico.

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Pessoas com doenças raras vão ter cartão

O director-geral da Saúde, Francisco George, disse, esta quinta-feira, que o cartão para pessoas portadoras de doenças raras, “está quase pronto”.

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9 de maio de 2012

Resolução da Assembleia da República n.º 65/2012

Isenção de pagamento de renovação
de atestado multiuso de incapacidade em situações irreversíveis
e a aplicação de uma taxa de € 5 em caso de renovação
periódica

Dec. Lei. AQUI

5 de maio de 2012

Ataxia de Friedreich 1 - Caracteristicas Clínicas

Características Oculares
O nistagmo e a atrofia ótica são sinais oculares importantes. A via visual, quer inferior, quer posterior, é envolvida constantemente e os defeitos de campo são comuns, embora muitos pacientes sejam assintomáticos. O OCT (optical coherence tomography, tomografia de coerência ótica) normalmente mostra uma camada reduzida de fibras nervosas, secundária à perda de axónios. Cerca de metade dos pacientes têm potenciais evocados visuais anormais. Alguns pacientes sentem uma perda súbita da visão central na segunda década de vida.
Características Sistémicas
A ataxia de Friedreich é uma doença neurodegenerativa progressiva, com o aparecimento antes da puberdade. Os tratos espinocerebelares, colunas dorsais, tratos piramidais, cerebelo, medula e radiação ótica, podem estar todos envolvidos. O sintoma mais visível é a ataxia com um cada vez maior envolvimento da marcha e membros. Fraqueza muscular, respostas plantares extensíveis e ausência de reflexos nos membros inferiores, estão normalmente presentes. A disartria também é percetível. Os sinais sensoriais incluem o enfraquecimento da posição e sentidos vibratórios. É habitual ver-se contrações musculares nos membros e dígitos e o “síndroma da perna inquieta” é comum.
As alterações secundárias incluem “pes cavus”, escoliose e dedos do pé em martelo. As doenças cardíacas estão frequentemente presentes e a falha cardíaca é a causa de morte mais comum. Muitos pacientes padecem de cardiomiopatia hipertrófica com alterações nas características ecocardiográficas e alguns têm estenose subaórtica como parte da hipertrofia do miocárdio. A diabetes mellitus está presente em cerca de 20-25%. Alguma perda de audição ocorre em mais de 10% dos indivíduos.
A maioria dos pacientes necessita de um cadeira de rodas, 15 anos após o aparecimento da doença e a esperança média de vida é cerca de 36 anos.
É raro, mas chega a acontecer que os pacientes onde o aparecimento da ataxia de Friedreich se manifesta mais parte, conseguem reter os reflexos nos membros inferiores.
Genética
Mutações homozigóticas no FXN (9p21.11) são responsáveis pela ataxia de Friedreich. A anormalidade mais comum no ADN é uma repetição da expansão de trinucleotídeos GAA no intrónio 1. O número de repetições em pacientes é cerca de 70-1000, comparados com 5-30 em indivíduos normais. O FXN codifica a proteína mitocondrial frataxina.
Cerca de 2% de indivíduos têm mutações pontuais no FXN, em vez de repetições de trinucleotídeos.
Algumas das variações fenotípicas podem ser explicadas através das diferenças no número de repetições GAA.
Opções de Tratamento
O tratamento é largamente dirigido aos sintomas, incluindo fisioterapia, terapia da fala e o uso de aparelhos de assistência à mobilidade. A escoliose pode requer uma intervenção cirúrgica.