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3 de março de 2014

Saúde: perto de um tratamento eficaz contra a Ataxia de Friedreich

Pode chegar, dentro de alguns meses, uma terapia para a Ataxia de Friedreich , uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso, entre 5 e 15 anos de idade ". Quem o diz, por ocasião do dia dedicado às doenças raras, que se assinala por todo o mundo a 28 de Fevereiro, é Roberto Testi, professor da Universidade "Tor Vergata”, em Roma (Itália), que coordena o projeto 'Fast', financiado pela UE. O defeito genético na Ataxia de Friedreich (FRDA) diz respeito ao gene responsável pela produção de uma proteína chamada frataxina, que funciona mal nos pacientes de FRDA. Os baixos níveis de frataxina causam a morte de células nervosas essenciais para a coordenação motora. "Existem várias maneiras de aumentar os níveis de uma proteína defeituosa, neste caso, a frataxina", disse Testi. "A primeira, a mais comum, é aquela de trabalhar no gene e, portanto, uma vez que, no nosso caso, o gene transcreve pouco, tenta-se recuperar - continuou ele - a transcrição correta, ou maior, do gene. Em alternativa, pode-se tentar introduzir frataxina já feita diretamente nas células dos pacientes. A nossa abordagem é radicalmente diferente e consiste em pensar em como fazer durar mais tempo a frataxina já existente. Na verdade, descobrimos que parte da frataxina produzida é degradada antes mesmo para ser usada. Depois percebemos, em detalhe, como a frataxina é degradada e, por conseguinte, como evitar esta degradação. Estamos a tentar desenvolver moléculas sintéticas capazes de bloquear a degradação da frataxina. Se o programa for bem-sucedido, algumas dessas moléculas poderão, em poucos anos, tornar-se medicamentos". Mas, mesmo antes, uma terapia poderá ser alcançada, graças a uma descoberta do grupo de Testi. "Temos observado - disse o cientista -. que o interferão gama, uma substância produzida naturalmente pelo organismo, atua sobre o gene frataxina e aumenta a transcrição Além disso, os ratos com FRDA tratados com interferão gama mostraram um aumento da frataxina em neurónios críticos para a doença e melhoramento no desempenho da coordenação motora." O que é particularmente interessante nesta descoberta, é que o interferão gama é um medicamento já aprovado para outras indicações, e já comercializado.
Isto significa que, se a eficácia fosse confirmada em humanos, seria rapidamente colocado à disposição dos pacientes com FRDA. Nesse sentido já estão em curso dois ensaios clínicos, um em Roma (Itália) e outro em Filadélfia (EUA), que em poucos meses poderão dar indicações relevantes.




Fonte: 
http://www.babelfamily.org/it/index.php/88-news/latest-news/423-salute-vicini-a-cura-efficace-contro-atassia-di-friedreich

12 de novembro de 2013

Estudo: Investigadores identificam a maneira de aumentar o sucesso da terapia genética

Columbus, OH (EUA) - Cientistas no Instituto de Investigação no Hospital Nacional Infantil encontraram uma maneira de superar um dos maiores obstáculos ao uso de vírus para entregar genes terapêuticos: como impedir o sistema imunitário de neutralizar o vírus antes de ele poder entregar a sua carga genética.
Num estudo recentemente publicado na Molecular Therapy, os investigadores descobriram que ao sujeitarem esses a um tratamento, o corpo fica temporariamente livre de anticorpos, fornecendo assim passagem segura aos vírus para as células alvo, permitindo a libertação de um gene corretivo ou de substituição para tratar a doença.
A terapia genética está entre as opções de tratamento mais promissoras para doenças genéticas, tais como a distrofia muscular, cegueira congênita e hemofilia. Os cientistas também estão a investigar a terapia genética como uma cura para alguns tipos de cancro, doenças neurodegenerativas, infeções virais e outras doenças adquiridas. Para obter o gene terapêutico nas células, os investigadores viraram-se para os vírus, que entregam o seu material genético nas células como parte de seu processo de replicação normal. E por inúmeras vezes, estes esforços foram frustrados pelo sistema imunitário do próprio corpo, que ataca o vetor viral. Os genes terapêuticos não são entregues e doença progride.
Agora, uma equipa liderada por Louis G. Chicoine, MD, Louise Rodino-Klapac, PhD e Jerry R. Mendell, MD, investigadores no Centro de Terapia Genética no Hospital Infantil Nacional, mostrou pela primeira vez que usando um processo chamado plasmaferese antes da entrega de um vírus com terapia genética, o vírus é protegido o tempo suficiente entrar na célula e entregar o gene.
A plasmaferese, amplamente utilizada para tratar pacientes com doenças autoimunes, remove o sangue do corpo, separa o plasma e as células, filtra os anticorpos e retorna o sangue ao paciente. A perda de anticorpos é temporária; o corpo começa a produzir novos anticorpos algumas horas após o procedimento.
Num estudo sobre uma terapia genética para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD), os Drs. Chicoine e Rodino-Klapac usaram a plasmaferese num modelo animal grande, depois injetaram um vírus com um gene micro-distrofina. Quando eles examinaram os níveis de expressão de gene micro-distrofina nos animais, eles encontraram um aumento de 500% sobre a expressão genética em animais que não receberam a plasmaferese. O Dr. Mendell, diretor do Centro de Terapia Genética, ajudou a conceber este tratamento para pacientes com DMD com base na experiência com doenças autoimunes como a miastenia gravis e doenças inflamatórias nervosas.
"Para já, a terapia genética parece funcionar melhor em pacientes que não tenham anticorpos para o vírus que está sendo usado para entregar o gene," diz o Dr. Mendell. "Isso limita o número de pacientes que podem beneficiar da terapia genética".
Usando a plasmaferese aumentaria o potencial da terapia genética, acrescenta o Dr. Chicoine, através da eliminação dum obstáculo da reação imune.
"À medida que a terapia genética se vai tornando mais prevalente, os pacientes podem precisar de receber mais do que um tratamento," diz o Dr. Rodino-Klapac. "O problema é que quando recebem o primeiro tratamento, os corpos vão desenvolver anticorpos contra o vírus usado para entregar o gene. Usar a plasmaferese em alguém que anteriormente recebeu terapia genética poderia permitir-lhe ser tratada novamente."
 

28 de julho de 2012

Uma nova estratégia de terapia genética aumenta os níveis de proteína deficiente na ataxia de Friedreich

Uma nova abordagem à terapia genética que instrui as próprias células da pessoa a produzir maior quantidade de uma proteína natural de combate às doenças, pode oferecer uma solução para o tratamento de muitas doenças genéticas. O método foi utilizado para descobrir um aumento de 2 a 3 vezes na produção da proteína deficiente em pacientes com ataxia de Friedreich, como descrito num artigo publicado na Terapia Genética Humana (Human Gene Therapy).



O método inovador de terapia genética descrito por Jacques Tremblay, Pierre Chapdelaine, Zoé Coulombe e Joel Rousseau, da Universidade de Laval, Québec, e da Universidade do Québec, Canadá, aproveita a capacidade de uma família de proteínas, denominadas proteínas de efeito Tal (TALE), visarem sequências de ADN específicas. Como modelo para demonstrar a forma de como este método podia ser usado para tratar doenças genéticas, os autores fizeram com que as proteínas TALE visassem o gene que codifica a proteína frataxina, que é deficiente na ataxia de Friedrech. A capacidade de induzir células a produzir mais frataxina pode reduzir os sintomas da doença e providenciar uma estratégia terapêutica eficaz e a longo prazo, concluem os autores.

“Esta é uma abordagem muito inteligente para tratar uma doença recessiva causada pela quantidade inferior de uma, noutras situações, proteína normal,” diz o Dr. James M. Wilson, Editor Chefe e Diretor do Programa de Terapia Genética, Departamento de Patologia e Laboratório de Medicina, Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pennsylvania, Filadélfia (EUA).





Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2012/07/120725105212.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+sciencedaily+%28ScienceDaily%3A+Latest+Science+News%29