20 de janeiro de 2017

Um grupo de cientistas conseguiu transformar células estaminais em neurónios que controlam o movimento



Um grupo de cientistas conseguiu transformar células estaminais em neurónios que controlam o movimento, através de uma técnica conhecida como programação direta. 

Essa técnica podia eventualmente ser usada para regenerar células danificadas ou para transformar certos tipos de células noutro, de que corpo possa ter falta. 

Os resultados, publicados no Journal Cell Stem Cell, demonstram que as células estaminais em ratos puderam ser modificadas para produzirem neurónios de movimento. 

"Pegámos em células estaminais embrionárias de rato, que se podem transformar em qualquer coisa; e estamos a transformá-las em neurónios motores espinhais, a aplicar em três genes particulares", explicou em entrevista telefônica Shaun Mahony, um dos autores do estudo. 

As células em que os investigadores trabalham em laboratórios encontram-se na médula espinal e funcionam de forma anómala em doenças como a atrofia muscular espinal e a esclerose lateral amiotrófica. 

No caso dos cientistas conseguirem obter células neuromotoras humanas in vitro, podem estudar as suas propriedades, assim como a forma que os medicamentos ou os tratamentos as afetam. 

A equipadisse Mahony, pretende descobrir como funciona o fenômeno de transformar um tipo de célula adulta específica, não necessariamente uma célula estaminalnoutra completamente distinta. 
Isto suprime vantagens sobre outras técnicas, pois ao programar células próprias, reduz as possibilidades de recarga do mesmo corpo. 

Tal como quando se transplanta um órgão um paciente, pode ser recarregado se não tiver um bom empate. O mesmo acontece com as células estaminais, especialmente se aquelas células são de um banco pertencentes a uma pessoa distinta com um genoma distinto", explicou Mahony. 

"Isso motiva o nosso trabalho para tentar obter células diretamente do paciente e transformá-las noutro tipo". 

investigador da Penn State (EUA) espera que algum dia se possa pegar em células da pele, por exemplo, e transformá-las nas em que o corpo tedanificadas: "Assim não teríamos a necessidade de usar células estaminais", aventurou. 

O cientista está prudente, pois sabe que a investigação ainda está em fase experimental em laboratório, uma etapa ainda inicial. 

"Esperamos começar a dedicarmo-nos em fazer a mesma classe de estudos em humanos e fazer diferentes tipos de células úteis em diferentes contextos", expresso Mahony. 


(artigo traduzido) 



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