Cecilia Smith Simonsen, Elisabeth Gulowsen Celius, Cathrine Brunborg, Chantal Tallaksen, Erik Fink Eriksen, Trygve Holmøy e Stine Marit Moen
RESUMO
Antecedentes
Embora a incapacidade seja considerada a principal causa da baixa densidade mineral óssea (DMO) na esclerose múltipla (EM), outros fatores relacionados com o processo da doença ou tratamento também poderiam estar envolvidos. O objetivo deste estudo foi avaliar se os pacientes com EM são mais propensos a desenvolver baixa DMO (osteopenia ou osteoporose) do que os pacientes com as doenças neurológicas não inflamatórias Paraplegia Espástica Hereditária (PEH) e Ataxia Hereditária (AH).
Métodos
Realizámos um estudo comparando a DMO (coluna vertebral, anca e corpo total) e medidas bioquímicas do metabolismo ósseo em 91 pacientes com EM e 77 com PEH ou AH, combinados por idade, sexo e incapacidade. Ambos os grupos de pacientes tinham vivido com a doença há pelo menos 10 anos.
Resultados
No total, 74,7% dos pacientes com EM e 75,3% dos pacientes com PEH ou AH apresentaram osteopenia (-2,5 com EM do que com PEH/AH (44,0 vs 20,8%, p = 0,001). Esta diferença não foi significativa após a correção dos fatores de confusão (p = 0,07), nem foi algum dos marcadores bioquímicos.
Conclusão
A maioria dos pacientes com doenças neurológicas incapacitantes como a EM e PEH/AH desenvolve osteopenia ou osteoporose. Os pacientes com EM apresentavam osteoporose mais frequentemente do que os pacientes com AH/PEH, embora a diferença não fosse significativa após o ajuste para os fatores de confusão. A osteoporose e a saúde óssea devem ser consideradas em todos os pacientes com doenças inflamatórias e neurológicas crónicas degenerativas.
(artigo traduzido)
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