Perspetivas de terapia genética e celular para gerir complicações cardíacas na ataxia de Friedreich
Resumo
Introdução:
A ataxia de Friedreich
(FRDA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta ~ 1 / 50.000
pessoas. A doença é causada pela repetição das expansões guanina-adenina-adenina
no gene frataxina, que resulta em deficiência da frataxina. As complicações
cardíacas ocorrem na maioria dos pacientes e são a principal causa de morte na
FRDA. Presentemente, não há agentes terapêuticos para retardar a progressão da
doença. Recentemente, terapias genéticas e celulares foram propostas como
tratamentos futuros para abordar as características cardíacas debilitantes da
doença.
Áreas abrangidas:
Esta revisão descreve abordagens
de potenciais terapias genéticas e celulares para tratar complicações cardíacas
na FRDA. As terapias celulares incluem células estaminais pluripotentes
induzidas e células estaminais mesenquimais derivadas da medula óssea. A terapia
genética consiste de lentivírus, o vírus do herpes simplex e vetores do vírus
adeno-associado (AAV) para a transferência de genes, com vetores AAV-frataxina alcançando
o estádio final dos testes pré-clínicos.
A opinião dos especialistas:
As terapias genéticas e
celulares estão a progredir para ensaios clínicos, com resultados encorajadores
conhecidos para a terapia com células estaminais mesenquimais e terapia
genética AAV em ratos modelo. As limitações atuais são em grande parte técnica;
problemas de imunogenicidade e duração dos benefícios sugerem que qualquer
tratamento que consista em terapia genética ou celular exigirá combinações de
outros fármacos. A terapia genética AAV oferece a perspetiva de melhorar os
resultados cardíacos para a população de pacientes com FRDA.
(artigo traduzido)
Fonte: http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1517/21678707.2015.1083854?journalCode=ieod20#.Ve8M4tJVikp
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