Moléculas shRNA invertem a ataxia de Friedreich em células
Uma monotorização de
moléculas conhecidas como de curto-circuito em gancho de ARN (shRNA) revelou
que certas características da ataxia de Friedreich podem ser aliviadas por duas
sequências específicas de shRNA. No laboratório do Dr. Robert B. Wilson na Faculdade
de Medicina da Universidade da Pennsylvania (EUA), os investigadores realizaram
um estudo que expuseram células isoladas de pacientes de ataxia de Friedreich
para shRNAs e resgataram a expressão de frataxina das células.
A deficiência de frataxina,
a raiz da ataxia de Friedreich, é prejudicial para a função mitocondrial. A
proteína é uma acompanhante dos aglomerados de ferro-enxofre que permitem aos
complexos respiratórios necessários às células transformar glucose em energia
durante a fosforilação oxidativa dentro das mitocôndrias. Como tal, as células
dos pacientes com AF são particularmente sensíveis ao beta-hidroxibutirato
(BHB) porque esta molécula interfere mais com o metabolismo da glucose.
"Aproveitámos a
sensibilidade específica destas células para a média baseada no BHB para
identificar shRNAs que invertam esta sensibilidade", escreveu o autor
principal, Dr. M. Grazia Cotticelli, no artigo, "Rastreio fenotípico da ataxia
de Friedreich usando seleção de shRNA aleatória", que foi publicado no Journal of Biomolecular Screening.
O Dr. Cotticelli, o Dr.
Wilson, e o resto da equipe de investigação começou com uma biblioteca de
moléculas shRNA que tinam descoberto num estudo anterior. A biblioteca contém
cerca de 300.000 moléculas shRNA completamente aleatórias, permitindo uma
monotorização imparcial para aquelas que podem ser eficazes. Os investigadores
aplicaram estas sequências shRNA a células de fibroblastos de pacientes e
analisaram as células que permaneceram vivas após a exposição ao BHB.
Duas moléculas shRNA reforçaram
com sucesso o crescimento de células na média do BHB: clone gFA2 e clone gFA11.
Apenas a gFA2 aumentou a expressão de proteína frataxina. As células tratadas
com gFA2 viram uma duplicação do mRNA da frataxina.
"Uma das sequências de
shRNA que identificámos aumenta a expressão da frataxina", escreveram os
autores, "assim revertendo parcialmente o defeito primário na ataxia de
Friedreich." Como a shRNA se integra no genoma de uma célula de forma
permanente, o desenvolvimento de um tratamento baseado na shRNA semelhante ao
gFA2 pode beneficiar os pacientes com ataxia de Friedreich tanto a curto como a
longo prazo. Estratégias como estas são essenciais para ajudar os pacientes, pois
não existem atualmente tratamentos adequados para a doença.
(artigo traduzido)
Fonte: http://friedreichsataxianews.com/2015/09/01/shrna-molecules-reverse-friedreichs-ataxia-cells/
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