Demonstração do protótipo biónico criado pela Marsi-Bionics / EFE /Alan Neil
Um grupo de investigadores
lançou uma campanha de crowdfunding para financiar um exoesqueleto biónico,
composto por dez motores e uma bateria de lítio recarregável que iria ajudar as
crianças com problemas de mobilidade por doenças neuromusculares, paralisia
cerebral, espinha bífida ou lesão da medula espinhal.
O exoesqueleto é o primeiro
robô infantil. Ele é acoplado ao corpo e às pernas dessas crianças com
problemas de mobilidade e permitirá que aqueles entre os 2 e os 14 anos de
idade, possam sentar-se, andar e girar.
Em 2013, Daniela foi a
primeira a experimentar este exoesqueleto. Desde então, o objetivo dos seus
criadores é que este robô se torne uma realidade para muitas famílias.
Por isso, a Marsi Bionics
lançou esta campanha de crowdfunding com a qual esperam angariar EUR: 150.000,00
€ (cento e cinquenta mil euros). São corações necessários "para que ande
toda a gente" e restaurar a esperança dessas crianças. Além disso, trata-se
de "promover o interesse público e privado, e, assim, demonstrar aos
grandes investidores que há uma grande massa social que o apoia", disse o
CEO da empresa, José Ignacio Barraqué.
Além disso, a empresa quer
gerar um volume suficiente de encomendas para reduzir "os custos futuros
de produção."
Os criadores estimam que os
dispositivos custariam cerca de EUR: 50.000,00 € (cinquenta mil euros) e estariam
disponíveis em diferentes modelos, dependendo do peso e da idade da criança, a
partir de um único conjunto de órteses, adequado para pessoas com um joelho
ativo para concluir, preso a partir do tronco até o pé.
"Precisamos de pessoas
que estejam interessadas em participar ativamente na empresa através da compra
de ações e, se conseguirem pelo menos EUR: 100.000,00 € (cem mil euros) em
capital social, será mais fácil de aceder a financiamento público",
acrescentou Barraqué.
A investigadora do CSIC e
sócia-fundadora da Marsi-Bionic, Elena Garcia Armadas, disse por sua vez que
"haverá famílias vão estar dispostas a pagar EUR: 50.000,00 € e outras que
não, por isso queremos um sistema de copagamento que permita alguma forma de cobertura
de saúde para as famílias a pagar a utilização do dispositivo e não uma compra."
O lançamento do produto irá
incluir um plano de renovação e modernização da tecnologia utilizada, à medida
que a criança cresce.
García Armadas acrescentou
que "nós trabalhamos com doenças degenerativas, assim para cada criança
há-que se fazer um estudo, temos que ter um robô que se adapte aos sintomas da
criança."
No exoesqueleto biónico
colaboram outras entidades, como o Hospital Ramon y Cajal, Madrid, ou o
Hospital Sant Joan de Deu, Barcelona, cujo protótipo já passou na "prova
de conceito", numa menina de 9 anos tetraplégica em Abril de 2013.
Os seus criadores afirmam
que se chegasse a fabricar-se, atenuava a degeneração fisiológica e psicológica
que afetam a qualidade de vida das crianças que sofrem de paraplegia.
(artigo traduzido)
|
Sem comentários:
Publicar um comentário