10 de julho de 2015

Fatigado ou apenas cansado? Há uma diferença

Estar cansado não é o mesmo que estar fatigado ou exausto, e a diferença importa, de acordo com uma investigadora do Canadá, que passou anos a investigar a fadiga em várias populações.

"É importante reconhecer a diferença entre cansaço e fadiga, porque a fadiga é um marcador em como o corpo já não é capaz de continuar," disse a Dra. Karin Olson. "O início das manifestações da fadiga, especialmente se estas não são normais, devem ser levadas a sério."

Olson estudou a fadiga em pacientes com cancro, pessoas diagnosticadas com síndrome da fadiga crônica e depressão, bem como trabalhadores por turnos e atletas. "Estas populações foram escolhidas porque sentiram fadiga por razões diferentes - doença, trabalho ou atividades de lazer", Olson disse.

Olson descobriu que enquanto as razões para a fadiga podem variar, as descrições de fadiga são as mesmas, embora os tipos de adaptações necessárias para conquistar a fadiga possam não ser.

Baseada nas suas observações, Olson criou novas definições para o cansaço, fadiga e exaustão que ela acredita representarem vários pontos num contínuo de energia.

As pessoas que estão cansadas, Olson explicou, ainda têm um pouco de energia, mas são capazes de se sentirem esquecidas e impacientes e sentirem fraqueza muscular depois do trabalho, que muitas vezes é aliviada pelo repouso.

As pessoas que estão fatigadas, por outro lado, sentem dificuldade em concentrar-se, ansiedade, uma diminuição gradual na resistência, dificuldade em dormir e aumento da sensibilidade à luz. Eles também podem faltar a compromissos sociais, que consideravam importantes.

As pessoas que sofrem de exaustão, Olson tem observado, relatam confusão franca que se assemelha a delírio, dormência emocional, perda repentina de energia, dificuldade em ficar acordado, bem como em dormir e completa ausência social.

A incapacidade de reconhecer a diferença entre cansaço, fadiga e exaustão pode levar a abordagens inadequadas para combater o problema, o que pode piorar a situação. Por exemplo, Olson têm algumas evidências de que enquanto o exercício pode aliviar o cansaço, pode diminuir a capacidade de adaptação em pessoas que sofram de fadiga ou exaustão.

Se é fadiga ou exaustão, a cafeína e outros estimulantes devem ser evitados, pois estas substâncias enganam o corpo e levam-no a pensar que tem mais energia do que realmente tem.

O conselho de Olson: "Aprenda a reconhecer a fadiga em si mesmo e naqueles com quem se preocupa - amigos, família, colegas.”

"Tente eliminar alguns dos fatores stressantes da vida, se puder, e também tente aumentar a sua resistência ao stress." Uma maneira de fazer isso, Olson disse, é fazer algo, regularmente, que lhe traga alegria. "Não precisa de ser grandioso e não tem que fazer sentido para os outros. É algo que faz para si mesmo, porque gosta. Faça-a todos os dias, se possível, ou pelo menos algumas vezes por semana." Também é uma boa lição para os jovens stressados ​​de hoje, disse Olson.


(artigo traduzido)




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