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25 de dezembro de 2018

INVESTIGAÇÃO “MADE IN PORTO”: QUEM MAIS MARCOU ESTE ANO

(...)Na área da genética, a Amyloidosis Foundation premiou Alexandra Silva (do grupo Biomolecular Structure & Function do I3S) pelo seu projeto no desenvolvimento de terapias para a doença de Machado-Joseph, muito frequente em Portugal (em particular, nos Açores).(...)

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11 de junho de 2017

Irregularidades da Estrutura Cerebral no Início Tardio da Ataxia de Friedreich Não Associadas às Características da Doença



As pessoas com início tardio da ataxia de Friedreich têm irregularidades da estrutura cerebral semelhantes, mas não idênticas, como as dos que ficaram doentes em idade mais precoce, demonstraram recentemente os investigadores. O estudo mostra o motivo por que as características da doença diferem em pessoas com início precoce e tardio.

Os investigadores também argumentaram que as suas descobertas - apresentadas no estudo, “Structural Signature of Classical Versus Late-Onset Friedreich’s Ataxia by Multimodality Brain MRI” - podem adicionar conhecimento à pesquisa de biomarcadores de imagem da doença na ataxia de Friedreich. O trabalho foi publicado na revista Human Brain Mapping.

Para comparar os cérebros de pacientes com doença de início precoce e tardio, os investigadores da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas no Brasil recrutaram 36 pacientes com ataxia de Friedreich. Entre eles, 13 desenvolveram a condição após os 25 anos de idade e foram considerados pacientes de início tardio. A equipa de pesquisa também recrutou 29 voluntários saudáveis para usar como comparação.

Utilizando a ressonância magnética (MRI) para examinar o cérebro, a equipa avaliou as partes de matéria cinza e branco do cérebro. A matéria cinzenta é composta principalmente de corpos de células nervosas, enquanto a matéria branca é constituída por apêndices de neurónios longos que ligam diferentes partes do cérebro.

Tanto os pacientes com ataxia de Friedreich precoce ou tardia apresentaram áreas na sua matéria cinzenta que tinham um volume anormalmente pequeno. O córtex motor do cérebro estava entre as áreas aparentemente mais afetadas pela doença. Esta área do cérebro superficial ocupa-se principalmente do movimento e apresentou uma espessura reduzida em ambos os grupos de pacientes, em confronto com as averiguações.

Ambos os grupos também apresentaram estruturas anormais em várias regiões da matéria branca. Foram observadas ténues diferenças entre os pacientes que ficaram doentes em idade avançada e os que tiveram a doença de início precoce, em várias regiões cerebrais.

Os pacientes que desenvolveram ataxia em idade mais precoce apresentaram anormalidades mais generalizadas, de um tipo que os investigadores referem como microestruturais.

Quando a equipa de pesquisa tentou correlacionar as conclusões das imagens cerebrais com os sintomas, descobriram que as reduções do volume de matéria cinzenta em certas áreas correspondiam à duração e severidade da doença em pacientes com início precoce. As anormalidades cerebrais em pacientes com ataxia de Friedreich de início tardio não puderam ser ligadas a nenhuma característica da doença. Nem as estruturas anormais das regiões da matéria branca puderam ser ligadas a quaisquer aspectos da doença.


"Esses resultados fornecem informações importantes sobre a biologia da doença e também adicionam informações relevantes sobre o uso de métricas de neuro imagem como bio marcadores para a ataxia de Friedreich. A abordagem multi atlas provou ser uma ferramenta útil para identificar bio marcadores na ataxia de [Friedreich], o que pode ajudar os próximos ensaios clínicos", concluíram os autores.

Tradução para APAHE: Luz Couto
Fonte da noticia: https://friedreichsataxianews.com/2017/05/30/brain-structure-abnormalities-in-late-onset-friedreichs-ataxia-not-linked-to-disease-features/?utm_source=Friedreich%27s+Ataxia&utm_campaign=6b01e48426-RSS_WEEKLY_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email&utm_term=0_ae7feab64b-6b01e48426-72176765

5 de junho de 2017

A Pfizer procura obter patente sobre uma terapia para a ataxia de Friedreich já desenvolvida pela Resverlogix



Autora: Magdalena Kegel ‎
25‎-‎05‎-‎2017

A Pfizer está a tentar conseguir obter uma patente europeia para uma família de compostos que podem tratar a ataxia de Friedreich, através do aumento dos níveis da proteína frataxin que se encontra em falta nos portadores desta doença.

A sua candidatura à patente refere que a Resverlogix já desenvolveu uma terapia designada de apabetalone (RVX-208) que se baseia nos compostos supra referidos. A Pfizer indicou, no seu pedido, que quer que a patente abranja todos esses compostos, incluindo terapias, como a apabetalone, baseadas nestes e desenvolvidas por outras empresas.

O pedido de patente solicita que a Pfizer, com sede em Nova York, tenha o direito exclusivo de usar os inibidores BET da família dos bromodomain inhibitors para aumentar a proteína frataxin em pacientes com ataxia de Friedreich. BET significa bromodomain e extra-terminal. Apabetalone é um composto BET.

A Resverlogix, com sede em Calgary, no Canadá, respondeu às notícias do pedido de patente de forma pouco expressiva. Em vez de indicar que iria desafiar o pedido de patente, o presidente e diretor executivo da empresa, Donald McCaffrey, disse que "congratulamo-nos com a atenção dada à Resverlogix e à apabetalone, por grupos industriais tão significativos como a Nature Reviews Nephrology e a Pfizer".

"Devido ao crescimento dramático das publicações [em revistas científicas] sobre a BET Bromodomain, durante a última década, não é surpreendente que o nosso composto avançado de fase 3, apabetalone, esteja a receber cada vez mais atenção por parte das comunidades académicas e farmacêuticas globais", acrescentou McCaffrey, num comunicado de imprensa.

O pedido de patente da Pfizer, intitulado "Reguladores de Frataxin" (WO 2017/037567 A1), inclui o uso de BET family of bromodomain inhibitors para impulsionar a expressão da frataxin. A expressão é o processo através do qual a informação de um gene é utilizada para criar um produto funcional como uma proteína.

Embora o pedido da patente cubra os BET bromodomain inhibitors como um grupo, refere, especificamente, a apabetalone como um composto que poderia ser eficaz no tratamento da ataxia de Friedreich.

Os BET bromodomain inhibitors podem alterar a atividade genética, com impacto nos chamados mecanismos epigenéticos. Esses mecanismos são modificações no DNA que ativam ou desativam os genes. Por exemplo, adicionar uma bandeira química a uma molécula de DNA que permitisse ao mecanismo de produção de proteínas saber se um gene estava ou não apto para a produção de proteínas.

Estes mecanismos, de acordo com a Resverlogix, poderiam ser utilizados ​​para tratar várias doenças, entra as quais a insuficiência renal crónica e a doença de Alzheimer.

A apabetalona é o primeiro deste tipo de composto a alcançar a fase de ensaio clínico.

A fase 3 do seu ensaio clinico (NCT02586155) está a avaliar a capacidade que a mesma tem de poder ajudar os pacientes com diabetes de alto risco tipo 2 e que também possuam doença cardíaca coronária. E a fase 2a (NCT03160430) está a avaliar a sua capacidade de trazer benefícios aos pacientes com insuficiência renal crónica, em fase terminal, que se encontrem a efetuar diálise.

Entretanto, a Resverlogix afirmou que um estudo sobre a capacidade da apabetalone ajudar pacientes com insuficiência renal crónica foi publicado recentemente numa revista científica, sustentando a eficácia da droga no tratamento desta condição, conforme declarado pela empresa. De acordo com a empresa, esta publicação apoiou a eficácia da droga no combate a esta condição.[1]

Fonte da Noticia: https://friedreichsataxianews.com/2017/05/25/pfizer-seeks-patent-covering-friedreichs-ataxia-therapy-resverlogixs-has-already-developed/
Tradução para APAHE por: Bárbara Cerdeiras



[1] Os termos científicos estão em inglês, como no original.

10 de março de 2014

UMinho identifica fármaco para tratar doença rara (Machado Joseph)

© Universidade do Minho
Uma equipa de investigadores liderada pela Universidade do Minho (UMinho) acaba de anunciar o desenvolvimento de um modelo que comprova a eficácia do fármaco 17-DMAG no tratamento da Doença de Machado-Joseph (DMJ), uma doença neurodegenerativa rara e, até ao momento, incurável causada por uma mutação no gene ATXN3.

Em comunicado enviado ao Boas Notícias, a UMinho explica que o medicamento em causa atrasa a progressão da doença - que se carateriza, entre outros sintomas, pela descoordenação dos movimentos corporais e que tem grande incidência na Ilha das Flores, nos Açores - e que está inclusivamente a ser testado em tumores cancerígenos avançados.

A patologia tem como principais consequências a descoordenação dos movimentos corporais, incluindo deficits piramidais, extrapiramidais e cerebelosos, bem como neuropatia periférica e, em alguns casos, "parkinsonismo". Este desequilíbrio pode ter interferências na coordenação dos dedos, mãos, braços e pernas, nos movimentos oculares e no mecanismo de deglutição.
Pegadas de ratinhos normais (esq.) e de ratinhos transgénicos - modelo da DMJ - com diferentes idades, expressas em semanas de vida (dir.), apresentando estes últimos dificuldades em caminhar.

Os resultados da investigação publicada na prestigiada revista científica "Neurotherapeutics" revelam que o fármaco em estudo pode ser útil no tratamento de doentes com Machado-Joseph. "Este fármaco induz a autofagia, um mecanismo celular de defesa cuja ativação provou, em estudos anteriores, ser benéfica na proteção contra esta patologia", explica Patrícia Maciel, coordenadora do projeto e investigadora do Laboratório Associado ICVS/3B’s da UMinho.

O modelo usado para validar a ação do 17-DMAG foi desenvolvido em ratinhos e reúne manifestações clínicas e patológicas semelhantes às da DMJ. "Os ratinhos apresentam uma progressiva descoordenação motora, perda de força e neurónios, bem como uma agregação da proteína ataxina-3 mutada em várias regiões do cérebro", contextualiza a especialista, de 42 anos.

De acordo com Patrícia Maciel, licenciada em Bioquímica e doutorada em Ciências Biomédicas na Universidade do Porto e na Universidade McGill, no Canadá, onde viveu durante quatro anos, este modelo reproduz "muito fielmente" a doença, constituindo-se como uma ferramenta valiosa para testar novas estratégias terapêuticas.

Fonte:
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_UMinho-identifica-f%C3%A1rmaco-para-tratar-doen%C3%A7a-rara_18999.html?page=0

9 de setembro de 2013

Descoberta mostra que o cerebelo desempenha um importante papel no sentir da posição e do movimento dos membros

Os investigadores do Instituto Kennedy Krieger (EUA) descobriram que danos no cerebelo prejudica a capacidade de prever os resultados do movimento e da discriminação entre as posições dos membros
 
Investigadores no Instituto Kennedy Krieger anunciaram resultados de um estudo hoje mostrando, pela primeira vez, a relação entre o cerebelo do cérebro e a proprioceção ou a habilidade do corpo para sentir o movimento e a posição das articulações e membros. Publicado no The Journal of Neuroscience, o estudo revela um défice percetual anteriormente desconhecido entre os pacientes cerebelares, sugerindo que danos nesta parte do cérebro podem diretamente afetar a capacidade da pessoa de perceber a posição dos seus membros e prever o movimento. Esta descoberta pode levar a que futuros investigadores reexaminem as táticas de fisioterapia para pacientes cerebelares, que muitas vezes têm a coordenação prejudicada ou parecem desajeitados.
 
O sentido da proprioceção surge a partir da leitura do cérebro de sinais de recetores nos músculos, articulações e ligamentos, mas também de previsões do cérebro de como os comandos motores irão mover os membros. Estes últimos só podem contribuir para proprioceção quando uma pessoa se move ativamente o seu próprio corpo. Até à data, investigadores e neurologistas acreditavam que a proprioceção não ocorria no cerebelo, e, assim, danos no cerebelo não afetavam a proprioceção.
 
"A proprioceção anteriormente não foi considerada um fator na terapia ou recuperação de pacientes cerebelares. Na verdade, pesquisas anteriores mostraram que os indivíduos com danos do cerebelo e não outras deficiências neurológicas clínicas têm proprioceção normal, quando os seus membros são movidos passivamente num ambiente clínico," diz Amy J. Bastian, Ph.D., PT, diretora do Laboratório de Análise do Movimento do Instituto Kennedy Krieger. "No entanto, quando estes pacientes movem os seus membros ativamente, eles exibem proprioceção debilitada significativamente."
 
Além disso, os investigadores descobriram que a proprioceção em indivíduos saudáveis foi prejudicada quando uma dinâmica imprevisível, ou pequenas perturbações no cerebelo, foram incorporadas ao movimento ativo. Isto sugere que só a atividade muscular é provavelmente insuficiente para melhorar a perceção do posicionamento dos membros, e a proprioceção deve ser tomada em consideração na determinação de práticas terapêuticas para pacientes cerebelares.
 
Resultados do estudo e metodologia
O estudo comparou 11 pessoas saudáveis (grupo de controle) com 11 pacientes com danos cerebelares (causados por ataxia espinocerebelosa, ataxia cerebelar esporádica ou ataxia cerebelar autossómica dominante tipo III), mas sem evidências de danos na matéria branca, nistagmo espontâneo ou atrofia até o tronco cerebral. Nenhum dos pacientes incluídos no estudo tinham perda sensorial avaliadas por medidas clínicas convencionais de proprioceção e sensação tátil.
 
Os participantes foram comparados em três tarefas psicofísicas, destinadas a avaliar a proprioceção passiva, proprioceção ativa com dinâmica simples e propriocepção ativa com dinâmica complexa, imprevisível, destinada a perturbar o cerebelo. Todas as tarefas dependiam do sentido propriocetivo sem visão.
 
Os resultados mostraram que:
• Os pacientes cerebelares não tinham quaisquer défices na proprioceção passiva
• Ao contrário dos indivíduos do grupo de controle, os pacientes cerebelares não mostraram melhorias entre a propriocecão passiva e ativa com dinâmicas simples
• Os pacientes de controle executaram similarmente com os pacientes numa tarefa de proprioceção ativa com imprevisíveis e pequenas interrupções do seu movimento
 
Este estudo foi financiado pelo Instituto Kennedy Krieger, pela Universidade Johns Hopkins e pelo Instituto Nacional de Saúde (EUA).
 

 

9 de janeiro de 2012

A presença da APAHE no mundo da investigação científica

De momento, a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias é co-financiadora de 2 (duas) investigações sobre ataxias hereditárias: 
Ø  Investigação levada a cabo pelo Dr. Pierre Rustin, sobre a ataxia de Friedreich (ver http://www.babelfamily.org/pt/component/content/article/34-news-database/172-o-projecto-do-prof-pierre-rustin-a-identificacao-de-alvos-adicionais-na-ataxia-de-friedreich), no Hospital Robert Debré (França), num período previsto de 5 anos (3 co-financiado por associações + 2 financiados por uma fundação particular), e que teve início em 2010. 

Ø  Investigação a ser levada a cabo pela Dra. Patrícia Maciel, sobre a Doença de Machado-Joseph (ver http://artigosataxiashereditarias.blogspot.com, entrada: 02/06/2011), na Universidade do Minho (Portugal), num período previsto de 2 anos, e que tem início previsto para o próximo mês (Fevereiro/2012). 

Os co-financiamentos de ambas as investigações são coordenados pela Ataxia UK (http://www.ataxia.org.uk).
Queremos agradecer a todos os n/ sócios e apoiantes, pois sem a ajuda deles, nada disto seria possível.
Esperamos poder continuar a realizar este tipo de acções.
A todos, o nosso mais profundo e sentido muito obrigado e bem-haja. 

Fátima d’Oliveira

Presidente da Direcção da APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias

2 de agosto de 2011

Avaliação Prospectiva de Neuroimagem na Ataxia de Friedreich

Pesquisador(a): Cynthia Bonilha da Silva e Marcondes Cavalcante França Jr.

Área da Pesquisa: Neurologia

Tipo de Pesquisa: Tese de Mestrado

Tipo de Ataxia: ataxia de Friedreich

Instituição: Unicamp

Local: Campinas - SP - Brasil - Encerramento das Inscrições: 31/05/2012

Pesquisa: Em Andamento


Descrição:
A ataxia de Friedreich é a ataxia hereditária mais comum, de início precoce, evolução progressiva e não apresenta tratamento curativo até o momento. Os estudos de neuroimagem na ataxia de Friedreich são reduzidos e limitados. O estudo pretende identificar alterações no cérebro, quantificar depósitos de ferro e correlacionar tais alterações com a alteração clínica nos pacientes, de forma prospectiva. Para tanto, os pacientes serão submetidos a duas avaliações, com 12 meses de intervalo, composta por avaliação clínica-neurológica e exame de ressonância magnética. Além disso, os pacientes responderão a questionários sobre sintomas não-motores, como depressão, fadiga e sono.

Objetivo:
O objetivo da pesquisa é fazer um estudo prospectivo de ressonância magnética nos pacientes, em conjunto com uma escala clínica, para tentar definir marcadores de gravidade na ressonância. Veremos áreas de atrofia cerebral e mensurar depósito de ferro em cerebelo.

O que é necessário para ser voluntário ?
Apresentar a ataxia de Friedreich, confirmada por teste genético. Ter disponibilidade para realização de uma avaliação clínica-neurológica, com duração de cerca de 30 a 40 minutos, responder aos questionários (duração de cerca de 30 minutos) e imagem de ressonância magnética com duração de 40 minutos. Para a realização de aquisição de imagem é preciso que o voluntário não possua prótese metálica, clipes metálicos, marca-passo, e nem fobia a lugares fechados.
Inscrições e mais informações: cynthia.bonilha@gmail.com, mcfrancajr@uol.com.br, telefone (19) 35217754 (ambulatório de neurologia – nas segundas e terças-feiras, período da manhã).