Ataxia: gene de uma doença problemática decifrado

Os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Minnesota (EUA) têm motivos para festejar.

Foi feita uma descoberta que poderia afetar a história.

Um gene responsável por um tipo de ataxia foi decifrado.

A ataxia é uma doença degenerativa do cérebro incurável que afeta o movimento e a coordenação. Esta doença neurodegenerativa é causada por mutações na proteína, uma espectrina-III, que desempenha um papel importante na manutenção da saúde das células nervosas.

Como mencionado sobre a sua implicação histórica, foi descoberto num indivíduo que por acaso é familiar da 11.ª geração descendente de avós do presidente Abraham Lincoln (16.º presidente dos EUA). A implicação científica pode ser que o presidente tinha um risco de 25% de herdar a mutação.

De acordo com Laura Ranum, Ph.D., investigadora sénior do estudo e professora de Genética, Biologia Celular e Desenvolvimento na Universidade do Minnesota (EUA), "Estamos muito animados sobre esta descoberta, pois fornece um teste genético que vai levar a melhores diagnósticos de pacientes e dá-nos uma nova visão sobre as causas da ataxia e outras doenças neurodegenerativas, um passo importante para o desenvolvimento de um tratamento eficaz.”

Há perda de coordenação, resultando na dificuldade com as tarefas diárias, como caminhar, falar e escrever na Ataxia e cerca de 1 em 17.000 pessoas têm uma forma genética de ataxia.

A ataxia espinocerebelosa tipo 5 (SCA5) é uma doença genética dominante; se um dos pais tem a doença, cada um dos seus filhos tem uma hipótese de 50% de herdar a mutação e desenvolver ataxia nalgum momento durante a sua vida. Agora que os investigadores identificaram a mutação específica que causa a SCA5, testes de pacientes com risco de desenvolver esta doença é possível antes que os sintomas apareçam.

"Encontrar a mutação SCA5 na família de Lincoln torna possível testar o ADN de Lincoln – se se tornar disponível – para que a questão seja esclarecida e determinar se ele era portador da mutação e tinha ou teria desenvolvido a doença.", foi o que Ranum tinha a acrescentar.

A amostra para o estudo foi feito através da análise e coleta de amostras de ADN de mais de 300 membros da família Lincoln que vivem em todo o país, em dois grandes ramos da família.

Portanto, este é um estudo com implicações científicas, bem como históricas.



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