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9 de janeiro de 2012

Ataxia após uma apoplexia

Ataxia significa sem coordenação. Pode ocorrer após uma apoplexia e pode afectar várias partes do corpo, incluindo os olhos, mãos, braços, pernas, corpo e fala. A ataxia é mais comum após uma apoplexia cerebelar e pode ser identificada através de um porte instável, incapacidade de realizar movimentos rápidos alternados, incoordenação dos membros inferiores, discurso arrastado, dificuldade em deglutir, movimentos bruscos e irregulares, e equilíbrio desigual.
O tratamento da ataxia envolve terapia da fala, terapia ocupacional e fisioterapia. O terapeuta da fala pode ajudar a fortalecer os músculos necessários ao discurso oral e à deglutição, ensinar exercícios respiratórios para melhorar o discurso, ensinar os pacientes a falarem mais devagar, recomendar alterações na alimentação de cada um para uma deglutição mais segura, e aconselhar os pacientes acerca do uso de aparelhos adaptáveis de comunicação se necessário. O terapeuta ocupacional pode introduzir equipamento adaptável para ajudar a compensar a coordenação diminuída, assim como ensinar exercícios de coordenação para a chamada motricidade fina. O fisioterapeuta pode trabalhar na melhoria do porte, equilíbrio e força.

22 de setembro de 2011

A ataxia

Introdução

O cérebro humano é o poder supremo que controla as várias acções corporais tais como o discurso, a visão, as sensações, os movimentos, assim como todas as acções voluntárias e involuntárias. O cérebro também constrói uma casa para o armazenamento da informação temporária e permanente. Assim o cérebro juntamente com o sistema nervoso, constroem a nossa capacidade cognitiva, memórias, emoções, pensamentos, personalidade e comportamento. Isto mostra que o cérebro controla o sistema nervoso central. Mas quando há falta de coordenação entre o cérebro e o sistema nervoso central, os resultados podem ser realmente devastadores.

Esta condição é chamada de Ataxia, quando há uma perda de coordenação física devido a alguns danos verificados no cérebro e sistema nervoso, especificamente o cerebelo, que controla o equilíbrio e os movimentos juntamente com o ouvido interno e o retorno do sistema nervoso.

Na Ataxia, há uma falta de coordenação muscular na realização de quaisquer movimentos voluntários, tais como andar, correr ou apanhar objectos. Esta condição, denominada ataxia, pode afectar o discurso, os movimentos, o movimento ocular e também a capacidade de engolir.

Causas
A Ataxia é causada pelo dano no sistema nervoso e na parte do cérebro conhecida como cerebelo. A espinal-medula consiste num monte de nervos, que liga o cérebro ao resto do corpo. O cerebelo está situado na base do cérebro e é responsável por controlar a coordenação, movimentos físicos e percepção espacial.

O cerebelo é a parte do cérebro que controla a coordenação muscular. Quaisquer danos maiores ao cerebelo resultam em ataxia persistente. Outras razões para a Ataxia: AVC (acidente vascular cerebral), paralisia cerebral, tumor, alcoolismo ou esclerose múltipla. Também pode ser transmitida hereditariamente.

Classificação

Ataxia aguda
A espinal-medula e o cerebelo podem sofrer danos através de factores, tais como infecção, trauma físico e perda de irrigação sanguínea.

Ataxia hereditária
Isto acontece quando há histórico familiar de Ataxia. O sistema nervoso / espinal-medula e cerebelo são danificados lentamente, ao longo do tempo. Isto acontece como resultado das mutações genéticas que estão associadas às ataxias hereditárias. Estas interferem com o normal desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso. Isto resulta em dano progressivo do cérebro e neurónios.

Sinais e sintomas
  1. Perda de coordenação na motricidade fina – Dificuldade em cortar, escrever, teclar, abrir tampas, abotoar vestuário, costurar, tocar um instrumento musical.
  2. Problemas na visão – Problemas em ler, visão nublada ou a dobrar. Dificuldade em seguir objectos em movimento ou alternar o olhar, de um objecto para o outro.
  3. Problemas na postura – Postura normal erecta, assim como o andar, equilíbrio e correr, coordenados, vão ser difíceis. Andar instável, cambaleios, tropeções e quedas. Dificuldade em subir escadas. Estas dificuldades são devidas a uma disfunção no cerebelo.
  4. Fadiga – Pacientes com ataxia devido a uma experiência fulminante cerebelosa sentem ainda mais fadiga na realização das actividades normais. A débil coordenação entre o cérebro e o sistema nervoso podem levar a um aumento da fadiga devido à necessidade de um maior esforço para realizar actividades que não são coordenadas.
  5. Dificuldades no discurso e na deglutição – O discurso torna-se indistinto, arrastado e desarticulado. A deglutição torna-se difícil e começa a ser hábito engasgar-se, nomeadamente com líquidos.
  6. Problemas de feitio e argumentação – Além da perda das capacidades motoras, os pacientes com ataxia podem sentir dificuldades em exprimir-se e argumentar. Pacientes com ataxia fulminante cerebelosa podem ter memória debilitada em relação a informações recentes. Podem sentir ainda mais ansiedade, irritabilidade e depressão.

Tratamento
O tratamento da ataxia, assim como o seu sucesso na cura, depende das causas inerentes da doença. Estatísticas revelam que os tratamentos podem reduzir os efeitos da ataxia, mas não é provável que a erradiquem completamente. As células estaminais adultas são uma das opções de tratamento.

Muitos pacientes têm sido tratados com eficácia, de maneira a melhorar a qualidade de vida, melhoria na postura, motricidade fina aumentada, discurso mais forte e melhor capacidade de argumentação.

A ataxia é uma das doenças que tem sido tratada eficazmente com células estaminais provenientes do sangue do cordão umbilical, dependendo do tipo de ataxia.

Uma cura farmacológica tem sido útil num número pequeno de pacientes com ataxias específicas e mais investigação está a ser levada a cabo, internacionalmente. Exemplos de ataxias remediáveis incluem aquelas que de devem à falta da vitamina E ou Ataxia Episódica Tipo 2 (EA2) e co-enzima Q10, na qual os incidentes da disfunção cerebelar são minimizados com tratamentos à base de acetazolamide. O tratamento farmacológico pode atrasar a progressão da maioria das ataxias. Mas é numa proporção limitada e as vantagens foram testemunhadas só em alguns casos. A progressão da ataxia também foi desacelerada pela amantadine nalguns pacientes, enquanto outros acharam que a amantadine lhes aumentou os níveis de energia. Doses pequenas de Baclofen diminuem a espasticidade das pernas.

Fonte:

12 de setembro de 2011

Irregularidade descoberta em pacientes com tipo especifico de ataxia, que pode ser usada como alvo em tratamentos







Para: HEALTH, EDITORES MÉDICOS E NACIONAIS

Contacto: Mary F. Masson, +1-734-764-2220, mfmasson@umich.edu, Margarita Wagerson, +1-734-764-2220, mbauza@umich.edu

Investigadores da Universidade do Michigan (EUA) descobriram uma disfunção nos neurónios de ratos com Ataxia Espinho-Cerebelar tipo 3; esta descoberta pode ser relevante para uma maior gama de ataxias.

ANN ARBOR, Michigan (EUA), 08/09/2011 / PRNewswire-USNewswire / - Uma irregularidade descoberta, pelos investigadores da Universidade do Michigan, em ratos com Ataxia Espinho-Cerebelar tipo 3, pode representar um alvo para futuras terapias.
Num artigo publicado esta semana no Jornal de Neurociência, os investigadores da Universidade do Michigan descobriram que uma disfunção particular nos neurónios ocorre bem antes da morte destes, que é típico deste tipo de ataxia. Essa disfunção, uma alteração no comportamento neural, pode ser um pode ser um possível alvo para potenciais tratamentos.
“Nós estabelecemos num rato, um modelo da doença com o defeito específico na função neural, que ocorre na fase inicial da doença, bem antes da morte dos neurónios”, disse o autor líder, Dr. Vikram G. Shakkottai, M.B.B.S., professor assistente no Departamento de Neurologia da Universidade do Michigan.
“Com mais estudo, esperamos descobrir que a disfunção neural inicial, precedendo a perda neural, possa ser relevante para a compreensão dos problemas motores numa gama mais vasta de ataxias.”
Cerca de 300.000 pessoas nos EUA padecem de ataxias e possivelmente até 20.000 padecem do tipo de ataxia que foi foco deste estudo: a Ataxia Espinho-Cerebelar tipo 3, também conhecida como a Doença de Machado-Joseph, especifica o co-autor Dr. Henry Paulson, professor de Neurologia na Universidade do Michigan.
Os sintomas da doença são lentamente progressivos, tais como problemas em andar e manter o equilíbrio, juntamente com dificuldades na deglutição e respiratórias. É uma doença incurável e actualmente não existe qualquer medicação para atrasar o curso da doença.
É o tipo de ataxia hereditária de transmissão dominante mais comum e pertence a uma classe de, pelo menos, nove doenças genéticas, denominadas ‘doenças de expansão poliglutaminica’. As mutações nas ‘doenças poliglutaminicas’ são irregularmente longas repetições duma repetição normal de três letras do código genético ADN.
“A ataxia é, na sua grande parte, um mistério. Muitas formas de ataxia são doenças incuráveis, até fatais, e este estudo providencia uma pista para a disfunção precoce nas células cerebrais, um avanço na forma como pensamos nesta classe de doenças degenerativas”, diz Paulson, que é também o director do Centro da Doença de Alzheimer da Universidade do Michigan.
O estudo mostrou que a activação de um tipo específico de canal de potássio foi bem sucedido em melhorar a disfunção motora nos ratos, e pode significar um potencial rumo para uma terapia para a doença humana.
“As nossas descobertas reenfocam a ideia que as disfunções neurais resultantes de problemas em canais, podem sublinhar alguns dos sintomas motores típicos destas ataxias, particularmente precocemente no curso da doença. Estes defeitos precoces na função neural podem ser um alvo para terapias,” diz Shakkottai.
Autores adicionais: Maria do Carmo Costa e James M. Dell’Orco, ambos do Departamento de Neurologia da Universidade do Michigan; Ananthakrishnan Sankaranarayanan, da Universidade da Califórnia-Davis; e Heike Wulff, da Universidade de Nova Orleães.
Referência do jornal: JN-RM-2798-11



Fonte:



http://news.yahoo.com/abnormality-discovered-patients-specific-ataxia-could-target-treatment-195510795.html