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10 de março de 2014

UMinho identifica fármaco para tratar doença rara (Machado Joseph)

© Universidade do Minho
Uma equipa de investigadores liderada pela Universidade do Minho (UMinho) acaba de anunciar o desenvolvimento de um modelo que comprova a eficácia do fármaco 17-DMAG no tratamento da Doença de Machado-Joseph (DMJ), uma doença neurodegenerativa rara e, até ao momento, incurável causada por uma mutação no gene ATXN3.

Em comunicado enviado ao Boas Notícias, a UMinho explica que o medicamento em causa atrasa a progressão da doença - que se carateriza, entre outros sintomas, pela descoordenação dos movimentos corporais e que tem grande incidência na Ilha das Flores, nos Açores - e que está inclusivamente a ser testado em tumores cancerígenos avançados.

A patologia tem como principais consequências a descoordenação dos movimentos corporais, incluindo deficits piramidais, extrapiramidais e cerebelosos, bem como neuropatia periférica e, em alguns casos, "parkinsonismo". Este desequilíbrio pode ter interferências na coordenação dos dedos, mãos, braços e pernas, nos movimentos oculares e no mecanismo de deglutição.
Pegadas de ratinhos normais (esq.) e de ratinhos transgénicos - modelo da DMJ - com diferentes idades, expressas em semanas de vida (dir.), apresentando estes últimos dificuldades em caminhar.

Os resultados da investigação publicada na prestigiada revista científica "Neurotherapeutics" revelam que o fármaco em estudo pode ser útil no tratamento de doentes com Machado-Joseph. "Este fármaco induz a autofagia, um mecanismo celular de defesa cuja ativação provou, em estudos anteriores, ser benéfica na proteção contra esta patologia", explica Patrícia Maciel, coordenadora do projeto e investigadora do Laboratório Associado ICVS/3B’s da UMinho.

O modelo usado para validar a ação do 17-DMAG foi desenvolvido em ratinhos e reúne manifestações clínicas e patológicas semelhantes às da DMJ. "Os ratinhos apresentam uma progressiva descoordenação motora, perda de força e neurónios, bem como uma agregação da proteína ataxina-3 mutada em várias regiões do cérebro", contextualiza a especialista, de 42 anos.

De acordo com Patrícia Maciel, licenciada em Bioquímica e doutorada em Ciências Biomédicas na Universidade do Porto e na Universidade McGill, no Canadá, onde viveu durante quatro anos, este modelo reproduz "muito fielmente" a doença, constituindo-se como uma ferramenta valiosa para testar novas estratégias terapêuticas.

Fonte:
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_UMinho-identifica-f%C3%A1rmaco-para-tratar-doen%C3%A7a-rara_18999.html?page=0

9 de janeiro de 2012

A presença da APAHE no mundo da investigação científica

De momento, a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias é co-financiadora de 2 (duas) investigações sobre ataxias hereditárias: 
Ø  Investigação levada a cabo pelo Dr. Pierre Rustin, sobre a ataxia de Friedreich (ver http://www.babelfamily.org/pt/component/content/article/34-news-database/172-o-projecto-do-prof-pierre-rustin-a-identificacao-de-alvos-adicionais-na-ataxia-de-friedreich), no Hospital Robert Debré (França), num período previsto de 5 anos (3 co-financiado por associações + 2 financiados por uma fundação particular), e que teve início em 2010. 

Ø  Investigação a ser levada a cabo pela Dra. Patrícia Maciel, sobre a Doença de Machado-Joseph (ver http://artigosataxiashereditarias.blogspot.com, entrada: 02/06/2011), na Universidade do Minho (Portugal), num período previsto de 2 anos, e que tem início previsto para o próximo mês (Fevereiro/2012). 

Os co-financiamentos de ambas as investigações são coordenados pela Ataxia UK (http://www.ataxia.org.uk).
Queremos agradecer a todos os n/ sócios e apoiantes, pois sem a ajuda deles, nada disto seria possível.
Esperamos poder continuar a realizar este tipo de acções.
A todos, o nosso mais profundo e sentido muito obrigado e bem-haja. 

Fátima d’Oliveira

Presidente da Direcção da APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias