14 de agosto de 2017

Proteína SIRT3 Necessária como Suplemento para Auxiliar o Coração na Ataxia De Friedreich, sugere o Estudo



25 DE JULHO DE 2017 Joana Fernandes, PhD in News.


Uma proteína chamada SIRT3 foi essencial para restaurar a contratilidade cardíaca e o metabolismo energético que podem resultar de um suplemento promotor de energia chamado mononucleótido de nicotinamida (NMN), informaram os pesquisadores a partir de um estudo nos ratos de modelo da ataxia de Friedreich.

O estudo "Mononucleótido de nicotinamida requer a SIRT3 para melhorar a função cardíaca e bioenergética num modelo de miocardiopatia da ataxia de Friedreich", foi publicado em JCI Insight.

Estudos anteriores mostraram que o suplemento aumentou os níveis de NAD+, uma molécula que ajuda mitocôndria - a potência da célula - a gerar energia a partir de alimentos. A energia adicional auxiliada melhora a função cardíaca em várias doenças.

Mas os cientistas não conheciam o mecanismo exato que levou a ativação de NAD+ a melhorar a função cardíaca.

Usando ratos com a ataxia de Friedreich, os pesquisadores investigaram o efeito que a proteína mitocondrial SIRT3 teve na função cardíaca.

Escreveram os pesquisadores: uma questão-chave que os cientistas não responderam foi se os níveis crescentes da SIRT3 teriam um efeito terapêutico. "Nós propusemo-nos determinar a eficácia do suplemento com NMN [monotunucleótido com nicotinamida] nos [ratos com ataxia de Friedreich] e testar o papel da SIRT3 na intervenção dos efeitos do NMN".

Quando o estudo começou, as células cardíacas dos ratos doentes apresentavam baixos níveis da ARNm Sirt3, uma transcrição genética que gera a proteína. Quando os ratos receberam o suplemento, a sua função cardíaca foi restaurada.

Os pesquisadores então criaram um rato modelo da doença à qual faltava a SIRT3. Queriam saber se a melhoria observada dependia da atividade desta proteína específica. Descobriram que o suplemento não teve efeito sobre os ratos, prova de que a SIRT3 é essencial para o efeito do NMN.

No conjunto, os resultados forneceram informações valiosas sobre a capacidade do suplemento na melhoria da função cardíaca em pacientes com ataxia de Friedreich e o papel essencial da SIRT3 neste empenho.

Os pesquisadores escreveram: "Aqui, referimos a SIRT3 - restauração dependente da função cardíaca e do metabolismo energético pelo suplemento de NMN no coração debilitado do [rato modelo]".
A ataxia de Friedreich é uma doença neurodegenerativa incurável em crianças. Isso advém de uma mutação que leva a uma produção inferior à normal da proteína frataxina.


Os baixos níveis de frataxina levam à fraqueza muscular, sensibilidade anormal nos membros, problemas de movimento, alterações na estrutura do cerebelo e outras regiões cerebrais e diminuição da esperança de vida.

Fonte: https://friedreichsataxianews.com/2017/07/25/study-suggests-supplement-can-improve-heart-function-of-friedreichs-ataxia-patients/

Tradução para APAHE: Luz Couto

14 de julho de 2017

Grupos Europeus de Defesa dos Doentes em acção

Em 2016, a EURORDIS lançou os ePAG (Grupos Europeus de Defesa dos Doentes) para assegurar que os doentes são integrados no desenvolvimento, governação e funcionamento das Redes Europeias de Referência (ERN).

Redes Europeias de Referência
Em 2017, mais de 900 equipas médicas altamente especializadas de toda a Europa juntaram forças em 24 RER para fazer face a doenças ou patologias complexas ou raras que exigem cuidados altamente especializado e uma concentração de conhecimentos e recursos. Estas redes virtuais vão ajudar a garantir que são as competências e os conhecimentos que viajam através das fronteiras em vez de serem os doentes. Em 2017, têm-se vindo a realizar reuniões de lançamento das RER por toda a Europa.
Mais informações sobre as RER:
·         Em quatro novos vídeos produzidos pela Comissão Europeia, os doentes Elisa (também disponível com legendas em italiano), Paula (legendas em espanhol), Jasper (legendas em holandês) e Daniel (legendas em francês) explicam como as RER os irão ajudar.
·         Consulte a lista completa de RER da Comissão Europeia com acompanhamento de fichas informativas e de hiperligações para sites de RER individuais.
·         Descubra os profissionais de saúde que são membros de cada RER no seu país ao transferir os arquivos zip disponíveis aqui. Os profissionais de saúde podem contactar o seu representante nacional no Conselho de Estados-membros das RER no caso de pretenderem participar numa RER.
·         A EURORDIS também elaborou relatórios de síntese que detalham a estrutura e os objetivos de cada RER e que estão disponíveis no site da RD-Action.
Para analisar o diagnóstico e o tratamento de um doente, os profissionais de saúde consultam outros membros da sua RER, com os quais trocam informações e partilham conhecimentos. Os coordenadores e outros dirigentes das redes convocam conselhos consultivos "virtuais" de médicos especialistas em diferentes disciplinas, recorrendo a uma plataforma informática específica e a ferramentas de telemedicina. Mais informações sobre o âmbito das RER.

Grupos Europeus de Defesa dos Doentes (ePAG)
Os ePAG reúnem representantes eleitos dos doentes e as associações afiliadas para garantir que a voz dos dentes é ouvida durante o desenvolvimento das RER.
Registe a sua associação de doentes como membro de um ePAG
Para receber atualizações e para ser consultado sobre a atividade da RER relevante para a sua doença, registe o interesse da sua associação em tornar-se membro de um ePAG, indicando a RER a que quer pertencer. A participação nos ePAG é aberta a todas as associações de doenças raras (com sede na UE, sejam ou não membros da EURORDIS).
Representantes dos Doentes nos ePAG
Existem mais de 100 representantes de doentes dos ePAG que têm um mandato oficial permanente para representar as associações membros dos ePAG no seu respetivo RER, bem como para os consultar sobre as atividades em curso nas RER. Estes representantes manterão o contacto com as associações para garantir que a voz dos doentes é representada de forma adequada através da sua participação na direção e nos comités subclínicos da RER.
A EURORDIS está à procura de representantes de ePAG para a RER sobre anomalias craniofaciais e de doenças de otorrinolaringologia (ORL). Agradecemos que entre em contacto com Lenja Wiehe, gestora dos Grupos de defesa dos doentes, através do email lenja.wiehe@eurordis.org no caso de ter interesse em representar este ePAG.
Teve lugar uma reunião satélite de ePAG no decurso do Encontro de Associados da EURORDIS de 2017, que se realizou em maio em Budapeste. Este encontro assinalou a primeira vez que representantes de ePAG de todas as 24 RER se reuniram para partilhar as suas expectativas e dar passos no sentido da colaboração entre RER.
Os participantes no Encontro de Associados da EURORDIS de 2017 em Budapeste também tomaram parte numa Oficina sobre como tornar as RER uma realidade.

Programa de Mentoria dos Representantes dos ePAG
A EURORDIS criou um Programa de Mentoria dos Representantes dos ePAG com o objetivo de capacitar os representantes dos ePAG para se tornarem parceiros apreciados e de pleno direito que possam agir com autonomia e autoridade na Direção ou no comité dos seus respetivos RER. Os mentores provêm de uma variedade de contextos (grupos de pacientes, quadros superiores de empresas, consultores de comunicação e de liderança, Comissão Europeia, consultores de cuidados de saúde, profissionais de saúde, etc.).
Para obter mais informações, entre em contacto com lenja.wiehe@eurordis.org.



Eva Bearryman, Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 11/07/2017
Page last updated: 11/07/2017



O aumento da modificação da proteína provoca/causa doença cardíaca em pacientes com ataxia de Friedreich, demonstra estudo



Um aumento anormal na acetilação de proteínas induz a doença cardíaca em pacientes com ataxia de Friedreich (FA) e pode representar um novo alvo terapêutico para a intervenção precoce, conclui um estudo.

O estudo “A progressiva acetilação da proteína lisina da mitocondrial e insuficiência cardíaca num modelo de cardiomiopatia de ataxia de Friedreich " apareceu na “Plos One”.

Os autores do estudo encontraram uma estreita relação entre a acetilação de proteínas - um mecanismo importante que atua ao nível da alteração das proteínas de forma a regular o metabolismo celular - e a perturbação metabólica e funcional observada nos corações dos modelos animais com FA, bem como em pacientes com FA.

O estudo utilizou um modelo animal de FA, em que os ratos foram geneticamente modificados para não produzirem a proteína de frataxina nas células cardíacas, de modo a refletir a perda de frataxina observada em pacientes com FA.

Os investigadores avaliaram as mudanças nos corações dos animais, tanto fisiológicas como funcionais, e documentaram a evolução da doença durante 30, 45 e 60 dias.

Os resultados demonstraram que, ao 30º dia, a falta de frataxina tinha provocado um aumento na acetilação de proteínas das células cardíacas dos ratos. A rapidez deste mecanismo continuou a aumentar com o passar do tempo, e ao 45º dia, ocorreram os primeiros indícios anormais de dano cardíaco, com o espessamento da parede ventricular esquerda e a disfunção diastólica. À medida que a acetilação progrediu, a função cardíaca continuou a diminuir nos modelos com ratos.

No geral, os investigadores detetaram uma forte ligação entre uma maior modificação proteica e a fibrose cardíaca, o dano mitocondrial e o metabolismo prejudicado, para além de disfunção diastólica e sistólica, que conduz à insuficiência cardíaca nos animais.

Embora este estudo mostre que um aumento na acetilação de proteínas cardíacas leva a danos cardíacos e a doença cardíaca, nenhum mecanismo pode, ainda, explicar a razão por trás disso. Os autores do estudo solicitam que haja mais pesquisa a fim de que se desenvolvam novas terapias para atingir a acetilação proteica precoce.

 A FA é uma desordem hereditária rara que afeta cerca de um em cada 50.000 americanos. Geralmente, tem inicio na infância e leva ao comprometimento da coordenação muscular do individuo, piorando ao longo do tempo.

Fonte: https://friedreichsataxianews.com/2017/06/27/friedreichs-ataxia-cardiomyopathy-caused-by-increased-acetylation-of-heart-proteins-study-finds/?utm_source=Friedreich%27s+Ataxia&utm_campaign=0a3198bdce-RSS_WEEKLY_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email&utm_term=0_ae7feab64b-0a3198bdce-72172285

Tradução para APAHE por: Bárbara Cerdeiras

Investigadores criam "células do coração num prato de laboratório" para estudar a doença cardíaca associada à FA




Autor: Joana Fernandes, PhD 06 / 07/2017

 

Investigadores australianos transformaram com sucesso células-tronco de pacientes com ataxia de Friedreich (FA) em células cardíacas para estudar anomalias moleculares que podem contribuir para esta doença.

Essas "células cardíacas num prato de laboratório" fornecem informações valiosas para o estabelecimento de tratamentos novos.

No seu estudo, " A ataxia de Friedreich influenciou os cardiomiócitos derivados de células estaminais pluripotentes, mostrando anomalias eletrofisiológicas e deficiência no controle de cálcio", apareceu na revista “Aging”.

A FA é causada por baixos níveis da proteína frataxina, devido a anomalias na sequência do gene que codifica esta proteína - repetições de porções de DNA dentro do gene. Quanto maior o número de repetições, mais cedo se dá o início da FA e de todas as suas complicações associadas.

A frataxina desempenha um papel importante nas mitocôndrias, o poder da célula, de modo que a mutação da proteína é responsável por vários sintomas que refletem deficiências na produção de energia. O coração é um dos órgãos afetados por essa falta de energia.

"A cardiomiopatia é detetada em dois terços dos indivíduos com FA]", escreveram os investigadores. "Os indivíduos com FA, geralmente, apresentam cardiomiopatia progressiva do ventrículo esquerdo, que é a principal causa de morte em FA devido a arritmias e/ou insuficiência cardíaca".

Estudos anteriores demonstraram que a morte de células cardíacas, cardiomiócitos e a fibrose podem contribuir para as complicações cardíacas em FA, mas pouco se sabe sobre o impacto da doença no coração.

Os investigadores criaram culturas de células estaminais usando células de três pacientes de FA com complicações cardíacas. A seguir, estimularam o desenvolvimento dessas células-tronco em cardiomiócitos - basicamente, células de coração num prato de laboratório.

Os novos cardiomiócitos apresentaram baixos níveis de frataxina, como era esperado, mas também correntes iónicas anormais, que são cruciais para o funcionamento normal dessas células. Tiveram, também, uma maior variação nas suas taxas de batimento, que estava ligada ao deficiente controle do cálcio, afetando finalmente o funcionamento dos cardiomiócitos.

Juntos, estes resultados abrem caminho não só para entender como os pacientes FA desenvolvem atividade cardíaca anormal mas também para a utilização de células estaminais induzidas para estudar a cardiomiopatia no contexto desta doença.

"Mais importante, os nossos dados indicam, claramente, que as FA iPSC [células-tronco] - cardiomiócitos derivados podem ser usados no escrutínio de compostos capazes de alterar ou reverter fenótipos, em células humanas, proporcionando, deste modo, uma ferramenta inovadora e única para a pesquisa da FA", concluíram os investigadores.

Fonte: https://friedreichsataxianews.com/2017/07/06/friedreichs-ataxia-heart-disease-is-focus-of-stem-cell-study-by-australian-researchers/

Tradução para APAHE por: Bárbara Cerdeiras

12 de julho de 2017

11º aniversário APAHE



A 13 de Julho a APAHE completa 11 anos de existência. Que este ano venha acompanhado de muitas conquistas, dando sequência a tudo de bom que já foi feito, sempre com muito empenho e dedicação.

8 de julho de 2017

O Trigriluzole da Biohaven Recebe Designação Fast Track da FDA Americana

Potencial Terapia de Primeira Classe para Ataxia Espinocerebelosa

NOTÍCIAS FORNECIDAS POR
15 de maio de 2017, 03:00 ET


NEW HAVEN, Connecticut, 15 de maio de 2017 / PRNewswire / - (NYSE: BHVN) – A Biohaven Pharmaceutical Holding Company Ltd. (Biohaven) anunciou hoje que a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos concedeu à empresa Fast Track Designation para o produto candidato Trigriluzole da Biohaven (BHV-4157) para o potencial tratamento da Ataxia Espinocerebelosa (SCA). O Trigriluzole recebeu previamente a designação de medicamento órfão da FDA para o tratamento de SCA em 2016. A Biohaven está atualmente a realizar um ensaio clínico, Phase 2/3, em pacientes com SCA, com resultados esperados em 2018.
A SCA é um distúrbio neuro degenerativo raro e debilitante que se estima afetar aproximadamente 22.000 pessoas nos Estados Unidos. O tratamento padrão de cuidados é de suporte e nenhum medicamento está atualmente aprovado para pacientes com esta condição debilitante.
"Esta Designação Fast Track da FDA reconhece a elevada necessidade médica não atendida em pacientes com SCA", disse Vlad Coric, M.D., CEO da Biohaven. "A designação Fast Track ajudará a facilitar o desenvolvimento de trigriluzole da Biohaven e potencialmente acelerará a revisão regulatória futura de trigriluzole para pacientes com SCA".
Phase 2/3 Ensaio Clínico de Trigriluzole
A Biohaven iniciou um ensaio clínico randomizado de trigriluzole em pacientes com SCA em dezembro de 2016. O recrutamento alvo é de aproximadamente 120 pacientes, com resultados de top esperados no primeiro trimestre de 2018. O estudo foi projetado para avaliar a segurança e a eficácia do trigriluzole para tratamento sintomático agudo nessa população de pacientes. Acreditamos que, se for bem-sucedido, este ensaio clínico Phase 2/3 será o único ensaio essencial necessário para apoiar a aprovação regulamentar na SCA.
"Dada a natureza grave desta doença e a inadequação dos tratamentos paliativos para pacientes com SCA, estamos a esforçar-nos para concluir o nosso estudo o mais rápido possível", disse Robert Berman, M.D., Diretor Médico na Biohaven.
Sobre Trigriluzole
O Trigiluzole é um pró-fármaco inovador tripeptídeo desenvolvido pela Biohaven e representa mais de seis anos de desenvolvimento químico e pesquisa em mais de 300 candidatos a fármacos. A Biohaven antecipa que o trigriluzole será designado como uma nova entidade química (NCE, em inglês) e que recebeu a designação de medicamento órfão da FDA para o tratamento da SCA.
Sobre a Designação Fast Track
Como um dos seus Programas Acelerados para Condições Graves, a FDA concede a Designação Fast Track para "facilitar o desenvolvimento e acelerar a revisão de medicamentos para tratar condições graves e preencher uma necessidade médica não satisfeita", a fim de disponibilizar antecipadamente novos medicamentos importantes aos pacientes. De acordo com a FDA, um medicamento que recebe a Designação Fast Track está eleito para alguns ou todos os pontos seguintes:
• Reuniões mais frequentes com a FDA para discutir o plano de desenvolvimento do fármaco e assegurar a recolha de dados apropriados necessários para apoiar a aprovação do medicamento;

• Comunicação escrita mais frequente da FDA sobre coisas como o projeto dos ensaios clínicos propostos e o uso de biomarcadores;

• Elegibilidade para Aprovação Acelerada e Revisão de Prioridades, se forem cumpridos os critérios relevantes; e

• Elegibilidade para Rolamento de Revisão Rolling Review, o que significa que uma empresa farmacêutica pode enviar as sessões completas do seu novo requerimento para medicamento - New Drug Application (NDA) para revisão pela FDA, em vez de esperar até que todas as sessões da NDA sejam concluídas antes que todo o requerimento possa ser revisto. A revisão da NDA geralmente não começa até que a empresa farmacêutica tenha submetido o requerimento completo à FDA

Sobre a Biohaven
A Biohaven é uma empresa bio farmacêutica de estágio clínico com um portfólio de inovadores candidatos a produtos em fase avançada, visando doenças neurológicas, incluindo distúrbios raros. A Biohaven certificou propriedade intelectual de empresas e instituições, incluindo a Bristol-Myers Squibb Company, AstraZeneca AB, Yale University, Catalent, ALS Biopharma LLC e Massachusetts General Hospital. A Biohaven é uma empresa organizada sob as leis das Ilhas Virgens Britânicas e as suas operações dos Estados Unidos estão baseadas em New Haven, Connecticut

Declarações Prospectivas
Este comunicado de imprensa inclui declarações prospectivas na acepção do Private Securities Litigation Reform Act de 1995. Essas declarações prospectivas envolvem riscos e incertezas substanciais, incluindo declarações baseadas nas expectativas e premissas atuais da administração da Companhia. Todas as declarações, que não sejam declarações de fatos históricos, incluídas neste comunicado de imprensa sobre os efeitos potenciais da Designação Fast Track, incluindo a possibilidade de revisão regulatória acelerada, bem como os planos e objetivos da Companhia, as expectativas e os pressupostos da administração são declarações prospectivas. O uso de certas palavras, incluindo as palavras "estimar", "pretender", "esperar", "acreditar", "antecipar", "querer", "potencial", "planear", "poder" e "possibilitar" Destinam-se a identificar declarações prospectivas. A Companhia pode não atingir os planos, intenções ou expectativas divulgadas nas declarações prospectivas e não se deve confiar indevidamente nas declarações prospectivas da Companhia. Vários fatores importantes podem causar resultados reais ou eventos para diferir materialmente daqueles que podem ser expressos ou implícitos nas nossas declarações prospectivas, incluindo o fato de que a concessão da Designação Fast Track não garanta que vamos experimentar um processo de desenvolvimento mais rápido, revisão ou aprovação de trigriluzole em comparação com os procedimentos convencionais da FDA, a possibilidade da FDA poder retirar a Designação Fast Track se achar que este já não é suportado pelos dados do nosso programa de desenvolvimento clínico trigriluzole e pelos fatores descritos na secção "Fatores de Risco" do prospecto final da Companhia datado de 3 de maio de 2017, Arquivado na Securities and Exchange Commission em 5 de maio de 2017. As declarações prospectivas são feitas a partir desta data e a Companhia não assume qualquer obrigação para atualizar quaisquer declarações prospectivas, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de outra forma, exceto conforme exigido por lei.
Contacto

Dr. Vlad Coric
Diretor Executivo
Biohaven Pharmaceutical Holding Company Ltd.
Telefone: (203) 404-0410


FONTE Biohaven Pharmaceutical Holding Company Ltd.
Tradução para a APAHE: Luz Couto

4 de julho de 2017

Conseguimos silenciar as Doenças Raras?


Na descoberta de medicamentos para as doenças raras, as terapias de genes estão a começar a mostrar promessas clínicas. A estratégica vai compensar? Um relatório de um simpósio de Charles River.

Terapia genética, o uso e a manipulação da doença para tratar ou prevenir doenças, teve os seus altos e baixos. Quando os pesquisadores começaram a experimentar com ele nos anos 80 e 90, muitos pensaram que iriam transformar a medicina. Mas isso tornou-se mergulhada em controvérsia depois que um jovem de 18 anos chamado Jesse Geisinger, que sofria de uma doença genética no fígado, ter morrido ter morrido durante uma terapia genética experimental em 1991 na Universidade de Pennsylvania. A sua morte, que foi atribuída ao vector de adenovírus recombinante que transportava os genes corretivos, provocou a paragem abrupta de outros ensaios.

Mas as tecnologias têm desde então evoluído suficientemente para viabilizar a estratégica. Em 2013, a empresa Holandesa de biotecnologia uniQure recebeu aprovação de reguladores europeus do mercado de Glybera, um produto de terapia de genes para deficiência de lipoproteína lípase, um defeito genético raro que impede as pessoas de digerir corretamente as gorduras. E a terapêutica Spark diz que está se a prepar para apresentar um pedido à US Food and Drug Administration para o seu produto de terapia gentica voretigene neparvovec, um tratamento único para uma doença hereditária da retina que provoca cegueira em crianças

Num simpósio sobre doenças raras na segunda feira que foi patrocinado por Charles River, Guangping Gao, professor e diretor do Gene Therapy e Vector Core da Universidade de Massachusetts Medical School, descreveu como o seu grupo está a usar vírus recombinados associados de adeno (AAVs) para tentar curar a doença de Canavan, uma condição fatal desencadeada por uma versão de mutação de um gene chamado ASPA que é transmitida por ambos os pais. O gene disfuncional impede a compensação de N-acetil acido aspártico vindo do cérebro, e como o ácido acumula começa a corroer a mielina que protege os nossos neurônios do cérebro, transformando-o em uma bagunça esponjosa.

Em 2001, pesquisadores da faculdade de medicina de Jefferson perfuraram seis buracos no crânio de uma menina de seis anos de idade com a doença de Canavan e infundiram milhões de partículas AAV recombinadas no seu cérebro na esperança de que iriam começar a expressar os genes normais. O tratamento foi determinado para ser seguro, mas não funcionou.

O laboratório de Gao também está a usar AAV como um vetor viral, mas ele estabeleceu-se numa variante diferente – AA9-o que é melhor do que outros vetor de vírus adeno-associados ao atravessar a barreira hemato-encefálica, diz ele. Isto tornou possível a introdução da terapia genética por via intravenosa, em vez de infundi-lo diretamente no cérebro. Alcançado mais cedo, o tratamento completo, e o resgate sustentado do fenótipo de doenças fatais em camundongos(ratinho) CD disse Gao, e mais recentemente foi testado num jovem rapaz com uso de forma compassiva. A criança tolerou a terapia, mas Gao disse que é muito cedo para dizer se também é eficaz.

Apesar da promessa da terapia genética, encontrar parceiros para investir é difícil. Gao disse que um ensaio clinico estabelecido para testar a eficácia desta terapia genética custa dezenas de miliares de dólares. Encontrar parceiros dispostos a investir em um ensaio que beneficia apenas um pequeno numero de crianças é extremamente difícil.

A Doença de Huntington

As estratégias da terapia dos genes são também uma área madura de exploração da doença de Huntington (HD), diz Douglas Macdonald, o diretor das operações de pesquisa e alianças no CHDI, uma fundação de doença empenhada em encontrar terapias que retardam a progressão devastadora e no final de contas, fatal distúrbio de movimento. Macdonald, que deu o discurso inaugural no simpósio, disse que varias estratégias baseadas em AAV projetadas para diminuir a expressão do gene de Huntingtin (HTT), que está ligado ao HD, estão sendo exploradas com uma potencial estratégia terapêutica. E o primeiro estudo clinico, um ensaio de segurança da Fase 1 dos oligonucleotides anti sentido (ASOs) – que se destinam a reduzir (silenciar) HTT – começou no ano passado. No entanto, resta ver se este tratamento – que funcionou bem em modelos animais – também é eficaz em seres humanos.

Ainda assim, enquanto as terapias genéticas vão emergindo como uma estratégica viável para o tratamento de muitas destas doenças raras, que muitas vezes surgem de uma mutação de um gene único que, em teoria pelo menos, deveria ser fixável com ferramentas dos tempos de hoje, as terapias genéticas que são seguras e eficazes, vão demorar anos para desenvolver. Muitos doentes não têm muito tempo.

A historia do Ryan

Mark Dant, cujo filho, Ryan nasceu com uma doença do deposito lisossômico conhecida como MPS1 (para mucopolissacaridose 1), é um caso para apontar. Uma mutação num gene impede a produção de uma enzima necessária para quebrar certos subprodutos das reações químicas, causando esta doença letal que aparece cedo na infância. Como não há tratamentos disponíveis para ajudar o filho, Dant e a sua esposa, Jeanne embarcaram num mundo global implacável para encontrar um caminho para seguir com o Ryan. Esta historia notável teve um final feliz. A fundação da família Dant, financiou a pesquisa de MP de um cientista da Califórnia que desenvolveu uma terapia de reposição enzimática que, no final transformou a sentença morte do Ryan virou uma condição crônica, mas controlável. Infusões periódicas do ERT, que primeiro era administradas por via intravenosa e, mais tarde diretamente na coluna vertebral, permitiram que Ryan tivesse uma vida normal. Ele terminou a licenciatura na Universidade de Louisville este ano e o pai disse que ele gostaria de perseguir um emprego na área do desporto. Esta terapia de ER está disponível em vários países do globo.

Dant, que foi saudado no simpósio de segunda feira com uma salva de palmas, disse que curar esta doença é um grande golo, mas os moduladores da doença também são importantes. Dant disse, se tivéssemos esperado pela terapia genética, o nosso filho não teria sobrevivido.

Link Original:  http://eureka.criver.com/rare-diseases/

Tradução para APAHE: Alexandra Leal

2 de julho de 2017

Mecanismo de doença neurodegenerativa e potencial medicamento para a mesma oferecem esperança para pacientes portadores da Ataxia de Friedreich e de doenças relacionadas

Autor: Pat Bailey on June 6, 2017 in Human & Animal Health

Uma deficiência proteica específica associada à ataxia de Friedreich parece desencadear a doença ao reduzir o número de mitocôndrias nas células (foto de wirOman / gettyimages)
Dois novos estudos sobre doenças progressivas e neurodegenerativas associadas a defeitos nas mitocôndrias das células oferecem esperança para o desenvolvimento de um novo biomarcador de pesquisa e diagnóstico e para o aparecimento de um novo medicamento para o tratamento dessas doenças, relataram investigadores da Universidade da Califórnia, Davis.
Ambos os estudos, em co-autoria, do bioquímico Gino Cortopassi, da UC Davis School of Veterinary Medicine, têm implicações para a ataxia de Friedreich, uma doença hereditária rara que afeta 6.000 pessoas nos Estados Unidos.
Friedreich é caracterizada por neurodegeneração progressiva na coluna vertebral, bem como fraqueza muscular, doença cardíaca e diabetes.
Os resultados destes dois estudos serão publicados esta semana na revista Human Molecular Genetics.


Doenças mitocondriais

A ataxia de Friedrich é uma das várias doenças graves causadas por uma anormalidade nas mitocôndrias - estruturas microscópicas dentro da célula que geram a energia química da célula - e que desempenham um papel fundamental no crescimento das células, no seu funcionamento e morte.
Para além da ataxia de Friedreich, existem outras doenças mitocondriais, tais como a neuropatia óptica de Leber ,a encefalopatia gastrointestinal mielonegênica e a epilepsia mioclônica com fibras vermelhas irregulares - nomes complexos para distúrbios incomuns e devastadores.
Atualmente, não há terapias aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento de doenças mitocondriais, incluindo a ataxia de Friedreich.

O defeito das proteínas diminui os números das mitocôndrias

As deficiências herdadas na proteína mitocondrial frataxina causam a ataxia de Friedreich, mas não é claro como a deficiência nesta única proteína leva à morte de neurônios e à degeneração de músculos.
Um dos novos estudos mostra que a perda da proteína frataxina causa uma diminuição no número das mitocondriais no sangue e nas células da pele de pacientes com ataxia de Friedreich. Os ratos que possuem deficiência nesta proteína também têm menos mitocôndrias.

Existem duas aplicações principais do novo conhecimento, disse o professor Cortopassi.

"Saber agora que a deficiência de frataxina causa escassez de mitocôndrias, permite-nos utilizar o número de mitocôndrias como um biomarcador para determinar a gravidade e a progressão da doença em pacientes com ataxia de Friedreich", disse ele. "Esse biomarcador também poderá ser usado para avaliar a eficácia de novos medicamentos para o tratamento desta doença".

Medicamento de MS mostrou aumentar a produção de mitocôndrias

No segundo estudo, Cortopassi e os colegas focaram-se no medicamento fumarato de dimetilo, ou DMF, medicamento esse já aprovado pela FDA para o tratamento de pacientes adultos com uma forma recidivante de esclerose múltipla, bem como para o tratamento da psoríase, uma doença de pele auto-imune.

O DMF é conhecido por ajudar a prevenir a inflamação e por proteger as células dos danos.

Neste estudo, os investigadores examinaram os efeitos da DMF em células de fibroblastos humanos (pele) e em ratos e pacientes humanos com esclerose múltipla.

Os pesquisadores demonstraram que doses de DMF causam aumento das mitocondriais em fibroblastos de pele humana, em tecidos de rato e em seres humanos. Os investigadores também demonstraram que este medicamento melhorou a expressão do gene mitocondrial.

"Em conjunto, estas conclusões, sugerem que a DMF, ao aumentar as mitocôndrias, tem o potencial de diminuir os sintomas das doenças musculares, que são causadas, pelo menos em parte, por anormalidades mitocondriais", disse Cortopassi, que desde há 25 anos se tem dedicado a atingir uma melhor compreensão das doenças mitocondriais órfãs-  distúrbios esses tão raros que não foram, até ao momento, desenvolvidas terapias para eles.

Em 2011, ele fundou a Ixchel Pharma, num esforço para identificar os medicamentos existentes e para os utilizar para tratar pacientes com ataxia de Friedreich e outras doenças mitocondriais.

O que os outros estão dizendo

Os seguintes comentários são de investigadores não envolvidos em nenhum destes dois estudos, mas conhecedores desta matéria - ataxia de Friedreich e outras doenças mitocondriais:

"Estess estudos são deveras significativos por várias razões. Primeiro, eles identificam um novo mecanismo de doença. Enquanto que os defeitos na produção de energia mitocondrial na ataxia de Friedreich são conhecidos há bastante tempo, a perda de mitocôndrias associadas à diminuição da frataxina, fornece uma explicação racional para essas observações. Em segundo lugar, as alterações na abundância mitocondrial poderão fornecer biomarcadores úteis para avaliar as respostas dos pacientes aos ensaios terapêuticos. Em terceiro lugar, e mais importante, a identificação de DMF como estimulador mitocondrial na ataxia de Friedreich, é um importante passo em frente na pesquisa de terapias efetivas, fornecendo provas da teoria de que a modulação dos sinais que dão indicações às células para fazerem mais mitocôndrias, pode oferecer oportunidades únicas para conceber novos e efetivos medicamentos".

- Giovanni Manfredi, médico e professor, no Brain and Mind Research Institute da Universidade Cornell Weill Cornell Medicine, em Nova Yorke;

"Isto representa um trabalho inovador que fornece um importante contributo para a compreensão da patologia da ataxia de Friedreich e das doenças mitocondriais. Os avanços nestes dois artigos são excitantes porque sugerem que um medicamento atual poderia ser usado para tratar a ataxia de Friedreich e as doenças de DNA mitocondrial, para as quais existem poucas terapias. Este trabalho também mostra o valor da pesquisa básica na adaptação das terapias atuais de forma a ampliar seu alcance para tratar doenças atualmente devastadoras ".

- Mike Murphy, investigador principal, MRC Mitochondrial Biology Unit, Universidade de Cambridge, Reino Unido

"A DMF é um medicamento bem conhecido e aprovado por agências reguladoras, tanto nos EUA como na Europa, e clinicamente utilizada em todo o mundo por muitos anos. Assim, a descoberta de que esta estimula a biogênese mitocondrial em pacientes com esclerose múltipla é muito importante e oferece excelentes perspetivas para o tratamento de pacientes com muitos distúrbios raros que afetam a função mitocondrial, incluindo a devastadora ataxia de Friedreich. Dada a quantidade de tempo e dinheiro necessários, hoje, para o desenvolvimento de novos medicamentos, descobrir um novo uso para uma molécula para a qual já existe informação clínica detalhada disponível, representa, claramente, uma grande, se não a única, esperança para estas pessoas afetadas por uma doença órfã. "

- Franco Taroni, médico e pesquisador, no Carlo Besta Neurological Institute Milan, em Itália.


Colaboradores e financiamentos

O financiamento para ambos os estudos foi fornecido pelo National Institute of Neurological Disorders and Stroke e a Friedreich's Ataxia Research Alliance.

Além de Cortopassi, os colaboradores do estudo de deficiência de proteína de frataxina foram Mittal Jasoliya, Marissa McMackin e Chelsea Henderson, todos da UC Davis e Susan Perlman da UCLA.

Os colaboradores de Cortopassi no estudo do DMF foram Genki Hayashi, Mittal Jasoliya e Sunil Sahdeo, todos da UC Davis; E Francesco Saccà, Chiara Pane, Alessandro Filla, Angela Marsili, Giorgia Puorro, Roberta Lanzillo e Vincenzo Brescia Morra, todos da Universidade Federico II em Nápoles, Itália.


Contato (s) na imprensa

Pat Bailey, UC Davis News and Media Relations, 530-219-9640, pjbailey@ucdavis.edu
Gino Cortopassi, UC Davis School of Veterinary Medicine, 530-754-9665 escritório, 530-304-6810 cell, gcortopassi@ucdavis.edu


Recursos da imprensa

•          Chave para regulamentar a central da energia da célula descoberta
•          O que está por trás do aumento de doenças cardíacas associadas à utilização de medicamentos anti-inflamatórios
•          Veneno do escorpião produz indícios para o desenvolvimento de melhores produtos farmacêuticos


Categorias

Saúde humana e animal; Ciência e tecnologia

Tradução para APAHE por: Bárbara Cerdeiras

28 de junho de 2017

Primeira edição em espanhol do Curso de Verão da EURORDIS


Curso de Verão ExPRESS de 2017 da EURORDIS para doentes especialistas e investigadores realizou-se no início de junho em Barcelona e reuniu um número recorde de formandos provenientes de todo o mundo. Foi organizado com novas colaborações e simultaneamente realizou-se pela primeira vez uma versão em espanhol, trazendo uma dimensão verdadeiramente internacional ao programa deste ano.

Os formandos de 2017
De ano para ano, o Curso de Verão continua a receber cada vez mais candidaturas. Em 2017, a comissão de revisão selecionou formandos de entre um número recorde de candidatos, que excedeu os 110. No total, mais de 60 estudantes de 25 países, incluindo o Canadá, a África do Sul, a Malásia e a Índia, assim como de muitos países europeus, foram selecionados para participar na versão inglesa do Curso de Verão. Estes participantes representavam uma gama alargada de doenças raras, incluindo doenças neuromusculares, metabólicas e neurofibromatosas. Desde 2015 que o Curso de Verão, além de doentes especialistas, tem vindo a acolher investigadores como participantes.
Um participante comentou que «se trata de uma excelente oportunidade para saber onde e como os representantes dos doentes podem ter voz para que estejam bem preparados e capacitados para defender os seus doentes».
Siga #EURORDISSummerSchool para ver alguns momentos de ação ao vivo desde Barcelona.

Curso de Verão da EURORDIS Edición Española
O forte interesse dos representantes dos doentes de língua espanhola levou à organização de uma versão em espanhol do Curso de Verão, realizada em paralelo com a versão em inglês. Esta edição acolheu 43 participantes de muitas regiões de Espanha, assim como da América Central e do Sul.

Parcerias novas e consolidadas em 2017
Além de acolher representantes dos doentes de novas áreas de doenças e de novas regiões do mundo, o Curso de Verão de 2017 trouxe também novas parcerias e a consolidação de relações entre a EURORDIS e outras associações. Na EURORDIS, ficámos muito satisfeitos por ter estabelecido parcerias com a Rare Diseases International, os Institutos Canadianos de Investigação em Saúde e o Centro Médico da Universidade de Leiden. Estiveram ainda presentes outras organizações que apoiam o Curso de Verão há muitos anos, incluindo representantes da Agência Europeia de Medicamentos, a Rede Europeia de Infraestruturas para Investigação Clínica e a AFM-Téléthon.

Porquê um Curso de Verão da EURORDIS?
A influência dos doentes na promoção do desenvolvimento de medicamentos, da igualdade de acesso a tratamentos e a informação médica clara, exata e compreensível é cada vez maior. Para melhorar a preparação para este papel, e como parte integrante do seu esforço em prol da capacitação das pessoas com doenças raras, a EURORDIS lançou em 2008 o seu próprio Programa de Formação para doentes especialistas. Até ao momento, os participantes do Curso de Verão da EURORDIS já ultrapassaram os 400. Um dos principais objetivos do programa é ajudar doentes e investigadores a compreender melhor o processo de regulamentação de medicamentos órfãos para que a sua ação de representação a nível europeu seja mais eficaz.

Participar na formação online
Pode participar na formação da EURORDIS sobre o desenvolvimento de medicamentos de forma gratuita e no local e à hora que lhe convier.
Antes da semana anual de formação em Barcelona, os participantes são convidados a realizar um módulo de pré-formação online dividido em 7 unidades. Os representantes dos doentes que não frequentam o Curso de Verão em Barcelona podem também participar gratuitamente neste módulo de pré-formação. Se desejar realizar este módulo e receber o certificado de participação, solicite os testes relativos às unidades de formação enviando um e-mail para nancy.hamilton@eurordis.org.
O Curso de Verão da EURORDIS faz parte do Programa de Formação da EURORDIS mais amplo, que inclui também módulos de formação gratuitos sobre investigação médicaética, o quadro regulamentar, a Agência Europeia de Medicamentosavaliação risco-benefício e farmacovigilância e o acesso aos mercados. Estes podem ser realizados onde e quando lhe convier.

Candidate-se ao Curso de Verão da EURORDIS de 2018
A próxima edição do Curso de Verão terá lugar em Barcelona, no mês de junho de 2018. O processo de candidatura terá início em setembro de 2017. Nos próximos meses, publicaremos aqui informações sobre a candidatura. Para mais informações sobre o Curso de Verão da EURORDIS, queira contactar nancy.hamilton@eurordis.org.

Eva Bearryman, Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 28/06/2017
Page last updated: 28/06/2017


Fonte: http://www.eurordis.org/pt-pt/news/primeira-edicao-em-espanhol-do-curso-de-verao-da-eurordis