20 de abril de 2015

Traçando o perfil neurometabólico in vivo em pacientes com ataxia espinocerebelosa tipo 1, 2, 3 e 7

Adanyeguh IM., Henry PG., Nguyen TM., D. Rinaldi, Jauffret C., Valabrègue R., Emir UE., Deelchand DK., Brice A., Eberly LE., Öz G., Durr A., Mochel F.

As ataxias espinocerebelosas (SCAs) pertencem às doenças de repetição poliglutamínica e são caracterizadas por uma atrofia predominante do cerebelo e da ponte. Foi realizada uma epectroscopia de protões por ressonância magnética ((1) H MRS) usando uma localização semiadiabatica otimizada pelo protocolo seletivo de reorientação adiabatico (semi-LASER), a 3 T para determinar as concentrações de metabólitos no verme cerebelar e na ponte duma coorte de pacientes com SCA1 (n = 16), SCA2 (n = 12), SCA3 (n = 21), e SCA7 (n = 12) e controlos saudáveis ​​(n = 33). Em comparação com os controles, os pacientes apresentaram N-acetilaspartato total inferior e, em menor extensão, glutamato inferior, o que reflete a perda/disfunção neuronal, ao passo que o marcador glial, mioinositol (mio-Ins), foi elevado. Os pacientes também apresentaram maior creatina total, como relatado na doença de Huntington, outra doença de repetição poliglutamínica. Foi encontrada uma correlação forte entre a Escala de Avaliação e Classificação da Ataxia (SARA) e os neurometabolitos em ambas as regiões afetadas de pacientes. A análise de componentes principais confirmou que metabólitos neuronais (N-acetilaspartato total e glutamato) eram inversamente correlacionados no vermis e na ponte para gliais (mio-Ins) e metabólitos energéticos (creatina total), bem como a gravidade da doença (escalas motoras). Parcelas neuroquímicas com metabólitos selecionados também permitiram a separação dos SCA2 e SCA3 dos controlos. Os perfis neurometabólicos detetados nos pacientes sugerem alterações específicas celulares em compartimentos neuronais e astrocíticos que não podem ser avaliadas por outras modalidades de neuroimagem. A correlação inversa entre metabólitos a partir desses dois compartimentos sugere uma tentativa metabólica para compensar os danos neuronais nas SCAs. Porque estes biomarcadores refletem aspetos dinâmicos do metabolismo celular, são bons candidatos para ensaios terapêuticos de prova de conceito. © 2015 Internacional Parkinson e Movement Disorder Society (Sociedade Internacional das Doenças do Movimento e Parkinson)



17 de abril de 2015

Até agora não há cura, nem "grandes tratamentos", para a ataxia, uma doença neurológica debilitante, dizem os médicos da UAB (Universidade do Alabama em Birmingham – EUA)

O músico de Pelham (EUA), John Parnell, é um homem de família e atáxico; o Dr. Harrison Walker, um neurologista da Universidade do Alabama, diagnosticou Parnell em 2013; a Dra. Talene Yacoubian fundou a Clínica de Ataxia da UAB, em 2014 (fotos UAB) 

John Parnell de Pelham, 34, toca guitarra, baixo e bateria, tem um estúdio de gravação em sua casa e tem desfrutado de um amor pela música ao longo da vida. "Fazer música é o que me faz feliz", disse Parnell em Março.

Mas os dias de Parnell a tocar instrumentos podem estar, lentamente, a chegar ao fim. Ele sofre de uma condição neurológica chamada ataxia degenerativa, que pode gradualmente roubar as pessoas do uso de seus braços e pernas.

"Há uma parte do cérebro que controla as funções motoras e a doença ataca essa parte", disse Parnell. "É como estar bêbado, mas sem o estar."

"Um sintoma comum e debilitante da ataxia é o desequilíbrio enquanto anda, a incoordenação quando usa os braços e as mãos durante as atividades diárias e os distúrbios na fala," disse o Dr. Harrison Walker, do Departamento de Neurologia da Universidade do Alabama em Birmingham (UAB), que diagnosticou Parnell com ataxia em 2013, num e-mail.

Para saber mais sobre a ataxia - causas, efeitos, diagnóstico, impacto emocional e psicológico, e possíveis tratamentos – virámo-nos para Walker e para a Dra. Talene Yacoubian, que fundou a Clínica de Ataxia da UAB em 2014.

O que é a ataxia?

Como Parnell disse, a ataxia é o resultado dum ataque ao cérebro. "A ataxia é geralmente devida a danos ou disfunção do cerebelo, o qual se encontra na parte de trás do cérebro," disse Yacoubian num e-mail.

Ataxia - o nome vem da palavra grega "ataxis", que significa "sem ordem" ou "falta de coordenação" - é um termo clínico amplo, que abrange uma ampla variedade de distúrbios e doenças.

Na verdade, a ataxia não é classificada como uma doença ou distúrbio em separado, de acordo com os neurologistas da UAB. "A ataxia não é uma única doença, mas uma descrição clínica de anormalidades na coordenação", disse Yacoubian. "A ataxia cerebelosa é uma síndrome com muitas causas e não está relacionada com uma única doença", disse Walker.

Muitas variedades, difícil de diagnosticar

Existem muitos tipos diferentes de ataxia, e isto pode complicar os esforços para a diagnosticar corretamente. Há "centenas de diferentes causas" para a ataxia cerebelosa, de acordo com Yacoubian, que disse que algumas causas são "genéticas (hereditárias)" e muitas mais são "esporádicas ou adquiridas."

Essas causas "esporádicas" podem incluir acidentes vasculares cerebrais, esclerose múltipla, deficiências vitamínicas, abuso de álcool, toxicidade de medicamentos, doenças autoimunes, tumores e infeções.

As causas genéticas da ataxia são "raras", de acordo com Yacoubian. "Há talvez 100-200 diferentes genes que têm sido associados com ataxias, mas a lista de mutações genéticas que podem causar ataxia está a crescer rapidamente, devido aos avanços tecnológicos no sequenciamento genético."

Os médicos de Parnell na UAB ainda estão a tentar fazer um diagnóstico completo e final. "Eles sabem que é uma forma de ataxia genética, mas não identificaram o tipo que tenho", disse ele.

Parnell tem algum conforto no fato de que a ataxia provavelmente não vai matá-lo ou prejudicar as suas capacidades cognitivas, mas ele e sua esposa, Erin, não podem ter certeza exatamente o quão longe os sintomas podem progredir. "Eu posso acabar numa cadeira de rodas, um dia, mas eu ainda posso ter o uso dos meus braços", disse ele. "Eu posso acabar numa cadeira de rodas e não ter o uso de meus braços."

Não é incomum para os pacientes enfrentarem este tipo de incertezas quanto à ataxia, de acordo com Yacoubian. "Por causa do grande número de possíveis causas da ataxia, pode demorar algum tempo para determinar a causa da ataxia dum paciente, e às vezes não somos bem-sucedidos a encontrar a causa", disse ela.

Em alguns pacientes com formas genéticas de ataxia, "a causa não é clara, mesmo depois de extensos testes de diagnóstico", disse Walker.

Alguns tipos não-genéticos de ataxia são um pouco mais fáceis de diagnosticar, de acordo com Walker. "Se a ataxia é de uma lesão estrutural... a etiologia pode ser determinada prontamente razoavelmente com imagens", disse ele, citando exemplos como tumores e acidentes vasculares cerebrais.

Os sinais precoces da ataxia incluem "Incoordenação ou desequilíbrio nas pernas, falta de coordenação dos braços/mãos e fala anormal", disse Walker. "Os sinais podem ser subtis no início."

Ainda não há cura, nem "grandes tratamentos”

De momento, não há "grandes tratamentos" e nenhuma cura para a ataxia, de acordo com Walker.

"Por causa da grande variedade de causas (da ataxia), um diagnóstico específico é muitas vezes difícil de determinar para os pacientes – o que limita as suas opções de tratamento", de acordo com a página web da Clínica de Ataxia.

No entanto, "dependendo da causa" da ataxia dum paciente, "os medicamentos, por vezes, podem ser úteis para os pacientes", disse Walker.

Parnell disse que há, por exemplo, medicamentos que podem fazer as suas pernas se sentirem menos pesadas. No entanto, os medicamentos têm efeitos secundários desagradáveis, tais como sonolência. "Eu prefiro aguentar e lidar com isso, do que arruinar o meu fígado mais do que eu já o fiz", disse ele.

Alguns dias são melhores do que outros para Parnell, a quem já lhe custa andar. "Nos dias maus isso afeta a minha voz e eu falo como se estivesse a insultar alguém", disse ele. "Não afetou muito os meus braços. Tive alturas onde eles estiveram fracos. Eu tenho alturas onde tenho o que chamo de tremeliques."

Sofrimento emocional

A ataxia vem com uma carga emocional e psicológica significativa para os pacientes e os seus entes queridos. No caso de Parnell, significou Erin e a filha de dois anos de idade, Nora.

O diagnóstico de Parnell - e que ele e Erin posteriormente leram na internet sobre os efeitos devastadores das diversas formas de ataxia – afetou-o bastante. "Eu não me vou sentar aqui e mentir", disse ele. "Chorei."

Porque a ataxia carece de uma cura ou tratamentos eficazes, os pacientes "muitas vezes sentem graves deficiências que limitam a sua mobilidade, a sua capacidade de trabalho, a sua capacidade para cuidar da família", disse Yacoubian.

"Compreensivelmente, os pacientes com ataxia estão sob stress significativo e muitas vezes sofrem de depressão e ansiedade", disse ela. "Algumas das ataxias também pode causar comprometimento cognitivo que contribui para a deficiência."

Os familiares e cuidadores "também estão sob muita pressão e podem sofrer um esgotamento", disse Yacoubian.

Erin chama John "o melhor marido e pai", e disse que ela está pronta para o desafio. "Eu vou cuidar dele", disse ela. "É um voto de casamento que eu nunca vou encarar de ânimo leve."

'Não é um sintoma incomum'

Estima-se que 150 mil americanos são afetados por ataxia genética ou esporádica, de acordo com a Fundação Nacional de Ataxia (NAF).

Embora seja "muito difícil" estimar o número de pessoas em Birmingham ou Alabama, que podem ter ataxia, Walker disse que "não é um sintoma neurológico raro, especialmente se se tiver de reunir todos os diferentes tipos de ataxia - degenerativa, tumores cerebrais genéticos, derrames, esclerose múltipla - em conjunto ".

A Clínica de Ataxia realiza-se uma vez por mês e, normalmente, vê cerca de oito pacientes por clínica, de acordo com Yacoubian. "Mas as marcações da clínica já estão preenchidas até longe no futuro", disse ela. "Provavelmente, a Clínica terá que ser realizada com maior frequência."

Muitos estudos

Enquanto isso, a investigação em ataxia está sendo realizada na UAB e muitos outros lugares, de acordo com Yacoubian, que recentemente se tornou membro do Consórcio de Investigação Clínica em Ataxias Espinocerebelosas, um consórcio nacional de investigadores.

Marek Napierala, um membro do corpo docente do Departamento de Bioquímica e Genética Molecular da UAB, está a realizar investigações na ataxia de Friedreich e outras formas genéticas, de acordo com Yacoubian.

Há outros estudos ativos na Europa e nos EUA. Muitos estudos são financiados pela Fundação Nacional de Ataxia (NAF).

‘Eu não tinha ideia do que era’

Parnell - que prometeu gravar e lançar como música que puder enquanto puder, a maior parte pela sua própria editora - quer usar os seus esforços para aumentar a consciência pública sobre a ataxia.

"O objetivo é chamar a atenção para esta doença que eu tenho e que milhões têm, porque, para ser sincero, não é uma doença que a maioria das pessoas conheça", disse ele. "Eu não tinha ideia do que era até que fui forçado a olhar no espelho e lidar com ela."




16 de abril de 2015

Investigadores descobrem nova estratégia terapêutica para ataxia de Friedreich




Investigadores da Universidade de Roma "Tor Vergata" (Itália) e da empresa Fratagene Therapeutics Ltd. (Irlanda) revelaram uma nova estratégia terapêutica para a ataxia de Friedreich baseada em pequenas moléculas específicas. O estudo foi publicado na revista Neurobiology of Disease e é intitulado "Moléculas altamente específicas competidoras de ubiquitina efetivamente promovem a acumulação de frataxina e resgatam parcialmente o defeito acónito nas células de ataxia de Friedreich."

A ataxia de Friedreich é uma doença neurodegenerativa rara e hereditária que atinge crianças e adultos jovens. É caracterizada pela lesão progressiva do sistema nervoso com degeneração da medula espinal e nervos periféricos que levam a fraqueza muscular, perda sensorial, dificuldades de equilíbrio e perda da coordenação dos movimentos musculares voluntários. Os doentes frequentemente desenvolvem cardiomiopatia, uma condição em que a função do músculo (miocárdio) do coração é comprometida e uma das principais causas de morte prematura nestes pacientes. A doença leva à incapacidade progressiva, à dependência de uma cadeira de rodas e expectativa de vida reduzida. Estima-se que a ataxia de Friedreich tenha uma prevalência de 1: 50.000 na população caucasiana. Atualmente, não há tratamento eficaz e os pacientes morrem prematuramente.

A ataxia de Friedreich é causada por uma mutação num gene chamado frataxina (FXN), o que leva a uma redução no mensageiro ARN e subsequente redução da expressão da proteína frataxina, causando disfunção mitocondrial, perturbações da homeostase de ferro e, finalmente, a morte celular.

Quanto menores forem os níveis de frataxina, quanto maior a gravidade da progressão da doença, e como tal, várias estratégias terapêuticas têm como objetivo aumentar os níveis de proteína frataxina nestes pacientes, quer promovendo a expressão do gene FXN ou através da prevenção da degradação da proteína frataxina nas células. Este estudo centrou-se na última estratégia.

Foi anteriormente relatado que uma quantidade considerável da proteína precursora frataxina é degradada na célula por um sistema denominado de ubiquitina/proteassoma, o sistema mais importante para a degradação intracelulares de proteínas. Foi também demonstrado que as pequenas moléculas específicas podem encaixar no sítio da ubiquitinação da frataxina (na lisina 147) e evitar a ubiquitinação da frataxina (adição de moléculas de ubiquitina em resíduos de lisina da marcação da proteína para a degradação) e subsequente degradação. Estas pequenas moléculas potencialmente terapêuticas foram chamadas compostos de moléculas competidoras de ubiquitina (UCM) e podem levar a um aumento nos níveis de frataxina.

Neste estudo, a busca por UCM efetivas foi ampliada e moléculas novas e mais potentes foram localizadas. Estas UCM de "segunda geração" foram encontradas para interagir fisicamente com a frataxina e evitar a sua ubiquitinação, promovendo um aumento nos níveis de frataxina.

As UCM foram consideradas ineficazes em mutantes de frataxina, que são resistentes à ubiquitinação devido a uma mutação na lisina 147, sugerindo que a atividade das UCM ocorre através da inibição da ubiquitinação no sítio da lisina 147 da frataxina. Os investigadores também descobriram que as UCM não só promovem a acumulação da frataxina nas células, mas também restaura a atividade aconitase (uma proteína ferro-enxofre, altamente dependente dos níveis de frataxina e cuja atividade é reduzida na ataxia de Friedreich) em células derivadas de pacientes, apoiando fortemente a seu potencial aplicação terapêutica.

A equipe de investigação concluiu que as UCM ligam-se diretamente à proteína frataxina, impedindo a sua ubiquitinação e degradação, e levando a um aumento dos níveis de frataxina. A equipa acredita que as UCM podem representar uma nova estratégia terapêutica para a ataxia de Friedreich.


  

15 de abril de 2015

A Clínica Genética do Futuro

A reunião inicial da Clínica Genética do Futuro (CGF) teve lugar recentemente em Bruxelas. O que é o projeto e o que significa para os doentes?
A tecnologia utilizada para a sequenciação de próxima geração (SPG) do ADN desenvolveu-se rapidamente nos últimos cinco anos, pelo que os seus custos e o tempo que demora a ler o ADN de um indivíduo são agora bastante inferiores. Por conseguinte, novas tecnologias genómicas como a SPG estão a ser cada vez mais adotadas para o diagnóstico de doenças genéticas.
A ideia subjacente ao Projeto CGF é trabalhar para cartografar todas as oportunidades e desafios que rodeiam a implementação clínica destas tecnologias genómicas para que as necessidades, os interesses e as preocupações dos doentes e de outras partes interessadas relevantes sejam tidos em conta no futuro.
Dada a natureza confidencial dos dados pessoais produzidos por estas tecnologias, é necessário analisar questões complexas sobre questões como a partilha de dados e o consentimento informado. Através do Projeto CGF, a expetativa é que seja possível compreender a forma de aproveitar o potencial destas tecnologias para os cuidados de saúde, sem deixar de respeitar os enquadramentos éticos e regulamentares fundamentais.
Para assegurar que são cumpridas as expetativas e as necessidades da sociedade, e em particular dos doentes, na implementação alargada destas tecnologias, a CGF irá envolver todas as partes interessadas relevantes (representantes dos doentes, investigadores na área da genómica, bioinformáticos, responsáveis pela elaboração de políticas, especialistas em ética, etc.) no diálogo e, consequentemente, elaborar recomendações sobre a forma de incorporar tecnologias como a SPG no percurso do diagnóstico.
No âmbito deste projeto, a EURORDIS irá colaborar com especialistas de outros parceiros para realizar um inquérito às perspetivas dos doentes. Os resultados deste inquérito serão publicados num livro branco que incluirá recomendações para novas abordagens à recolha, armazenamento e distribuição de dados clínicos.
Para mais informações sobre o projeto, envie um e-mail para mathieu.boudes@eurordis.org.



Eva Bearryman, Junior Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 15/04/2015
Page last updated: 14/04/2015




13 de abril de 2015

Investigações sobre ataxia: financiamento concedido para o ano fiscal de 2015

A NAF – National Ataxia Foundation (Fundação Nacional de Ataxia), EUA, tem o prazer de anunciar que 23 promissoras investigações sobre ataxias dos EUA, Bélgica, México, Reino Unido, Portugal e Alemanha foram galardoadas com financiamentos da NAF, conforme reunião de Dezembro de 2014, para o ano fiscal de 2015. Com o financiamento destes 23 estudos de investigação e os estudos de investigação anteriores financiados no início de 2014, quase um milhão de dólares foi atribuído às investigações sobre ataxias.

Investigações galardoadas:
·         Hampe, Christiane S., Ph.D.
Universidade de Washington, EUA
·         Kim, Do-Hyung, Ph.D. (em colaboração com o BAARC)
Universidade do Minnesota, EUA
·         Lim, Janghoo, Ph.D.
Universidade de Yale, EUA
·         Manley, James L. Ph.D.
Universidade de Columbia, EUA
·         Perlman, Susan, M.D.
Universidade da California, EUA
·         Rossoll, Wilfried, Ph.D.
Faculdade de Medicina da Universidade Emory, EUA
·         Schmahmann, Jeremy, M.D.
Hospital Geral de Massachusetts, EUA
Universidade de Harvard, EUA
·         Teixeira-Castro, Andreia, Ph.D. 
Universidade do Minho, Portugal
·         Wojcikiewicz, Richard, Ph.D.
Universidade Médica SUNY, EUA

Prémio Jovem Investigador:
·         Donatello, Simona, Ph.D. 
Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica

Prémios Jovens investigadores em SCA:
·         Costa, Maria do Carmo Pereira, Ph.D.
Universidade do Michigan, EUA
·         Cvetanovic, Marija, Ph.D. (em colaboração com BAARC)
Universidade do Minnesota, EUA
·         Zhang, Miao, Ph.D.
Faculdade de Farmácia da Universidade Chapman, EUA

Prémios Pós-Doutoramento:
·         Arancillo, Marife, Ph.D.
Faculdade de Medicina Baylor, EUA
·         Bhalla, Angela, Ph.D. 
Universidade do Alabama, EUA
·         Hernandez, Carlos R Castillo, Ph.D.
Universidade Nacional Autónoma do México, México
·         Miyazaki, Yu, M.D., Ph.D.
Universidade de Chicago, EUA
·         Rajpal, Gautam, Ph.D.
Universidade do Michigan, EUA
·         Vannocci, Tommaso, Ph.D.
Faculdade King, Reino Unido

Prémios Translacionais SCA Pioneiros:
·         Al-Ramahi, Ismael, Ph.D. 
Faculdade de Medicina Baylor, EUA
·         Davidson, Beverly, Ph.D.
Instituto de Investigação do Hospital Infantil de Filadélfia, EUA
·         Ranum, Laura, Ph.D.
Universidade da Flórida, EUA
·         Schmidt, Thorsten, Ph.D.
Universidade de Tubingen, Alemanha

Prémios de Investigação Clínica em Ataxia:
[A NAF associou-se com a Fundação Americana do Cérebro (ABF) para financiar um prémio de investigação clínica em ataxia.]
·        Vittal, Padmaja, M.D., M.S. 
Centro Médico da Universidade Rush, EUA


O financiamento para esses importantes projetos de investigação sobre ataxia têm sido possível graças à generosidade dos doadores e parceiros da NAF. A NAF é verdadeiramente grata a todos os que contribuíram para Corrida Anual para a Investigação sobre a Ataxia 2014 da NAF, o financiamento correspondente de 200 mil dólares de um doador anónimo, os nossos amigos corporativos e da fundação, o Fundo de Financiamento para Investigação na SCA3 da Família Michael e Patricia Clementz, capítulos NAF e grupos de apoio, doações individuais e em grupo, indivíduos e famílias que realizaram eventos de angariação de fundos, eventos Walk’n’Roll para a ataxia da NAF, o Centro de Investigação de Ataxia Bob Allison (BAARC) e os nossos doadores anónimos.
A NAF reconhece e agradece a todos os que apoiaram estes importantes estudos de investigação sobre a ataxia. É a sua generosidade que permite à NAF poder continuar a financiar estudos de investigação sobre a ataxia a nível mundial e que nos ajuda a ficar mais perto de acabar com ataxia.





12 de abril de 2015

Horizon Pharma plc (Dublin, Irlanda) recebe a designação Fast Track (Via Rápida) da FDA (Food and Drug Administration – EUA) para o ACTIMMUNE ® no tratamento da ataxia de Friedreich

A Horizon Pharma plc (NASDAQ: HZNP), uma companhia biofarmacêutica focada em melhorar a vida dos pacientes por meio da identificação, desenvolvimento, aquisição e comercialização de produtos diferenciados que atendam necessidades médicas por satisfazer, anunciaram hoje que a FDA (EUA) atribuiu a designação Fast Track ao ACTIMMUNE® (interferon gama-1b) para o tratamento da ataxia de Friedreich (FA), um distúrbio neuromuscular degenerativo.

"Elogiamos a FDA pela atribuição da designação Fast Track ao ACTIMMUNE para a ataxia de Friedreich, para potencialmente ajudar a tratar pacientes que sofram desta debilitante doença, para os quais não há tratamentos disponíveis aprovados pela FDA", disse Timothy P. Walbert, presidente e CEO da Horizon Pharma plc. "Estamos ansiosos por continuar o nosso programa de desenvolvimento clínico em curso, à medida que avaliamos o ACTIMMUNE nesta população de pacientes."

Os medicamentos podem qualificar-se à designação Fast Track, caso se destinem a tratar uma doença grave ou com risco de vida e demonstrar o potencial para responder a necessidades médicas por satisfazer. A designação Fast Track proporciona maior acesso e comunicação mais frequente com a FDA em todo o processo de desenvolvimento e revisão do medicamento, com o objetivo de possivelmente acelerar a aprovação. Além disso, a designação Fast Track também oferece a oportunidade de apresentar seções do processo de registo e de ser considerado para revisão prioritária no momento da apresentação baseada em dados clínicos futuros.

A empresa apresentou o pedido de Investigação de Novo Medicamento (IND) para o ACTIMMUNE no tratamento da FA em Fevereiro de 2015 e anunciou planos para começar a Fase 3 dum estudo, no segundo trimestre, em colaboração com a FARA (Ataxia Research Alliance do Friedreich – Aliança para a Investigação na Ataxia de Friedreich) e um subconjunto da rede de investigação dos centros clínicos colaborativos (CCRN) com a FARA no estudo da FA.

Sobre a ataxia de Friedreich (FA)
A FA é uma doença debilitante, que encurta a esperança de vida e neuromuscular degenerativa. Afeta cerca de uma em 50 mil pessoas nos EUA. O início dos sintomas pode variar dos cinco anos de idade até à idade adulta, sendo o início da infância associado a uma progressão mais rápida. A perda progressiva da força muscular e coordenação leva à incapacitação motora e, muitas vezes, o uso a tempo integral de uma cadeira de rodas. A maioria dos jovens diagnosticados com FA requerem ajudas à sua mobilidade, como uma bengala, andarilho ou cadeira de rodas pela adolescência ou pelos 20 anos. Não há, atualmente, tratamentos aprovados para a FA. Para obter mais informações sobre a FA, visite o site da FARA: http://www.curefa.org.

Sobre o ACTIMMUNE®
O ACTIMMUNE (interferon gama-1b) é uma proteína fabricada biologicamente, semelhante à que o corpo faz naturalmente para ajudar a prevenir infeções. Atualmente o ACTIMMUNE está aprovado pela FDA para uso em duas doenças raras. Está indicado para reduzir a frequência e gravidade de infeções graves associadas com a doença granulomatosa crónica (CGD), uma doença genética que afeta o funcionamento de algumas células do sistema imunitário. Além disso, o ACTIMMUNE está indicado para retardar o agravamento da osteopetrose maligna grave (SMO), uma desordem genética que afeta a formação óssea normal. Para obter mais informações, consulte http://www.ACTIMMUNE.com.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE SEGURANÇA

USOS APROVADOS PARA O ACTIMMUNE (interferon gama 1-b)

Doença Granulomatosa Crónica (CGD)
O ACTIMMUNE está indicado para reduzir a frequência e gravidade de infeções graves associadas com a doença granulomatosa crónica. A CGD é uma doença genética que afeta o funcionamento de algumas células do sistema imunitário.

Osteopetrose maligna grave (SMO)
O ACTIMMUNE está indicado para retardar o agravamento da osteopetrose maligna grave. A SMO é uma doença genética que afeta a formação óssea normal.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE SEGURANÇA (ISI)

Os efeitos secundários mais comuns do ACTIMMUNE são os chamados sintomas "gripais", tais como febre, dor de cabeça, calafrios, mialgia (dor muscular) ou fadiga, que podem diminuir de gravidade com a continuação do tratamento. A administração de ACTIMMUNE ao deitar, pode minimizar alguns destes sintomas. O acetaminofeno pode ser útil na prevenção da febre e dor de cabeça.

Se estiver grávida, ou planeia engravidar, ou planeia amamentar, deve consultar o seu médico.

O ACTIMMUNE pode causar reações alérgicas graves e/ou erupções cutâneas. Não use o ACTIMMUNE se for alérgico/a ao interferon-gama, produtos derivados de E. coli ou a qualquer componente do produto (veja a lista completa de componentes). Se desenvolver uma reação grave ao ACTIMMUNE, interrompa imediatamente e contacte o seu médico ou procure ajuda médica.

Em doses elevadas, o ACTIMMUNE pode causar sintomas (semelhantes aos da gripe), que pode agravar algumas doenças cardíacas pré-existentes. Informe o seu médico se tem qualquer problema cardíaco, tais como batimentos cardíacos irregulares, insuficiência cardíaca ou diminuição do fluxo sanguíneo para o coração.

O ACTIMMUNE pode causar alterações reversíveis no seu sistema nervoso, trata incluindo diminuição da capacidade mental, distúrbios no andar e tonturas. Informe o seu médico se tem qualquer historial de convulsões ou outros distúrbios neurológicos.

A função da medula óssea pode ser suprimida com o ACTIMMUNE e uma diminuição da produção de células importantes para o corpo pode ocorrer. Este efeito, que pode ser grave, é geralmente reversível quando o medicamento é interrompido ou a dose é reduzida. Informe o seu médico se tem, ou já teve, a função da medula óssea reduzida. O seu médico irá monitorizar estas células com exames sanguíneos no início da terapia e depois com intervalos de três meses.

Ao tomar o ACTIMMUNE, pode causar alterações reversíveis na sua função hepática, particularmente em pacientes com menos de um ano de idade. O seu médico irá monitorizar o fígado com exames sanguíneos no início da terapia e depois com intervalos de três meses. Se o paciente tiver 1 ano ou menos, a monitorização será feita numa base mensal.

Se estiver a receber o ACTIMMUNE em casa, o seu médico irá fornecer-lhe ou aos seus cuidadores instruções adequadas sobre a administração do medicamento e eliminação do recipiente, agulhas e seringas.

São incentivados a relatar efeitos secundários negativos de medicamentos prescritos à FDA. Visite http://www.fda.gov/medwatch ou ligue para 1-800-FDA-1088.

Esta informação não se destina a substituir as conversas com o seu médico. Para obter informações adicionais acerca do ACTIMMUNE, por favor consulte a informação completa fale com o seu médico. O ACTIMMUNE está disponível apenas mediante prescrição.

Visite http://www.ACTIMMUNE.com para mais informações.

Sobre a Horizon Pharma plc
A Horizon Pharma plc é uma empresa biofarmacêutica focada em melhorar a vida dos pacientes através da identificação, desenvolvimento, aquisição e comercialização de produtos diferenciados que atendam as necessidades médicas por satisfazer. A empresa comercializa um portfólio de produtos para doenças de artrite, inflamatórias e órfãs. Os produtos comercializados da empresa, nos EUA, são ACTIMMUNE® (interferon gama-1b), DUEXIS® (ibuprofeno/famotidina), PENNSAID® (solução tópica de diclofenaco de sódio) a 2% w/w, comprimidos de libertação retardada RAYOS® (prednisona) e VIMOVO® (naproxeno magnésio esomeprazol). A sede mundial da Horizon está em Dublin, na Irlanda. Para mais informações, por favor visite http://www.horizonpharma.com.

Declarações Prospetivas
Este comunicado de imprensa contém declarações prospetivas, incluindo declarações relativos a enentuais ensaios clínicos para avaliar o ACTIMMUNE em pacientes com ataxia de Friedreich, os benefícios potenciais da designação Fast Track, e os planos da Horizon para a realização do desenvolvimento clínico do ACTIMMUNE na ataxia de Friedreich. As declarações prospetivas valem somente à data deste comunicado de imprensa e a Horizon não assume qualquer obrigação de atualizar ou rever as declarações originais, exceto as exigidas por lei. Estas declarações prospetivas são baseadas nas expectativas e suposições à data deste comunicado de imprensa e os resultados reais podem ser diferentes daqueles nestas declarações prospetivas, como resultado de vários fatores. Esses fatores incluem, mas não estão limitados a, riscos sobre se os resultados dos estudos subsequentes serão consistentes com os resultados de estudos anteriores, quer a Horizon realize mais estudos sobre o ACTIMMUNE ou tiver os recursos financeiros para o fazer, quer a Horizon perceber algum dos potenciais benefícios da designação Fast Track, e os riscos associados ao desenvolvimento pré-clínico e clínico de candidatos a fármacos. Para uma descrição destes e doutros riscos enfrentados pela Horizon, consulte os fatores de risco descritos nos arquivos da Horizon na Comissão de Câmbio e Segurança dos EUA, incluindo aqueles fatores discutidos sob o título "Fatores de Risco" nesses arquivos. As declarações prospetivas valem somente à data deste comunicado de imprensa e a Horizon não assume nenhuma obrigação de atualizar ou rever estas declarações originais, exceto as exigidas por lei.


FDA (Food and Drug Administration) – Entidade que aprova os novos medicamentos nos EUA




8 de abril de 2015

Bioblast Pharma (Telavive, Israel) anuncia resultados pré-clínicos promissores sobre uma nova terapia para a ataxia de Friedreich



A empresa de biotecnologia Bioblast Pharma Ltd. (Telavive, Israel) anunciou recentemente num comunicado de imprensa que o seu medicamento com uma proteína mitocondrial de substituição (BB-FA), candidato à terapia para a ataxia de Friedreich, produziu resultados positivos em estudos pré-clínicos com provas de conceito in vitro e in vivo. Os resultados foram apresentados durante a Conferência Internacional de Investigação na Ataxia, recentemente realizada em Windsor, Reino Unido.
A ataxia de Friedreich é uma doença neurodegenerativa rara, hereditária, caracterizada por uma deterioração progressiva do sistema nervoso, com a degeneração da medula espinhal e nervos periféricos, levando à fraqueza muscular, perda sensorial, falta de coordenação nos movimentos voluntários musculares, défice no equilíbrio e doença cardíaca progressiva, muitas vezes uma causa comum de morte em pacientes com ataxia de Friedreich. A ataxia de Friedreich geralmente tem início na infância ou adolescência e leva à dependência de uma cadeira de rodas e a uma expectativa de vida reduzida.
A ataxia de Friedreich é causada por uma mutação num gene chamado frataxina (FXN) O que leva a uma redução no ARN mensageiro (mARN) e subsequente redução na expressão da proteína frataxina, causando disfunção mitocondrial, perturbação da homeostase do ferro e, finalmente, morte celular.
O BB-FA é parte da substituição da proteína mitocondrial da plataforma Bioblast que se baseia em proteínas de fusão biológicas. Este sistema foi desenvolvido para doenças de deficiência de proteínas mitocondriais e o seu objetivo é substituir as proteínas ausentes ou mutantes na mitocôndria, a fim de restaurar o funcionamento adequado. Estima-se que existem mais de uma centena de doenças genéticas causadas por uma proteína ausente ou mutante que é crucial para a função mitocondrial normal. No caso de a ataxia de Friedreich, o BB-FA codifica uma proteína frataxina totalmente funcional.
O BB-FA penetrou eficazmente a mitocôndria e restaurou a função mitocondrial a níveis quase normais em várias linhas de células do paciente. Quando testado em dois modelos de roedores diferentes de ataxia de Friedreich, o BB-FA restaurou as atividades dos tecidos do cérebro e do coração para uma função quase normal. O BB-FA também induziu a um aumento de peso nos ratos, impediu o desenvolvimento de doenças cardíacas e aumentou a sobrevivência.
"Estamos entusiasmados com este avanço na prova-de-conceito da nossa plataforma de substituição da proteína mitocondrial. Esta é uma forte evidência do imenso potencial da nossa plataforma, que visa atender as necessidades de milhares de pacientes que sofrem de doenças debilitantes e fatais. Nós estamos ansiosos para avançar com o BB-FA para testes clínicos, no seguimento da conclusão do programa de pré-clínico no final de 2016", concluiu o presidente e CEO Bioblast, Colin Foster.




Parceria com a Rare Voices Australia

A EURORDIS assinou um memorando de entendimento para estabelecer uma parceria com a associação que dá voz às pessoas com doenças raras na Austrália, a Rare Voices Australia (RVA). A RVA foi criada em 2012, tendo como visão que as pessoas com doenças raras na Austrália se fizessem ouvir a uma só voz.
Tanto a EURORDIS como a RVA reconhecem que as doenças raras constituem um desafio global para a saúde pública. Em conjunto, pretendem promover a tomada de consciência para os problemas comuns que as pessoas com doenças raras e as suas famílias enfrentam, seja onde for que vivam.
Esta parceria simboliza um esforço continuado para sublinhar a dimensão internacional do movimento das doenças raras e os benefícios globais que a colaboração neste domínio pode trazer.
A RVA e a EURORDIS acordaram nos seguintes objetivos principais em comum:
- Reforçar a voz comum internacional das pessoas com doenças raras e encarar as doenças raras como desafio mundial. Isto será concretizado através da colaboração em iniciativas como o Dia das Doenças Raras (a RVA coordena o Dia das Doenças Raras na Austrália como parceiro oficial da EURORDIS) e através da participação da RVA no desenvolvimento da iniciativa Doenças Raras Internacional, que será inaugurada no fim de maio, em Madrid, por ocasião do Encontro de Associados da EURORDIS de 2015.
- Ir ao encontro das principais expectativas que as comunidades de doentes da Austrália e da União Europeia têm em comum, incluindo: promover as políticas de investigação sobre doenças raras; permitir o diagnóstico mais atempado e melhor das doenças; promover o desenvolvimento e a disponibilização de medicamentos órfãos e tratamentos seguros e eficazes; proporcionar métodos que melhorem a qualidade de vida dos doentes; e, por fim, garantir o acesso mais fácil e mais abrangente a informação de qualidade sobre as doenças raras.
- Apoiar o desenvolvimento de uma estratégia ou plano nacional australiano para as doenças raras, o tema da recente e bem-sucedida Cimeira da RVA para as Doenças Raras. Todos os participantes na cimeira expressaram o seu apoio aos princípios e objetivos mais importantes para o desenvolvimento de um plano nacional.

Eva Bearryman, Junior Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 07/04/2015
Page last updated: 07/04/2015




Relatório sobre a Conferencia Internacional sobre Investigações em Ataxias realizada no Reino Unido em Março de 2015

7 de abril de 2015

Professora com doença rara recusa-se a parar de trabalhar e consegue dar aulas pendurada numa corda

A professora de 49 anos de idade, da China, que sofre de ataxia espinocerebelosa (SCA), tem conseguido dar aulas nos últimos três anos, pendurada numa corda

Uma professora de 49 anos de idade, de Daye, província de Hubei, na China, que sofre de ataxia espinocerebelosa (SCA), tem conseguido dar aulas nos últimos três anos pendurada numa corda dentro da sala de aula, tudo para mantê-la de pé. A SCA é uma doença degenerativa que pode resultar em má coordenação das mãos, fala e movimento dos olhos. Zhu Youfang foi diagnosticada com a doença genética há cerca de três anos atrás, mas continuou dando aulas na escola Shangluo, em Chengui, apesar da sua condição piorar. Depois de saber que ela tinha herdado a doença do seu falecido pai, a escola tentou convencer Zhu a ter mais tempo livre para descanso, oferecendo-se a pagar-lhe o mesmo salário. Zhu, que é professora há mais de 31 anos, recusou a oferta e continuou ensinando como sempre fizera.


O marido de Zhu, que trabalha como professor de educação física na mesma escola, anexou uma corda, acima do quadro-negro da sala de aula, para ajudá-la a manter o equilíbrio e impedi-la de cair durante as suas aulas. Quando o seu marido fica livre, ele vai até a sala de aula para ajudar a supervisionar os alunos e mantê-los na ordem.


Zhu tem dificuldade em ficar de pé, levantar as mãos e virar a cabeça, e ocasionalmente tem que parar e massajar sua cabeça quando se sente tonta.




Ela anda por 10 minutos a uma velocidade de 1,6 quilômetros por hora, todos os dias para trabalhar. Depois dos ex-alunos de Zhu saberem da sua doença, muitos deles retornaram para a escola para visitá-la, enquanto outros lhe enviavam mensagens desejando-lhe boa saúde. 


Ela disse que está comovida com o apoio dos colegas da escola, família, alunos e pais, e quer continuar a trabalhar enquanto puder, antes de inevitavelmente perder a capacidade de falar.