25 de julho de 2016

Os fibroblastos de pacientes da doença de Machado-Joseph mostraram diminuição da autofagia


Isabel Onofre, Nuno Mendonça, Sara Lopes, Rui Nobre, Joana Barbosa de Melo, Isabel Marques Carreira, Cristina Januário, António Freire Gonçalves & Luis Pereira de Almeida 



Resumo 
A doença de Machado-Joseph (DMJ) é a ataxia cerebelosa hereditária autossómica dominante mais frequente causada pelo excesso de repetição de um trinucleótido CAG no gene ATXN3. Esta expansão traduz-se num trato de poliglutamina dentro da proteína ataxina-3 que confere um ganho de função tóxico para a proteína mutante ataxina-3, contribuindo para o desdobramento incorreto das proteínas e para a acumulação intracelular de agregados e degeneração neuronal. A anomalia na autofagia tem sido um dos mecanismos que contribuem para o fenótipo da DMJ. Aqui investigamos se este fenótipo estava presente em fibroblastos derivados de pacientes, um tipo de célula somática comum usado na derivação de células estaminais pluripotentes induzidas e subsequente diferenciação em neurónios, para a modelagem in vitro da doença. Gerámos e estudámos fibroblastos dérmicos adultos de 5 doentes com DMJ e 4 indivíduos saudáveis ​​e descobrimos que passagem precoce de fibroblastos com DMJ exibiram uma autofagia anómala com um mecanismo subjacente da diminuição da produção autofagosómica. A sobre-expressão da beclina-1 em fibroblastos da DMJ reverteu parcialmente a insuficiência da autofagia aumentando o fluxo autogico, mas não conseguiu aumentar os níveis da produção autofagosómica. Em geral, os nossos resultados proporcionam um recurso de fibroblastos da DMJ bem caracterizados para a investigação da doença neurodegenerativa e contribuir para a compreensão da biologia molecular da atazina-3 e as suas consequências. 


(artigo traduzido) 



Compreender as noções básicas da ataxia


A falta de coordenação muscular, que afeta muitas funções musculares como caminhar, dificuldade nos movimentos oculares, a ingestão de alimentos, é medicamente denominada como ataxia. A ataxia é uma condição muscular, o que afeta todos os movimentos musculares voluntários. Quando uma pessoa é afetada por uma ataxia persistente, pode afetar a coordenação muscular no cérebro. O cerebelo é a parte do cérebro que é responsável pela função muscular e coordenação. Há muitas causas para a ataxia e algumas dos mais comuns são condições médicas primárias como traumatismos cranianos, acidentes vasculares cerebrais, paralisia cerebral, esclerose múltipla cerebral, abuso de álcool ou, em alguns casos, até mesmo uma gene defeituoso. Não há um tipo de ataxia. Existem muitos tipos de ataxia e os sintomas dependem do tipo de ataxia. 

O tipo de ataxia que afeta o cerebelo, é conhecido como ataxia cerebelosaO cerebelo é uma parte importante do cérebro, que é responsável pela coordenação e movimentos motores. Portanto, quando a ataxia afeta o cérebro, desenvolvem-se problemas que afetam o movimento, coordenação e equilíbrio. Há outros fatores associados com ataxia, que podem causar problemas neurológicos, como hipotonia, perda de tónus ​​muscular, dificuldade em controlar a distância. Um dos problemas mais difíceis associado à ataxia é discronometriaonde o problema consiste em determinar quanto tempo passou. 
Um dos tipos de ataxia é chamado de ataxia sensorial. ataxia sensorial é a perda de propriocepção. Na ataxia sensorial, uma pessoa sofre de instabilidade. Esta marcha torna-se pior quando a pessoa está em áreas pouco iluminadas. Os vários sintomas da ataxia variam com a gravidade da ataxia. Os sintomas podem aparecer a qualquer momento e em qualquer lugar. Os principais sintomas são a fala lenta e arrastada e uma muito má coordenação dos membros. O momento em que os sintomas aparecem dependem da condição que os causa. Os sintomas incluem dificuldade em engolir, nistagmo, ou movimento involuntário dos olhos, problemas de visão e audição e dificuldade em andar por causa da falta de coordenação muscular. 


(artigo traduzido) 



Uma equipa de futebol RARA anima para a vida


A combater portadores da bola e doenças raras, a Uplifting Athletes (Atletas Animadores) é uma organização sem fins lucrativos dirigida por estudantes-atletas atuais que se esforçam para inspirar a comunidade das doenças raras com esperança através do poder do desporto. A missão dos seus esforços de cada capítulo da Uplifting Athletes de todo o país está numa posição única para educar e motivar a comunidade local e chamar a atenção para as doenças raras. 
 
Cada capítulo da organização adota uma em cerca de 7.000 doenças raras e de momento têm atualmente capítulos em 25 universidades diferentes, incluindo escolas, tais como Penn State (EUA), Universidade de Ohio (EUA), Universidade do Sul da Flórida (EUA), etc. O componente mais visível do programa de extensão é a rede de capítulos universitários. Os capítulos universitários da Uplifting Athletes estão registados como organizações estudantis e beneficiam uma doença rara que seja relevante para a sua equipa. Cada capítulo planeia e organiza eventos especiais para ajudar a tornar a sua doença rara mais popular e tornar os alunos, famílias e pessoas com doenças raras, envolvidos. 
 
Este mês, muitas escolas estão a organizar a sua angariação de fundos “Lift for Life” (Ânimo para a Vida), uma competição de força muscular e onde os atletas podem demonstrar o quanto são fortes enquanto competem com os seus companheiros de equipa à frente de uma multidão. As equipas são geralmente divididas como ofensa vs defesa e os atletas têm um momento para brilhar, ao aumentar a consciencialização para uma doença rara. 


(artigo traduzido)