2 de julho de 2015

Síndroma da deleção do 22q13: fazendo as pazes com a ciência e o síndroma. Quando um gene em falta é uma coisa boa

David, aos 4 anos e meio, a aprender sozinho a ficar de pé, com  a ajuda
da prateleira do frigorífico
Cerebelo e caminhar
David demorou cerca de 6 anos a aprender a levantar-se e a andar. Mesmo assim, ele era muito instável. Lembro-me, se ele estivesse parado numa sala e as luzes se apagassem, ele simplesmente caia. O seu equilíbrio estava totalmente dependente de visão. Ele ainda não tinha aprendido a usar a audição e o sentido da posição articular do tornozelo para manter o equilíbrio. Isso é o que o cerebelo faz. Ele reúne os três sentidos envolvidos no equilíbrio e faz ajustes rápidos para a nossa postura. Não há muitos animais que caminhem eretos e a maioria dos outros são pássaros. Eles têm asas! Não há dúvida de que David tem problemas com o bom funcionamento do seu cerebelo (incluindo convulsões associadas com o cerebelo), mas ele, eventualmente, aprendeu a andar.

A ataxia cerebelosa 10 (SCA10) e o gene ATXN10
A ataxia é má coordenação, geralmente associada com o caminhar. Marinheiros bêbados andam com um andar cambaleante porque o álcool afeta o cerebelo. Há muitos genes diferentes que podem afetar severamente o cerebelo e o andar. Eles produzem um grupo de síndromes chamado "ataxia espinocerebelosa" ou SCA. Diferentes genes causam diferentes SCAs, cada uma com o seu próprio fenótipo característico. As mutações no gene ATXN10 levam à SCA10 (Zu et al., 1999). Esses pacientes têm ataxia (marcha debilitada), disartria (discurso debilitado) e nistagmo (controlo ocular debilitado). Estas funções são todas do cerebelo. Muitas pessoas também têm convulsões. A condição é hereditária e encontrada principalmente em famílias latino-americanas (Teive e Ashizawa, 2014). A doença tem um início tardio (dos 25 aos 45 anos) e começa lentamente. Com o passar do tempo, pode tornar-se totalmente incapacitante.
Metade de todos os indivíduos com o síndroma da deleção do 22q13 têm deleções maiores do que 5 M base, e falta-lhes o gene ATXN10. Se eu não soubesse mais sobre a SCA10, eu estaria assustado pelo David. Ele está atualmente entre as idades de 25 e 45 anos e a SCA10 é uma doença assustadora. No entanto, tem sido demonstrado que a SCA10 não é causada pela falta do gene ATXN10. Somente as mutações do gene podem causar a SCA10 (Karen et al., 2010). Estas mutações criam uma versão defeituosa da proteína ATXN10. A proteína defeituosa ganhou uma nova função (McFarland e Ashizawa, 2012). A isto é chama-se uma "mutação de ganho de função". Mas não se engane. Neste caso, o ganho de função é uma coisa má. A nova função mata os neurónios Purkinje no cerebelo (Xia et al., 2013).

Antes assim
A cerca de 50% das pessoas com o síndroma da deleção do 22q13, falta-lhes o gene ATXN10. O impacto da falta deste gene nunca foi estudado nos nossos filhos, mas agora parece que eles estão muito melhor em não ter o gene do que ter a mutação especial encontrada em famílias com SCA10.
Uma observação interessante relacionada vem do gene SHANK3. Há um crescente corpo de evidências de que mutações no SHANK3 podem ser mutações de ganho de função. Modelos rato de mutações SHANK3 sugerem que diferentes mutações fazem coisas muito diferentes. O mesmo é verdadeiro para os seres humanos. Há algumas pessoas normais que andam por aí com mutações SHANK3. Outras mutações do SHANK3 causam deficiência intelectual, ocasionalmente com autismo. Seria útil encontrar um caso humano de alguém a quem falta todos os SHANK3 e nenhum outro gene. Então nós poderíamos conhecer o real impacto da falta do SHANK3. O que sabemos é que algumas pessoas com o síndroma da deleção do 22q13 a quem falta o SHANK3, são mais funcionais do que algumas pessoas com mutações SHANK3. Isso sugere fortemente que as pessoas com o síndroma da deleção do 22q13 estão melhor não tendo o gene SHANK3, do que ter uma mutação patológica.


22q13 – parte do cromossoma 22
Síndroma da deleção do 22q13 – Síndroma Phelan-McDermid


(artigo traduzido)





30 de junho de 2015

Angariação de fundos para a ataxia é um grande sucesso

Na foto, alguns dos participantes no 'Walk for Ataxia' antes da partida
 de Clontarf Rugby Football Club (Dublin, Irlanda)

 
Um evento de solidariedade, que foi levado a cabo para angariar fundos para a investigação sobre uma doença debilitante, provou ser um grande sucesso.

Mais de 250 pessoas participaram em 'Walk for Ataxia' (Caminhar pela Ataxia), de Clontarf Rugby Club (Dublin, Irlanda) a Belvedere Rugby Club (Dublin, Irlanda).

Os participantes caminharam pelas ruas, do Northside até ao clube do Southside, onde um churrasco estava à espera para celebrar o seu feito.

A liderar o grupo estava o organizador Kevin Finn, cujo irmão Peter sofre de ataxia de Friedreich.

Ao falar após o evento, Kevin disse que o apoio e dedicação de todos os envolvidos foi esmagadora. "Esta doença debilitante ainda é relativamente desconhecido na Irlanda", disse ele.

"Esperamos que os nossos esforços possam elevar o perfil da ataxia de Friedreich e mostrar às pessoas que podem estar a sofrer com esta terrível doença que há esperança, e que as pessoas se preocupam com a sua saúde e modo de vida."

A ataxia de Friedreich (AF) é uma doença neuromuscular que causa danos progressivos no sistema nervoso, resultando na perda do controle muscular.

Kevin descreveu a ataxia de Freidreich como uma doença terrível.

"O que está a acontecer com o meu irmão não é justo", afirmou.

"Até ao momento não há tratamento e não há cura.”

"Os investigadores que trabalham na ataxia de Friedreich têm como objetivo ter uma cura até 2020. Essa foi a razão primordial por trás do 'Walk for Ataxia'.”

"A nossa intenção é a de angariar fundos para a investigação, para ajudar a que este sonho se torne uma realidade."

Kevin disse que Peter se formou no Trinity College (Dublin, Irlanda) em 2006 com uma licenciatura em Direito. "Infelizmente, devido ao efeito da doença na saúde do meu irmão, ele não pode ingressar no mercado de trabalho com os seus colegas após a sua graduação", acrescentou. O evento em 20 de junho angariou EUR: 30.000 € e o perfil da Ataxia Ireland foi reforçado ainda mais pela tendência hashtag #walkforataxia no Twitter. Quer o Leinster Rugby, quer Cian Healy, de Clontarf, twittaram o seu apoio.

  
Ataxia Ireland – Associação Irlandesa de Ataxias (http://www.ataxia.ie)
Leinster Rugby – Clube irlandês de rugby
Cian Healy – jogador de rugby irlandês que joga na seleção nacional de rugby da Irlanda


(artigo traduzido)




  

29 de junho de 2015

Bioblast Pharma (Telavive, Israel) obtém a designação ‘medicamento órfão’ da União Europeia para o Cabaletta

A Bioblast Pharma Ltd. (ORPN) disse que foi concedida a designação ‘Medicamento Órfão’ pela Comissão Europeia para o Cabaletta, para o tratamento da ataxia espinocerebelosa ou SCA.

A Bioblast está a conduzir, atualmente, um estudo da Fase 2 em pacientes que sofrem de SCA3 em Israel.

O Cabaletta é um produto químico que tem demonstrado prevenir a agregação patológica de proteínas no interior das células em várias doenças associadas à agregação de proteínas celular anormal, incluindo modelos celulares e animais da ataxia espinocerebelosa tipo 3 (SCA3), distrofia muscular óculo-faríngea (OPMD), e outras doenças PoliA/PoliQ.

A Bioblast anunciou anteriormente que estava a começar um estudo da Fase 3, do Cabaletta, para a OPMD no Canadá e os EUA.


(artigo traduzido)




Bioblast apresenta provas de conceito pré-clínicas em duas importantes reuniões científicas



A Bioblast Pharma Ltd. (NasdaqGM: ORPN) (Telavive, Israel), uma empresa de biotecnologia focada em doenças órfãs, cuja missão é transformar ciência excelente em terapias seguras e eficazes para doenças genéticas raras, apresentou recentemente provas de conceito pré-clínicas para duas das suas plataformas terapêuticas em dois encontros científicos importantes que se concentram em doenças genéticas raras.

As reuniões foram:
§  O 19º Encontro Internacional do Investigador SMA, de 18 a 20 de junho de 2015, no Westin Crown Center, em Kansas City (MO, EUA), onde a Bioblast apresentou a sua prova de conceito para o BBrm02 (azitromicina administrada por via intratecal) para atrofia muscular espinal, o seu principal medicamento candidato da plataforma.
§  O Encontro da Fundação das Doenças Mitocondriais Unidas de Medicina Mitocondrial 2015, de 17 a 20 junho de 2015, no Hyatt Dulles, em Herndon (VA, EUA), onde a Bioblast apresentou a sua prova de conceito para o BB-FA (substituição da proteína frataxina) para a ataxia de Friedreich, o seu principal candidato da olataforma de substituição da proteína mitocondrial (MPRT).

Num comunicado de imprensa de imprensa na apresentação do BBrm02, Colin Foster, presidente e CEO da Bioblast: "Estamos muito animados por compartilhar esta prova-de-conceito abrangente, uma vez que estabelece a eficácia do nosso medicamento principal candidato da plataforma para a atrofia muscular espinal. É importante salientar, dado que o BBrm02 é um medicamento reaproveitado (azitromicina), acreditamos que existe uma possibilidade razoável para um processo de desenvolvimento mais curto. Pretendemos começar um estudo da Fase 2a com o BBrm02 no final do ano de 2015."

Num comentário relativo à prova-de-conceito do BB-FA, o Sr. Foster acrescentou: "Estamos entusiasmados com esta descoberta da prova-de-conceito da nossa plataforma de substituição da proteína mitocondrial. Esta é uma forte evidência do imenso potencial da nossa plataforma, que tem o objetivo de atender às necessidades de milhares de pacientes que sofrem destas doenças debilitantes e fatais. Estamos ansiosos por avançar com o BB-FA para testes clínicos após a nossa conclusão do programa pré-clínico, prevista para o final de 2016."


(artigo traduzido)




28 de junho de 2015

As ataxias e a degeneração cerebelosa ou espinocerebelosa

O que são as ataxias e a degeneração cerebelosa ou espinocerebelosa?
A ataxia muitas vezes ocorre quando as áreas do cérebro que controlam o movimento são danificadas. Nas pessoas com ataxia ocorre uma falha do controle muscular nos braços e pernas, que provoca uma perda de equilíbrio ou coordenação, ou um distúrbio na marcha. Embora o termo "ataxia" seja utilizado principalmente para descrever este grupo de sintomas, muitas vezes também é utilizado para se referir a um grupo de doenças. No entanto, não se trata dum diagnóstico específico.
A maioria das doenças que levam à ataxia, causam atrofia ou degeneração das células duma parte do cérebro denominada cerebelo. Às vezes, também afeta a medula espinhal. As frases da degeneração cerebelosa e degeneração espinocerebelosa são usadas ​​para descrever as mudanças que ocorrem no sistema nervoso de uma pessoa, mas nenhuma delas é um diagnóstico específico. A degeneração cerebelosa e espinocerebelosa têm muitas causas diferentes. A idade de início da ataxia resultante varia, dependendo da causa subjacente da degeneração.
Muitas ataxias são hereditárias e são classificadas de acordo com a localização cromossómica e padrão genético: a ataxia autossómica dominante, na qual a pessoa afetada herda um gene normal de um progenitor e um gene defeituoso do outro; e a ataxia autossómica recessiva, em que ambos os progenitores passam uma cópia do gene defeituoso. Entre as ataxias hereditárias mais comuns estão a ataxia de Friedreich e a doença de Machado-Joseph. Também podem ocorrer ataxias esporádicas em famílias sem historial prévio.
A ataxia também pode ser adquirida. As condições que podem causar ataxia adquirida incluem ataxia acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla (EM), tumores, alcoolismo, neuropatia periférica, distúrbios metabólicos e deficiências vitamínicas.

Existe algum tratamento?
Não há cura para as ataxias hereditárias. Se a ataxia for causada por outra doença, deve primeiro tratar-se a doença subjacente. Por exemplo, a ataxia causada por um distúrbio metabólico pode ser tratada com medicação e uma dieta controlada. A deficiência vitamínica é tratada com vitaminas. Para o tratamento de distúrbios da marcha e deglutição podem ser usadas uma variedade de medicamentos. A fisioterapia pode fortalecer os músculos, enquanto certos dispositivos ou aparelhos especiais podem ajudar a caminhar e noutras atividades da vida diária.

Qual é o prognóstico?
O prognóstico para indivíduos com ataxia e degeneração cerebelosa ou espinocerebelosa varia, dependendo da causa subjacente.


(artigo traduzido)




Espectro do tremor na ataxia espinocerebelosa tipo 3

Sumário

A ataxia espinocerebelosa tipo 3 (SCA3) pode estar presente com uma combinação de sintomas cerebelosos, neuropáticos, piramidais, ou extrapiramidais. O tremor é uma manifestação clássica, mas não frequente da SCA3 e há uma falta de conhecimento detalhado sobre a sua origem. Para estudar as características clínicas e eletrofisiológicas do tremor em pacientes com SCA3, os autores conduziram uma série de casos de 72 pacientes com SCA3. Foram coletadas as características clínicas do tremor e sinais associados, resposta aos tratamentos, acompanhamento e resultados genéticos. O estudo eletrofisiológico, incluindo gravações polimiográficas, foi possível em 4/6 pacientes e DaTSCAN em 2/6. Os autores também realizaram uma revisão sistemática dos casos de SCA3 com tremor (n = 36) relatados anteriormente na literatura. Foram identificados dois tipos de tremor diferentes em 6/72 pacientes com mutações SCA3, uma ação “rápida” (6,5-8 Hz), tremor postural ou em posição ortostática (sintoma inicial), que se tornou mais lento ao longo do tempo com parkinsonismo associado, um acompanhamento acima de 10 anos e um descanso "lento", ação e tremor de intenção (3-4 Hz) com componente distal e proximal (incluindo tremor axial em posição ortostática). Uma melhoria total dos membros e tremor em ortostatismo foi obtida com levodopa com ocorrência de flutuações/discinesia. Foi observado benefício parcial quando os sinais adicionais estavam presentes (mioclonus/distonia). As diferenças nos subtipos de tremor na SCA3 podem estar relacionadas com várias combinações, de ligeiras a graves disfunções do ciclo cerebeloso-tálamo-cortical e a via dopaminérgica nigro-estriatal.


(artigo traduzido)



25 de junho de 2015

Tratamentos para Síndromes de Ataxia Progressiva e Distúrbios de Fraqueza - Análise da Indústria Global e Previsão para 2020

A ataxia é uma condição neurológica, caracterizada pela falta de coordenação voluntária do movimento muscular. A ataxia provoca traumatismo craniano, acidente vascular cerebral (AVC), ataque isquémico transitório (TIA), tumor e reação tóxica. A ataxia progressiva e os distúrbios de fraqueza estão relacionados com o dano, a degeneração ou perda de neurónios do cérebro que leva à deficiência da coordenação muscular.

O mercado global para tratamentos de síndromes de ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza é classificado com base em vários medicamentos utilizados para o tratamento de síndromes de ataxia progressiva, medicamentos para as síndromes de fraqueza progressiva e por tecnologia. O segmento da síndrome de ataxia progressiva é ainda sub-segmentado em doenças graves, tais como a ataxia de Friedreich, doença de Gertsman-Straussler-Scheinker, e doença de Machado-Joseph. O segmento da síndrome de fraqueza progressiva inclui a esclerose amiotrófica lateral (ELA), paraplegia espástica hereditária, neuropatias hereditárias, paralisia bulbar progressiva e esclerose múltipla. O segmento da tecnologia é ainda sub-segmentado em terapias baseadas em pequenas moléculas, e anticorpos monoclonais.


Em termos geográficos, os EUA e Canadá detém a maior quota de mercado de tratamentos para as síndromes de ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza na América do Norte. Na Europa, a Alemanha, a França e o Reino Unido são os principais mercados para os tratamentos de síndromes da ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza.

Globalmente, o mercado dos tratamentos para as síndromes da ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza está a crescer devido ao desenvolvimento de medicamentos novos e ao rápido avanço tecnológico para o tratamento da ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza. Alguns dos principais avanços tecnológicos envolvidos no crescimento do mercado são o desdobramento de proteínas, mutação genética e a terapia celular estaminal. Além disso, o aumento das colaborações entre intervenientes da indústria é uma tendência-chave para o mercado, no desenvolvimento de novas terapias.

No entanto, a expiração das patentes de medicamentos importantes dificulta o crescimento do mercado para os tratamentos para as síndromes da ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza. Além disso, os regulamentos rigorosos e requerimentos padronizados para o processo de aprovação de novos medicamentos impedem o crescimento do mercado para os tratamentos para as síndromes da ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza. Diversas agências governamentais, tais como a FDA (EUA) e a Agência Europeia de Medicamentos, são responsáveis ​​pela aprovação de todos os medicamentos. Além disso, o processo de aprovação leva muito tempo a aprovar um medicamento específico.

Algumas das principais empresas que operam no mercado para o tratamento das síndromes da ataxia progressiva e distúrbios de fraqueza são Abbott Laboratories, Acorda Therapeutics Inc., American Regent Inc., Baxter International Inc., a Biogen Idec., Bristol-Myers Squibb, Cadila Healthcare Ltd., Eli Lilly and Company, Glaxosmilthkline Plc., Sanofi, Roche Holding Ltd., Pfizer Inc. e a Novartis AG.

Pode pedir a TOC (table of contents – tabela de assuntos) completa em: http://www.persistencemarketresearch.com/toc/2834

Principais pontos abordados no relatório
·         Segmentos do mercado com base em tipos, aplicação, produtos, tecnologia, etc. (conforme o caso)
·         Abrange as segmentações geográficas
o   América do Norte
o   Europa
o   Ásia
·         Providencia o tamanho do mercado e previsão para os diferentes segmentos e geografias para o período de 2010-2020
·         Providencia perfis empresariais de algumas das principais empresas que operam no mercado
·         Providencia a análise das cinco forças do mercado.

Veja todos os relatórios do mercado farmacêutico da PMR em: http://www.persistencemarketresearch.com/category/pharmaceuticals.asp

Sobre Nós:
A Persistence Market Research (PMR) é uma empresa de serviços e análise de mercado sedeada nos EUA, especializada em investigação sindicada, investigação personalizada e serviços de consultoria. A PMR possui experiência de investigações de mercados como Cuidados de Saúde, Produtos Químicos e Materiais, Tecnologia e Meios de Comunicação, Energia e Mineração, Alimentos e Bebidas, Semicondutores e Produtos Eletrónicos, Bens de Consumo, e de Envio e Indústrias de Transporte. A empresa baseia-se nas suas capacidades multi-disciplinares e na equipa de elevada qualidade de analistas para compartilhar dados que correspondam precisamente às necessidades negociais dos clientes.

A PMR está empenhada em trazer mais precisão e velocidade às decisões negociais dos clientes. Desde relatórios de investigação de mercado pronto-a-compra para a soluções de investigação personalizadas, os modelos de compromisso da PMR são altamente flexíveis, sem comprometer os seus valores de investigação.

Contacto:
Addie Thomes
305 Broadway
7th Floor, New York City,
NY 10007, EUA


(artigo traduzido)




24 de junho de 2015

Encontro de Associados da EURORDIS de 2015 centra-se nas Redes Europeias de Referência

O Encontro de Associados da EURORDIS (EAM) deste ano foi movimentado, tendo-se
estabelecido imensas redes entre os mais de 250 participantes que viajaram de todo o mundo para Madrid.
O EAM teve início com a Assembleia Geral da EURORDIS, durante a qual os seus associados aprovaram o Relatório de Atividades/Financeiro de 2014 e o Plano de Atividades e Orçamento para 2015 . Alem disso, apresentou-se a estratégia para 2015-2020.
Dois representantes de associações que já pertenciam à Direção da EURORDIS foram reeleitos: Simona Bellagambi pela UNIAMO, de Itália, e Avril Daly , pela Genetic & Rare Disorders Organisation, da Irlanda. O Conselho deu as boas-vindas a Françoise Salama, a nova representante da AFM-Téléthon, de França, e a Nick Sireau, em representação da AKU Society, do Reino Unido.
Paralelamente ao EAM, tiveram lugar outros eventos, incluindo o encontro do Conselho de Alianças Nacionais, uma oficina da RareConnect e o lançamento oficial e a reunião inaugural da Rare Diseases International, a voz global das pessoas com doenças raras, a que assistiram mais de 60 representantes de 30 países.

Redes Europeias de Referência: encontrar um teto comum para todas as pessoas
com doenças raras
As sessões plenárias centraram-se em estratégias nacionais para as doenças raras (foram debatidos exemplos da Roménia, Irlanda, Dinamarca e Croácia) e, principalmente, nas Redes Europeias de Referência(RER).
O debate sobre as RER teve como foco a próxima abertura do convite inicial às redes de Centros de Referência e prestadores de cuidados de saúde que se pretendam candidatar a tornar-se RER (que deverá ter lugar em dezembro de 2015). Os Associados da EURORDIS discutiram a estrutura de «agrupamento» proposta para as RER e a forma como os doentes se podem envolver nos processos de decisão e de emissão de pareceres das RER. Em seguida, as sessões de grupos deram aos associados a oportunidade de tirar dúvidas sobre as RER, sobre o processo para o primeiro convite para a apresentação de propostas para as RER e acerca da forma como as suas doenças podem fazer parte dessa estrutura de agrupamento.
Com base na sua experiência pessoal, Birthe Byskov Holm, membro da Direção da EURORDIS e presidente da Rare Disorders Denmark, falou sobre o que as RER significam de facto para os doentes. O seu filho tem uma forma rara de osteogénese imperfeita (OI). Birthe Byskov Holm descreveu a sua experiência no desenvolvimento de Centros de Referência na Dinamarca desde a década de 1980, evoluindo desde o ponto de não saber que existiam especialistas locais, até à situação atual em que beneficia de um Centro de Referência para a OI.
Além disso, comentou: «Nós criámos formas para permitir o acesso dos doentes aos Centros de Referência. Temos uma estratégia nacional para as doenças raras. O que falta é um procedimento nacional para Centros de Referência e ainda não há RER estabelecidas», tendo ainda acrescentado que «estamos à espera que os Centros de Referência da Dinamarca sejam incluídos em todas as RER que se criarem. Sou da opinião que as RER irão reduzir a desigualdade na área da saúde para os doentes europeus. As RER não são uma ameaça, mas uma opção, e o papel das associações de doentes nas RER é muito importante para facilitar o trabalho em rede.»
Todos os membros da EURORDIS estão convidados para participar num webinar a realizar no dia 21 julho das 17h30 às 19h00 (hora de Portugal continental) para aprender mais sobre as RER e a forma como as associações se podem envolver no primeiro concurso para as RER.
Após a sessão plenária, realizaram-se ainda oficinas sobre investigação das doenças raras; acesso aos medicamentos órfãos, tratamento e cuidados; políticas sociais e centros de referência. Pode encontrar apresentações do EAM, incluindo as destas oficinas, aqui e fotos do evento aqui.
A EURORDIS agradece aos patrocinadores da EAM por terem tornado o evento possível.

Eva Bearryman, Junior Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 24/06/2015
Page last updated: 23/06/2015




23 de junho de 2015

RareConnect em português: Última chamada



No seguimento dos artigos de 27/02/2015, 02/04/2015 e 01/06/2015, uma vez mais informamos que a RareConnect (http://www.rareconnect.org) é uma comunidade internacional online de doenças raras, que visa ligar os doentes raros a nível global.
A língua portuguesa não está ainda disponível nessa comunidade, mas isso está previsto mudar.
A RareConnect prevê incluir a língua portuguesa, mas para tal necessita dos testemunhos de pessoas com qualquer tipo de ataxia hereditária, mesmo de fora de Portugal, para o qual solicitou a nossa ajuda.
Assim, a APAHE vem novamente desta maneira solicitar que nos enviem os vossos testemunhos, em português, via e-mail (apaheportugal@gmail.com, assunto: testemunho RareConnect), para que os possamos enviar para a RareConnect, até ao próximo dia 10/07/2015.
Obrigado.


21 de junho de 2015

Stress oxidativo envolvido na patogénese da ataxia de Friedreich


Investigadores da Universidade da Califórnia, em Davis (UC Davis, Davis, CA, EUA), conduziram recentemente um estudo de avaliação sobre os dados relativos à ligação entre o stress oxidativo e as doenças mitocondriais hereditárias como a ataxia de Friedreich. O estudo foi publicado na revista Free Radical Biology and Medicine e tem por título "O stress oxidativo nas doenças mitocondriais hereditárias".

As doenças mitocondriais são distúrbios raros causadas por mutações do ADN em genes expressos mitocondrialmente. As cinco doenças mitocondriais mais comuns são: ataxia de Friedreich, neuropatia ótica hereditária de Leber (LHON), síndrome de Leigh (LS), encefalomiopatia mitocondrial, acidose láctica, episódios semelhantes aos de um AVC (MELAS) e epilepsia mioclónica com fibras esfarrapadas de vermelho (MERRF). Atualmente, não existem terapias eficazes ou aprovadas para qualquer uma destas condições.

As mitocôndrias são organelos pequenos consideradas as potências das células onde a energia para o corpo é produzida. As mitocôndrias são uma fonte de espécies reativas ao oxigénio (ROS), que, quando presente em níveis elevados, podem induzir danos significativos às estruturas celulares. Este desequilíbrio entre a produção de ROS e sistemas antioxidantes é referido como stress oxidativo. Neste estudo, os investigadores da UC Davis analisaram o envolvimento do stress oxidativo na patogénese das doenças mitocondriais mais comuns.

A ataxia de Friedreich, em particular, é uma doença neurodegenerativa hereditária rara caracterizada pela lesão progressiva do sistema nervoso com degeneração da medula espinal e nervos periféricos que leva a fraqueza muscular, perda sensorial, défice de equilíbrio e falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários. A doença é causada por uma mutação num gene chamado frataxina expresso mitocondrialmente (FXN) que leva a um defeito na expressão da proteína frataxina. O início da doença é geralmente durante a infância ou a adolescência e leva à incapacidade progressiva, a dependência de uma cadeira de rodas e esperança de vida reduzida.

Estudos utilizando células de pacientes com ataxia de Friedreich e animais modelo demonstraram que as respostas antioxidantes para proteção contra as ROS são deficientes no contexto da doença. Além disso, os pacientes exibem um aumento nos níveis de ROS e danos oxidativos. O stress oxidativo, por si só pode promover a inflamação, que por sua vez pode causar o stress oxidativo, gerando um ciclo vicioso que finalmente provoca a morte celular.

De acordo com os autores, o modelo atual da ataxia de Friedreich, é que o decréscimo nos níveis da proteína frataxina conduz a uma redução da prote0ção antioxidante, desencadeando efeitos neuro-inflamatórios e neurodegenerativos que resultam em sintomas clínicos da doença.

Em termos de opções terapêuticas, não há nenhum tratamento específico que possa interromper a progressão da doença em pacientes com ataxia de Friedreich, embora um número de medicamentos estejam atualmente a ser testados. Dada a evidência do envolvimento do stress oxidativo na patogénese da doença, estratégias terapêuticas com base em antioxidantes (como idebenone, um análogo da coenzima antioxidante Q10) estão a ser avaliadas. As estratégias terapêuticas destinadas a aumentar a expressão da frataxina também estão a ser testadas.

Na revisão, os autores concluíram que há provas que sustentam o envolvimento do stress oxidativo em todas as cinco doenças mitocondriais analisadas, mas que esta ligação é especialmente observada na ataxia de Friedreich. A equipa sugere que, dado o facto de que o stress oxidativo está subjacente à patogénese das doenças mitocondriais, terapias antioxidantes devem ser consideradas como uma estratégia terapêutica potencial, especialmente para pacientes com ataxia de Friedreich.


(artigo traduzido)



19 de junho de 2015

Ataxia: distúrbio pouco conhecido deixa médicos e pacientes perplexos

Ed Schwartz lembra-se de quando começou a ter problemas com o equilíbrio.
"Começou cerca de 20 anos", lembra Schwartz, 71 anos, que vive em Venetia (PA, EUA). "Eu levantava-me à noite para ir à casa de banho e caía."
Os médicos primeiro disseram-lhe que o seu ouvido interno estava desequilibrado e afetava o seu equilíbrio. Através dos anos, surgiram outras alterações. "Começou por ser uma coisa, depois outra e nós tratámos cada uma dessas coisas", disse ele. "As pernas inquietas, a falta de sono, a respiração. Foram todos tratados individualmente e até cerca de dois anos não os considerávamos como uma única entidade. "
Foi quando Schwartz finalmente recebeu um diagnóstico que resolveu o mistério médico que o estava a intrigar e irritar há duas décadas. O diagnóstico era ataxia, que vem da palavra grega para distúrbio. A Fundação Nacional de Ataxia (NAF, EUA) diz que é um termo usado para descrever um grupo de distúrbios neurológicos que causam problemas com o equilíbrio e movimento coordenado. Também pode afetar a visão, deglutição e fala. O Diretor Executivo da NAF, Michael Parents, disse: "Estima-se que 150 mil americanos sejam afetados por diferentes formas de ataxia, que pode ser hereditária, esporádica ou causada por trauma. A ataxia pode atingir qualquer pessoa em qualquer momento, independentemente da idade, sexo ou raça. Infelizmente, a obtenção de um diagnóstico adequado pode levar anos." Parents diz que o processo envolve um exame neurológico completo, ressonância magnética, histórico familiar e testes genéticos.

O que causa a ataxia?
A ataxia pode ser um sintoma de um número de condições neurológicas ou causada por uma lesão ou fatores ambientais. A investigação da NAF mostra que cerca de 50% herdam a condição através de um defeito genético ou mutação e outros 25% podem atribuir a sua incapacidade a uma causa conhecida, como um AVC (acidente vascular cerebral) ou traumatismo craniano. O restante pode nunca saber a causa para a sua condição.
Schwartz encaixa-se na última categoria e disse que a pista final para a sua condição veio com uma ressonância magnética, que confirmou a atrofia do seu cerebelo. "Andar a pé é difícil", admitiu. "Eu ando com grande dificuldade. Eu caio regularmente. Eu uso um colete especial que é concebido para me ajudar a contrariar problemas." Esse colete pesa 10 libras (4,5 kg aprox.), especialmente concebido para contrabalançá-lo.
A neuropatia contribui para a sua instabilidade e também enfraqueceu a sua aderência. O engenheiro aposentado ainda é produtivo na sua oficina na garagem, mas teve que fazer ajustes. "Eu costumava gostar de trabalhar em carros", disse ele. "Agora, de maneira alguma eu poderia chegar debaixo de um pára-choques e tentar rodar uma porca."
Outros sintomas incluem dificuldade em dormir e apneia do sono, que ele está a controlar com uma máquina de respiração C-PAP. Tudo isto tem sido um desafio para Schwartz e a sua esposa, Linda, que vão celebrar o seu 50.º aniversário de casamento neste verão. Mas ambos são investigadores ávidos e encontraram provas de que muitos pacientes com ataxia também sofrem de intolerância ao glúten. Schwartz eliminou o glúten da sua dieta e diz que notou uma melhoria imediata na digestão e na sua síndrome de pernas inquietas.

Fornecendo recursos e apoio
Para aqueles que são diagnosticados, a NAF fornece ajuda e apoio.
"Não só a Fundação apoia a investigação sobre ataxia em todo o mundo para ajudar a encontrar tratamentos e, finalmente, uma cura", disse Parent, "mas oferece publicações sobre ataxia para médicos, assim como organiza várias conferências médicas para ajudar a informar melhor a comunidade médica sobre ataxia."
A Fundação disponibiliza grupos de apoio para as famílias, incluindo um aqui, na zona oeste da Pensilvânia. Donna Eiben de South Park (WY, EUA), começou o capítulo local há dois anos. "Temos menos de 10 membros do nosso grupo e Ed foi o primeiro membro", disse ela. A ataxia hereditária corre na família de Eiben e cinco membros foram afetados.
"Tem sido uma vida muito difícil para mim e, tanto quanto eu sei, não estou afetada", disse Eiben. "Não havia nenhum grupo de apoio na minha área e eu decidi que precisávamos de um aqui. Tem sido útil para mim e para os outros no grupo para partilhar as nossas experiências e sentimentos e sentir que não estamos sozinhos."
Para Ed Schwartz, ter finalmente um diagnóstico correto deu-lhe paz de espírito. Ele faz fisioterapia duas vezes por semana para se concentrar em exercícios para os olhos, equilíbrio e andar. As mudanças na sua dieta também ajudaram a aliviar os sintomas.
"Eu agora então posso ficar de pé, eu agora posso andar agora e isso é tão significativo", disse ele.
"Graças a Deus que agora eu sei do que se trata," ele continuou. "Não gosto, mas eu sei o que é e estou a aprender mais e mais o tempo todo. Tenho como missão pessoal falar disto ao maior n.º possível de pessoas".
Schwartz aconselha a todos os outros a serem os seus próprios defensores e quer aumentar a consciência sobre a ataxia. "Eu quero, de alguma forma, chegar à comunidade médica e deixar essas pessoas entender quais são os sintomas e o que procurar para que quando alguém chega com isso, eles poderem reconhecê-los e começar a ajudar os pacientes."


(artigo traduzido)




18 de junho de 2015

Cientistas da Universidade de Ruhr, em Bochum (Alemanha) desenvolvem um rato modelo com ataxia: condicionamento do piscar de olhos para um diagnóstico precoce

Os cientistas da Universidade de Ruhr, em Bochum (Alemanha) estabeleceram um rato modelo com a doença humana SCA6 (ataxia espinocerebelosa tipo 6). A SCA6 é caracterizada por défices do movimento e causada por alterações genéticas semelhantes com a coreia de Huntington. O rato modelo será utilizado para investigar os mecanismos da doença. As experiências sugerem que uma deficiência no condicionamento do piscar de olho pode ser um sintoma precoce da doença. A equipa do Departamento de Zoologia e Neurobiologia publicou as suas conclusões no "The Journal of Neuroscience"; o trabalho foi destacado pelo comentário do editor.

Ataxia espinocerebelosa 6: alterações estruturais no canal de cálcio nos neurónios do cerebelo
A SCA6, ou ataxia espinocerebelosa tipo 6, é uma doença do movimento, o que resulta na perda de um tipo especial de neurónios no cerebelo chamados células Purkinje. Esses neurónios processam a informação sensorial para coordenar os movimentos. A doença tem um início tardio e desenvolve-se no segundo período de vida. Os doentes são muitas vezes confinados a uma cadeira de rodas e não há terapias disponíveis. "Para entender como a doença se origina e progride e para desenvolver novas estratégias terapêuticas, foi importante estabelecer um novo rato modelo", diz a Dra. Melanie Mark, uma neurocientista da Universidade de Ruhr, em Bochum (Alemanha).

A modificação de um único fragmento de proteína causa os sintomas da doença
A SCA6 pertence, juntamente com a coreia de Huntington, à família de doenças poliglutaminicas. São caracterizadas por repetições do aminoácido glutamínico em proteínas específicas das doenças. A equipa do Prof. Dr. Stefan Herlitze utilizou um fragmento de canais de cálcio humano a partir de um paciente com SCA6 contendo trechos de glutamina e trouxe-o para as células Purkinje cerebelosas de ratos. Este fragmento de proteína foi suficiente para induzir sintomas semelhantes aos da SCA6.

Dificuldades no condicionamento do piscar de olhos
No entanto, os animais desenvolveram outros problemas antes dos défices de movimento. As propriedades fisiológicas das células Purkinje foram alteradas e o condicionamento da aprendizagem foi prejudicado. O cientista apresentou um tom seguido por um sopro de ar sobre o olho. Os animais saudáveis ​​aprendem a fechar a pálpebra quando ouvem um tom, antes do sopro de ar ser aplicado. No entanto, os animais com o fragmento de canais de cálcio mutado não puderam aprender esta associação. "O condicionamento do piscar de olhos é um método não invasivo, que tem o potencial de ser usado para detetar doenças mediadas cerebelosas durante as fases iniciais antes de os sintomas da doença, tais como défices de movimento, se tornarem evidentes", sugere Stefan Herlitze.


(artigo traduzido)