19 de Setembro de 2014

A fase 2 do ensaio clínico de carbonato de lítio na Doença de Machado-Joseph





Saute JA, de Castilhos RM, Monte TL, Schumacher-Schuh AF, Donis KC, D'Avila R, Souza GN, Russo AD, Furtado GV, Gheno TC, de Souza DO, Portela LV, Saraiva-Pereira ML, Camey SA, Torman VB, de Mello Rieder CR, Jardim LB.

RESUMO

TEMA:
Porque o lítio exerce efeitos neuroprotetores em modelos pré-clínicos de distúrbios poliglutamínicos, o nosso objetivo foi o de avaliar a segurança e eficácia do carbonato de lítio (0,5-0,8 miliequivalentes por litro) em pacientes com Doença de Machado-Joseph (ataxia espinocerebelosa tipo 3 [DMJ / SCA3]).
MÉTODOS:
Para esta fase 2 deste ensaio clínico, pacientes que tinham DMJ / SCA3 há ≤10 anos e uma marcha independente, foram aleatoriamente escolhidos (1:1) para tomar lítio ou um placebo.
RESULTADOS:
Após 24 semanas, foram relatados 169 eventos adversos, incluindo 50,3% no grupo do lítio (P = 1,00; desfecho primário de segurança). Sessenta pacientes (31 no grupo do placebo e 29 no grupo do lítio) foram analisados ​​quanto à eficácia (análise da intenção de tratar). A média de progressão entre grupos não diferia, de acordo com as pontuações no Índice do Exame Neurológico para a Avaliação da Ataxia Espinocerebelosa (NESSCA) após 48 semanas (-0.35, 95% intervalo de confiança, -1,7 a 1,0; desfecho primário de eficácia). O grupo de lítio apresentou progressão menor na taxa de discurso PATA (P = 0,002), o não-dominante Click Test (P = 0,023), o Índice Funcional Ataxia Espinocerebelosa (P = 0,003), e o Compósito da Pontuação Funcional Cerebelosa (P = 0,029).
CONCLUSÕES:
O lítio foi seguro e bem tolerado, mas não teve efeito sobre a progressão, quando medida de acordo com a NESSCA em pacientes com DMJ / SCA3. Este abrandamento em desfechos secundários merece maiores esclarecimentos.


18.º Encontro de Ataxias da ABAHE – Associação Brasileira de Ataxias Hereditárias e Adquiridas

 























































































No próximo dia 25 de Outubro de 2014 (Sábado), a ABAHE (http://www.abahe.org.br) organiza o seu 18.º Encontro de Ataxias, a ter lugar na cidade de Taubaté – SP (Brasil).

Este encontro conta com a presença, na qualidade de orador, do Dr. Luís Pereira de Almeida, da Universidade de Coimbra, Portugal.

Concurso Fotográfico de 2014 da EURORDIS

Participações no concurso de fotografia

O Concurso Fotográfico de 2014 da EURORDIS começa hoje e todos os interessados nas doenças raras estão convidados a partilhar as suas imagens mais bonitas e originais!

Além de oferecer aos participantes a hipótese de ganhar ótimos prémios, o Concurso Fotográfico da EURORDIS constitui uma oportunidade de comunicar visualmente as mais variadas facetas da vida com uma doença rara.

Mesmo que não seja fotógrafo, pode participar no Concurso Fotográfico da EURORDIS votando na sua fotografia preferida!

Este ano, serão atribuídos 3 prémios (Apple iPad Air) a 3 vencedores diferentes:

Voto do Público: atribuído à fotografia mais votada. Esta é a sua oportunidade de sensibilizar a sociedade para as doenças raras, pedindo a seus amigos para partilhar sua foto e votar nela
Escolha dos Especialistas: selecionada pelo fotógrafo de moda profissional Rick Guidotti. O lema de Rick é: celebrar a riqueza e a beleza da diversidade humana.
Favorita da EURORDIS: escolhida pelos Funcionários da EURORDIS.

Para mais informações:

Participe no concurso!
Veja os participantes do ano passado
Prém ios
Procedimentos
Termos e Condições

FONTE:  http://www.eurordis.org/pt-pt/news/concurso-fotografico-de-2014-da-eurordis

14 de Setembro de 2014

Associação de Doenças Neuromusculares de Sevilha (Espanha)


A ASENSE é uma entidade a nível provincial, com ações específicas na Andaluzia (Espanha), sem fins lucrativos, composta por pessoas afetadas por doenças neuromusculares, familiares e profissionais da medicina, que promovem todos os tipos de ações e atividades de divulgação, investigação, sensibilização e informação que visa melhorar a qualidade de vida, integração e desenvolvimento dos afetados. Está federada na ASEM (Federação Espanhola de Doenças Neuromusculares).

Dois grupos de investigação hospitalar especializados em doenças neuromusculares mudam-se para o CIBERER  




O grupo de investigação liderado pela Dr.ª Isabel Illa no Serviço de Neurologia do Hospital de la Santa Creu i Sant Pau, Barcelona (Espanha) é incorporado como Unidade 762, enquanto o grupo de investigação liderado por Juan J. Vilchez no Serviço de Neurologia do Hospital La Fe, Valencia (Espanha) é incorporado como Unidade 763. Estas duas novas unidades são mudadas do CIBER para Doenças Neurodegenerativas (CIBERNED).
Os dois novos grupos vão participar do Programa de Investigação de Medicina Mitocondrial do CIBERER, o que pode expandir as suas linhas de investigação em doenças neuromusculares com um componente de translação.

A U762, liderada pela Dr.ª Illa, dedica-se à investigação translacional em doenças neuromusculares, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA), distrofia muscular, miastenia gravis, imuno-mediada e miopatias inflamatórias com projetos de busca de biomarcadores, desenvolvimento de novas terapias ou terapia celular em modelos murinos.

A U763, liderada pelo Dr. Vilchez, realiza caracterização clínica e genética das neuropatias hereditárias motoras e sensoriais, diagnóstico das neuropatias genéticas e adquiridas, estudos clínicos e ensaios terapêuticos em distrofias musculares, imunopatogénese das ataxias hereditárias e adquiridas, e caracterização clínica e genética do miastenias congénitas. Além disso, este grupo colabora com outras cinco unidades do CIBERER desde 2012 através do consórcio TREAT-CMT no âmbito do consórcio internacional IRDiRC.

Esses dois grupos mudam-se com seus respetivos orçamentos e Recursos Humanos.



13 de Setembro de 2014

Famílias vão 'Walk n' Roll ' no dia 20 de Setembro em prol da ataxia, que aflige muitos


Por Rhony Laigo

foto cortesia de http://ataxia.kintera.org

 Se não fosse a campanha mundial do Desafio do Balde de Gelo, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), ou doença de Lou Gehrig, podia ter sido apenas isso - uma doença que não tem cura. Mas desconhecida para muitos, uma outra doença debilitante que afeta muitos, e, ironicamente, até mesmo os mais jovens, também precisa do mesmo tipo de atenção.

No dia 20 de Setembro, as famílias americanas, seus familiares e amigos, vão fazer exatamente isso. Eles vão caminhar para Long Beach (EUA) para a Sexta Anual LA/OC Walk n 'Roll for Ataxia para que mais pessoas possam estar cientes do distúrbio neurológico relativamente desconhecido chamado ataxia, que significa simplesmente "falta de coordenação".

A partir de 340 S Pine Ave, a caminhada de Sábado até á área do Aquarium em Long Beach vai coincidir com o Dia Internacional da Sensibilização para a Ataxia. O 1K Walk n 'Roll for Ataxia Awareness em Long Beach está sendo organizado pelos Grupos de Apoio às Ataxias de Orange County e Los Angeles, que vão oferecer T-shirts aos primeiros 300 participantes presentes no evento. Os organizadores disseram que não há nenhuma taxa de inscrição, mas que doações são aceites de bom grado.

Pessoalmente, conheço pessoas aqui no sul da Califórnia, que têm vindo a sofrer de ataxia ou falta de controlo muscular por causa dessa desordem neurológica. Uma é próxima da família Balita* e seu nome é Moira, cuja mãe, Saira Velasco, mais conhecido no mundo das celebridades filipinas como Bunny Paras, costumava ser a nossa Gerente de Publicidade para a Secção de Automobilismo. Saira teve que se semi-aposentar para se concentrar na sua filha, que foi diagnosticada com ataxia há quatro anos. Moira tem apenas 15 anos.

Duas outras amigas minhas, do tempo dos meus dias Novaliches (Filipinas), a antes Pamela Jacob, agora conhecida como Pamela Ching, e sua irmã, Aileen Jacob, também sofrem ambas sofrem de ataxia. Para ser mais específica, é chamada SCA7 (ataxia espinocerebelosa, existem vários tipos). E isso não é tudo. Há mais em sua família.

As gémeas de Pamela - Catherine Joyce e Clarissa Janelle, de 27 anos - também sofrem ambas de ataxia.

Mas essa não é a pior parte. O seu irmão do meio, Manuel Jacob, morreu com essa doença. Também era um amigo meu, que me apresentou para o jogo de basebol, que costumávamos jogar no seu relvado. E a filha de Aileen também morreu com essa doença, apenas no ano passado. Ela tinha apenas 21 anos.

Para citar a tia de Pamela, que Pamela postou na sua página no Facebook: "É verdadeiramente inspirador que a fundação ALS (ELA) tenha inspirado o senso de generosidade das pessoas, mas de cada vez que vejo um desafio do balde de gelo, não posso deixar de sentir um aperto no meu coração... uma certa tristeza, porque na verdade é um lembrete de que, até hoje, uma outra doença debilitante chamada ataxia fica esquecida. A ataxia é uma doença neurológica degenerativa que afeta o equilíbrio, a coordenação e a visão. É muito importante para mim – o meu primo, as suas duas filhas e três netas estão todos afetados por esta doença progressiva. Significaria o mundo para eles, se mais pessoas estivessem cientes não só da sua existência, como do impacto global que tem sobre as pessoas que a têm e os seus entes queridos que testemunham os seus efeitos em primeira mão. Infelizmente, a comunidade médica ainda não exerceu qualquer pesquisa agressiva ou significativa para encontrar a cura ou alívio para esta doença. O maior obstáculo é a falta de consciencialização e o financiamento. Que este seja o meu rali pessoal e apelo para que se juntem a nós na Walk n 'Roll to Ataxia e/ou doar para ajudar a espalhar o conhecimento desta doença é muito comumente ‘varrida’ para debaixo do tapete."

De acordo com a ataxia.org.uk, ataxia espinocerebelosa tipo 7 (SCA7) é um tipo de ataxia cerebelosa hereditária. "É causada por um defeito num gene. Isso resulta em danos a determinadas partes do cérebro e para os olhos." A irmã de Pamela, Aileen, além de não ser capaz de andar mais, também perdeu a visão.

No caso da filha de Saira, Moira, ela está sofrendo de outro tipo de ataxia. A ataxia de Friedreich, - uma desordem progressiva "que afeta principalmente o sistema nervoso ... da medula espinhal.”

Saira postou na sua página do Facebook a seguinte mensagem: "Como muitos de vocês devem saber, a nossa filha Moira foi diagnosticada com ataxia há quatro anos. Quero antes de tudo, agradecer profundamente por todos os pensamentos e orações – o vosso apoio tem-nos dado força e esperança para o futuro. Estamos participando na caminhada anual Los Angeles/Orange Country para a consciencialização da ataxia e angariação de fundos que vão no sentido duma cura. Se tiver tempo, por favor sinta-se à vontade para se juntar a nós no passeio pela baía ao lado do Long Beach Aquarium. E se poder poupar um pouco para doar para uma cura, ficaríamos muito satisfeitos. Além disso, quanto mais dinheiro angariarmos, mais bilhetes a Moira tem para ganhar prêmios no sorteio após a caminhada!"

Detalhes do Evento:

6 Anual LA/OC Walk n 'Roll for Ataxia
Sábado, 20 de Setembro de 2014
Atrás do PF Chang’s em Shoreline Aquatic Park
340 S Pine Ave
Long Beach, CA 90802
EUA


*Família Balita: http://www.balita.com – notícias da comunidade filipina nos EUA



"Atrofia cerebelosa cortical" vai encolhendo na era do sequenciamento da próxima geração

Kunihiro Yoshida, Satoko Miyatake, Tomomi Kinoshita, Hiroshi Doi, Yoshinori Tsurusaki, Noriko Miyake, Hirotomo Saitsu e Naomichi Matsumoto


A atrofia cerebelosa cortical (CCA) indica uma ataxia degenerativa não-hereditária de etiologia desconhecida. Esta entidade é muitas vezes referida como atrofia cerebelosa cortical de início tardio, ataxia cerebelosa idiopática esporádica ou ataxia de início adulto esporádica de etiologia desconhecida. O diagnóstico de CCA deve cumprir os seguintes critérios: ataxia progressiva; início da doença depois de 20 anos de idade; nenhuma instalação aguda ou subaguda da doença; história familiar informativa e negativa, ou nenhuma evidência duma mutação genética causadora; nenhuma causa sintomática estabelecida; e não possível ou provável atrofia sistémica múltipla. Em suma, o diagnóstico de CCA deve ser feito por exclusão de causas adquiridas e genéticas de ataxia, bem como atrofias sistémicas múltiplas.

De acordo com a secretaria japonesa de "doenças incuráveis​​" administrada pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão, o número total de pacientes com ataxia espinocerebelosa, excluindo a atrofia sistémica múltipla, eram de 25.477, no ano fiscal de 2012 Com base nos dados publicados por Tsuji et al., o número estimado de CCA é de aproximadamente ~10.000 no presente. No entanto, é muito improvável que esses pacientes preenchessem os critérios de diagnóstico mostrado acima, porque a história da família muitas vezes não era totalmente informativa, e os testes genéticos não eram obrigatórios para entrar no registro. Portanto, acredita-se que a CCA é um grupo heterogêneo de distúrbios atáxicos. Relatórios anteriores indicaram que ~2-20% dos pacientes com diagnóstico de CCA foram confirmados através de testes genéticos como tendo mutações num dos genes causadores de ataxias cerebelosas autossómicas dominantes. Na verdade, 11 pacientes (15,1%) da nossa coorte de 73 pacientes atáxicos sem uma história familiar aparente tinham conhecidas mutações genéticas (SCA6: 3; SCA31: 4; DMJ/SCA3: 2; SCA2: 1 e DRPLA: 1). Além disso, utilizando sequenciamento da última geração, agora é possível identificar variantes causadoras de doenças muito raras.

Recentemente, identificamos uma nova mutação ANO10 num paciente CCA, usando sequenciamento da última geração. Ele era um homem de 66 anos, de nacionalidade japonesa, que desenvolveu instabilidade da marcha e disartria aos 41 anos. A sua mãe e o seu pai faleceram aos 94 anos e 78 anos, respetivamente, mas informações confiáveis ​​sobre a sua consanguinidade não foram obtidas. Ambos foram identificados como não tendo ataxia de marcha ou disartria durante a sua vida. Ele tinha dois irmãos e dois filhos, todos eles não estando afetados. Desde que ele se apercebeu de distúrbios na marcha e na fala, os seus sintomas atáxicos progrediram muito gradualmente. Ele reformou-se do seu trabalho como professor com a idade de 55 anos, por causa da ataxia debilitante. No momento, ele está numa cadeira de rodas e não pode levantar-se sem se segurar a algo por causa da severa ataxia do tronco. Exames neurológicos revelaram aumento dos reflexos profundos com um sinal de Babinski bilateral positivo, além de ataxia cerebelosa. Deficiência intelectual, parkinsonismo ou movimentos involuntários não foram observados. Desperdício muscular e diminuição da sensibilidade da vibração em membros inferiores foram anotados. As imagens da ressonância magnética (RM) aos 64 anos indicava atrofia cerebelosa, mas não do tronco cerebral ou atrofia cerebral (Figuras 1a e b). Lesões anormais de intensidade elevada não foram observadas, tanto em regiões supratentoriais, como em subtentoriais. O teste genético usando ADN genómico obtido de leucócitos do sangue periférico, não revelou quaisquer mutações conhecidas para ataxias cerebelosas autossómicas dominantes (SCA1, SCA2, DMJ/SCA3, SCA6, SCA7, SCA12, SCA17, DRPLA e SCA31).

Figura 1.


As imagens da ressonância magnética aos 64 anos mostram atrofia cerebelosa, sem atrofia do tronco cerebral ou pedúnculo cerebelar médio. O sinal cross bun quente não é observado (a: TR (tempo de repetição) 4.427,49 / TE (tempo de eco) 100; b: TR 4.961,44 / TE 90). Uma mutação modular homozigótica (c.493_494dup: p.Ile166Alafs * 3) no ANO10 é indicada (c).As setas vermelhas indicam duplicação GG no paciente.


Este paciente chamou a nossa atenção porque a consanguinidade de seus pais não era totalmente informativa, deixando em aberto a possibilidade de ele ter uma das raras ataxias cerebelosas autossómicas recessivas. Para explorar ainda mais para a causa genética da sua ataxia, realizamos o sequenciamento completo ao exome. O ADN genómico foi capturado usando um kit v5 SureSelect Humano All Exon (Agilent Technologies, Santa Clara, CA, EUA) e sequenciado num HiSeq2000 com 101 bp emparelhado (Illumina, San Diego, CA, EUA). A análise de imagens e chamadas de base foram realizadas pelo software de controlo de sequência de análise em tempo real e software CASAVA v1.8 (Illumina). As leituras foram alinhadas para GRCh37 com Novoalign (http://www.novocraft.com/). Duplicados de PCR foram removidos usando Picard (http://picard.sourceforge.net/). As variantes foram chamadas pelo Toolkit Análise do Genoma (http://www.broadinstitute.org/gatk/) e anotada usando ANNOVAR (http://www.openbioinformatics.org/annovar/) após a exclusão das variantes comuns registradas na base de dados comum dbSNP135 (frequência do alelo menor, maior ou igual a 0.01). A profundidade média da cobertura do sequenciamento completo do exome foi de 92,6 ×, e mais de 93,1% do total de sequência da codificação dos genes RefSeq conseguiu uma profundidade de leitura 20 ×. Obtivemos proteínas de alteração raras e chamadas variantes após a filtragem contra 575 exomes de controlo. Uma nova mutação modular homozigótica (c.493_494dup: p.Ile166Alafs * 3) no ANO10, confirmada pelo sequenciamento Sanger, foi identificada (Figura 1c). A sua condição foi diagnosticada como ataxia espinocerebelosa autossómica recessiva tipo ataxia 10 (SCAR10, OMIM 613728). Esta é a sexta mutação identificada no ANO10 até agora, e este caso é o segundo no Japão após o paciente relatado por Maruyama et al. O nosso caso foi clinicamente bastante semelhante ao seu caso, com ambos apresentando o puro fenótipo cerebeloso de início tardio.

Especulamos que ele poderia ter CCA típica quando veio ao nosso hospital aos 46 anos. Ele cumpria os critérios clínicos para a CCA e os testes genéticos descartavam ataxias cerebelosas autossómicas dominantes conhecidas com as repetições das expansões e SCA31. Agora, a situação mudou. O sequenciamento completo do exome permitiu a identificação de mutações causadoras de doenças raras, mesmo em pacientes aparentemente esporádicos. Portanto, precisamos de chamar a profundidade dos testes genéticos em questão com mais cuidado quando discutimos se o paciente preenche os critérios da CCA. Como o custo do desempenho do sequenciamento da próxima geração está a melhorar, a definição precisa de CCA visando o teste genético está a tornar-se cada vez mais difícil. Um número significativo de pacientes com CCA será provado terem mutações estáticos ataxias cerebelosas autossómicas dominantes raras ou ataxias cerebelosas autossómicas recessivas com esta técnica num futuro próximo, se forem testados. Agora, devemos reconhecer com mais rigor que um diagnóstico provisório de "CCA" inclui muitas causas genéticas diferentes.




12 de Setembro de 2014

Gerardo Smart põe toda a sua garra e junta-se ao grupo do CRiGaL



Gerardo Smart é um jovem natural de Río Gallegos (Argentina) que foi diagnosticado com uma doença hereditária chamada SCA tipo 3 – Doença de Machado-Joseph, o que não o impede de lutar para ter a melhor qualidade de vida possível. Ele foi recebido pelo clube CRiGaL, onde começou a fazer atividade física. É um dos exemplos mais claros de "lutar por uma melhor qualidade de vida", o jovem de Río Gallegos,
Gerardo Smart decidiu voltar à atividade física após ser diagnosticado, anos atrás, com uma doença hereditária chamada SCA tipo 3 – Doença de Machado-Joseph, ou ataxia espinocerebelosa tipo três.

Esta doença realmente complicou a sua vida, a ponto de o levar a deslocar-se em cadeiras de rodas.

Apesar das dificuldades físicas causadas pela sua doença, Gerardo nunca desistiu e continuou o seu tratamento assistido por pessoal dos Angeles Especiales.

No entanto, a sua atitude exemplar não termina aí e começou a praticar segunda-feira com o grupo CRiGaL onde os jovens com diferentes deficiências são bem-vindos para a prática de desporto, numa grande obra do Professor Luciano Dalla Fontana.

O trabalho
No meio do treino de Segunda-feira, o jornal TiempoSur falou com Juan Soto, presidente do CRiGaL, que disse que estão a trabalhar olhando para o futuro do clube e a receber crianças para se juntarem ao CRiGaL e para que, no futuro, possam apresentar-se na Primeira Divisão do clube.
Juan disse que as crianças que vêm "começam com o básico", que é a formação inicial, que os ensina a pegar uma bola, como fazer um passe, como levantar do chão. "Todos nós começamos depois de adquirir uma deficiência e aprender a praticar desporto nesta situação é algo novo. Como tudo na vida, começa-se pelo princípio e este é o início da formação de base", disse ele.

Quanto às deficiências, ele disse que há uma revisão da pontuação que a federação dá a cada pessoa, de acordo com sua patologia e as competências adquiridas.

"Eles começam no próximo ano na terceira divisão, que é a promocional da Federação Argentina de Basquetebol em cadeira de rodas", disse ele.

O "novo"
Desde Segunda que o CRiGaL recebeu Gerardo Smart como novo jogador e sobre isso, Juan disse: "Nós temos que abrir as portas a toda a gente, independentemente da sua condição física e o importante é que é um lugar para o desporto, o que fez bem a todos e em especial a ele, porque a atividade física é sempre recomendada, por isso é um incentivo para nós ver que temos quatro novos futuros jogadores do clube."

O professor
Soto disse que Luciano Dalla Fontana sabe muito sobre desporto para deficientes e disse que "é um treinador de basquetebol profissional e foi-o como jogador, pelo que agora está a demonstrar a sua capacidade."

Esses pais ou crianças com deficiência que estão relutantes em participar, deve saber que o CRiGaL os aguarda às Segundas, Quartas e Sextas-feiras, entre as 19h00 e as 20h00, já que desde essa hora até às 22h00 treinam os jogadores que já estão a trabalhar no clube.
"Neste caso, estas crianças começam uma fase onde tudo é novo, mas que vai assegurar-lhes maior qualidade de vida", disse Juan.

O competitivo
Quanto à equipa que joga na Liga "A", o Presidente disse que este fim-de-semana recebem a APRI do Uruguai, que é uma equipa muito boa e que a maioria pertence à seleção uruguaia, logo têm muita experiência.
"Jogámos duas vezes contra eles e correu-nos relativamente bem, por isso este fim-de-semana, sábado e domingo às oito da noite, vamos medir forças e, se ganharmos, ficamos bem colocados na classificação", disse.

Também disse que estão à espera de ajuda do Governo de Santa Cruz (Argentina), pois têm que proporcionar abrigo e alimento às pessoas da APRI, à semelhança do que aconteceu quando o CRiGaL viajou para o Uruguai, pelo que continuam esperando, mas muito preocupados porque o assunto ainda não ficou bem esclarecido.