11 de julho de 2016

Esclarecimento


Voltamos a chamar a especial atenção dos n/ amigos para o seguinte: sempre que possível, a APAHE tem indicado quais os artigos, publicados neste blogue, que se tratam de traduções, pois a inteira responsabilidade do conteúdo desses mesmos artigos cabe aos respetivos autores originais do mesmo (link indicado no final). 

Aproveitamos ainda esta oportunidade para voltar a esclarecer que a APAHE é uma associação dedicada aos doentes (atáxicos), familiares, amigos e outros, com vários objetivos, mas que entre os quais não se encontra a prestação de tratamentos. Até porque não está habilitada a tal. 
Para isso, somente a classe médica está habilitada. 

Quanto aos n/ amigos brasileiros, que também nos têm contatado, sugerimos que entrem em contato com as associações existentes no Brasil, pois estas, melhor que ninguém, os vão poder guiar através do sistema de saúde brasileiro. 
Eis aqui alguns exemplos dessas mesmas associações: 
  • ABAHE – Associação Brasileira de Ataxias Hereditárias e Adquiridas 
  • Associação Ataxia Rio 
  • AAPPAD – Associação dos Amigos, Parentes e Portadores de Ataxias Dominantes 

4 de julho de 2016

Medicamentos HDAC para ataxia de Friedreich podem ativar o gene mutado da frataxina, restaurando a função


A produção da proteína frataxina, na maioria dos pacientes com ataxia de Friedreich, é bloqueada por mutações genéticas que impedem a leitura (transcrição) do gene, mas uma nova pesquisa mostra que a obstrução pode ser superada usando um medicamento para bloquear as enzimas HDAC (histona deacitilase) envolvidas no processo e que o efeito da mutação no gene pode ser invertido sem terapia genética. 

Embora o medicamento, chamado 109, tenha recentemente completado a Fase 1b de um ensaio clínico para a ataxia de Friedreich, a mecânica de como a resposta benéfica trabalha ilude os cientistas. 

O estudo "Reversão do promotor epigenético do silenciamento na ataxia de Friedreich por um inibidor de classe I da histona deacetilase", publicado na revista Nucleic Acids Research, mostrou que medicamento reativa o gene FXN. 

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Oklahoma (EUA) usaram células isoladas de 12 pacientes com ataxia de Friedreich para estudar como o bloqueador de HDAC interagiu com o gene. Os pacientes no estudo tinham mutações que variam de 200 a 1.122 tripletes que interrompem a função do gene FXN. 

Os investigadores observaram que o tratamento com o medicamento aumentou os níveis do ARN mensageiro da frataxina - um intermediário entre o gene e a proteína. Outras análises revelaram alterações na região promotora -, o sítio com a função de ligar/desligar - permitindo ao promotor funcionar de uma forma mais ideal. 

Testar outro bloqueador de HDAC com um mecanismo ligeiramente diferente não afeta a transcrição do gene frataxina, que mostra que o mecanismo é específico para o medicamento 109. 

As mutações na ataxia de Friedreichtroços expandidos de GAA de três bases de ADN inseridoos na parte inicial do gene frataxina, levam a baixos níveis da proteína frataxina que caracteriza a doença. A mutação está localizada num trecho do gene que não age como um modelo para a proteína. 

O primeiro trecho de todos os genes é necessário para controlar a produção da proteína, permitindo que os genes possam ser ligados ou desligados quando necessário. A mutação no gene FXN destrói a função ‘ligar’ do gene, o que torna impossível a moléculas iniciar o processo de produção da proteína. 

No estudo, a melhoria dos níveis das transcrições do gene frataxina não eram tão altas como em células de indivíduos saudáveis. Ainda assim, o aumento quase triplicado da função do gene provavelmente pode reverter os sintomas da ataxia de Friedreich em medida considerável, como demonstrado em estudos pré-clínicos e clínicos do medicamento. 


(artigo traduzido)