10 de março de 2016

Geração de linhas de células estaminais SCA3.A11 pluripotentes induzidas derivadas de pacientes com ataxia espinocerebelosa tipo 3

Susanne K. Hansen, Helena Borland, Lis F. Hasholt, Zeynep Tümer, Jørgen E. Nielsen, Mikkel A. Rasmussen, Troels T. Nielsen, Tina C. Stummann, Karina Fog, Poul Hyttel

Resumo
A ataxia espinocerebelosa do tipo 3 (SCA3) é uma doença neurodegenerativa hereditária dominante causada por uma mutação na repetição da expansão CAG no ATXN3. Gerámos células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) de um paciente com SCA3 por eletroporação de fibroblastos dérmicos com plasmídeos epissómicos que codificam os L-MYC, LIN28, SOX2, KLF4, OCT4 e um curto gancho de ARN visando o P53. As iPSCs resultantes tinham cariótipos normais, estavam livres de plasmídeos epissómicos integrados genomicamente, expressavam marcadores de pluripotência, poderiam diferenciar-se em três camadas germinativas in vitro e manteve a mutação no ATXN3 causadora da doença. Esta linha de iPSC poderia ser útil para a investigação dos mecanismos da doença SCA3.


(artigo traduzido)




O que é e o que representa, para si, a ataxia? – 2.ª chamada

No seguimento da n/ mensagem de 27/01/2016, voltamos a lembrar que este ano a APAHE assinala o seu 10.º aniversário – mais concretamente, a 13 de julho, tendo “nascido” a 13/07/2006.
Como tal e para assinalar este marco importante na vida desta associação de todos nós, a APAHE lança aqui um repto a todos os amigos e associados: escrever um texto, com um máximo de até 200 palavras, sobre o que é e o que representa, para si, a ataxia.
Juntamente com o texto, solicitamos também a seguinte informação: nome, idade, localidade, país (Portugal, Brasil, etc.), tipo de ataxia (ataxia de Friedreich, ataxia espinocerebelosa tipo 3/doença de Machado-Joseph, etc.) e relação com a ataxia (paciente, familiar, amigo, etc.).
Podem enviar os V/ textos para o e-mail da associação, apaheportugal@gmail.com, com o ASS: Texto ataxia, 10.º aniversário APAHE, até 30 de junho de 2016.
Depois, no dia 13 de julho de 2016 (Quarta-feira), dia em que a APAHE assinala o seu 10.º aniversário, todos os textos recebidos serão divulgados no n/ blogue (http://artigosataxiashereditarias.blogspot.pt).
Participe e contribua para a divulgação da ataxia.
Juntos, somos mais!

Nota: Caso já tenha contribuído com o seu texto, por favor ignore esta mensagem.




9 de março de 2016

Inscreva-se na Rare Barometer Voices para fazer ouvir a sua voz!


As pessoas com doenças raras, os membros da família e os representantes dos doentes de toda a Europa podem agora inscrever-se na Rare Barometer Voices, um novo painel interativo de inquéritos disponível em 23 idiomas que recolhe as experiências das pessoas que vivem ou que são afetadas por doenças raras. Inscreva-se em www.eurordis.org/voices/pt.
A Rare Barometer Voices procura tornar ainda mais forte a voz das pessoas com doenças raras e zelar para que ela seja ouvida em toda a Europa.
Todas as pessoas com doenças raras, membros da família e representantes dos doentes que vivam num dos países do continente europeus (segundo a definição constante nos critérios de adesão à EURORDIS) estão convidados a inscrever-se, pertençam ou não a uma associação membro da EURORDIS.

Como é que funciona?
Após a inscrição, será enviado um e-mail aos participantes para solicitar o seu envolvimento em cada novo inquérito relacionado com assuntos que lhes digam respeito. Todos os participantes são livres de decidir em que inquéritos desejam participar e todas as respostas são anónimas, completamente confidenciais e permanecem propriedade da EURORDIS, não sendo utilizadas para fins comerciais.
Os resultados dos inquéritos serão ordenados por país e, depois, por doença, ficando disponíveis aos inquiridos.

Passe a palavra!
O apoio da comunidade das doenças raras à Rare Barometer Voices é vital para assegurar a qualidade dos resultados. Ao dar a conhecer a Rare Barometer Voices aos membros da sua associação, pode ajudar a fortalecer a voz da comunidade das doenças raras:
·         Partilhe nas redes sociais a página que lhe é dedicada (eurordis.org/voices/pt) utilizando #RareBarometer
·         Transfira um modelo de e-mail para incentivar as pessoas a inscrever-se (disponível em 23 idiomas:ENBGCSDA, DEELENESETFIFRHRHUITLTLVNLPLPTRORUSKSLSV)
·         Se desejar receber uma publicação no Facebook a anunciar o lançamento da Rare Barometer Voices em qualquer destes idiomas, queira enviar um e-mail para rare.barometer@eurordis.org
·         Transfira o Logótipo da Rare Barometer Voices

Como é que a Rare Barometer Voices contribui para o trabalho de representação da comunidade das doenças raras?
Ao recolher as opiniões das pessoas com doenças raras em toda a Europa através da Rare Barometer Voices, permite que estas sejam apresentadas a políticos e responsáveis pela tomada de decisões, a associações de doentes e ao público em geral. Os resultados dos inquéritos podem ser usados para consciencializar a sociedade e influenciar as políticas que afetam diretamente as pessoas que vivem ou que são afetadas por uma doença rara.
A Rare Barometer Voices faz parte de uma iniciativa mais alargada da EURORDIS, o Programa Barómetro Raras.
O Programa Barómetro Raras foi criado para tornar mais audível a voz das pessoas com doenças raras ao assegurar que a perspetiva dos doentes está enraizada no trabalho de representação da EURORDIS e dos seus associados.
O Programa irá contribuir para:
·         Apresentar dados objetivos sobre temas relevantes para a política e a legislação europeia
·         Prestar informações sobre temas relevantes para as pessoas com doenças raras que possam contribuir para a adequação da legislação e das políticas
·         Promover e melhorar a investigação sobre a perspetiva dos doentes
·         Comunicar eficazmente a opinião das pessoas com doenças raras sobre tópicos transversais e minimizar lacunas nos conhecimentos específicos das várias doenças através de inquéritos naRareConnect.
Se tiver alguma questão sobre a Rare Barometer Voices, contacte por favor Sandra Courbier, líder do Barómetro Raras: rare.barometer@eurordis.org.
As fundações, os centros de investigação e os financiadores empresariais são uma parte importante do sucesso da Rare Barometer Voices. Para saber como os financiadores do setor privado podem participar, queira contactar Jill Bonjean, Diretora de Desenvolvimento de Recursos: jill.bonjean@eurordis.org.



















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Estudo sobre a AF (ataxia de Friedreich) constata a deleção de toda a cópia do gene FXN em paciente, e argumenta em prol de testes genéticos expandidos

As mutações no gene FXN - responsável pela ataxia de Friedreich (AF) - vêm principalmente sob a forma de repetições de três bases do ADN, GAA, no início do gene. Casos em que uma cópia do gene detém uma mutação repetida e a outra cópia contém outro tipo de mutação, totalizam apenas 2 a 4 por cento de todos os pacientes. Particularmente, as mutações na forma de uma deleção têm sido descritas como "extraordinariamente raras", mas um novo estudo sugere que podem ser mais frequentes do que se pensava anteriormente.

O estudo, intitulado "A ataxia de Friedreich não é apenas uma doença de expansão das repetições GAA: implicações para testes moleculares e aconselhamento", descreve um caso dum paciente com AF com esta combinação específica de mutações. Entre um grupo de supostos pacientes com AF, a equipa de investigação da Academia Polaca de Ciências constatou que a maioria tinha duas cópias da mutação de repetição. Também identificaram um paciente com uma cópia do gene FXN com as mutações de repetição, com a outra cópia totalmente ausente, de acordo com o relatório publicado no Journal of Applied Genetics.

Ao utilizar técnicas de testes moleculares, a equipa confirmou que todas as regiões codificadoras do gene foram eliminadas. Os investigadores acreditam que, se a proteína frataxina estiver em falta, um feto não sobrevive até o nascimento. Embora a maioria dos pacientes com AF tenham níveis muito baixos de frataxina, os cientistas nunca viram um paciente sem uma, pelo menos parcialmente funcional, cópia do gene. A deleção de toda uma cópia do gene só tinha sido descrita anteriormente num paciente.

O despiste genético de rotina de hoje da AF concentra-se nas repetições GAA e testes genéticos mais detalhados só são realizados quando as mutações de repetição não podem ser confirmadas. Muitas vezes, as técnicas de triagem são bastante básicas, confirmando só a falta de repetições GAA expandidas em ambas as cópias do gene.

Quando a falta de repetição a mutação encontra-se em ambas as cópias do gene, poderia, é claro, significar que o indivíduo tem duas cópias normais do gene. O mesmo resultado poderia, contudo, ser observado se o paciente tiver uma mutação de repetição e uma deleção de toda a região que tem as repetições normalmente na outra cópia.

Os autores afirmam que, nos casos em pacientes com AF que apresentam uma série de características, tais como o início precoce, a progressão mais rápida dos sintomas neurológicos e cardíacos, e cardiomiopatia mais pronunciada, o teste genético expandido pode ser apropriado. Estas características fizeram a equipa suspeitar de uma deleção e optar por testes expandidos neste caso. O conhecimento da composição genética, apesar de não manter qualquer valor para o prognóstico, é importante do ponto de vista do aconselhamento genético, eles argumentaram.


(artigo traduzido)




7 de março de 2016

A BioHaven anuncia a classificação Orphan Drug (medicamento órfão) concedida ao tratamento para a ataxia espinocerebelosa

A BioHaven Pharmaceutical Holding Company Ltd. (BioHaven) anunciou hoje que a Food and Drug Administration – Administração dos Medicamentos e Alimentos (FDA) concedeu o pedido de classificação de medicamento órfão da empresa, referente ao BHV-0223 para o tratamento da ataxia espinocerebelosa. A ataxia espinocerebelosa (SCA) é caracterizada clinicamente por ataxia progressiva atribuída a várias etiologias.


A BioHaven Pharmaceutical Holding Company Ltd. (BioHaven) anunciou que a Food and Drug Administration – Administração dos Medicamentos e Alimentos (FDA) concedeu o pedido de classificação de medicamento órfão da empresa, referente ao BHV-0223 para o tratamento da ataxia espinocerebelosa. A ataxia espinocerebelosa (SCA) é caracterizada clinicamente por ataxia progressiva atribuída a várias etiologias. A ataxia é caracterizada pela perda de controlo dos movimentos corporais voluntários e pode envolver marcha instável, dificuldades de fala, e atrapalhação, potencialmente em progressão para a fase de dificuldade em engolir e respirar, devido a alterações degenerativas no cérebro e na medula espinhal. Não há cura para a SCA hereditária e a vida útil pode ser significativamente reduzida devido a complicações relacionadas com défices neurológicos. Estima-se que 150.000 pessoas nos EUA são afetadas por ataxias hereditárias. O tratamento é de suporte e não há medicamentos atualmente aprovados para esta condição potencialmente debilitante.
O BHV-0223 é uma formulação única de riluzole, um agente de glutamato modular, que utiliza a tecnologia de dissolução rápida ODT Zydis® no âmbito de um acordo mundial exclusivo com a Catalent. Os agentes que modulam a neurotransmissão de glutamatos podem ter potencial terapêutico em várias fases de múltiplas doenças que envolvem a disfunção de glutamato, incluindo a esclerose lateral amiotrófica, doença de Alzheimer, síndrome de Rett, demência, distonia, zumbido, distúrbios de ansiedade e perturbações afetivas como depressão maior. A BioHaven está à procura de agentes de modulação de glutamato para uso em várias indicações terapêuticas.
"A modulação do glutamato cerebeloso tem potencial para eficácia em populações com degeneração espinocerebelosa, a BioHaven vê uma oportunidade de alavancar a sua plataforma de medicamentos de glutamato para tratar esta doença debilitante importante", comentou o Dr. Robert Berman, CMO da BioHaven.
O Dr. Vlad Coric, CEO da BioHaven, acrescentou, "Ao receber o pedido de classificação de medicamento órfão para a ataxia espinocerebelosa suporta a nossa estratégia de desenvolvimento global e o objetivo de fornecer terapias melhoradas para pacientes que sofrem de distúrbios neurológicos com necessidades não atendidas."
Antes do final de 2016, a BioHaven espera iniciar um ensaio clínico da nova entidade química (NCE) do seu agente de modulação do glutamato em pacientes com ataxia espinocerebelosa. O estudo deverá inscrever aproximadamente 120 pacientes nos EUA e irá avaliar o tratamento sintomático agudo nesta população de pacientes. Espera-se que o ensaio apoie uma nova candidatura de medicamento (NDA) para a SCA.
A classificação de medicamento órfão pela FDA destina-se a incentivar as empresas a desenvolver terapias para o tratamento de doenças que afetam cerca de 200.000 pessoas nos EUA. Esta classificação irá garantir à BioHaven 7 anos de exclusividade de comercialização para o BHV-0223, se aprovado pela FDA em tal indicação. Antes da aprovação da FDA, a classificação de medicamento órfão pela FDA fornece a oportunidade de obter créditos fiscais para investigação, concessão de financiamento para cobrir os custos de desenvolvimento, e renúncia potencial de taxas de utilização aplicadas pela FDA.

Sobre a BioHaven
A BioHaven é uma empresa biofarmacêutica de capital privado, envolvida na identificação e desenvolvimento de compostos de estágio clínico que atuem no sistema glutamatérgico. A BioHaven possui uma quantidade substancial de propriedade intelectual e também licenciada propriedade intelectual da Universidade de Yale (EUA) e Hospital Geral de Massachusetts (EUA). A BioHaven é propriedade de um grupo de investidores incluindo Portage Biotech Inc. (OTC Mercado: PTGEF, Canadian Securities Exchange: PBT.U), Universidade de Yale e outros investidores privados. O BHV-0223, o primeiro medicamento candidato da BioHaven, é uma nova formulação do riluzole que modula o glutamato e está a ser desenvolvido sob as orientações 505 (b) (2) da FDA. A FDA aprovou o pedido da BioHaven de Investigational New Drug (IND – Novo Medicamento em Investigação) para o BHV-0223 em agosto de 2015 e a BioHaven completou um estudo PK em seres humanos, cujas conclusões permitem iniciar um ensaio clínico em 2016. A BioHaven pretende avançar outras modulações de glutamato que são novas entidades químicas (ENC) e está a explorar ativamente licenças para compostos adicionais.


FDA – Entidade reguladora que atua nos EUA
Estudo PK – Estudo farmacocinético


(artigo traduzido)




5 de março de 2016

Ataxia cerebelosa: como pode a fisioterapia ajudar?

Falar de ataxia cerebelosa é fazer referência a uma doença que afeta o cerebelo e que altera a sua função. Assim, o resultado é que a pessoa que a enfrenta tem problemas de coordenação, perda de automatismos funcionais, dificuldades na linguagem e nas alterações de equilíbrio.
Tumores, traumatismos, intoxicações e aspetos genéticos são algumas das causas que proporcionam a ataxia cerebelosa. Perante isto e sem lugar a qualquer dúvida, terá que consultar um médico especialista, que deverá aconselhar a fisioterapia. Esta é a disciplina que pode ajudar, de forma clara e contundente, a lidar com os sintoma e a poder recuperar algumas habilidades e ações que podia fazer antes.
A fisioterapia na ataxia cerebelosa
Concretamente, os fisioterapeutas especializados em ataxia cerebelosa estabelecem planos de exercícios individuais para quem padece desta patologia. Assim, com base na idade destes, no seu estado de forma e no estado da patologia em que se encontram, são criadas umas tabelas de atividades para ajudar da seguinte forma:
§  Melhorar de forma clara e firme, tanto a coordenação dinâmica a nível geral, como a espácio-temporal e óculo-manual. Para atingir este fim, desenvolve-se exercícios de pedalar, de atirar bolas, de rastejar e de rodar.
§  Conseguir que as pessoas doentes reeduquem o seu equilíbrio através de exercícios de joelhos e com bolas.
§  Conseguir que voltem a ter alguns automatismos funcionais. As atividades planeadas para atingir este fim são muito variadas. Assim, entre elas está o subir e descer escadas, passar da posição em pé para exercícios sentados, rotação dos ombros, balançar dos braços.
§  Não menos importante, nestes casos concretos a fisioterapia é uma ferramenta de grande utilidade para os pacientes reeducarem a marcha. Neste caso, os fisioterapeutas optam por recomendar exercícios com alteração da marcha em distâncias curtas, estando sempre vigilantes para evitar quedas.


(artigo traduzido)




4 de março de 2016

Os ácidos nucleicos sintéticos restauram os níveis normais de frataxina nas células derivadas de pacientes com ataxia de Friedreich

Estrutura normal da proteína frataxina (FXN)
(Fonte: Wikipédia)
Os investigadores de doenças neurológicas têm utilizado polímeros de ácidos nucleicos sintéticos para bloquear o segmento de gene defeituoso FXN e restaurar os níveis normais de frataxina em células derivadas de pacientes com ataxia de Friedreich.
A ataxia de Friedreich é uma doença autossómica recessiva que ocorre quando o gene FXN contém repetições amplificadas da sequência de nucleotídeos GAA (guanina-adenina-adenina). O gene FXN codifica a proteína frataxina, mas a expansão da repetição GAA faz com que os níveis de frataxina sejam reduzidos. A frataxina é uma proteína de ligação de ferro responsável pela formação de agregados de ferro-enxofre. Um resultado de deficiência de frataxina é a sobrecarga de ferro mitocondrial, que pode causar danos a muitas proteínas, o que pode resultar numa variedade de sintomas que incluem a perda de controlo muscular, fadiga, dificuldades na visão e/ou audição, fala arrastada, e doenças cardíacas graves.
Investigadores do Centro Médico Sudoeste da Universidade do Texas (Dallas, EUA) desenvolveram ácidos nucleicos sintéticos para bloquear os efeitos da expansão GAA e restaurar os níveis normais de frataxina.
Num artigo publicado em fevereiro de 2016, na edição online da revista Nature Communications, os investigadores relataram que através da introdução de ARNs duplex anti-GAA ou de cadeia simples fechada com ácidos nucleicos em células derivadas de pacientes, foram capazes de aumentar a expressão da frataxina para níveis semelhantes às células análogas do tipo selvagem. Estes resultados foram considerados significativos, uma vez que os ácidos nucleicos sintéticos que têm como alvo as repetições GAA poderiam levar ao desenvolvimento de compostos para restaurar os níveis de frataxina curativos. Mais amplamente, eles demonstraram uma nova estratégia para regular a expressão do gene.
"O problema surge devido a uma mutação no gene frataxina (FXN) que não codifica para a proteína. Neste caso, a mutação faz a síntese de um pedaço maior de ARN. Esta sequência mais longa liga-se ao ADN e baralha o trabalho, bloqueando a produção de ARN necessário para produzir a proteína frataxina", disse o autor Dr. David Corey, professor de farmacologia e bioquímica do Centro Médico Sudoeste da Universidade do Texasr. "O ADN ou ARN sintético impede a sequência mutante de dobragem para trás e bloquear o gene frataxina. Esta ação ativa o gene da frataxina, que, em seguida, faz com que a frataxina ARN e proteína estejam em níveis normais. Além disso, a nossa abordagem é seletiva para o direcionamento para o gene da frataxina FXN e não afeta outros genes."


(artigo traduzido)