16 de dezembro de 2015

Concurso Fotográfico de 2015 da EURORDIS: Os vencedores são...

Com mais de 00 participações de todo o mundo, o Concurso Fotográfico da EURORDIS constitui uma oportunidade de realçar o que significa viver com uma doença rara.
Agradecemos a todos os que enviaram as suas fotografias e a todos os que se dispuseram a votar. Pode ver a galeria completa das fotografias apresentadas a competição aqui!
Este ano houve três categorias: Voto do Público, atribuído à fotografia que recebeu mais votos online; Escolha do Especialista, prémio atribuído pelo fotógrafo Rick Guidotti, e o Prémio Instagram (novidade deste ano!), atribuído pela fotógrafa da National Geographic Ami Vitale a uma fotografia submetida através do Instagram.

Prémio Instagram


A vencedora do Prémio Instagram vem dos EUA e é uma fotografia de Eli e da égua Lucy. Eli tem 10 anos e sofre de uma doença genética rara denominada anemia de Fanconi. Eli é um dos menos de 1000 casos conhecidos em todo o mundo.
Ami Vitale escolheu esta imagem por «revelar intimidade, força e vontade de superar os obstáculos. Apesar de todas as dificuldades por que Eli tem passado, nada nem ninguém o para. Como disse Mahatma Gandhi, "A força não provém da capacidade física, mas da vontade inabalável"».

Escolha do Especialista


O Prémio do Especialista vai para uma fotografia de Luca, da Suíça, que tem atrofia muscular espinhal. A fotografia intitula-se «Easy Rider».
Rick Guidotti selecionou esta fotografia por «revelar a essência da esperança, da força, do apoio, da comunidade e da resistência. A imagem não foca uma síndrome incapacitante, não fala de incapacidade, doença ou limitações. Esta imagem espantosa ilumina possibilidades. Easy Rider apresenta a humanidade de forma poderosa e cheia de significado.»

Voto do Público


A foto vencedora, conforme votação do público, é de Lucas e vem de Espanha. Lucas sofre de osteogénese imperfeita. Mesmo tendo recentemente fraturado o braço, Lucas não perdeu o desfile anual das históricas Guerras Cantábricas!

Eva Bearryman, Junior Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 15/12/2015
Page last updated: 16/12/2015




15 de dezembro de 2015

Viver com ataxia e partilhar consciencialização

Em apenas alguns anos, Josee Bull passou de uma vida cheia de atividade diária para uma em que uma viagem ao supermercado é um grande feito.

Agora a viver com ataxia cerebelosa degenerativa, Bull tem uma doença de que nunca tinha ouvido falar até alguns anos atrás.

"Não há um diagnóstico de certeza, porque a única maneira para um diagnóstico definitivo é através de autópsia", disse Bull, 52. "Eu fui diagnosticada há três anos com ataxia, que não tem cura ou tratamento conhecido."

De acordo com a Fundação Nacional de Ataxia (NAF – National Ataxia Foundation), a palavra "ataxia" vem da palavra grega "a taxis", que significa "sem ordem" As pessoas com ataxia têm problemas com a coordenação, porque partes do sistema nervoso que controlam o movimento e equilíbrio são afetadas. A ataxia pode afetar os dedos, mãos, braços, pés, corpo, fala e movimentos oculares.

"Os meus movimentos, equilíbrio e coordenação foram-se todos cerca de um ano antes de ir médico. Finalmente consegui ir a um neurologista quando eu estava de visita a Alberta (Canadá) e ele me disse que eu tinha ataxia, diagnosticada através de uma ressonância magnética. "

Antes de ser diagnosticada com esta doença rara, Bull foi proprietária e trabalhou na loja UPS no centro de Vernon (Canadá) por cinco anos. Depois de ela vender a loja, ela e o seu companheiro, Sean, geriram uma estância de férias no Douglas Lake Ranch (Canadá) antes de se mudarem para Armstrong (Canadá), há cerca de um ano.

"A trabalhar na estância de férias, tínhamos muitos convidados todos os dias e sentimos falta dessa parte", disse ela. "Eu costumava treinar todos os dias. Eu era muito ativa, era uma corredora, também uma motociclista entusiasta toda a minha vida, desde os 18. Mas eu ia notando que o meu equilíbrio não estava bem, mas ao princípio não pensei que fosse algo de grave.

"Eles dizem que as causas são, provavelmente, ambientais ou genéticas. Eles fizeram testes genéticos, mas eu não tenho uma causa genética."

A forma de ataxia que Bull tem significa que o cerebelo - a parte inferior do cérebro - é afetado. A área afetada está a encolher e vai continuar a encolher.

"A atrofia do cerebelo causa a ataxia. Todos têm ataxia; quando se fica mais velho, tem-se ataxia devido à degeneração cerebral. Mas para mim, porque está a acontecer numa idade precoce, é mais rápido e mais cedo do que todos os outros.

"Eu vou morrer de asfixia, porque eu tenho dificuldades na deglutição e respiração, mas isso afeta a todos de forma diferente.

"Para mim, é a fala e a nível urinário -todas as pequenas coisas em que não pensamos até ter dificuldades com as mesmas."

Originária de Montreal (Canadá), Bull tem uma filha adulta e dois netos e disse que Sean, o seu companheiro de há mais de uma década, é um enorme apoio para ela. Mas acrescentou que a doença tem pesado na sua relação porque é afetada a sua capacidade para aproveitar as atividades que ela costumava ter por garantidas, desde coisas simples como ir ao supermercado até jantar na casa de amigos.

"Se Sean for para Askew (Canadá), eu poderia ir para lhe fazer companhia, mas tem sido difícil para a nossa relação", disse ela. "Tem piorado ao longo dos anos. Eu só saio para ir fazer as compras ou algo assim.

"Além disso, eu faço exercícios a partir do momento que eu acordo: exercícios respiratórios e de fala e pequenos exercícios motores para as minhas mãos; tenho uma bola maleável para as minhas mãos que eu aperto; faço exercícios de equilíbrio.

"Eu não sei se isso ajuda a atrasar a progressão, mas ajuda-me a lidar com isso. Se eu não fizesse tanto movimento, passaria o dia todo a ver televisão e eu não quero ver televisão durante o dia."

Bull agora usa um andarilho para se locomover, mas disse que uma cadeira de rodas está no seu futuro.

"Antes, eu era capaz de andar na rua, mas não posso mais fazer isso. Em setembro comecei a frequentar um centro de dia em Enderby (Canadá) e que ajuda, mas todas as pessoas são mais velhas.

"A minha filha está em Calgary (Canadá) e tem a sua família, a minha irmã e meu irmão estão em Montreal (Canadá), por isso é difícil."

Enquanto o seu cão boxer, Ty, lhe faz companhia, Bull encontra apoio através dos grupos das redes sociais a que ela pertence, tudo a ver com a ataxia.

Bull está à espera de passar o Natal em Calgary (Canadá) com a filha e netos, mas tal pode não ser possível devido à longa viagem.

"A minha filha quer que eu vá passar o Natal com ela. Eu não sei se posso, mas nós temos uma carrinha que tem uma casa-de-banho por isso pode ser possível.

"Os netos têm apenas sete e nove anos e eles sabem que estou doente - eles andam no meu andarilho e alcançam-me as coisas.

"Mas a minha filha diz que ‘aquela não é a minha mãe’, porque ela me conhece como uma pessoa muito forte."

Bull não está em busca de pena, o que ela espera ver é a consciencialização da doença que afeta 25.000 pessoas no Canadá. Mas a sua raridade significa que não existem grupos de apoio no distrito de North Okanagan (Canadá).

Embora haja muita consciencialização em torno de doenças como Parkinson e Alzheimer, Bull disse que pouco se sabe sobre ataxia.

"Acima de tudo, o que eu gostaria é de consciencialização sobre a doença e para a Fundação Nacional de Ataxia (NAF – National Ataxia Foundation).

"Mas seria bom se eu conhecesse mais pessoas com a doença."


NAF – National Ataxia Foundation: http://www.ataxia.org


(artigo traduzido)




13 de dezembro de 2015

Meninas de Airdrie (Canadá) com ataxia de Friedreich recebem casa de doador anónimo

Kadence Leavitt, 11, e Addison, 9, têm doença rara que as vai confinar a cadeiras de rodas

Kadence e Addison Leavitt nadam, fazem ioga e andam a cavalo, como a única coisa que os médicos podem
recomendar a pacientes com AF que estão a viver um estilo de vida ativo
Um doador anónimo voluntariou-se para comprar uma casa para uma mãe solteira em Airdrie (Canadá), cujas filhas têm uma doença rara que vai confiná-las a cadeiras de rodas.

No início deste ano, Shanna Leavitt soube que as suas duas filhas Kadence, 11, e Addison, 9, têm ataxia de Friedreich - uma doença genética rara que deteriora lentamente os músculos e afeta os olhos e o coração.

A doença não tem cura.

"Eu não sei como agradecer as pessoas o suficiente", disse Leavitt quando ela foi informada sobre o doador anónimo no início deste mês, rodeada pelas suas três irmãs e amigos íntimos.

Surpresa emocionada
Shanna Leavitt desfaz-se em lágrimas, após saber
da doação

"É incrível como generoso e quão grande é o coração das pessoas", disse ela enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Os Leavitts tomam posse do seu bungalow em abril, mas ainda precisam de angariar arrecadar dinheiro para tornar a casa acessível para cadeiras de rodas.

O "incrivelmente generoso" anjo investidor comprou a casa, e vai pagar a hipoteca até que Leavitt possa, ela própria, assumir os pagamentos, disse a organizadora voluntária Bridget Brown.

A família está-se a candidatar a fundos de apoio e à procura de comerciantes para doar os seus serviços.

A mãe Shanna Leavitt disse que Addison, à esquerda, em breve necessitará de um
andarilho para se locomover


(artigo traduzido)




12 de dezembro de 2015

Cardiomiopatia na ataxia de Friedreich detetada através de um ECG

Os investigadores dizem que a eletrocardiografia, ou ecocardiograma, é capaz de detetar problemas cardíacos precoces em pacientes com AF


Um novo estudo indica que uma avaliação completa da função cardíaca pode identificar a cardiomiopatia na maioria das pessoas com ataxia de Friedreich (AF), e que a eletrocardiografia, ou ecocardiograma, especialmente, mostra anomalias cardíacas precoces. O trabalho, intitulado "A cardiomiopatia na ataxia de Friedreich - Novo biomarcador para encenar envolvimento cardíaco", apareceu no International Journal of Cardiology.

A AF é causada pela hereditariedade de defeitos no gene da frataxina, transmitido por ambos os progenitores. Quando a proteína codificada por este gene está esgotada, isso resultada em danos do sistema nervoso, que conduzem tipicamente a uma perda de coordenação, visão diminuída, e fadiga. Os problemas do coração são também uma consequência comum, de modo a que a triagem para alterações cardíacas é particularmente importante.

Participaram no estudo trinta e duas pessoas com AF, com o diagnóstico confirmado por análise genética. Os investigadores avaliaram os participantes do estudo, utilizando um eletrocardiograma (ECG) em repouso, assim como outros testes padrão: um ECG-Holter de 24 horas, ecocardiografia, ou ecocardiograma, com acompanhamento de imagem, ressonância magnética cardíaca (cMRI) com realce da imagem final (por fibrose de substituição), e medição de alta sensibilidade da troponina T (hsTNT). Também compararam imagens dos corações dos pacientes às obtidas cinco anos antes.

Fazendo uso destes métodos de avaliação, a equipa arranjou um método para identificar clinicamente a degeneração do músculo cardíaco (cardiomiopatia) em pessoas com AF. No seu relatório, observam que "em todos, menos em dois pacientes, ela [cardiomiopatia] poderia ser detetada (94%)." Especificamente, eles foram capazes de identificar a cardiomiopatia (CM) através da avaliação dos níveis de alta sensibilidade da troponina T, fibrose (cicatrização do coração), e anomalias usando o ECG. O melhor método para a deteção dos problemas cardíacos relacionados com a AF nos seus estágios iniciais foi o ECG, que identificou diferenças elétricas no ritmo cardíaco.

Os investigadores concluíram, "A avaliação cardíaca completa irá desvendar CM estabelecida em quase todos os pacientes com AF, com alterações eletrocardiográficas como primeiros sinais."

Adotando esses métodos no uso clínico podem levar a problemas cardíacos, cardiomiopatia especificamente, a ser detetada e tratada no início em pacientes com AF. A miocardiopatia pode ser um problema que limita da vida das pessoas com AF, e a sua identificação e tratamento precoce pode melhorar a sua qualidade de vida.


ECG – eletrocardiograma


(artigo traduzido)




11 de dezembro de 2015

Lançamento do novo site para o Dia das Doenças Raras de 2016!

O Dia das Doenças Raras de 2016 terá lugar no dia 29 de fevereiro de 2016, também ele um dia raro!
O principal objetivo deste Dia é aumentar a sensibilização para as doenças raras e para o impacto que elas têm na vida dos doentes.
Não deixe de ver o novo site da RareDiseaseDay.org!
O ano de 2016 assinala a nona edição destemovimento centrado nos doentes. Por todos os continentes, decorrerão milhares de eventos que chegarão às pessoas com doenças raras e às suas famílias.
A EURORDIS, em parceria com uma rede de 37 associações nacionais de doentes, apela a doentes, famílias, associações de doentes, cuidadores, profissionais de saúde, responsáveis pela tomada de decisões, indústria, investigadores e quaisquer pessoas com interesse nas doenças raras que ajudem afazer das doenças raras o centro das atenções!

Tema e slogan do Dia das Doenças Raras de 2016
O tema de 2016, A voz dos doentes, reconhece o papel crucial que os doentes têm na expressão das suas necessidades e em promover mudanças que melhorem a sua vida e a das suas famílias.
O slogan de 2016, Junte-se a nós para dar voz às doenças raras, apela a um público mais vasto, às pessoas que não têm uma doença rara ou não são diretamente afetadas por uma para que se juntem à comunidade das doenças raras e deem a conhecer o impacto que estas têm.

Participe
·         Para assinalar a ocasião do Dia das Doenças Raras, a EURORDIS e os seus parceiros irão realizar um simpósio multiparticipado de dois dias sobre a melhoria do acesso dos doentes a terapias para as doenças raras, em Bruxelas, a 24 e 25 de fevereiro de 2016. Para mais informações sobre a inscrição e preços, queira enviar um e-mail para anne-mary.bodin@eurordis.org.
·         Se não lhe for possível estar presente neste evento, a sessão de abertura, em que um dos principais oradores será Philippe de Backer, Deputado do Parlamento Europeu pela Bélgica, será transmitida ao vivo no site eurordis.org (com acesso livre através de uma hiperligação a ser indicada posteriormente). Vytenis Andriukaitis, Comissário Europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, também irá participar nesse dia. Pouco depois do evento, a EURORDIS TV irá disponibilizar online um vídeo do seu discurso.
·         No dia 23 de fevereiro, das 16h00 às 17h30, hora portuguesa, será também transmitida ao vivo nosite eurordis.org (com acesso livre), a partir de Bruxelas, a Cerimónia da Entrega dos Prémios da EURORDIS para 2016. Assista e fique a conhecer os vencedores dos Prémios de 2016!

Há muitas outras formas de participar no Dia das Doenças Raras de 2016:
Torne-se amigo do Dia das Doenças Raras, levante e dê as mãos, organize e publique o seu próprio evento,conte a sua história sobre doenças raras e fique atento às notícias da nova campanha "Big Moment" nas redes sociais!
Também pode transferir o novo logótipo do Dia das Doenças Raras aqui.
No próximo Dia das Doenças Raras, Junte-se a nós para dar voz às doenças raras. Juntos, podemos amplificar a Voz dos doentes para que todo o mundo a ouça!

Eva Bearryman, Junior Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 11/12/2015
Page last updated: 11/12/2015




10 de dezembro de 2015

Num paciente com ataxia de Friedreich, o estudo da capacidade afetada de mutação das proteínas em dobrar sugere que as mutações da frataxina podem ser abordagem terapêutica para alguns pacientes com AF



Os investigadores têm mostrado que um novo potencial alvo terapêutico para pacientes com ataxia de Friedreich (AF) pode ser uma mutação que causa falha na dobra de proteínas específicas, o que resulta em concentrações de proteínas reduzidas.

O estudo, conduzido por cientistas do Departamento de Neurociência Básica e Clínica do Instituto Maurice Wohl do Kings College em Londres (Reino Unido), e intitulado "Analisando os efeitos de uma mutação G137V no gene FXN", foi recentemente publicado na revista Frontiers in Molecular Neurosciance.

A equipa do estudo teve como objetivo compreender os efeitos de uma determinada mutação, conhecida como a mutação pontual G137V, através de métodos laboratoriais experimentais que olhavam para ambas as vias biofísicas e bioquímicas envolvidas. Os investigadores utilizaram amostras de um paciente do sexo masculino com AF, de 29 anos, as seguintes características:

o   O paciente foi visto no Hospital S. Andrea, em Roma (Itália)
o   O paciente tinha um historial médico de abuso de álcool e drogas psicoativas desde os 17 anos
o   Aos 25, ele começou com desequilíbrio da marcha, quedas frequentes, e parestesia dos pés
o   Internado no hospital aos 26 anos, apresentou-se com disartria leve, ataxia da marcha e do tronco, disdiadococinesia, ausência de reflexos nos membros superiores e inferiores, debilidade posicional e da sensibilidade vibratória nos membros inferiores

Após a análise das amostras, foi observado o seguinte:

o   um efeito nos níveis proteicos mas não em função
o   quando dobrada, a frataxina mutante é totalmente funcional. Mas a estabilidade mais baixa faz com que o processo de dobragem de proteínas seja menos eficiente, e/ou pode melhorar a degradação

"Assim, propomos que o mecanismo que atua em alguns pacientes heterozigotos com FRDA conta com a consequência de uma deficiência estrutural que chamaremos de 'perda de eficiência de dobragem' para ser distinguido das perdas/ganhos de mecanismos funcionais. Apesar de ser bastante diferente das outras doenças neurodegenerativas devido à agregação tóxica, este mecanismo pode ser importante na maioria dos pacientes heterozigotos e podem ser relevantes também noutras doenças. Estas considerações podem sugerir uma possível aplicação terapêutica para o tratamento seletivo de pacientes com mutações na frataxina com reduzida estabilidade de dobragem", escreveram os autores no seu estudo.


(artigo traduzido)