11 de novembro de 2015

RareConnect em português: já disponível



Já está disponível, em português, a comunidade online de doentes raros, RareConnect, em http://www.rareconnect.org/pt.
Infelizmente, ainda não está criado o grupo dedicado às ataxias hereditárias.

Assim, solicitamos a todos os n/ amigos que se registrem na RareConnect (http://www.rareconnect.org/pt/register) e peçam a criação do grupo ‘Ataxias hereditárias’ (http://www.rareconnect.org/pt/topics/), pois só assim nos vai ser possível usufruir de toda a experiência RareConnect.

10 de novembro de 2015

Novo estudo investiga proteínas implicadas em doenças neurodegenerativas

Investigadores de Dartmouth descobriram que algumas proteínas transformam-se em gotículas líquidas a caminho
de se tornarem sólidos tóxicos implicados em doenças neurodegenerativas e outras doenças genéticas

Investigadores da Universidade de Dartmouth (NH, EUA) descobriram que algumas proteínas transformar-se em gotículas líquidas a caminho de se tornarem sólidos tóxicos implicados em doenças neurodegenerativas e outras doenças genéticas.

Os resultados, juntamente com uma série de estudos relacionados da autoria de cientistas de outras instituições, aparecem na revista Molecular Cell.

Os investigadores de Dartmouth estudaram proteínas que têm uma expansão massiva dum único aminoácido, glutamina, tipicamente associada com as proteínas sólidas tóxicas. Por exemplo, as proteínas ligadas às neurodegenerativas, tais como aqueles da doença de Huntington, têm estes aminoácidos, o que torna a proteína pegajosa. Os investigadores descobriram que as estas proteínas passam por uma transição em gotículas líquidas a caminho de se tornarem tóxicos, sólidos fibrosos. Estas gotículas líquidas são semelhantes às feitas quando o óleo e vinagre são misturados para fazer molho de salada. Os investigadores suspeitam que as células usam este estado líquido para fisiologia normal, mas sob certas condições as proteínas transitam novamente de líquidas para sólidas tóxicas. Esses tipos de gotículas também têm sido chamados organelas "livres de membrana" porque lhes falta uma barreira e são altamente dinâmicas ao contrário de muitas organelas como as mitocôndrias ou núcleos.

"Descobrimos que o ARN, a molécula tradicionalmente considerada como a intermediária entre o ADN e as proteínas, tem um papel poderoso na condução da formação dos estados líquidos", diz a autorar Amy Gladfelter, uma professora associada de ciências biológicas. "Podem levar à formação de gotículas e dar propriedades físicas distintas para às gotículas, o que pensamos que é importante para como eles estão dispostos espacialmente e funcionam na célula. É emocionante que este é um exemplo de ARN que codifica propriedades físicas destes compartimentos ou gotas em vez de apenas as proteínas que codificam."

Os resultados são importantes porque o genoma humano está preenchido com proteínas que têm sequências semelhantes e quase toda a compreensão destas proteínas até agora tem-se centrado em estados patológicos.

"O nosso trabalho, juntamente com os outros estudos recentes, encontra uma forma destas proteínas que são relevantes para a função celular normal e ainda aproveita as sequências que estão ligadas a doenças para as suas funções normais", diz Gladfelter. "Este tipo de entendimento mecanicista da função normal da proteína é fundamental para a compreensão e tratamento de uma infinidade de doenças relacionadas com a agregação de proteínas."


(artigo traduzido)




8 de novembro de 2015

Distonia na doença de Machado-joseph: perfil clinico terapia e base anatomica

Investigadores da UAB (EUA) procuram biomarcadores da ataxia de Friedreich

Jill Butler e Marek Napierala
Investigadores da Universidade de Alabama em Birmingham (EUA) receberam financiamento para procurar e validar biomarcadores da doença hereditária e progressiva, ataxia de Friedreich, uma doença neuromuscular degenerativa que reduz a esperança de vida.

"Há uma grande procura de biomarcadores por causa de ensaios clínicos em curso com pacientes de ataxia de Friedreich", disse Marek Napierala, Ph.D., professor assistente no Departamento de Bioquímica e Genética Molecular da UAB, Instituto de Células Estaminais da UAB. "Nós precisamos de melhores medições da progressão da doença e da resposta terapêutica."

Napierala e Jill Butler, Ph.D., professora de Bioquímica e Genética Molecular, são co-investigadores nesta doação bienal de 140.000 dólares por ano, que é financiada pelas organizações sem fins lucrativos, FARA (EUA) e FARA Irlanda.

Um biomarcador, ou marcador biológico, é uma maneira objetiva de medir um estado biológico normal, um processo de doença ou a resposta à terapia. Exemplos comuns são a tensão arterial, os níveis de colesterol, ou verificar a temperatura de uma criança quando ele ou ela se sente mal.

A descoberta de biomarcadores validados é uma prioridade elevada para a FARA, porque são de valor inestimável para ajudar a acelerar o desenvolvimento e avaliação clínica de potenciais fármacos. A linha de possíveis fármacos para o tratamento da ataxia de Friedreich já inclui nove potenciais fármacos ou tratamentos que estão em testes clínicos em humanos, mais sete que estão em testes pré-clínicos, e quatro outros na fase de descoberta.

Cerca de um em 50.000 pessoas nos EUA vive com ataxia de Friedreich. A maior parte tem o início dos sintomas entre as idades de 5 e 18 anos, começando com um tropeção ou andar cambaleante e quedas. A degeneração dos neurónios da medula espinhal e cardiomiopatia são duas características desta doença debilitante. A perda progressiva da força muscular e coordenação leva à incapacidade motora e uso, a tempo integral, de uma cadeira de rodas depois de aproximadamente 10 a 15 anos a partir do início da doença.

Napierala e Butler usam uma abordagem sofisticada na sua busca por biomarcadores. Eles coletam células de pacientes com ataxia de Friedreich e transformam-nas em células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs). Estas iPSCs são semelhantes às células estaminais embrionárias, na medida em que podem diferenciar-se em todos os outros tipos de células no corpo. Na UAB, disse Butler, "coletámos um repositório de fibroblastos de biópsias de pele de mais de 50 pacientes com ataxia de Friedreich e numerosos indivíduos não afetados."

Num trabalho preliminar para a aplicação da doação, Butler e Napierala olharam para a expressão genética do ARN no paciente e em células de fibroblastos de controlo. Identificaram diversas variações de expressão genética como biomarcadores candidatos, e agora estão a trabalhar para validar esses candidatos em modelos cardíacos de linhas de células neuronais da ataxia de Friedreich e adaptar estes biomarcadores para testes de rotina num ambiente clínico. Eles medem os níveis de expressão das proteínas utilizando conjuntos de proteínas da fase inversa, e têm planos futuros para procurar mudanças nos microARNs nas células com ataxia de Friedreich. Os microARNs são sequências curtas de ARN que atuam como agentes robustos da regulação genética nas células.

"Para esta investigação para ser bem-sucedida e transitá-la para a prática clínica", disse Napierala, "o teste ou medição precisa ser feito facilmente." Os biomarcadores ideais também têm que ser seguros, rentáveis e facilmente adaptados a partir de testes do laboratório de investigação para a prática clínica.

"A identificação de novos biomarcadores é uma prioridade elevada para a FARA," disse o Diretora Executiva da FARA, Jennifer Farmer. "Antecipamos que a investigação conduzida pelos Drs. Napierala e Butler vai identificar novos biomarcadores específicos da ataxia de Friedreich que podem ser usados ​​para medir a resposta ao tratamento ou melhor prever a resposta a intervenções terapêuticas específicas, tanto in vitro durante testes pré-clínicos como in vivo em ensaios clínicos. A FARA também é mais sensível a esta equipa de investigação pelos seus esforços de colaboração para o estabelecimento de um banco de células com ataxia de Friedreich bem caracterizado que pode ser compartilhado com a comunidade científica."

Cerca de uma em cada 100 pessoas é portadora da mutação recessiva para a ataxia de Friedreich, mas a doença ocorre somente em pessoas que recebem duas cópias dessa mutação - uma da mãe e outra do pai. As mutações reduzem a expressão da proteína frataxina, que funciona nas mitocôndrias das células. As mitocôndrias são organelas dentro de células pequenas, onde a respiração e a produção de energia ocorrem. A deficiência progressiva de frataxina danifica as células neuronais e cardíacas sensíveis.

FARA – Friedreich’s Ataxia Research Alliance (Aliança para a Investigação na Ataxia de Friedreich), http://www.curefa.org


(artigo traduzido)





5 de novembro de 2015

Fundação MJD (Machado-Joseph Disease – Doença de Machado-Joseph), Austrália, ganha de volta doação de 10 milhões de dólares, em caso que constitui um marco, contra Nigel Scullion, ministro australiano dos Assuntos Indígenas

Uma pequena organização de apoio aos que sofrem de uma doença hereditária
O número de pessoa com a doença rara
DMJ está a crescer entre as comunidades
aborígenes e os casos assinalados quase
que triplicaram desde 2008.
incurável ganhou um caso que constitui um marco contra o ministro federal dos Assuntos Indígenas.

A Fundação MJD contestou a decisão do senador Nigel Scullion para derrubar uma doação de 10 milhões de dólares à organização para ajudar doentes e as suas famílias.

A fundação disse que a doação tinha sido inicialmente aprovada para permitir à fundação expandir os seus serviços aos pacientes além de Groote Eylandt, no Golfo de Carpentaria (Austrália), onde a doença foi diagnosticada pela primeira vez em 1995.

O dinheiro foi concedido a partir da Conta para Benefício dos Aborígenes (ABA) e aprovado pela ex-ministra dos Assuntos Indígenas, Jenny Macklin.

O Tribunal Federal de Sydney (Austrália) decretou que o ministro não tinha o poder de anular essa decisão.

"Obviamente que estamos muito animados com a decisão do tribunal neste caso", disse o presidente da Fundação MJD, Neil Westbury.

"É a primeira vez que um desafio desta natureza foi trazido em relação à anulação de uma direção ministerial em relação à Conta para Benefício dos Aborígenes.”

"Então, é um importante julgamento, que constitui um marco.”

"É tudo fundamentalmente sobre as necessidades das pessoas que vivem com esta doença terrível."

O Sr. Westbury disse que o Juiz Geoffrey Flick tinha incentivado a organização e a Commonwealth a chegarem a um acordo sobre prosseguir com a doação.

"Cabe à Commonwealth se vão recorrer da decisão, mas nesta instância estamos esperançados de que a Commonwealth vai escolher chegar a um acordo com a fundação", disse ele.

O senador Scullion havia dito anteriormente que a doação tinha sido um uso "inadequado" do financiamento ABA.

Ao invés disso, ele ofereceu à organização ofereceu 500.000 de dólares por ano, durante três anos.

O senador Scullion disse a uma cadeia de televisão, num comunicado, que o Governo iria rever os detalhes da decisão do tribunal.

"Não farei comentários até que o Governo tenha tido tempo para considerar a sua posição", disse ele.

A fundação disse que o número de pessoas em risco de contrair a doença aumentou de 243 para 624, desde que a organização começou em 2008.

É esperado que o número suba, à medida que mais pessoas desenvolvem a doença e a fundação se envolve com mais comunidades em todo o NT, Austrália (NT – Northern Territory – Territórios do Norte).

A organização disse que os 10 milhões de dólares serão investidos em perpetuidade.


(artigo traduzido)




4 de novembro de 2015

Ensaio de Riluzole para a ataxia cerebelosa hereditária traz esperança


As opções de tratamento para a maioria das ataxias hereditárias são muito escassas. Desde 2014, fármacos com perfis de segurança conhecidos foram testados no tratamento de ataxias hereditárias, tais como a ataxia de Friedreich e ataxia espinocerebelosa. Um estudo piloto em pacientes com ataxias cerebelosas de diferentes causas mostrou benefícios significativos com o tratamento de riluzole, um medicamento em uso para retardar a progressão da esclerose lateral amiotrófica, após 8 semanas. Um seguimento deste estudo intitulado "Riluzole em pacientes com ataxia cerebelosa hereditária: um ensaio duplo-cego, randomizado, controlado por placebo", publicado na revista The Lancet Neurology, apoia a ideia de que o riluzole pode ser um tratamento eficaz para os pacientes com ataxia cerebelosa.

As ataxias espinocerebelosas e a ataxia de Friedreich são doenças genéticas incapacitantes que afetam os jovens e caracterizada por distúrbios na marcha e posturais progressivos. Não há nenhum tratamento eficaz para as ataxias cerebrais hereditárias. Neste estudo, os investigadores realizaram um estudo de um ano, duplo-cego, controlado por placebo com riluzole em pacientes com ataxia espinocerebelosa ou ataxia de Friedreich. Um total de 55 pacientes com ataxia espinocerebelosa ou ataxia de Friedreich, de três unidades neurogenéticas italianas, foram inscritos entre 22 de maio de 2010 e 25 fevereiro de 2013, e foram aleatoriamente designados para 50 mg de riluzole por via oral duas vezes por dia ou placebo durante 12 meses. Utilizando uma escala clínica para semi-quantitativamente avaliar os distúrbios causados pela ataxia cerebelosa, conhecida como Avaliação e Classificação da Ataxia (SARA), identificaram a proporção de pacientes com melhor pontuação (uma queda de pelo menos um ponto) em 12 meses.

A proporção de pacientes com uma menor pontuação na SARA foi de 50% no grupo do riluzole contra 11% no grupo do placebo. É importante ressaltar que não foram registrados efeitos adversos graves.

Os dados apoiam a ideia de que o riluzole poderia ser um tratamento eficaz para a ataxia cerebelosa. Apesar dos resultados positivos, no entanto, os investigadores dizem que são necessários estudos mais longos antes do riluzole poder ser utilizado como uma terapia eficaz. "No geral, este estudo corrobora a ideia de que o riluzole pode ser eficaz no tratamento de pacientes com ataxia cerebelosa, para além da sua indicação presente para a esclerose lateral amiotrófica. O efeito do fármaco parece ser não ser afetado pelo ajuste para as diferentes formas clínicas de ataxia," disseram os autores no seu estudo.

"Os nossos resultados sugerem que o riluzole poderia eventualmente ser utilizado na prática clínica, mas estudos confirmatórios em populações maiores e de doenças específicas, por um período de observação mais longo (para reduzir os efeitos de flutuações nas doenças de evolução lenta) são necessários", concluíram.

(artigo traduzido)




Tornar a investigação clínica mais centrada nos doentes

A recente Oficina da Mesa Redonda Empresarial da EURORDIS reuniu mais de 100 participantes para refletir sobre como tornar a investigação clínica mais centrada nos doentes através dos resultados reportados pelos doentes e de medidas de avaliação dos resultados centrados nos doentes.
Tornar os ensaios clínicos mais centrados nos doentes significa que são concebidos para serem tão relevantes quanto possível para os doentes e, por conseguinte, os mais eficazes a produzir dados que comprovem que a terapêutica irá melhorar vidas.

​O que são medidas de avaliação dos resultados centrados nos doentes?
Para determinar a segurança e eficácia de um medicamento, os resultados dos ensaios clínicos têm de refletir «medidas de avaliação dos resultados» relevantes, também designadas por «parâmetros de avaliação» ou «endpoints».
Os ensaios clínicos nem sempre medem resultados que os doentes consideram importantes ou relevantes, o que pode resultar em medicamentos que não refletem completamente as necessidades dos doentes.
Os resultados reportados pelos doentes (PRO) envolvem a recolha de dados proporcionados diretamente pelos doentes quanto ao seu estado de saúde. Estes dados são mais frequentemente de natureza qualitativa que quantitativa (ao contrário dos dados muito quantitativos recolhidos durante os ensaios clínicos, como os resultados das análises ao sangue).
Em seguida, estas informações são utilizadas como fonte de informação para as medidas dos resultados centrados nos doentes (PCOM). As PCOM estabelecem o que deve ser medido e relatado nos ensaios clínicos, com o objetivo de determinar se a terapêutica em questão melhora a vida dos doentes. Muitos ensaios, sobretudo no âmbito das doenças raras, ainda não incluem medidas dos resultados normalizadas. A atenção insuficiente dada à seleção dos parâmetros de avaliação dos ensaios clínicos leva ao desperdício de dados produzidos, esforços de investigação e ineficiências no desenvolvimento de medicamentos e nos processos de análise pelas entidades reguladoras.
As PCOM visam colocar os doentes, as suas famílias e os cuidadores no centro das decisões relativamente aos critérios mais úteis (parâmetros de avaliação de ensaios clínicos) na avaliação da saúde, em vez de deixar meramente as avaliações para os médicos.

A oficina
A Mesa Redonda Empresarial da EURORDIS (ERTC) serviu de fórum de discussão entre todas as partes interessadas presentes (entidades reguladoras, companhias farmacêuticas e empresas de biotecnologia, representantes dos doentes e organismos de investigação) com o objetivo de chegar a um entendimento comum dos PRO e PCOM.
Esta oficina está em linha com o trabalho realizado pelo Consórcio Internacional para a Investigação sobre Doenças Raras (IRDiRC), que emitiu recomendações destacando a importância das PCOM e dos PRO. Estas recomendações levaram à criação de um grupo de ação que reuniu especialistas de topo para refletir sobre quais as ações que necessitam de ser tomadas especificamente no campo dos doenças raras.
Na Oficina da ERTC chegou-se às seguintes conclusões:
§  Deve haver colaboração entre empresas, investigadores e entidades reguladoras para que as PCOM/PRO sejam desenvolvidas para serem normalizadas para todas as partes envolvidas. O desenvolvimento de conjuntos nucleares de PCOM normalizados viria melhorar a qualidade dos estudos ou ensaios clínicos.
§  Existe a necessidade de um consenso claro quanto à definição de PCOM e de PRO que seja aceite por todas as partes interessadas. Já foram dados os primeiros passos na definição destes conceitos; leia-se o Documento preparatório do IRDiRC para a oficina sobre PCOM.
§  Os participantes da oficina discutiram os desafios associados aos PRO e às PCOM, tais como: o custo da recolha de dados qualitativos de doentes; a questão de os dados qualitativos expressos pelos doentes poderem ser subjetivos e mais difíceis de medir do que os dados quantitativos; e o facto de, por as populações das doenças raras serem muito pequenas, haver menos doentes a poder participar no desenvolvimento de PRO/PCOM.
Para obter informações sobre a próxima reunião da ERTC, intitulada Multi-stakeholder Symposium on Improving Patient Access to Rare Disease Therapies (Simpósio Multiparticipado sobre a Melhoria do Acesso dos Doentes a Terapias para as Doenças Raras), que se irá realizar a 24 e 25 de fevereiro, queira enviar um e-mail para anne-mary.bodin@eurordis.org.

Eva Bearryman, Junior Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 04/11/2015
Page last updated: 04/11/2015