4 de junho de 2015

Investigadores encontram elo perdido entre o cérebro e o sistema imunitário

Implicações profundas para as doenças neurológicas, do autismo à doença de Alzheimer e à esclerose múltipla.
Numa descoberta impressionante que derruba décadas de ensino de livros didáticos, os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Virginia (Charlottesville, VA, EUA) terão determinado que o cérebro está diretamente ligado ao sistema imunológico por vasos que se pensava não existirem. Que tais vasos poderiam ter escapado à deteção quando o sistema linfático foi tão completamente mapeado por todo o corpo é surpreendente por si só, mas o verdadeiro significado da descoberta reside nos efeitos que pode ter sobre o estudo e tratamento de doenças neurológicas, que variam do autismo à doença de Alzheimer e à esclerose múltipla.
"Em vez de perguntar, ‘Como é que vamos estudar a resposta imunitária do cérebro?’ ‘Porque é que os pacientes com esclerose múltipla têm os ataques imunitários?’, agora podemos abordar isto mecanicamente. Porque o cérebro é como qualquer outro tecido ligado ao sistema imunológico periférico através de vasos linfáticos das meninges", disse Jonathan Kipnis, PhD, professor do Departamento de Neurociências da Universidade da Virginia e diretor do Centro de Imunologia do Cérebro e Glia (BIG) da Universidade da Virginia (UVA). "Isso muda completamente a maneira como percebemos a interação neuro-imune. Nós sempre percebemos isso antes como algo esotérico que não podia ser estudado. Mas agora podemos fazer perguntas mecanicistas".
"Acreditamos que para cada doença neurológica que tem um componente imunitário, estes vasos podem desempenhar um papel importante", disse Kipnis. "É difícil imaginar que estes vasos não estivessem envolvidos numa doença [neurológica] com um componente imunológico."

Nova descoberta no corpo humano
Kevin Lee, PhD, presidente do Departamento de Neurociências da UVA, descreveu a sua reação à descoberta de Kipnis: "A primeira vez que me mostraram o resultado básico, eu só disse uma frase: ‘Vão ter que mudar os livros didáticos.’ Nunca houve um sistema linfático para o sistema nervoso central, e foi muito claro desde essa primeira observação singular - e fizeram muitos estudos desde então para reforçar a conclusão - que vai mudar fundamentalmente a forma como as pessoas olham para a relação do sistema nervoso central com o sistema imunitário".
Até mesmo Kipnis estava cético inicialmente. "Eu realmente não acreditava que há estruturas do corpo de que não temos conhecimento. Eu pensei que o corpo estava mapeado", disse ele. "Eu pensei que estas descobertas tivessem terminado em meados do século passado. Mas, aparentemente, não terminaram."

‘Muito bem escondidos’
A descoberta foi possível graças ao trabalho de Antoine Louveau, PhD, um pós-doutorado no laboratório de Kipnis. Os vasos foram detetados após Louveau ter desenvolvido um método para montar meninges de um rato - as membranas que cobrem o cérebro - num único slide para que as pudessem examinar como um todo. "Foi bastante fácil, na verdade", disse ele. "Houve um truque: fixámos as meninges dentro da calota craniana, de modo a que o tecido estivesse fixo no seu estado fisiológico, e, em seguida, dissecámo-lo. Se tivéssemos feito isto ao contrário, não teria funcionado".
Depois de notar padrões semelhantes a vasos na distribuição das células imunitárias nos seus slides, ele fez o teste para vasos linfáticos e lá estavam eles. O impossível existia. O Louveau de falas-mansas recorda o momento: "Eu chamei o Jony [Kipnis] para vir ao microscópio e disse: 'Acho que temos alguma coisa’."
Mapas do sistema linfático: o antigo (à esquerda) e o refletindo a descoberta da UVA
Quanto à forma como os vasos linfáticos do cérebro conseguiram passar despercebidos este tempo todo, Kipnis descreveu-os como "muito bem escondidos" e observou que eles seguem um grande vaso sanguíneo para dentro dos seios peri-nasais, uma área de imagem difícil. "É tão perto do vaso sanguíneo, que não se vê", disse ele. "Se não sabe o que procura, não o encontra.”
"As imagens ao vivo destes vasos foram cruciais para demonstrar a sua função, e que não seria possível sem a colaboração com Tajie Harris", Kipnis observou. Harris, PhD, é professora assistente de neurociência e um membro do centro BIG. Kipnis também saudou as habilidades cirúrgicas "fenomenais" de Igor Smirnov, um investigador associado no laboratório de Kipnis cujo trabalho foi fundamental para o sucesso da imagem no estudo.

Doença de Alzheimer, autismo, EM e outras
A presença inesperada de vasos linfáticos levanta um enorme número de questões que agora precisam de respostas, sobre o funcionamento do cérebro e sobre as doenças que o afligem. Por exemplo, a doença de Alzheimer. "Na doença de Alzheimer, há acumulação de grandes pedaços de proteína no cérebro", disse Kipnis. "Achamos que podem se estar a acumular no cérebro porque não estão a ser eficientemente removidos por esses vasos.” Ele observou que os vasos parecem diferentes com a idade, de modo a que o papel que desempenham no envelhecimento é uma outra via para explorar. E há uma enorme variedade de outras doenças neurológicas, do autismo à esclerose múltipla (EM), que devem ser reconsideradas à luz da presença de algo que a ciência insistia que não existia.


(artigo traduzido)




3 de junho de 2015

Ataxias e degeneração cerebelosa ou espinocerebelosa

Sinónimo (s): Ataxia, Atrofia espinocerebelosa, Degeneração espinocerebelosa


O que são ataxias e degeneração cerebelosa ou espinocerebelosa?
A ataxia ocorre frequentemente quando as partes do sistema nervoso que controlam o movimento são danificadas. As pessoas com ataxia sentem uma falha no controlo muscular nos braços e pernas, resultando numa falta de equilíbrio e coordenação ou perturbação da marcha. Embora o termo ataxia seja utilizado principalmente para descrever este conjunto de sintomas, também é por vezes utilizado para se referir a uma família de distúrbios. Não é, no entanto, um diagnóstico específico.
A maioria das doenças que resultam em ataxia faz com que células na parte do cérebro chamada cerebelo, degenerem ou atrofiem. Por vezes, a coluna vertebral também é afetada. As frases degeneração cerebelosa e degeneração espinocerebelosa são usadas ​​para descrever as mudanças que ocorreram no sistema nervoso de uma pessoa; nenhum dos termos constitui um diagnóstico específico. A degeneração cerebelosa e espinocerebelosa têm muitas causas diferentes. A idade de início da ataxia resultante varia, dependendo da causa subjacente da degeneração.
Muitas ataxias são hereditárias e são classificadas por localização cromossómica e padrão hereditário: autossómica dominante, na qual a pessoa afetada herda um gene normal dum progenitor e um gene defeituoso do outro progenitor; e autossómica recessiva, em que ambos os pais transmitem uma cópia do gene defeituoso. Entre as ataxias hereditárias mais comuns, estão a ataxia de Friedreich e a doença de Machado-Joseph. As ataxias esporádicas também podem ocorrer em famílias sem historial prévio.
A ataxia também pode ser adquirida. As condições que podem causar ataxia adquirida incluem acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, tumores, alcoolismo, neuropatia periférica, distúrbios metabólicos e deficiências vitamínicas.

Existe algum tratamento?
Não há cura para as ataxias hereditárias. Se a ataxia é causada por outra condição, essa condição subjacente é tratada em primeiro lugar. Por exemplo, a ataxia causada por um distúrbio metabólico pode ser tratada com medicamentos e uma dieta controlada. A deficiência vitamínica é tratada com terapia vitamínica. Uma variedade de medicamentos podem ser usados tanto para prevenir eficazmente os sintomas ou reduzir a frequência com que ocorrem. A fisioterapia pode fortalecer os músculos, enquanto os dispositivos ou aparelhos especiais podem ajudar no andar e outras atividades da vida diária.

Qual é o prognóstico?
O prognóstico para os indivíduos com ataxia e degeneração cerebelosa/espinocerebelosa varia dependendo da sua causa subjacente.


(artigo traduzido)







6 dicas para lidar com uma doença debilitante

Um impressionante testemunho de Kyle Bryant - atleta, orador, fundador da corrida de bicicleta rideATAXIA para angariar fundos para a FARA – Aliança para a Investigação na Ataxia de Friedreich (EUA).

Fui diagnosticado com uma doença rara e debilitante, chamada ataxia de Friedreich (AF), quando tinha 17 anos e agora tenho 33. Aqui estão algumas coisas a considerar ao pensar sobre o que significa, para a tua vida, ter uma doença rara.

Kyle Bryant


1. Lembra-te sempre disto: a doença não te define
O diagnóstico de uma doença rara parece mudar tudo. As tuas consultas médicas tornam-se mais frequentes, a dinâmica familiar ficar mais intensa, os relacionamentos com os amigos ficam confusos, a tua perspetiva sobre o futuro muda e começas a questionar se essa situação está a mudar a tua personalidade e caráter. No entanto, esses desafios, na verdade, forçam-nos a verdadeiramente descobrir quem somos e a encararmo-nos de frente, cara a cara, olhos nos olhos. Uma doença rara não altera a definição que tens de ti mesmo; antes ajuda a refinar essa mesma definição.

2. Envolve-te na comunidade
Quando eu fui diagnosticado com AF, minha família e eu nem sequer conseguíamos pronunciar ataxia de Friedreich. Procurámos online e vi pessoas em cadeiras de rodas e li sobre sintomas como perda de visão, perda de audição, e complicações cardíacas que tornavam menor a esperança de vida. Naquele momento pensamos: a vida acabou. E a nossa realidade imaginada mostrou-nos o pior cenário possível.
Vivi nesta realidade imaginada por vários anos e estava relutante em conhecer outras pessoas, por medo de que eu pudesse ter um vislumbre de um futuro terrível.
No entanto, quando finalmente conheci outras pessoas com AF, percebi que não tinha razão para temer o futuro. Eu descobri que as pessoas com AF são inteligentes, engraçadas e bem-sucedidas, tal como todas as outras. Eu comecei a transformar a minha realidade imaginada numa realidade verdadeira, com o que esta doença pode significar para o meu futuro através de encontros positivos com outras pessoas da comunidade.
Não há dúvida de que é uma coisa assustadora: conhecer outras pessoas com a mesma doença rara. Às vezes, podemos sentir que estamos a olhar para um futuro difícil. No entanto, é fundamental construirmos um quadro preciso do futuro, para que possamos navegar neste novo cenário com confiança.

3. Usa isso como uma desculpa para fazer algo grandioso
Um diagnóstico de uma doença rara é provavelmente uma razão socialmente aceitável para se sentir pena de si mesmo. Se eu fosse ficar realmente louco e me fosse trancar numa sala para só jogar jogos de vídeo durante o resto da minha vida, as pessoas iriam questionar-se e tentarem-me convencer de que haveria mais na minha vida, mas haveria um certo nível de compreensão para o meu comportamento. A AF, como muitas situações infelizes, representa, a alguns níveis, uma desculpa aceitável para desistir.
No entanto, também é uma desculpa perfeitamente aceitável para se fazer algo um pouco ortodoxo, um pouco arriscado. Vais estar numa cadeira de rodas em breve e provavelmente vais morrer prematuramente devido a doenças cardíacas. Arrisca-te. Age com urgência. Usa a tua circunstância como uma desculpa para fazer algo grandioso na tua vida.
A doença que eu tenho, AF, é uma doença de privação de energia. As células do corpo não produzem energia suficiente para realizar as suas operações e um dos principais sintomas é a fadiga extrema. No entanto, em 2010, eu juntei-me com três amigos; John Lockwood, Mike Mellott, e Sean Baumstark (que também tem AF, como eu) e participámos na “corrida de bicicleta mais difícil do mundo” - Race Across América (RAAM) para aumentar a consciencialização para a investigação da AF. A RAAM é uma corrida de 3000 milhas (4828,032 km), sem paragens, desde o Oceano Pacífico até ao Oceano Atlântico – costa a costa. Alguns poderiam ter pensado que esta não era uma coisa totalmente raciona, especialmente quando metade da equipe vive com uma doença de privação de energia. No entanto, nós não víamos a AF como uma desculpa para sentir pena de nós mesmos; nós víamos isso como uma desculpa para fazer algo grandioso nas nossas vidas. Tivemos uma equipa de filmagem connosco durante a RAAM e nossa jornada é o tema de "The Ataxian" (“O Atáxico”), um documentário de longa-metragem cuja estreia mundial é no dia 6 de junho, no festival anual de Dances With Films em Los Angeles, CA (EUA).

Kyle Bryant

4. Está preparado para a mudança
Muitas doenças raras, como a AF, são progressivas e degenerativas - pioram com o tempo. Isto significa que estás sempre a adaptar-te a uma situação de mudança e constantemente a tentar descobrir como trabalhar com capacidades diminuídas. Eu fui de praticar desporto e correr por aí com amigos, para tropeçar desajeitadamente, utilizar a tempo parcial de uma cadeira de rodas, um andarilho, controlos manuais no meu carro, e, eventualmente, o uso a tempo integral duma cadeira de rodas – tudo em de cerca de 15 anos.
A transição para uma cadeira de rodas é uma das transições mais difíceis e mais temidas para alguém com uma doença neuromuscular degenerativa. As pessoas que passam por essa transição, inclusive eu, tentam adiá-la o mais tempo possível - e por boas razões. Muitas vezes, a AF é uma situação de "tê-lo ou perdê-lo", assim quanto mais fizeres o esforço para usar os músculos para andar, quanto mais tempo eles permanecerão. No entanto, quando finalmente me sentei numa cadeira de rodas, descobri que ela me permitia fazer muito mais do que se eu continuasse a tentar andar. Conservou a minha energia para que eu pudesse usá-la para as coisas que eu gostava como andar de bicicleta. Quando eu ainda me conseguia pôr de pé - talvez numa sala lotada onde eu estava a ser apresentado às pessoas, pela primeira vez, eu estava constantemente à procura da próxima coisa a que me segurar e a me preocupar com cair. Quando comecei a usar uma cadeira de rodas, podia voltar a me concentrar em fazer contato com os olhos, em dar um aperto de mão firme e em lembrar nomes. A minha cadeira de rodas é uma ferramenta que me ajuda a fazer as coisas, em vez de um obstáculo a ser evitado.

5. Não chores sobre leite derramado
Em todas estas transições, é importante que te mantenhas objetivo. É importante focalizares-te nas ferramentas que te ajudarão e não no que os outros pensam ou no que vai olhar parecer. A vida com uma doença neuromuscular rara cria muitas situações embaraçosas - vais cair no chão na frente de um grupo de pessoas; vais precisar de levar o correio na boca, para que possas mover a cadeira; vais ter que descer as escadas, arrastando-te, sentado, de degrau em degrau e pedir a alguém para levar a tua cadeira; vais perder o controlo, bater uma falha na calçada, voar e precisar de pedir ajuda para voltar para a tua cadeira. Haverá muitas situações embaraçosas... Não chores sobre leite derramado, não vale a pena. Se estiveres focado nos teus objetivos, então não importa o que parece, ou se leva mais tempo. Vais chegar ao mesmo destino. Uma doença rara não muda o teu destino, só muda a forma de chegares lá.

6. Para a frente é que é o caminho
Esses pensamentos não são de forma alguma uma lista completa. Há tantas coisas para descobrir, mas quando se está preso, por favor considera as dicas acima. Espero que se relacionem com a tua situação e te ajudem a seguir em frente. Depois de conseguires algum impulso, não há limite para o que podes conseguir.


(artigo traduzido)




2 de junho de 2015

O papel da mitocôndria e da maquinaria da junção da proteína de ferro-enxofre citosólica na maturação de proteínas citosólicas e nucleares de ferro-enxofre

Roland Lill, Rafal Dutkiewicz, Sven Freibert, Torsten Heidenreich, Judita Mascarenhas, Daili Netz, Victoria D. Paul, Antonio J. Pierik, Nadine Richter, Martin Stümpfig, Vasundara Srinivasan, Oliver Stehling, Ulrich Mühlenhoff

Resumo
As mitocôndrias têm sido derivadas de endossimbiontes alfa-bacterianos durante a evolução dos eucariotos. Numerosas funções bacterianas foram mantidas dentro dos organelos, incluindo a degradação de ácido gordo, o ciclo de ácido cítrico, fosforilação oxidativa e da síntese dos cofactores do ácido lipóico ou heme. Além disso, as mitocôndrias herdaram a maquinaria da junção do agregado de ferro-enxofre bacteriano (ISC). Muitos dos componentes da ISC são essenciais para a viabilidade celular porque geram um composto que contem enxofre ainda desconhecido para a montagem de proteínas citosólicas e nucleares de Fe/S (ferro-enxofre) que desempenham funções importantes em, por exemplo, tradução de proteínas, síntese de ADN e reparação, além da segregação, do cromossoma. O composto contendo enxofre é exportado pelo transportador ABC mitocondrial ATM1 (ABCB7 humano) e utilizados por componentes da maquinaria de junção da proteína citosólica ferro-enxofre (CIA). Um modelo minimalista apelando à compartimentação impressionante da biogénese da proteína de Fe/S eucariótica é fornecido por organismos que contêm mitosomes em vez de mitocôndrias. Os mitosomes são derivados de mitocôndrias por evolução redutiva, durante a qual eles perderam praticamente todas as funções mitocondriais clássicas. No entanto, os mitosomes abrigam todos os componentes nucleares do ISC que presumivelmente foram mantidos para ajudar a maturação de proteínas nucleares-citosólicas de Fe/S. A revisão atual é centrada em torno do processo de exportação ATM1. Nós apresentamos uma visão geral sobre os requisitos mitocondriais para a reação de exportação, resumir ideias recentes sobre a estrutura 3D e o mecanismo potencial de ATM1, e explicar como a maquinaria CIA usa o produto de exportação mitocondrial para a junção das proteínas citosólicas e nucleares Fe/S.


(artigo traduzido)




Estratégia Integrada para as Doenças Raras 2015-2020

O Programa Nacional para as Doenças Raras, aprovado em 2008 pelo Ministério da Saúde, desenvolveu a sua atividade centrando-se, apenas, nos serviços do Ministério da Saúde, carecendo, de ser substituído por uma estratégia nacional mais alargada com ações integradas a nível intersectorial e interinstitucional.

Neste contexto, no dia 27 de fevereiro de 2015, foi publicado em Diário da República, o Despacho nº2129-B/2015 sobre a Estratégia Integrada para as Doenças Raras 2015-2020.

De acordo com o despacho, a Estratégia Integrada para as Doenças Raras tem como missão desenvolver e melhorar:
·         A coordenação dos cuidados;
·         O acesso ao diagnóstico precoce;
·         O acesso ao tratamento;
·         A informação clínica e epidemiológica;
·         A investigação;
·         A inclusão social e a cidadania.

Para saber mais, consulte:
Despacho nº 2129-B/2015 - PDF - 232 Kb






1 de junho de 2015

Quais as doenças de causa genética? e Como ocorrem as mutações genéticas?

Quais as doenças de causa genética?

Entre as 6.000 doenças genéticas conhecidas, já se conhece o gene causador em mais de 2.000. Portanto, hoje em dia, existem mais de 2.000 tipos diferentes de testes genéticos que nos permitem analisar em laboratório o gene que causa um grande número de doenças hereditárias.

A lista de testes genéticos disponíveis é cada vez maior, graças aos avanços na investigação genética. Portanto, é praticamente impossível apresentar uma lista completa de todas as doenças hereditárias que podem ser analisadas ​​em laboratório. Estes anúncios só estão disponíveis para os geneticistas em bancos de dados especializados. Algumas das doenças genéticas mais conhecidas para o qual já existem os testes genéticos adequados são:

§  Fibrose cística
§  Hemofilia
§  Síndroma de Marfan
§  Talassemia
§  Doença renal poliquística
§  Distrofia miotónica
§  Retinite pigmentosa
§  Ataxias hereditárias
§  Síndroma de Prader-Willi
§  Cancro da mama e do ovário
§  Distrofia muscular
§  Doença de Huntington
§  Neurofibromatose
§  Doença de Charcot-Marie-Tooth
§  Fenilcetonúria
§  Cromossoma do X Frágil
§  Acondroplasia
§  Hemocromatose
§  Hipercolesterolemia familiar
§  Osteognénese imperfeita

Esta lista não está completa, é meramente ilustrativa.

Como ocorrem as mutações genéticas?

Nos genes, podemos encontrar algumas mudanças que não são relevantes do ponto de vista médico, e que são a base biológica da variação natural entre os indivíduos. Essas alterações podem afetar características como a cor dos olhos ou a cor do cabelo. No entanto, algumas alterações genéticas podem afetar o funcionamento duma proteína que desempenha funções importantes para as células. Em tais casos, a alteração no ADN desencadeia a doença, que pode ser herdada duma geração para a seguinte. Estas alterações patológicas no ADN são conhecidas como mutações e são a causa das doenças genéticas.




(artigo traduzido)





A RareConnect em português



No seguimento dos artigos de 27/02/2015 e 02/04/2015, uma vez mais informamos que a RareConnect (http://www.rareconnect.org) é uma comunidade internacional online de doenças raras, que visa ligar os doentes raros a nível global.
A língua portuguesa não está ainda disponível nessa comunidade, mas isso está previsto mudar.
A RareConnect prevê incluir a língua portuguesa, mas para tal necessita dos testemunhos de pessoas com qualquer tipo de ataxia hereditária, mesmo de fora de Portugal, para o qual solicitou a nossa ajuda.
Assim, a APAHE vem novamente desta maneira solicitar que nos enviem os vossos testemunhos, em português, via e-mail (apaheportugal@gmail.com, assunto: testemunho RareConnect), para que os possamos enviar para a RareConnect.
Obrigado.