23 de maio de 2015

Desejo de um último passeio num helicóptero, dum veterano das Forças Armadas dos EUA, é concedido

Redding, Califórnia, EUA - John Hayes é um Ranger do Exército dos EUA veterano de 52 anos, que vive com a doença de Machado-Joseph. Um de seus últimos desejos era voar num helicóptero uma última vez e o seu desejo tornou-se realidade.

"Vale a pena fazer coisas por ele. Ele é alguém por quem faria qualquer coisa,” disse o amigo e veterano do Vietname, Gregg Schrumpf.

Hayes serviu em Grenada, onde saltar de helicópteros era uma segunda natureza. Ele saltou de C-130, C-141 e helicópteros Chinook cerca de 140 vezes.

Sabendo do amor de Hayes por helicópteros, Schrumpf falou com a Air Shasta (empresa norte-americana de helicópteros) num capricho, para ver se podia pagar-lhe um último passeio. Christine Everson, da Air Shasta, decidiu ver o que podia fazer para ajudar e as doações começaram a aparecer.

"Todos trabalharam juntos para conseguir este feito. Foi simplesmente fantástico", Schrumpf partilhou.

O dia começou com uma procissão liderada por escoltas do Projeto Missing in America (Desaparecidos na América), bem como Minis da Shasta (Shasta Minis – Organização). Hayes foi conduzido num Mini da Shasta decorado patrioticamente.

Chegaram à Air Shasta no Aeroporto Municipal de Redding e colocaram Hayes no helicóptero para visitar alguns dos seus lugares favoritos.

Hayes, Schrumpf e a cuidadora de Hayes, Jenni Church, foram todos passageiros do passeio.

"Foi incrível. Também foi ótimo assistir o John o máximo que eu pude vê-lo. Foi realmente uma bela experiência," Church partilhou enquanto se sentava ao lado de Hayes.

Church cuida de Hayes há seis anos.

"Tudo que ele quer é ser amado e eu tenho muito para lhe dar", disse Church.

Após o passeio, todos se divertiram num almoço, com alguns risos sobre toda a experiência. Church disse que é uma experiência John nunca vai esquecer.

"John é um veterano. Ele está muito orgulhoso do seu serviço e de ter sido capaz de servir o seu país, e eu acho que poder honrá-lo desta maneira é uma coisa realmente maravilhosa", explicou Church.


Grenada – ilha situada no Mar das Caraíbas, é um país independente desde 1974. Entre 25 de outubro e 15 de novembro de 1983 foi invadido pelos EUA, numa tentativa de repor o governo eleito, anteriormente deposto em 1979.


(artigo traduzido)




22 de maio de 2015

Mais um feito atáxico!

 


No próximo dia 27 de junho de 2015, sábado, pelas 16h00, no Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Fátima, vai ter lugar o lançamento do livro “ELA – Essência de uma Princesa”, da autoria de Manuela Pereira e Elisa Silva.
Estão todos convidados a comparecer neste lançamento!
Elisa Silva é atáxica (tem ataxia de Friedreich) e já foi notícia neste mesmo blogue, no dia 10 de fevereiro de 2015 (http://artigosataxiashereditarias.blogspot.pt/2015/02/viver-com-ataxia-de-friedreich-um.html), com um vídeo onde falava da sua experiência sobre viver com a doença.
A seguir, indicamos mais pormenores sobre o livro e o seu lançamento:

Livro
Título: “ELA – Essência de uma Princesa”
Autora: Manuela Pereira & Elisa Silva
Ano: 2015

Lançamento
Dia: 27/06/2015
Hora: 16h00
Localidade: Fátima
Local: Colégio do Sagrado Coração de Maria, Rua Jacinto Marto n.º 40, 2495-450 Fátima




20 de maio de 2015

Finalista da Escola Secundária de Buchholz (Gainesville, FL, EUA) supera doença rara para a festa de formação

Josh Wooten, de 17 anos de idade e finalista na Escola Secundária de Buchholz, vai-se formar este mês e espera tornar-se engenheiro civil. Ele também mal consegue andar.

Josh tem uma doença genética rara chamada ataxia de Friedreich (AF), em que o organismo não produz a quantidade suficiente duma determinada proteína, chamada fraxatina. Sem esta proteína, o corpo tem danos nos nervos, fraqueza cardíaca, e os movimentos se vão tornando cada vez mais difíceis, de acordo com os investigadores que estudam a doença na Universidade da Flórida (EUA).

Ou, como diz o Josh, que faz com que pareça estar bêbado.

"A ataxia de Friedreich é como estar sempre bêbado, mas sem a parte divertida", disse ele. "Uma pessoa está sempre cansada e constantemente sem equilíbrio. Já aconteceu pessoas chamarem a polícia quando me viram dirigir-me para o meu carro, porque achavam que eu estava bêbado. Realmente é uma porcaria."

Josh começou a mostrar sinais de enfraquecimento nos reflexos quando tinha apenas 7 anos de idade, de acordo com a sua mãe. A família passou de médico para médico, à procura de uma explicação, na esperança de uma cura simples. Quando Josh fez 10 anos, eles descobriram que era AF, e logo depois Josh começou a ter problemas em andar de bicicleta e jogar futebol, as suas atividades favoritas.

"Logo antes do seu 10.º aniversário, ele foi para acender uma vela e suas mãos tremiam tanto que ele não podia acender um fósforo," a mãe de Josh, Karla Wooten, lembrou. "E nesse ano, fisicamente, ele não tinha reflexos no joelho. Eu ficava a pensar, por que é que o martelo não se está a mexer? A mente não pensa uma coisa muito má ao princípio, sabe? Não queremos pensar nisso, porque é o nosso filho.”

A AF é uma doença degenerativa e a maioria dos pacientes que sofrem dela não chegam a comemorar o seu 40º aniversário. Primeiro vão-se os reflexos, depois o movimento, depois o coração. Até agora, todas as opções de tratamento têm-se centrado no alívio dos sintomas, para que aqueles com AF possam levar uma vida relativamente normal, sem dor. O sucesso tem sido limitado. A terapia genética que está a ser investigada na UF (Universidade da Flórida, EUA), no entanto, tenta curar o problema na raiz, de acordo com Manuela Corti, PT, Ph.D.

"Estamos a desenvolver uma estratégia de terapia genética que corrige a deficiência de frataxina no coração e sistema nervoso central", disse Corti. "Esta estratégia consiste em substituir o gene incorreto que causa a doença por uma cópia correta do gene."

O estudo está na fase preliminar. Corti e o colega investigador, Dr. Barry Byrne, concluíram o desenvolvimento da terapia genética e reuniram provas de que o medicamento que criaram é bem sucedido em restaurar os níveis de frataxina nas células que apresentam uma deficiência.

Corti disse que o próximo passo é testar a segurança e a eficácia do medicamento em animais de pequeno e grande porte. A esperança é fazer avançar esta tecnologia ao nível de testes em humanos dentro de dois anos.

Claro, estudos abrangentes, como este exigem grandes financiamentos.

Atualmente, a investigação é apoiada pela Rede Infantil Miracle (Children’s Miracle Network) e vários subsídios da universidade. A comunidade também se está a unir para ajudar o amigo e vizinho. Através de várias angariações de fundos, a família Wooten e os seus apoiantes já reuniram mais de vinte mil dólares para a investigação.

A colega de Josh em Buchholz, Emily Bowers, tem estado à frente de muitos dos esforços e feito de tudo, desde vender chocolate quente aos seus colegas, até organizar uma "Guerra do Centavo" numa escola primária, para suscitar interesse nas crianças e nos pais em doar para a causa.

Bowers consegue isso através de um grupo chamado de Força Ocupacional Saudável da América (Health Occupation Strenght of America), ou HOSA, que é um clube em todo o país para estudantes que incentivam o serviço comunitário. A sua criatividade já resultou em milhares de dólares angariados.

"Eu conheço Josh desde o segundo ano e quando descobri que ele estava num ensaio clínico, quis ajudar, tanto quanto podia," disse Bowers. "Eu só queria angariar tanto dinheiro quanto possível para ele e espero continuar quando for para a faculdade no próximo ano."

Rebecca Masio, uma professora que participou na recente angariação de fundos “Guerra do Centavo”, teve Josh como aluno no quinto ano.

"A ‘Guerra do Centavo’ foi tão divertida para os alunos", disse ela. "A generosidade que vi entre os alunos mais jovens, esvaziando o mealheiro ou a dar o dinheiro da fada-dos-dentes, foi fantástica. Eu conheço a família Wooten desde os anos pré-escolares e eles são uma família incrível, maravilhosa. Vou continuar a ajudar e a apoiar a luta de Josh até encontrar uma cura".

Os esforços têm ido além do sistema escolar e até à comunidade, também. Um jantar e um leilão foram recentemente realizados em Tioga Town Center para ajudar a angariar fundos.

Quanto a Josh, ele espera terminar o ensino secundário antes de ficar confinado a uma cadeira de rodas, com a ajuda do seu cão de serviço e colegas.

A sua mãe diz que a vivência com a AF tem sido difícil para todos, mas que Josh tem sido o mais forte na família.

"Josh, apesar do que tem, é muito independente e muito capaz", disse ela. "A coisa mais importante que eu espero lhe ter conseguido ensinar, é que o que uma pessoa tem não a define como ser humano. É bom e reconfortante saber que estamos à beira de um avanço para a cura da AF, e estamos a apostar nisso todos os recursos que podemos, de modo que durante a vida de Josh, possa haver uma cura".


(artigo traduzido)





18 de maio de 2015

Zumba Solidária



Esperamos por ti, no próximo dia 31 de maio de 2015, pelas 10h00, na freguesia de Cadima (concelho de Cantanhede¸ distrito de Coimbra).
Junta-te a nós e vem zumbar connosco!



Informação

A partir desta data, a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias tem o prazer de informar que vai começar a indicar, sempre que possível, quais os artigos, publicados neste blogue, se tratam de traduções, pois a inteira responsabilidade do conteúdo desses mesmos artigos cabe aos autores originais do mesmo (link indicado no final).

Obrigado.

16 de maio de 2015

Estudos da patogénese molecular na ataxia espinocerebelosa tipo 1 (SCA1)


Janghoo Lim, Ph.D.
Universidade de Yale, New Haven, CT, EUA


As ataxias cerebelosas hereditárias humanas são um grupo geneticamente heterogéneo, mas clinicamente semelhante de distúrbios que compartilham muitas características neurológicas e patológicos, tais como perda de equilíbrio e coordenação e degeneração das células Purkinje cerebelosas (PC). Utilizámos a ataxia espinocerebelosa tipo 1 (SCA1) como um protótipo das ataxias cerebelosas dominantes hereditárias. Ao investigar os mecanismos fundamentais da patogénese da SCA1, esperamos obter conhecimentos sobre as principais características comuns desta e de várias outras doenças neurodegenerativas. A SCA1 é causada por uma expansão da glutamina na proteína ataxina-1 (ATXN1). Com base nos nossos estudos sobre a SCA1 e ATXN1, descobrimos recentemente que o nível de ativação da sinalização Wnt-p-catenina é significativamente regulada dentro quer das PCs quer das não-PCs dum modelo de rato com SCA1 que expressa a ATXN1 mutante apenas das PCs. Isto sugere que a proteína mutante é capaz de ativar a sinalização Wnt-p-catenina em células vizinhas, e que esta ativação pode ser relevante para a patogénese de SCA1. Nesta proposta, vamos testar a hipótese de que a ativação da sinalização Wnt nas não-PCs podem causar ou contribuir para a disfunção das PC ou degeneração na SCA1. Para testar esta ideia, vamos realizar uma combinação de estudos biológicos moleculares e celulares, bem como estudos genéticos em ratos. Acreditamos que este estudo nos levará a compreender melhor os mecanismos patogénicos da SCA1 e de várias outras ataxias hereditárias, que, esperamos, vai abrir a possibilidade de futuras terapias.


(esta investigação vai receber um financiamento da NAF, conforme notícia de 13 de abril de 2015 - http://artigosataxiashereditarias.blogspot.pt/2015/04/investigacoes-sobre-ataxia.html)