29 de março de 2015
27 de março de 2015
Investigadora da Faculdade de Medicina Baylor (EUA) recebe financiamento para projeto sobre a ataxia
A Dra. Marife Arancillo da Faculdade de Medicina Baylor, em Houston, Texas (EUA) foi premiada pela Fundação Nacional de Ataxia (NAF – National Ataxia Foundation, EUA), pelo seu projeto "Mecanismos neurais da função cerebelosa
na ataxia" com foco no desenvolvimento de
um conjunto de ferramentas genéticas para ajudar a estudar a ataxia e o papel
desempenhado pelo cerebelo do cérebro.
A ataxia é uma desordem
cerebral incapacitante em que o paciente não tem controlo muscular nos
movimentos voluntários. Os indivíduos afetados tornam-se descoordenados e atividades
diárias básicas que precisam de um controle motor fino, como caminhar, engolir,
escrever e falar claramente podem ser comprometidas. A ataxia é geralmente o
resultado de uma disfunção em partes do sistema nervoso, com anormalidades no
cerebelo (parte do cérebro que controla a coordenação e a mobilidade), sendo a
causa mais comum da ataxia. Cada um e todos os movimentos são criticamente
dependentes da atividade do cerebelo.
A ataxia é conhecida por
surgir quando o cerebelo possui atividade extremamente baixa ou extremamente
intensiva, dois estados opostos que levam à mesma doença. Os sinais neurais que
desencadeiam a ataxia são desconhecidos.
"O meu objetivo na
presente proposta é definir os sinais defeituosos que são iniciadas no cerebelo
de ratos atáxicos e determinar como estes sinais viajam através do circuito
para obstruir o movimento.", explicou a Dra. Arnacillo. Para este efeito,
ela desenvolveu um conjunto de ferramentas genéticas que permite o bloqueio
seletivo de certos sinais neurais no cerebelo do rato. Desta forma, o sistema
nervoso do rato pode ser sobrecarregado com sinais ou apenas alguns, duas
condições conhecidas por causar ataxia.
A investigadora acredita que
a principal vantagem deste conjunto de ferramentas genéticas está na sua
capacidade de interferir na comunicação sinal cerebelosa, permitindo a
utilização de métodos de gravação do cérebro para controlar a forma como os
sinais restantes são capazes de dificultar o movimento em curso, enquanto os
ratos estão a concluir tarefas em tempo real. Este é um avanço técnico
significativo porque em modelos típicos de ataxia, a morte celular invalida a
possibilidade de analisar com precisão como o cérebro funciona na ataxia.
"As experiências que eu
estou a propor vão aprofundar o nosso conhecimento da função cerebral na ataxia
e proporcionar novas oportunidades para o desenvolvimento de terapias eficazes
para tratar a doença", concluiu a Dra. Arancillo.
26 de março de 2015
Terapia celular para a ataxia
A Degeneração Espinocerebelosa
é uma doença progressiva e rara. Estima-se que de cada 100.000 pessoas, 4 ou 5
são afetadas por essa doença. A doença possui vários diferentes quadros
clínicos, o que torna particularmente difícil o diagnóstico e o tratamento da
doença, que pode ser Adquirida ou Hereditária. Quadros clínicos adquiridos da
doença podem decorrer por envenenamento de metais pesados, álcool, drogas e
doenças do sistema neuroimunológico ou metabólico. Já quadros hereditários da
doença podem acometer diversos membros de uma mesma família, não obstante a
raridade da doença. Degenerações Espinocerebelosas hereditárias podem ser
transmitidas de forma autossómica dominante ou recessiva. A transmissão
dominante requer que apenas um dos pais seja afetado para perpetuar a doença na
geração conseguinte. Já nas recessivas, ambos os pais devem possuir ao menos um
gene afetado para que o filho a apresente. Além dessa diferença, os vários
quadros hereditários autossómicos recessivos da doença comumente apresentam
acometimento multissistémico, ou seja, podem interferir no funcionamento de
diversas funcionalidades do corpo.
Tanto os sintomas como a
idade média de aparecimento variam de acordo com o quadro clínico, podendo se
iniciar desde a mais tenra infância até a velhice. Entretanto, é mais comum nos
diferentes tipos das doenças que os primeiros sintomas se manifestem na
meia-idade, se desenvolvendo de forma progressiva, até o seu quadro terminal,
na sua maioria incurável e que fatidicamente leva ao óbito. Obviamente, os
vários quadros da doença tornam tais aspetos variáveis de acordo com o seu caso
específico.
Como o próprio nome refere, a
degeneração se atém à Medula Espinhal, Tronco Encefálico e Cerebelo, ocorrendo
a degeneração gradual de tais pontos em grau celular, ou seja, nos neurónios,
levando ao impedimento do transporte do impulso elétrico até o Córtex Cerebral,
o que causa uma inicial má interpretação e resposta de impulsos elétricos
trazidos do Sistema Nervoso Periférico, que geralmente correspondem a impulsos
motores, até a total inibição dos membros e o óbito. Para a medicina,
incapacitações corpóreas tão severas são denominadas ataxias que, neste caso,
são denominadas ataxias espinocerebelosas.
Tratamento:
O objetivo deste tratamento
é regenerar células neurais perdidas, utilizando o transplante de células
estaminais. As células estaminais têm a capacidade de substituir as células
mortas ou feridas, trazendo melhorias na condição do paciente. O Hospital Better
Being (Tailândia) trata a ataxia de todas as formas, incluindo a SCA1, SCA2,
SCA3 (Machado-Joseph), SCA6, Ataxia de Friedreich e Ataxia causada por lesão
cerebral.
O hospital disponibiliza o
mais extenso tratamento com células estaminais, no mundo, para a Ataxia. Assim,
os pacientes precisam permanecer num dos centros de tratamentos filiados
durante um mês. Um quarto especial é fornecido para o paciente e o seu
acompanhante durante toda a estadia. O tratamento em si inclui seis injeções de
células estaminais, totalizando 300 milhões de células injetadas. As injeções
são feitas por meio de punção lombar e aplicação intravenosa, e acontecem uma
ou duas vezes por semana. Além disso, outras terapias como acupuntura,
fisioterapia, terapia de onda elétrica, terapia ocupacional e muito mais estão
disponíveis; tudo isso para ajudar a estimular as células estaminais recebidas.
Melhorias:
A terapia com células
estaminais para a Ataxia pode levar às seguintes melhorias: equilíbrio,
coordenação, função motora, discurso, tremores, dificuldades de deglutição, dor
neuropática e agilidade mental. É importante lembrar que o tratamento não é uma
cura. O tratamento não pode alterar a causa subjacente da morte celular, mas
pode ajudar a retardar a progressão da doença e proporcionar melhorias na saúde
e estabilidade. O intervalo de tempo entre o tratamento e momento em que os
pacientes começam a perceber que as melhorias estão regredindo varia de
paciente para paciente, mas pode ser tão rápido quanto dentro de um ano. Há
também a possibilidade de mínima/nenhuma melhoria.
SCA (spinocerebellar ataxia)
= Ataxia espinocerebelosa
Sobre o Hospital Better
Being
O Hospital Better Being é um
hospital privado, especializado no tratamento de doenças crónicas. Tem tido
sucesso particularmente em doenças com base imunológica e neurológica
metabólica.
O hospital baseia-se nos
princípios da Medicina Funcional que orienta o tratamento de cada paciente crónico,
e concebido como um Centro de Integração, onde muitas modalidades de tratamento
diferentes podem ser fornecidas sob o mesmo teto, visando mudanças terapêuticas
no estilo de vida para curar as causas da doença crónica, sob a supervisão de
um médico experiente em Medicina Funcional. Alguns também podem chamar isso de
Medicina Funcional ou medicina genómica personalizada como "P4
Medicine", inscrevendo as suas características cardinais para ser
"personalizada", "preditiva", "preventiva" e
"participativa".
O Hospital Better Being tem
uma extensa gama de testes genéticos preditivos, testes laboratoriais
pró-ativos funcionais, tratamentos restaurativos e de rejuvenescimento, que
estão disponíveis para aqueles que sofrem de um ou outro, ou preocupados com
doenças crónicas e degenerativas. Testes laboratoriais especializados estão
disponíveis para o diagnóstico, acompanhamento e ajuda na prevenção e previsão do
risco de doenças crónicas.
Os serviços do Hospital
Better Being incluem consultas especializadas, consultas de nutrição,
suplementação nutricional, reposição hormonal, reabilitação física, terapia
ocupacional, oxigenoterapia hiperbárica e outros programas de tratamento,
incluindo quer programas intensivos para pacientes internos, quer programas
ambulatoriais. Se está á procura de conselhos sobre condições específicas de
saúde, por favor, queira ler a extensa lista de condições em que o Hospital tem
experiência no tratamento. Esta lista também inclui histórias selecionadas de
casos que mostram que tipo de melhorias pode ser possível com uma abordagem no
âmbito da Medicina Funcional.
Se está à procura de mais
informações, ou testes laboratoriais específicos para identificar um risco de
doença, tem que consultar os serviços laboratoriais e páginas de avaliações do
Hospital Better Being.
O Hospital existe para
ajudar os mais necessitados, especialmente aqueles que têm tentado tratamentos
convencionais e que ainda necessitam de mais respostas ou ajuda, mas que exigem
uma base científica para os seus programas de tratamento.
No Hospital Better Being
acredita-se que todas as doenças crónicas são tratáveis.
O Hospital Better Being
nasceu da necessidade dum centro global cujas instalações permitissem aos pacientes
com doenças crónicas porem as suas histórias e necessidades em primeiro lugar.
Em toda a Ásia não havia um centro dedicado que pudesse fornecer tratamentos de
restauração e reabilitação especializados para ser realizados sob o mesmo teto
para as condições desafiadoras que o Better Being Tailândia trata.
Após o estabelecimento da Clínica
Better Being, em 2009, a necessidade dum hospital tornou-se evidente com a demanda
por serviços de internamento e tratamentos abrangentes, especialmente para
disfunções neurológicas e doenças imunológicas, nomeadamente as condições
pós-acidente vascular cerebral. Assim o Hospital Better Being foi estabelecido
em 2011, com o conceito central para fornecer provas inovadoras baseadas na Medicina
Funcional, para aqueles com as necessidades de saúde mais urgentes, tanto num
ambiente hospitalar, como ambulatorial.
O conselho médico do
Hospital Better Being é liderado por Torsak Tip-pairote, MD. A equipa é
composta pelos pioneiros na prática de Medicina Funcional na Tailândia e no
Sudeste Asiático. Os profissionais dos métodos de tratamento, testes de
laboratório e profissionais são especialmente escolhidos para fornecer as
ferramentas necessárias para conseguir o resultado ideal para os pacientes.
Os médicos experientes do
Hospital têm extensa formação, tanto teórica como prática, do Instituto de
Medicina Funcional (IFM), bem como com o Instituto de Investigação Autista
(ARI), e rede Defeat Autism Now (DAN – Derrotar o Autismo Agora), nos EUA.
Os programas de tratamento
combinam modalidades de funções fisiológicas de restauração, medicina física e reabilitação,
juntamente com terapia ocupacional, hidroterapia em água morna, terapia
nutricional e uma variedade de opções complementares. Os programas de
tratamento são sempre individualizados para o paciente e condição específica, e
com base em investigações laboratoriais funcionais que monitorizam funções
básicas fisiológicas antes e durante o processo de recuperação.
O Better Being Tailândia é
um lugar onde todos os pacientes com doenças crónicas podem estar confiantes de
que os especialistas experientes vão ter uma abordagem abrangente, com as
ferramentas e instalações adequadas, uma metodologia baseada na ciência, a fim
de ajudá-los a gerenciar ou curar a sua doença.
As instalações do Hospital
Better Being são compostas por 2 edifícios:
Edifício 1. Contém a receção,
administração e centro de consultas e terapia. No primeiro andar pode encontrar
o ambulatório (OPD), incluindo a receção, salas de consulta médica e nutricional,
fisioterapia e estúdios de fitness e quartos para acupuntura e massagem
terapêutica.
No segundo andar estão os
gabinetes dos médicos e salas de reuniões.
Edifício 2. Alberga os
serviços de reabilitação física, câmara hiperbárica de oxigenoterapia e ala de
internamento hospitalar, incluindo uma variedade de níveis de quartos desde
quartos standard a suítes.
Entre os edifícios estão
áreas dedicadas à hidroterapia com água quente e exercícios de reabilitação,
tratamentos de fisioterapia, sauna de raios infra-vermelhos, estimulação e
salas de tratamento.
Contatos do Hospital Better Being:
11 Soi Sukhumvit 39, Sukhumvit Rd.,
Klongtoey, Bangkok, 10110
Thailand
Fonte: http://www.fenixcelulastronco.com.br/terapia-celular-para-ataxia/ e http://www.betterbeingthailand.com/
25 de março de 2015
Influência dos doentes na tomada de decisões é vantajosa para todos
O evento da EURORDIS sobre
políticas, realizado em Bruxelas no âmbito do Dia das Doenças Raras deste ano e
que contou com mais de 150 participantes, teve um êxito sem precedentes. Os
oradores do evento«Raras mas reais: falar das doenças raras» – que
abrangeram doentes, o Comissário Europeu para a Saúde, Vytenis Andriukaitis, e
o deputado belga do Parlamento Europeu Philippe de Backer – analisaram a forma
como a influência dos doentes na tomada de decisões resulta num impacto
positivo sobre as políticas neste domínio.
O novo formato de discussão
do evento foi constituído por quatro comunicações, cada qual sobre exemplos
bem-sucedidos de interações entre doentes e as várias partes interessadas. Além
disso, o evento foi aberto a participantes de todo o mundo, que a ele puderam
assistir através da emissão em tempo real no site da EURORDIS (agora
disponível na EURORDIS
TV). A esta emissão assistiram espectadores de mais de 30 países.
O Comissário Vytenis
Andriukaitis abriu o evento com as palavras: «Acredito que a ação europeia
pode fazer a diferença na melhoria da vida das pessoas com doenças raras;
pessoas que lutam para encontrar os raros conhecimentos especializados que
permitem diagnosticar e tratar a sua doença. Estou empenhado em trabalhar com a
EURORDIS e com todas as partes interessadas para ampliar ao máximo o nosso
trabalho de dar resposta a nível europeu ao problema das doenças raras.»
Kathy Redmond, editora da
revista Cancer World e moderadora do evento, abriu o debate
salientando que a inclusão da perspetiva dos doentes no processo de tomada de
decisões beneficia todas as partes e não só os doentes, criando assim uma
situação vantajosa para todos os envolvidos.
Bojana Mirosavljevic, com
uma filha com a doença de Batten,apresentou um relato emotivo da sua campanha
incansável a favor da mudança da legislação sobre rastreio pré-natal na Sérvia,
ao dar-nos conta da sua luta para conseguir o diagnóstico e um seguro para a
sua filha Zoya, que morreu devido à doença de Batten em 2006. A doença não
estava codificada no sistema de saúde sérvio, impossibilitando-a de aceder a
tratamento e reembolso pelas terapêuticas ou por outros cuidados de saúde.
Bojana e o marido não quiseram que mais nenhuma família voltasse a passar o que
eles passaram e conseguiram fazer alterar a legislação sérvia (Lei de Zoya),
que requer agora que os médicos enviem amostras para o estrangeiro se não
conseguirem chegar a um diagnóstico em seis meses. As famílias com uma criança
com uma doença genética têm acesso a testes pré-natais gratuitos e os outros
membros da família têm acesso a testes genéticos gratuitos. Hajrija
Mujovic Zornic, uma consultora legal responsável por partes da Lei de Zoya, comentou:
«Quando Bojana falou comigo, ficou claro que a presença da voz dos doentes iria
não só ajudar o seu caso, como o de um número muito maior de famílias com
doenças raras.»
O deputado do
Parlamento Europeu Philippe de Backer falou claramente das mudanças
necessárias na Europa: «O acesso aos cuidados de saúde e aos tratamentos ainda
difere consideravelmente entre os Estados-membros. A única forma de
possibilitar o acesso universal é criar uma estrutura europeia comum. Daí
resultaria um sistema mais justo e transparente e, em última análise, um
sistema que permitisse melhorar o acesso dos doentes.»
Philip Watt, diretor
executivo do grupo de doentes Cystic Fibrosis Ireland, falou sobre o
papel central que a associação desempenhou na reversão da decisão sobre o
reembolso de um medicamento para a fibrose cística na Irlanda. Em resultado das
ações desta associação e de uma campanha pública de sensibilização, mais de 100
doentes puderam ter acesso ao medicamento, que tem uma influência substancial
na sua qualidade e esperança de vida. Ri de Ridder, Diretor Geral da
RIZIV-INAMI, participou no debate e salientou que é importante reconhecer que,
quando se realiza a avaliação do reembolso de um medicamento, a qualidade de
vida é frequentemente uma prioridade de saúde muito mais importante para os
doentes do que a esperança de vida. Segundo explicou, na Bélgica isto tem sido
efetuado pela criação de um quadro de tomada de decisões com múltiplos
critérios.
Carla Fladrowski, mãe de um
doente com esclerose tuberosa, falou sobre a sua experiência de
colaboração com uma companhia farmacêutica no desenho de um protocolo de um
ensaio clínico. Como contou ao público, no momento do diagnóstico do filho não
se apercebeu de como é importante estar envolvido neste processo, comentando:
«Os pais das pessoas com doenças raras são o que une os diferentes
profissionais de saúde envolvidos no tratamento do doente. O meu poder vem do
facto de ser agora uma especialista na minha doença».
Falando em conjunto com
Carla, Veronica Foote, da Novartis, comentou: «Não só os doentes
necessitam de receber formação para que se possam envolver adequadamente como
os investigadores e os médicos necessitam de compreender a importância deste
diálogo com os doentes. Não há nada de mais gratificante para os cientistas do
que conhecer os doentes que acabam por ajudar. A Carta
da EURORDIS para os Ensaios Clínicos em Doenças Raras foi crucial para
este processo.»
Helma Gusseck, uma doente
com retinite pigmentosa, e Nathalie Bere, da Agência Europeia de
Medicamentos (EMA), descreveram a contribuição de Helma para um para um procedimento de parecer científico na EMA.
Helma sublinhou que a boa cooperação entre os doentes especialistas, a EMA e as
companhias farmacêuticas é uma excelente oportunidade para o doente promover o
último passo da concretização da entrada no mercado de novas terapêuticas.
Através de iniciativas como o Curso
de Verão da EURORDIS, os doentes tornam-se capazes de aprender a tornar-se
representantes. Helma afirmou que: «O Curso de Verão da EURORDIS constituiu um
processo de aprendizagem importante, pois vi uma diferença substancial da
primeira para a quarta visita que fiz à EMA e sinto que as minhas palavras são
agora mais importantes do que da primeira vez que participei.» Nathalie contou
ao público que 50% das contribuições dos doentes para o aconselhamento científico aos protocolos experimentais resulta
na transmissão dos conselhos à empresa.
Terkel Andersen, Presidente
da EURORDIS, encerrou o evento dizendo: «Vimos hoje exemplos comoventes, tanto
dos desafios que os doentes e os seus pais enfrentam diariamente como da
coragem adicional de que necessitam e do esforço que fazem para influenciar as
políticas.»
Eva Bearryman, Junior
Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 25/03/2015
Page last updated: 24/03/2015
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Fonte: http://www.eurordis.org/pt-pt/news/influencia-dos-doentes-na-tomada-de-decisoes-e-vantajosa-para-todos
24 de março de 2015
22 de março de 2015
Realização de um ensaio clínico com pacientes atáxicos
A
equipa de cientistas do Centro de Investigação e Reabilitação de Ataxias Hereditárias,
na província de Holguin (Cuba), faz o primeiro ensaio clínico com
eritropoietina humana recombinante.
Um ensaio clínico destinado
a consolidar as estratégias terapêuticas e para melhorar a qualidade de vida
dos pacientes que sofrem de ataxia espinocerebelosa tipo 2 (SCA2) – a de maior
incidência no país –, é desenvolvido por uma equipa de cientistas da província.
O estudo consiste em
experimentar nestes pacientes o efeito neuroprotector da eritropoietina humana
recombinante (Neuro-EPO), o composto farmacológico produzido pelo Centro de
Imunologia Molecular país e que foi validado no tratamento de várias doenças do
sistema nervoso central.
O Dr. Roberto Rodriguez
Labrada, chefe da área das Investigações no Centro de Investigação e
Reabilitação de Ataxias Hereditárias (CIRAH), localizado na cidade de Holguin
(Cuba), disse que, além de garantir a segurança do tratamento, vai-se
aprofundar a eficácia do fármaco em elementos clínicos e neurocognitivos dos
pacientes.
![]() |
| Foto: Héctor Carballo Hechavarria |
Ele acrescentou que este é o
sétimo ensaio empreendido pelo centro desde a sua criação, há 15 anos, para o
qual foram escolhidas mais de trinta pessoas, e dessas, 28 estão recebendo
tratamento para completar um período de seis meses.
Depois de passar por
extensas avaliações de caráter clínico, neurofisiológico e hemoquímico, os
pacientes recebem uma avaliação constante para detetar oportunamente a ocorrência
de efeitos adversos.
O especialista disse que
este é o primeiro estudo deste tipo no mundo, sendo usada pela primeira vez a
via intranasal, muito mais rápida para incidir sobre o sistema nervoso central,
na administração de medicamentos a pacientes atáxicos.
A eritropoietina é uma
hormona segregada naturalmente pelo corpo, entre cujas funções foi identificada
a sua capacidade neuroprotectora, que é essencial para o tratamento de doenças
neurodegenerativas e neuroinflamatórias, e em danos isquémicos e neurotraumas.
A ataxia é uma doença
hereditária que até ao momento não tem cura. É progressiva que pode conduzir a
invalidez total de funções, como o movimento dos membros, olhos e fala.
No mundo existem diferentes
formas de ataxia, sendo a ataxia espinocerebelosa tipo 2 a mais comum em Cuba, sendo
que a província de Holguín tem a mais alta taxa de prevalência (42 por 100 000
habitantes), foram diagnosticados mais de 1800 casos e há 10.000 descendentes em
risco de ter a doença.
18 de março de 2015
Há muitos caminhos para a degeneração dos neurónios
Os neurónios adultos são
coisas delicadas. O excesso de proteína pode atirá-los fora de curso,
resultando em neurodegeneração.
Depois de mostrar como a
ATAXIN1 mutante (a proteína associada à doença neurodegenerativa ataxia
espinocerebelosa 1) não pode dobrar-se e ser descartada adequadamente,
resultando em neurónios a funcionar mal, a Dra. Huda Zoghbi, professora de
genética molecular e humana na Faculdade de Medicina Baylor (Texas, EUA) e
diretora do Instituto de Investigação Neurológica Jan e Dan Duncan do Hospital
Infantil Baylor do Texas (EUA), e os seus colegas encontraram uma proteína de
ligação de ARN chamada PUMILIO1, que regula os níveis de ATAXIN1. A perda de atividade
da PUMILIO1 - como quando é batida ou perdida - aumenta a quantidade de ATAXIN1
normal na célula e, em estudos em ratos, causa neurodegeneração similar à da
ataxia espinocerebelosa 1.
As pessoas e os animais que
têm este distúrbio primeiro perdem o equilíbrio e depois, lentamente, começam a
perder a capacidade de engolir e, nas pessoas, de falar. Mais tarde ou mais cedo,
a espasticidade e a paralisia aparecem e, eventualmente, o paciente morre. No
entanto, o distúrbio ataxia espinocerebelosa 1 é bastante raro, ocorrendo em
cerca de 1 a 2 em cada 100.000 pessoas. É herdada dominantemente quando a
proteína mutada é defeituosa. O filho de uma pessoa com a doença tem uma em
duas hipóteses de herdar o gene defeituoso e herdar a doença.
Agora, num relatório na
revista Cell, Zoghbi e o Dr. Vincenzo
A. Gennarino (pós-doutorado no laboratório de Zoghbi e no Instituto de Investigação
Neurológica), e os seus colegas demonstraram que uma proteína de ligação de ARN
chamada PUMILIO1 também regula os níveis da proteína ATAXIN1. Quando um rato
não possui uma cópia do gene PUMILIO1, a quantidade de ATAXIN1 aumenta,
começando no início do desenvolvimento. O rato que perde a cópia ou cópias do
PUMILIO1 desenvolve sintomas que lembram a ataxia espinocerebelosa 1, perda de
coordenação motora e degeneração dos neurónios Purkinje do cerebelo. A
eliminação da cópia do gene PUMILIO1 em ratos que já não possuem uma cópia de
ATAXIN1 reduz os sintomas anormais e resgata os animais da doença.
Os investigadores postulam
que é essencial para manter níveis precisos de ambas as proteínas - PUMILIO1
ATAXIN1. Se se perde esse equilíbrio, os animais desenvolvem sintomas da doença
neurodegenerativa. As mutações que diminuem os níveis de PUMILIO1 em 50 por
cento ou aumentam os níveis de ATAXIN1 em 30 a 50 por cento, numa fase precoce
do desenvolvimento podem causar a degeneração precoce do início do cerebelo.
"Esta descoberta é
importante. Pode haver pacientes que não possuem uma cópia funcional de
PUMILIO1 através de uma variação do número de cópias ou uma mutação que
inativa-o. Esses pacientes estão em risco de neurodegeneração de início
precoce. Os pacientes que têm uma duplicação de ATAXIN1 (uma cópia extra) estão
em risco de ataxia infantil ", disse Zoghbi, que também é professora de
pediatria, neurociência e neurologia aa Baylor e investigadora no Instituto
Médico Howard Hughes (Maryland, EUA).
"Se pudéssemos
encontrar um tratamento que reduz a ATAXIN1 logo no início, seria útil a longo
prazo", disse ela. "Isso dá esperança nesta doença."
As descobertas com a
PUMILIO1 demonstram que os neurónios exigem apenas a quantidade certa da
proteína importante - não muito e não muito pouco.
"Isso mostra que as
células do cérebro não são tolerantes com demasia de uma proteína normal",
disse ela. "Se pudermos voltar e diminuir um pouco as proteínas no início
da vida antes do sistema vacilar, podemos ter um efeito."
"Para o início mais
tardio da ataxia espinocerebelosa 1, se pudéssemos chegar a uma estratégia para
encontrar moléculas para diminuir a ATAXIN1 mutante - não mais do que 10 a 20
por cento – talvez pudéssemos ser capazes de aliviar a doença", disse
Zoghbi.
"Isto poderia ser
importante no estudo de outras doenças neurodegenerativas. Nós não sabemos que
proteínas estão envolvidas e o que acontece em doenças como Parkinson,
Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica (ELA) e distúrbios semelhantes",
disse Gennarino. "Por essas e outras condições neurodegenerativas que não
se encaixam nas categorias mendelianas, pode ser mais frutífero encontrar
fatores que elevem os níveis das proteínas-chave das doenças."
Outro que participaram neste
trabalho incluem Ravi K. Singh, Joshua J. White, Antonia De Maio, Kihoon Han,
Ji-Yoen Kim, Paymaan Jafar-Nejad, Alberto di Ronza, Hyojin Kang, Layal S.
Sayegh, Thomas A. Cooper e Roy V. Sillitoe, todos da Baylor; e Harry T. Orr, do
Instituto de Neurociência Translacional da Universidade de Minnesota em
Minneapolis (EUA).
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