17 de fevereiro de 2015

Horizon Pharma plc submete Pedido de Investigação de Novo Medicamento para ACTIMMUNE® no tratamento da ataxia de Friedreich

A Fase 3 do Estudo prevista para começar no 2.º trimestre de 2015

A Horizon Pharma plc (NASDAQ: HZNP), uma companhia biofarmacêutica especialidade focada em melhorar a vida dos pacientes por meio da identificação, desenvolvimento, aquisição e comercialização de produtos diferenciados que atendam necessidades médicas não satisfeitas, anunciou que apresentou um Pedido de Investigação de Novo Medicamento (IND) à Administração Alimentar e de Medicamentos (FDA) norte-americana para ACTIMMUNE no tratamento da ataxia de Friedreich (AF). A empresa solicitou simultaneamente a Designação Via Rápida.

A empresa planeia iniciar a Fase 3 do estudo no segundo trimestre, em colaboração com a FARA (Ataxia Research Alliance da Friedreich – Aliança da Investigação da Ataxia de Friedreich) e os investigadores e clínicos do CCRN (FARA’s Collaborative Clinical Research Network – Rede Colaborativa de Investigação e Clínica da FARA) em AF.

"Este é um passo significativo no desenvolvimento do ACTIMMUNE além das indicações aprovadas de doença granulomatosa crónica e osteopetrosis grave maligna", disse Timothy P. Walbert, presidente e diretor executivo da Horizon Pharma plc. "Nós estabelecemos uma parceria de sucesso com a FARA e a sua CCRN e estamos ansiosos para trabalhar com eles neste estudo, a fim de, potencialmente, trazer uma opção de tratamento para as cerca de 3.700 pessoas nos Estados Unidos com esta doença devastadora."

Espera-se que a Fase 3 do estudo seja um estudo de 26 semanas de avaliação do ACTIMMUNE em 90 indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino não-grávidas, com idades entre 10 e 25 anos, inclusive, com AF numa fase funcional de maior do que 1 a menos do que 5 e a capacidade de caminhar 7,62 metros (25 feet = 25 pés), com ou sem um dispositivo de apoio. Os indivíduos serão randomizados 1:1 para receber ACTIMMUNE ou o placebo correspondente. O ponto principal será a mudança na Escala de Avaliação da Ataxia de Friedreich - pontuação do exame neurológico modificado (FARS-mNeuro), que é uma medida da atividade da doença e correlaciona-se significativamente com a incapacidade funcional, desde o início até 26 semanas para os pacientes tratados com ACTIMMUNE em comparação com o placebo. Prevê-se que serão necessários 18 meses para se conseguir os pacientes para o estudo. Uma extensão de seis meses de um estudo aberto será oferecida aos pacientes com AF que completaram a Fase 3 do estudo.

"Estamos muito encorajados pelos esforços de colaboração entre a FDA, Horizon Pharma e todas as partes envolvidas para encontrar uma opção de tratamento potencial para a AF", disse Ronald Bartek, presidente e co-fundador da FARA. "O nosso registo de pacientes com AF vai desempenhar um papel importante na identificação de indivíduos para o estudo. Atualmente, temos mais de 2.400 pacientes com AF no nosso registo e estamos satisfeitos por trabalhar em conjunto com a Horizon Pharma para aprofundar o nosso conhecimento do ACTIMMUNE como um potencial tratamento para a AF."

Sobre a ataxia de Friedreich (AF)
A AF é uma doença debilitante, que encurta a esperança de vida e neuromuscular degenerativa que afeta cerca de uma em cada 50 mil pessoas nos Estados Unidos. O início dos sintomas pode variar dos cinco anos de idade até à idade adulta, com o início na infância associado a uma progressão mais rápida. A perda progressiva da força muscular e coordenação leva à incapacidade motora e, muitas vezes, o uso de tempo integral duma cadeira de rodas. A maioria dos jovens diagnosticados com AF necessitam de auxiliares de locomoção, como uma bengala, andarilho ou cadeira de rodas, pela sua adolescência ou início da vigésima década de vida. Atualmente não existem tratamentos aprovados para a AF. Para mais informações sobre a AF, visite o site da FARA, em http://www.curefa.org.

Sobre o ACTIMMUNE®
O ACTIMMUNE (interferon gama-1b) é uma proteína biologicamente fabricada, semelhante à que o corpo faz naturalmente para ajudar a prevenir infeções. O ACTIMMUNE está atualmente aprovado pela FDA para uso em duas doenças raras. Ele é indicado para reduzir a frequência e gravidade de infeções graves associadas com a doença granulomatosa crónica (CGD), uma doença genética que afeta o funcionamento dalgumas células do sistema imunológico. Além disso, o ACTIMMUNE é indicado para retardar o agravamento da osteopetrose maligna grave (SMO), uma doença genética que afeta a formação normal do osso. Para obter mais informações, consulte http://www.ACTIMMUNE.com.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE SEGURANÇA

UTILIZAÇÕES APROVADAS PARA ACTIMMUNE (interferon gama 1-b)

Doença granulomatosa crónica (CGD)
O ACTIMUNNE está indicado para reduzir a frequência e gravidade de infeções graves associadas à doença granulomatosa crônica. A CGD é uma desordem genética que afeta o funcionamento dalgumas células do sistema imunitário.

Osteopetrosis maligna severa (SMO)
O ACTIMMUNE está indicado para retardar o agravamento da osteopetrosis maligna severa. A SMO é uma desordem genética que afeta a formação normal do osso.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE SEGURANÇA (ISI)

Os efeitos secundários mais comuns do ACTIMMUNE são sintomas "semelhantes à gripe", tais como febre, dor de cabeça, calafrios, mialgia (dor muscular) ou fadiga, que podem diminuir de gravidade à medida que o tratamento continua. A administração de ACTIMMUNE à hora de deitar pode minimizar alguns destes sintomas. O acetaminofeno pode ser útil na prevenção da febre e dor de cabeça.

Se estiver grávida ou se planeia engravidar ou planeia amamentar deve consultar o seu médico.

O ACTIMMUNE pode causar reações alérgicas graves e/ou erupção cutânea. Não use ACTIMMUNE se for alérgico a interferon-gama, produtos derivados de E. coli ou qualquer componente do produto (veja a bula completa para uma lista de componentes). Se desenvolver uma reação grave ao ACTIMMUNE, interrompa o tratamento imediatamente e entre em contato com o seu médico ou procure ajuda médica.

Em doses elevadas, o ACTIMMUNE pode causar sintomas (semelhantes aos da gripe), que podem agravar algumas doenças cardíacas pré-existentes. Informe o seu médico se tem um problema cardíaco, tais como batimentos cardíacos irregulares, insuficiência cardíaca ou diminuição do fluxo sanguíneo para o coração.

O ACTIMMUNE pode causar alterações reversíveis no seu sistema nervoso, incluindo diminuição do estado mental, distúrbios ao andar e tonturas. Informe o seu médico se tem um historial de convulsões ou outros distúrbios neurológicos.

A função da medula óssea pode ser suprimida com ACTIMMUNE e pode ocorrer uma diminuição da produção de células importantes para o corpo. Este efeito, que pode ser grave, é geralmente reversível quando o uso do medicamento é interrompido ou a dose é reduzida. Informe o seu médico se tem, ou já teve, a função da medula óssea reduzida. O seu médico irá monitorizar estas células com exames de sangue no início da terapia e depois em intervalos de três meses.

Tomar o ACTIMMUNE pode causar alterações reversíveis na sua função hepática, particularmente em pacientes com menos de um ano de idade. O seu médico irá monitorizar o fígado com exames de sangue no início da terapia e em intervalos de três meses. Se o paciente tiver 1 ano ou menos, a monitorização será feita numa base mensal.

Se estiver a receber o ACTIMMUNE em casa, o seu médico irá fornecer-lhe ou seus cuidadores instruções adequadas sobre a administração do medicamento e eliminação do recipiente, agulhas e seringas.

É incentivado a relatar efeitos secundários negativos de medicamentos prescritos, à FDA. Visite http://www.fda.gov/medwatch ou ligue para 1-800-FDA-1088.

Esta informação não se destina a substituir as consultas com o seu médico. Para informações adicionais sobre o ACTIMMUNE, por favor consulte a bula completa e a informação para o paciente/cuidador e fale com o seu médico. O ACTIMMUNE está disponível apenas por prescrição.

Visite http://www.ACTIMMUNE.com para fazer download duma cópia completa da bula do ACTIMMUNE.

Sobre a Horizon Pharma plc
A Horizon Pharma plc é uma empresa biofarmacêutica focada em melhorar a vida dos pacientes através da identificação, desenvolvimento, aquisição e comercialização de produtos diferenciados que atendam necessidades médicas não satisfeitas. A empresa comercializa um portfólio de produtos na artrite, inflamação e doenças órfãs. Os produtos comercializados pela empresa, nos EUA, são o ACTIMMUNE® (interferon gama-1b), DUEXIS® (ibuprofeno/famotidina), PENNSAID® (solução tópica diclofenaco de sódio) a 2% w/w, RAYOS® (prednisona) comprimidos de libertação retardada e VIMOVO® (naproxeno/magnésio esomeprazol). A Horizon está sedeada em Dublin, Irlanda. Para mais informações, por favor visite http://www.horizonpharma.com.

Declarações Prospetivas
Este comunicado à imprensa contém declarações prospetivas, incluindo declarações relativas à conceção, planeamento e calendarização da Fase 3 do ensaio clínico da Horizon sobre o ACTIMMUNE na AF, o potencial do ACTIMMUNE como um tratamento para pacientes com AF e futuros esforços de colaboração entre a Horizon, a FARA e a CCRN na AF. As declarações prospetivas só são válidas à data deste comunicado de imprensa e a Horizon não assume qualquer obrigação de atualizar ou rever estas declarações, exceto conforme possa ser exigido por lei. Estas declarações prospetivas são baseadas nas expectativas e suposições a partir da data deste comunicado de imprensa e os resultados reais podem diferir materialmente daqueles nestas declarações prospetivas, como resultado de vários fatores. Estes fatores incluem, mas não estão limitados a, riscos relativamente ao facto de os resultados de estudos posteriores serão consistentes com os resultados do ensaio clínico de fase 2 de ACTIMMUNE na AF, a capacidade da Horizon para identificar e registar pacientes para a planeada Fase 3 do estudo, potenciais atrasos no início e conclusão da planeada Fase 3 do estudo e se e quando a FDA permite o IND. Para uma descrição mais detalhada destes e de outros riscos que a Horizon enfrenta, consulte os fatores de risco descritos nos arquivos relacionados com a Horizon no United States Securities and Exchange Commission (Comissão de Câmbio e Segurança dos EUA), incluindo os fatores discutidos sob o título "Fatores de Risco" nesses arquivos. As declarações prospetivas só são válidas à data deste comunicado de imprensa e Horizon não assume nenhuma obrigação de atualizar ou rever estas declarações, exceto conforme possa ser exigido por lei.




Vídeo oficial do Dia das Doenças Raras 2015


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14 de fevereiro de 2015

Foram angariados EUR: 15.660 € na gala de beneficência "Mexe-te pela ataxia"

A Associação de Familiares e Afetados pela Ataxia de Friedreich do Baixo Aragão (ASABAF) reuniu EUR: 15.660 € na gala de beneficência “Mexe-te pela ataxia”, que foi reuniu comediantes como Berto Romero ou Andreu Buenafuente.


No Teatro Borràs, em Barcelona (Espanha), o espetáculo de comédia foi realizado para aumentar o apoio financeiro à investigação dum tratamento eficaz e preventivo para a doença e para cobrir as necessidades mais urgentes das pessoas afetadas. A gala foi um grande sucesso e foram angariados EUR: 15.660 €, do valor das entradas, um sorteio realizado na mesma gala e dum número de conta que foi aberto para que as pessoas pudessem colaborar.

"Angariámos mais quantidade do que pensávamos. Estou muito feliz também porque o espetáculo foi divertido", explica Margarita Antolin, mãe de crianças com Ataxia.

Aparentemente, investigadores, cardiologistas e neurologistas conseguiram uma maneira de penetrar, na barreira imunológica, o gene correto que gera a falta de proteína que afeta quem sofre da doença que causa perda de coordenação e degeneração dos neurônios. Numa reunião em Saragoça (Espanha), a 28 de Fevereiro, será anunciada esta descoberta científica que ajudaria a interromper temporariamente a degeneração.




Descobertas da Universidade de Veracruz (México) em ataxias espinocerebelosas

Relatadas descobertas da Universidade de Veracruz (México) em ataxias espinocerebelosa (alterações para-hipocampais na matéria cinzenta na ataxia espinocerebelosa tipo 2 identificadas por morfometria baseada em voxel).

Foram publicados resultados do estudo sobre a genética, distúrbios e doenças. De acordo com notícias de relatórios provenientes de Veracruz, no México, a investigação indicou, "a ataxia espinocerebelosa tipo 2 (SCA2) é uma doença genética que causa degeneração cerebelosa, que resulta em alterações motoras e cognitivas. As análises com morfometria baseada em voxel (VBM) encontraram padrões neurodegenerativos associados à SCA2, mas mostram algumas discrepâncias.”

Os nossos editores obtiveram uma citação da investigação da Universidade de Veracruz, "Além disso, os défices comportamentais relacionados com funções não-cerebelosas são pouco discutidos nesses relatórios. Neste trabalho utilizamos testes comportamentais e cognitivos e VBM para identificar e confirmar alterações cognitivas e da matéria cinzenta em pacientes com SCA2 comparados com os sujeitos de controlo. Discutimos as funções cerebelosas e não-cerebelosas afetadas por esta doença. Os nossos resultados confirmaram a redução da matéria cinzenta na vermis cerebelosa, ponte e córtices insular, frontal, parietal e temporal. No entanto, a nossa análise também constatou perda não declarada de matéria cinzenta no giro para-hipocampal bilateral. As avaliações de teste de desempenho motor correlacionavam-se com as reduções totais das matérias cinzenta e branca, mas o desempenho executivo e características clínicas, tais como as repetições CAG e a progressão da doença, não apresentaram correlação positiva.”

De acordo com os editores, a investigação concluiu: "Este padrão de alterações morfológicas cerebelosas e não-cerebelosas associadas à SCA2 tem que ser considerado para compreender plenamente os défices motores e não-motores que incluem produção de linguagem e compreensão e algumas mudanças de habilidades sociais que ocorrem nestes doentes."




13 de fevereiro de 2015

Ensaios clínicos


Os ensaios clínicos são um conjunto de procedimentos de investigação e desenvolvimento de medicamentos, que são realizados para permitir que dados de segurança (ou mais especificamente, informações sobre reações adversas e efeitos adversos de outros tratamentos) e eficácia a recolher para as intervenções de saúde (por exemplo, drogas, diagnóstico, dispositivos, protocolos de terapia). Estes ensaios só podem ter lugar após informação satisfatória ser recolhida sobre a qualidade da segurança não-clínica, e as Autoridades de Saúde/Comissões de Ética aprovarem a realização dos ensaios no país em que o mesmo se está a realizar.
Dependendo do tipo de produto e do estágio de seu desenvolvimento, os investigadores inscrevem voluntários saudáveis ​​e/ou pacientes em estudos-piloto, inicialmente pequenos, seguido por estudos de maior escala em pacientes que muitas vezes comparam o novo produto com o tratamento atualmente prescrito. Com segurança positiva e dados de eficácia reunidos, o número de pacientes é tipicamente aumentado. Os ensaios clínicos podem variar de tamanho de um único centro num país para estudos multicêntricos em vários países.
Devido ao custo considerável uma série completa de ensaios clínicos normalmente é necessário um patrocinador para pagar todas as pessoas e serviços necessários, que pode ser uma organização governamental, um farmacêutico, ou empresa de biotecnologia. Já que a diversidade de papéis pode exceder os recursos do patrocinador, muitas vezes, um ensaio clínico é gerido por um parceiro terceirizado, como uma organização de investigação por contrato ou uma unidade de ensaios clínicos no setor académico

FASES
Fase
Pessoas
Duração
Objetivo principal

0 (pré-clínica)

aprox. 10-15

Semanas
Farmacocinética, farmacodinâmica, testes com doses subterapêuticas, por ex. microdosagem. Estudos de “ligação” e relação dose-efeito em órgão isolado.

I

aprox. 20-60

Semanas
Farmacocinética, farmacodinâmica, confiança e segurança dos medicamentos em indivíduos saudáveis. Definição de doses e efeitos.
II
aprox. 50-200
Semanas a Meses
Avaliação da terapia (Fase IIa), encontrar a dose terapêutica apropriada (Fase IIb)

III
aprox. 200-10.000

Meses a Anos
Significância estatística, autorização de comercialização da terapia. Estudo clínico aleatorizado controlado multicêntrico. São os mais caros e demorados.

IV
de aprox. 1000 até milhões

Anos
Descrição de casos de efeitos adversos e descrição do padrão de uso do medicamento.


AS FASES DE DESENVOLVIMENTO

Os novos medicamentos são desenvolvidos através de vários ensaios controlados que permitem avaliar a sua segurança e eficácia, aplicando os mais altos padrões científicos que norteiam a nossa actividade. Um novo medicamento é testado primeiro em laboratório e em estudos em animais. Após estes testes pré-clínicos, pode avançar para a experimentação clínica.

Os ensaios clínicos envolvem participantes voluntários. Para garantir que estes ensaios são conduzidos de forma ética, há inúmeras regras e critérios que orientam o desenho do estudo, as qualificações e treino dos investigadores, a revisão externa/parecer por uma Institutional Review Board (IRB) ou por uma comissão de ética, a monitorização constante de todos os centros do ensaio e a obtenção de consentimento informado do potencial participante do ensaio após apresentação dos riscos e potenciais benefícios dessa participação. Todos os participantes em ensaios clínicos são livres de sair do ensaio clínico em qualquer momento.

AS FASES DE DESENVOLVIMENTO CLÍNICO
Fase 1
Na Fase 1 um medicamento experimental é administrado pela primeira vez em seres humanos. Os ensaios clínicos da fase 1 focam-se principalmente na segurança e tolerância ao medicamento. 
Durante esta fase, são administradas baixas doses de um medicamento experimental num pequeno número de participantes sob observação constante de um investigador. Os participantes destes ensaios são, normalmente, indivíduos saudáveis, apesar de, para alguns medicamentos, as primeiras experiências em seres humanos serem feitas em doentes com a doença que o medicamento pretende tratar. A dose do novo medicamento é aumentada gradualmente durante a fase 1 para permitir ao investigador medir a resposta clínica do participante ao medicamento, se o medicamento é suficientemente absorvido, quanto tempo o medicamento permanece na corrente sanguínea depois de administrado e quais os níveis de dosagem seguros e toleráveis.
Fase 2
Na fase 2 o ensaio clínico foca-se na eficácia do medicamento experimental no tratamento de uma doença ou condição médica. Também é recolhida informação sobre a segurança do medicamento experimental, efeitos secundários e potenciais riscos. Nesta fase, os investigadores trabalham para determinar as dosagens mais eficazes para o medicamento e o método mais apropriado de administração (ex.: comprimidos, cápsulas, infusões, injeções, etc.). Os ensaios clínicos da fase 2 envolvem um maior número de participantes, normalmente mais de 100 (apesar de em alguns casos haver menos de 100 participantes). Os participantes estudados nos ensaios clínicos de fase 2 são normalmente doentes com a doença que o medicamento experimental pretende tratar, sendo identificados por médicos em centros de investigação, clínicas e hospitais em vários sítios por todo o mundo.
Fase 3
Os ensaios clínicos da fase 3 testam os resultados dos ensaios clínicos anteriores mas em populações maiores e recolhem informação adicional acerca da eficácia e segurança do medicamento experimental. Esta fase envolve normalmente entre várias centenas a vários milhares de participantes de vários sítios assim como muitos médicos investigadores. Estes ensaios são frequentemente aleatórios e em dupla ocultação. A dupla ocultação significa que durante o ensaio, nem o investigador nem o participante sabem quem no ensaio está a tomar o medicamento experimental, um placebo ou um outro medicamento comparativo. Os ensaios da fase 3 dão-nos as bases primárias para avaliação do binómio risco-beneficio do novo medicamento e grande parte da informação essencial acerca do medicamento que será descrita na bula.
Registo
O próximo passo para colocar um novo medicamento à venda no mercado é o seu registo junto da autoridade reguladora da saúde de um país para obter aprovação para a sua comercialização. Na Europa, um pedido de autorização para comercialização de um medicamento é feito à Agência Europeia de Medicamentos (EMEA). São fornecidos às entidades reguladoras de saúde uma descrição do processo de desenvolvimento do medicamento com informação de qualidade e os resultados dos ensaios clínicos, para demonstrar a segurança e eficácia do novo medicamento. Se aprovado, o novo medicamento pode então ser colocado à venda no mercado para ser utilizado por doentes.
Fase 4
Os ensaios clínicos da fase 4 – também conhecidos por “estudos pós comercialização” – são conduzidos após a aprovação regulamentar de um medicamento. Através destas experiências, os investigadores recolhem informação adicional acerca dos riscos a longo prazo, benefícios e optimização do seu uso. Estes ensaios envolvem frequentemente milhares de indivíduos e podem decorrer durante anos.



A realização de ensaios clínicos de medicamentos para uso humano passou a ser regulada a nível nacional pela
Lei n.º 21/2014, de 16 de abril, que aprova a Lei da Investigação Clínica, e que, relativamente aos Ensaios Clínicos com Medicamentos de uso humano, revoga a Lei n.º 46/2004, de 19 de agosto, passando a transpor a Diretiva 2001/20/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de abril.
Toda a regulamentação nacional e europeia complementar à implementação desta diretiva, incluindo a legislação e normas orientadoras compiladas no Volume 10 da Eudralex, mantêm-se aplicáveis.
A Lei n.º 21/2014, de 16 de abril, regula a investigação clínica, abrangendo entre outros estudos clínicos, os ensaios clínicos definidos como "qualquer investigação conduzida no ser humano, destinada a descobrir ou verificar os efeitos clínicos, farmacológicos ou os outros efeitos farmacodinâmicos de um ou mais medicamentos experimentais, ou identificar os efeitos indesejáveis de um ou mais medicamentos experimentais, ou a analisar a absorção, a distribuição, o metabolismo e a eliminação de um ou mais medicamentos experimentais, a fim de apurar a respectiva segurança ou eficácia".
Ao nível comunitário, foi aprovado o Regulamento (UE) N.o 536/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril de 2014, relativo aos ensaios clínicos de medicamentos para uso humano e que revoga a Diretiva 2001/20/CE. Esta legislação será diretamente aplicável ao regime jurídico dos Estados membros 6 meses após a publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias do aviso da Comissão Europeia de conformidade operacional dos requisitos funcionais do Portal da UE e da Base de Dados da EU previstos, mas nunca antes de 28 de maio de 2016.




Investigador de Coimbra distinguido para estudar doença de Machado-Joseph


O investigador Clévio Nóbrega, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) foi distinguido com 80 mil euros pela Associação Francesa contra Miopatias para estudar a doença de Machado-Joseph.
O projeto financiado pela Associação Francesa contra Miopatias (AFM) propõe-se investigar «o papel e relevância da proteína 'ataxina-2' nesta doença neurodegenerativa», revelou a UC, numa nota divulgada hoje.
A doença de Machado-Joseph (DMJ) que é hereditária e não tem cura, é caracterizada pela «descoordenação motora, atrofia muscular e rigidez dos membros» e provoca «dificuldades na deglutição, fala e visão».
Nesta como em «quase todas as patologias neurodegenerativas, os mecanismos moleculares que conduzem à doença são complexos e variados», sublinha o investigador da UC agora distinguido.
«O nosso projeto coloca a hipótese de que a proteína 'ataxina-2', que apresenta uma função celular importante, se encontra reduzida na DMJ e especulamos que a reposição dos níveis desta proteína possa alterar a progressão da doença e até contribuir para uma melhoria da mesma», explica Clévio Nóbrega.
Com este projeto, que deverá ser desenvolvido nos próximos dois anos, «pretende-se validar um novo alvo molecular ('ataxina-2') que possa, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de terapias eficazes para a DMJ e doenças neurodegenerativas», acrescenta o investigador do CNC.
O estudo vai desenvolver-se no grupo de investigação liderado por Luís Pereira de Almeida, do CNC da UC, que, por sua vez, está inserido no Grupo de Vetores e Terapia Génica.
A AFM, que é uma «associação francesa focada em doenças neuromusculares, composta por profissionais, voluntários, doentes e seus familiares», avalia e atribui financiamentos a «programas de investigação internacionais com qualidade».







VY-FXN01 para a ataxia de Friedreich


Sobre o VY-FXN01

Este possível medicamento para a ataxia de Friedreich está a ser desenvolvido pela Voyager Therapeutics e encontra-se ainda na fase pré-clínica dos ensaios clínicos.

A ataxia de Friedreich é a ataxia hereditária mais comum, com aproximadamente 8.000 pacientes a viverem com a doença nos Estados Unidos e na Europa. Os pacientes com ataxia de Friedreich têm uma mutação genética no gene FXN, o que limita a produção da proteína frataxina, causando uma variedade de sintomas e complicações debilitantes, incluindo fraqueza muscular, perturbações da visão, audição e fala, escoliose agressiva, diabetes, doenças cardíacas e dificuldades respiratórias.

Ao entregar uma versão funcional do gene FXN a células-alvo do CNS (sistema nervoso central), o nosso objetivo é aumentar os níveis de frataxina e ter um impacto significativo na progressão da doença.



Sobre a Voyager

A Voyager Therapeutics está a desenvolver terapias genéticas para doenças fatais e debilitantes do sistema nervoso central. Entre os nossos fundadores encontram-se líderes científicos e clínicos nas áreas da terapia genética com vírus adeno-associados (AAV), expressão da interferência do ARN e da neurociência. A nossa equipa de gestão tem profunda experiência e um histórico de construção de excecionais empresas de ciências da vida. Nós desenvolvemos um motor de produção que pode transformar o tratamento duma ampla gama de doenças, e que tem vários programas de produtos clínicos e pré-clínicos. A nossa linha de produção inclui o VY-AADC01 para a doença de Parkinson, que está na Fase 1b do estudo em curso com os nossos colaboradores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, bem como programas de pré-clínicos do VY-SOD101 para uma forma monogénica da esclerose lateral amiotrófica (ELA), do VY-FXN01 para a ataxia de Friedreich e do VY-HTT01 para a doença de Huntington.

A Voyager está empenhada em fazer avançar o campo da terapia genética AAV inovando e investindo em áreas como a otimização do vetor e engenharia, técnicas de dosagem, bem como o desenvolvimento de processos e produção.

Temos colaborações estratégicas amplas com a Genzyme, uma empresa Sanofi, e a Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts (UMMS). Também entramos em outras colaborações com a UMMS, a Universidade da Califórnia, San Francisco e Universidade de Stanford para ter acesso a tecnologia e os dados relevantes.

Com sede em Cambridge, Massachusetts (EUA), a Voyager é uma empresa privada lançada em 2014, com 45 milhões de dólares na Série A de financiamento de capital de risco da Third Rock Ventures.