13 de fevereiro de 2015

VY-FXN01 para a ataxia de Friedreich


Sobre o VY-FXN01

Este possível medicamento para a ataxia de Friedreich está a ser desenvolvido pela Voyager Therapeutics e encontra-se ainda na fase pré-clínica dos ensaios clínicos.

A ataxia de Friedreich é a ataxia hereditária mais comum, com aproximadamente 8.000 pacientes a viverem com a doença nos Estados Unidos e na Europa. Os pacientes com ataxia de Friedreich têm uma mutação genética no gene FXN, o que limita a produção da proteína frataxina, causando uma variedade de sintomas e complicações debilitantes, incluindo fraqueza muscular, perturbações da visão, audição e fala, escoliose agressiva, diabetes, doenças cardíacas e dificuldades respiratórias.

Ao entregar uma versão funcional do gene FXN a células-alvo do CNS (sistema nervoso central), o nosso objetivo é aumentar os níveis de frataxina e ter um impacto significativo na progressão da doença.



Sobre a Voyager

A Voyager Therapeutics está a desenvolver terapias genéticas para doenças fatais e debilitantes do sistema nervoso central. Entre os nossos fundadores encontram-se líderes científicos e clínicos nas áreas da terapia genética com vírus adeno-associados (AAV), expressão da interferência do ARN e da neurociência. A nossa equipa de gestão tem profunda experiência e um histórico de construção de excecionais empresas de ciências da vida. Nós desenvolvemos um motor de produção que pode transformar o tratamento duma ampla gama de doenças, e que tem vários programas de produtos clínicos e pré-clínicos. A nossa linha de produção inclui o VY-AADC01 para a doença de Parkinson, que está na Fase 1b do estudo em curso com os nossos colaboradores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, bem como programas de pré-clínicos do VY-SOD101 para uma forma monogénica da esclerose lateral amiotrófica (ELA), do VY-FXN01 para a ataxia de Friedreich e do VY-HTT01 para a doença de Huntington.

A Voyager está empenhada em fazer avançar o campo da terapia genética AAV inovando e investindo em áreas como a otimização do vetor e engenharia, técnicas de dosagem, bem como o desenvolvimento de processos e produção.

Temos colaborações estratégicas amplas com a Genzyme, uma empresa Sanofi, e a Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts (UMMS). Também entramos em outras colaborações com a UMMS, a Universidade da Califórnia, San Francisco e Universidade de Stanford para ter acesso a tecnologia e os dados relevantes.

Com sede em Cambridge, Massachusetts (EUA), a Voyager é uma empresa privada lançada em 2014, com 45 milhões de dólares na Série A de financiamento de capital de risco da Third Rock Ventures.




11 de fevereiro de 2015

Participe no evento da EURORDIS para o Dia das Doenças Raras em Bruxelas ou online




Para assinalar o Dia das Doenças Raras de 2015, a EURORDIS realizará um debate intitulado «Raras mais iguais: falar das doenças raras», que contará com a presença de representantes dos doentes que tiveram uma influência crucial nas políticas e com decisores políticos de relevo.
Vytenis Andriukaitis, Comissário Europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, falará na abertura do evento.
Aceda à agenda do evento através do siteRareDiseaseDay.org, onde poderá encontrar a lista completa dos oradores e pormenores dos temas que serão abordados nesse dia.
De que forma se poderá envolver:
Estando presente no evento a 24 de fevereiro, das 10.30 às13.00, no Residence Palace, em Bruxelas.Inscreva-se no evento.
Participando online, assistindo à emissão ao vivo em vídeo e enviando as suas questões parawww.eurordis.org/rareeu2015. Os participantes online podem ainda juntar-se ao debate através do Twitter, utilizando #RareEU2015.
Dia das Doenças Raras de 2015
O tema do Dia das Doenças Raras de 2015, Viver com uma Doença Rara, reconhece os milhões de famílias, amigos e cuidadores em cujas vidas as doenças raras têm impacto. O slogan de 2015, Dia a dia de mãos dadas, apela à solidariedade, pois juntos – doentes, famílias, cuidadores, associações de doentes e profissionais de saúde – é possível participar na melhoria das vidas das pessoas com doenças raras.
Até ao momento, foram identificadas mais de 6000 doenças raras. Só na Europa, estas afetam diretamente a vida quotidiana de mais de 30 milhões de pessoas. A natureza complexa das doenças raras, juntamente com o acesso limitado ao tratamento e serviços, significa que os membros da família são muitas vezes a principal fonte de solidariedade, apoio e cuidados para os seus entes queridos.
Habitualmente crónicas e debilitantes, as doenças raras têm repercussões enormes em toda a família. Viver com uma doença rara torna-se uma aprendizagem diária para doentes, famílias e cuidadores, que têm de lidar com problemas como o acesso a tratamentos, como identificar os serviços sociais e como gerir os encargos financeiros de viver todos os dias com uma doença rara.
Dia a dia de mãos dadas, juntos, apresentamos uma voz unida pela defesa dos tratamentos, cuidados, recursos e serviços de que necessitamos. Os doentes, as suas famílias e as associações de doentes são cruciais para, em solidariedade com todas as partes interessadas – prestadores de cuidados, profissionais de saúde, serviços sociais especializados, investigadores, companhias farmacêuticas, decisores políticos e autoridades reguladoras – impulsionar a criação de soluções para os desafios diários de viver com uma doença rara.
A nível internacional, o Dia das Doenças Raras dá-nos a oportunidade de enviar uma forte mensagem de solidariedade para as inúmeras pessoas com doenças raras e famílias de todo o mundo. Existem muitas iniciativas concebidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas com doenças raras na Europa, incluindo o desenvolvimento e facilitação do acesso ao diagnóstico e aos tratamentos, a identificação e a melhoria do acesso a serviços sociais especializados e serviços como o RareConnect, a comunidade onlinemultilingue moderada pela EURORDIS, que permite às pessoas com doenças raras quebrar o isolamento e estabelecer contactos ou partilhar experiências.

Eva Bearryman, Junior Communications Manager, EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Page created: 11/02/2015
Page last updated: 10/02/2015


  

10 de fevereiro de 2015

Um regime de ciclismo induz plasticidade no circuito espinhal e melhora a coordenação muscular nas pernas em indivíduos com ataxia espinocerebelosa

Ya-Ju Chang, PhD, Ching-Chieh Chou, MSA, Wan-Ting Huang, MSA, Chin-Song Lu, MD, May-Kuen Wong, MD, Miao-Ju Hsu, PhD


Resumo

Objetivo
Este estudo comparou o controlo recíproco dos músculos agonistas e antagonistas em indivíduos com e sem ataxia espinocerebelosa (SCA) e avaliou o efeito de 4 semanas de regime de ciclismo nas pernas sobre a coordenação funcional e controlo recíproco dos músculos agonistas e antagonistas em pacientes com SCA.

Projeto
Ensaio controlado com medidas repetidas.

Cenário
Laboratório de pesquisa em um hospital geral.

Participantes
Indivíduos com SCA (n = 20) e sem SCA (n = 20).

Intervenções
Uma única sessão de 15 minutos de ciclismo nas pernas e um regime de ciclismo de 4 semanas.

Principais desfechos
Os indivíduos com SCA (n = 20) e sem SCA (n = 20) foram submetidos a inibição recíproca disináptica e testes de inibição D1 do músculo sóleo, antes e após uma única sessão de ciclismo de 15 minutos. Os indivíduos com SCA foram aleatoriamente designados para participar de 4 semanas de treinamento de ciclismo (n = 10) ou para não receber qualquer treino (n = 10). Os resultados da inibição recíproca disináptica e inibição D1 e da Escala de Avaliação Cooperativa Internacional de Ataxia (ICARS) foram avaliados em ambos os grupos após 4 semanas.

Resultados
Os indivíduos com SCA mostraram valores anormalmente fortes de repouso de inibição disináptica recíproca e inibição D1 (p <0 11="" 13="" 15="" 4="" 8="" 9="" a="" ap="" as="" capacidade="" ciclismo.="" ciclismo="" de="" debilitada="" e="" es="" foi="" icars="" inibi="" melhoraram="" minutos="" modula="" nica="" o:p="" o="" p="0,046)" pontua="" post:="" pr="" restaurada="" s="" semanas="" sess="" significativamente="" treino="" uma="">

Conclusões
Um regime de ciclismo de 4 semanas pode normalizar a modulação da inibição recíproca e desempenho funcional em indivíduos com SCA. Estes achados são aplicáveis ao treino de coordenação dos pacientes.




Viver com ataxia de Friedreich: um testemunho na primeira pessoa

Este é o testemunho de Elisa Pereira, uma jovem portuguesa de 20 anos com ataxia de Friedreich, de momento a viver na Suíça:




A Elisa tem também um blogue, http://vivercomalisa.blogspot.pt, onde partilha o seu dia-a-dia, assim como uma comunidade no Facebook, https://www.facebook.com/pages/Viver-com-a-Lisa/1532702900305188?fref=ts.



8 de fevereiro de 2015

Cultivar tecido cerebral em 3D

A capacidade de cultivar células neurais em 3D aproxima-nos mais do cultivo de tecido cerebral funcional no laboratório.
Investigadores conseguiram induzir células estaminais embrionárias humanas para auto-organizarem-se numa estrutura tridimensional semelhante ao cerebelo, fornecendo pistas tentadoras na busca em recriar estruturas neurais em laboratório. Os resultados foram publicados em Cell Reports.
Um dos principais objetivos da investigação com células estaminais é o de ser capaz de substituir partes do corpo danificadas com tecidos cultivados a partir de células estaminais indiferenciadas. Para o sistema nervoso, isto é particularmente desafiador, não só porque os neurónios específicos precisam ser gerados, mas eles também devem ser estimulados a se conectar uns aos outros de maneiras muito específicas.
Os investigadores do RIKEN (Japão) assumiram este desafio, desenvolvendo um método para cultivar células estaminais embrionárias humanas em 3D. Isto faz com que as células se diferenciem em neurónios cerebelosos funcionais que se auto-organizam para formar o padrão dorsal/ventral adequado e estrutura multi-camadas encontrada naturalmente no cerebelo em desenvolvimento.
A partir dos seus estudos anteriores com ratos, os investigadores primeiro estabeleceram que a cultura de células estaminais embrionárias humanas com o fibroblasto de crescimento fator 2 (FGF2) leva à diferenciação neural específica para o cerebelo em três semanas, e a expressão dos marcadores para a placa cerebelosa neuroepitelial em cinco. Estas células também mostraram marcadores precoces específicos para o desenvolvimento de células Purkinje, células granulares, ou neurónios profundos de projeção cerebelosa – todos os tipos de neurónios encontrados somente no cerebelo.
Os investigadores, então, olharam para os neurónios maduros do cerebelo. Descobriram que as células tratadas com FGF2 expressavam marcadores tardios de células Purkinje e desenvolviam estruturas característicos dessas células. Registros eletrofisiológicos dessas células após cultura durante cerca de 15 semanas revelou respostas adequadas às correntes e à inibição dos recetores necessários para a sinalização cerebelosa normal, indicando que a função tinha-se desenvolvido juntamente com a estrutura.
Algumas células tratadas com FGF2 também expressaram marcadores para o lábio rômbico – a estrutura a partir da qual as células granulares se desenvolvem e migram – pela semana sete. Além disso, as células foram observadas a migrarem e fibras estendidas inclinadas para formar a forma em T característica de fibras paralelas de células granulares.
Onde estes neurónios se formam e como se localizam em relação uns aos outros é crítico no desenvolvimento do cérebro. No início do desenvolvimento do cerebelo, determinados tipos de células são distribuídos de forma desigual de cima para baixo, criando uma separação dorso-ventral.
Os investigadores testaram vários fatores e descobriram que a adição de FGF19 por volta do dia 14 às células tratadas com FGF2 causou vários neuroepitélios ovais planos para formar pelo dia 35, expressando marcadores específicos dorsais do lado de fora e marcadores específicos ventrais no interior. Pela adição do fator 1 derivado de células do estromal (SDF1) entre os dias 28-35, foram capazes de gerar uma estrutura neuroepitelial contínua com polaridade dorso-ventral.
O SDF1 também induziu outras duas mudanças estruturais importantes. A região dorsal desenvolveu espontaneamente três camadas ao longo do eixo dorsoventral: a zona ventricular, uma zona precursora de células Purkinje, e uma zona do lábio rômbico. Numa extremidade do neuroepitélio, uma região desenvolveu-se que foi positiva para os marcadores de células progenitoras granulares e neurónios de projeção nuclear cerebelosos profundos e negativo para os marcadores de células Purkinje, e cujas origens remontam à zona rômbico lábio da placa cerebelosa.


(Canto superior esquerdo) Neuroepitélio contínuo com uma região similar à do lábio rômbico. (Canto superior direito) Um olhar mais atento mostra o desenvolvimento duma estrutura em camadas com células KIRREL2 no lado apical e células SKOR2 localizados mais basalmente. (Canto inferior esquerdo) Esquema das três zonas na estrutura laminar. RLZ, zona lábio rômbico; PCPZ, zona percursora de células Purkinje; VZ, zona ventricular. (Canto inferior direito) Um close-up da zona germinal similar ao lábio rômbico mostrando marcadores para células granulares e de projeção nuclear cerebelosa profunda. Crédito: RIKEN.

A autora principal, Dra. Keiko Muguruma diz que "os princípios da auto-organização que demonstrámos aqui são importantes para o futuro da biologia do desenvolvimento."
Ela acrescentou que, "as tentativas de gerar o cerebelo a partir de células iPS humanas já tenham sido cumpridas com algum sucesso, e estes neurónios e tecidos derivados do cerebelo do paciente serão úteis para modelar doenças cerebelosas como as ataxias espinocerebelosas."




6 de fevereiro de 2015

A UCT faz alvo a uma doença neurodegenerativa

A investigação levada a cabo pela Universidade da Cidade do Cabo (UCT – África do Sul) tem como objetivo aumentar a consciência de uma doença neurodegenerativa hereditária que atinge um número de sul-africanos e suas famílias.
Danielle Smith, uma graduada PhD em Genética Humana, acredita que é vital para a fraternidade médica e o público sul-africano saber mais sobre a ataxia espinocerebelosa tipo 7 (SCA7), que muitas vezes leva as pessoas a estarem em cadeiras de rodas e incapazes de ver.
"As ataxias espinocerebelosas (SCA) não são muito conhecidas, mesmo entre a comunidade médica, porque elas são relativamente raras. No entanto, nós mostrámos que a África do Sul tem um número considerável de pacientes e famílias com SCA, e eu acredito que eles merecem ser ajudados ".
Os pacientes com diagnóstico de ataxia espinocerebelosa tipo 7 (SCA7) sofrem de degeneração do cerebelo, a parte do cérebro que controla o movimento. Eles também sofrem de degeneração de fotorreceptores retinais, as células na parte posterior do olho que são responsáveis pela visão. Smith diz que os pacientes com SCA7 geralmente acabam numa cadeira de rodas, e são incapazes de ver.
A doença se manifesta principalmente quando os pacientes estão na sua 4.ª e 5.ª década de vida.
"Os pacientes mais jovens costumam desenvolver problemas oculares em primeiro lugar. Eles muitas vezes têm problemas com o andar, engolir e comer. A doença geralmente evolui para a morte no prazo de 10 anos ".
Smith diz que é importante aumentar a consciencialização sobre a doença para que as pessoas possam ser encaminhadas para o teste molecular.
"No geral, esperamos que este corpo de trabalho venha a ter um impacto significativo na vida de muitos doentes africanos com ataxia, uma vez que eles vão receber um diagnóstico molecular para a sua condição, permitindo uma melhor gestão de saúde, planeamento e tratamento futuro."
"É uma doença trágica e é importante para os pacientes e suas famílias serem aconselhadas e alertadas dos riscos para a prole atual e futura."
Smith diz que também é importante estimular relações com neurologistas de países africanos vizinhos para determinar a prevalência de pessoas afetadas pela SCA7 na África sub-saariana. A África do Sul é o único país na África a ter realizado pesquisas sobre as SCAs.
Atualmente, não há cura para a SCA7, embora os ensaios clínicos estejam no horizonte.
A pesquisa de Smith também está focada na otimização e implementação de um teste de diagnóstico molecular melhorado para a SCA7. Como resultado da investigação de Smith, este método é agora utilizado rotineiramente nos laboratórios de diagnóstico dos Serviços Nacionais de Laboratórios de Saúde, para que um maior número de pacientes possam receber um diagnóstico molecular confirmado através de testes de ADN.
Smith também investigou usando uma nova tecnologia para transformar células da pele de pacientes num tipo de célula estaminal, chamadas células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs). Estas células podem ser cultivadas em laboratório, e transformam-se em qualquer tipo de célula no corpo.
"Eu costumava usar iPSCs de paciente com SCA7 para cultivar fotorreceptores (células do olho), que poderiam ser usados em laboratório para estudar a doença", diz ela.
Smith, que espera que a sua investigação vá contribuir para uma maior compreensão e estudo das SCAs na África do Sul, diz que se inspirou para estudar genética na escola secundária.
"Acho fascinante que o ADN, algo que é invisível ao olho humano, pode controlar o desenvolvimento, funcionamento e saúde do corpo humano."
Smith formou-se com um PhD em Genética Humana na UCT em Dezembro de 2014.




5 de fevereiro de 2015

Sobre o EFACTS

O EFACTS (Consórcio Europeu da Ataxia de Friedreich para Estudos Translacionais) reúne um corpo de conhecimentos para adotar uma estratégia de investigação translacional para a doença rara neurológica autossómica recessiva, ataxia de Friedreich (FRDA).

A FRDA é uma doença altamente debilitante que conduz à perda da capacidade de andar e de dependência para todas as atividades. Alguns pacientes têm cardiomiopatia que pode causar a morte prematura, perda visual e auditiva, pés cavos, diabetes.
O início dá-se geralmente na infância, mas pode variar desde a infância até a idade adulta. A FRDA envolve a saúde infantil e aspetos do envelhecimento. Os indivíduos afetados pela FRDA, assim como os especialistas clínicos, são dispersas. Este é um obstáculo para que os pacientes recebam os cuidados de que necessitam, e para os médicos e investigadores a fazer progressos.

O EFACTS foi criado para ultrapassar esta limitação. O EFACTS acredita firmemente que, 12 anos depois que os investigadores europeus terem descoberto o gene da FRDA, a frataxina, quando novos tratamentos para a FRDA estão sendo desenvolvidas, o momento é propício para investir na investigação da FRDA numa escala europeia forma concertada.
O EFACTS reúne a massa crítica de investigadores e clínicos para explorar a base de pacientes, reagentes da investigação e conhecimento para o progresso. Isto acontece quando as tecnologias de informação podem agir como um apoio fundamental para o trabalho colaborativo na coleta de dados de pacientes e material, tornando-o disponível aos principais investigadores para análise avançada, investigação e desenvolvimento de medicamentos.

A proposta deste projeto tem os seguintes objetivos científicos e tecnológicos:

- Preencher, exaustivamente, um banco de dados europeu sobre a FRDA, ligada a um biobanco;
- Definir um painel de instrumentos de avaliação clínica;
- Construir com base no conhecimento da estrutura e função da frataxina;
- Construir com base no conhecimento da cascata patogénica;
- Construir com base no conhecimento de mecanismos epigenéticos do silenciamento da frataxina;
- Desenvolver novos modelos celulares e animais para o estudo da FRDA;
- Identificar biomarcadores da FRDA;
- Identificar modificadores genéticos da FRDA;
- Desenvolver terapias para a FRDA.