11 de novembro de 2014
7 de novembro de 2014
O papel da apolipoproteína E como fator de risco para o início da doença de Machado-Joseph (DMJ) numa idade mais precoce, é duvidoso
Qi Zhou, Wang Ni, Yi Dong, Ning
Wang, Shi-Rui Gan, Zhi-Ying Wu
Resumo
A doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença neurodegenerativa
hereditária causada por uma repetição CAG expandida no gene ATXN3. Embora o
principal determinante genético da idade de início (AAO) é o comprimento do
segmento de CAG expandido, a contribuição genética adicional da DMJ para a AAO
ainda não foi, na maioria, esclarecida. Recentemente, foi sugerido em dois
estudos independentes que a apolipoproteína E (APOE) pode estar associada à
variabilidade da AAO em pacientes com DMJ. Para identificar o efeito
modificador potencial dos polimorfismos APOE na AAO de paciente com DMJ, 403
pacientes com DMJ (confirmado por testes moleculares) do leste e sudeste da
China foram incluídos no presente estudo. Repetições CAG no ATXN3 e
polimorfismos APOE foram genotipados. Os dados foram analisados utilizando um
pacote estatístico. Nenhuma contribuição dos polimorfismos APOE à variação no
início da doença foi observada usando ANCOVA (F = 0,183, P = 0,947). No
entanto, efeitos relevantes sobre a AAO da DMJ foram encontrados para o alelo
ATXN3 normal e para a interação de alelos mutantes e normais ATXN3 num modelo
de regressão linear múltipla (P = 0,043 e P = 0,035, respetivamente). O nosso
estudo não suporta um papel para a APOE como um modificador genético da AAO da DMJ.
Além disso, o nosso estudo apresenta evidências de que o alelo ATXN3 normal e
sua interação com alelos mutantes contribui para a variância da AAO em
pacientes com DMJ.
Etiquetas:
Apolipoproteína,
Ataxia Machado Machado Joseph,
atxn3,
disease,
DMJ,
Machado-Joseph
6 de novembro de 2014
1 de novembro de 2014
Todos a bordo do ExPRESS 2015 da EURORDIS!
ExPRESS 2015 é o nome do fantástico novo programa do
próximo Curso
de Verão da EURORDIS. O ExPRESS, do inglês Expert Patients and
Researchers EURORDIS Summer School(Curso de Verão da EURORDIS para Doentes e
Investigadores Especializados) vai reunir pela primeira vez investigadores e
representantes dos doentes para receberem formação em conjunto. Os formadores
provêm de associações de doentes, institutos de investigação e da Agência
Europeia de Medicamentos. O programa de formação, de quatro dias, desenvolve a
capacidade de os representantes dos doentes atuarem como especialistas nos
processos regulamentares e se envolverem cada vez mais intimamente no desenvolvimento
de medicamentos e em ações de promoção da causa das doenças raras a nível
nacional e europeu.
As candidaturas já estão abertas
O ExPRESS 2015 terá lugar de 1 a 5 de junho de 2015,
em Barcelona, Espanha, eas
inscrições já estão abertas. Tenha em atenção que o prazo é 8 de
dezembro de 2014. Este novo e fantástico programa centra-se na informação e no
acesso a terapias órfãs, pediátricas e avançadas e na avaliação das tecnologias
da saúde, incluindo módulos sobre medicina baseada nas evidências,
desenvolvimento de terapêuticas para investigadores, metodologia, estatística e
questões éticas na investigação clínica, autorização de introdução no mercado,
avaliação das tecnologias da saúde, envolvimento dos doentes em comissões
regulamentares e grupos de trabalho na Agência Europeia de Medicamentos e
muito, muito mais. Uma das principais sessões de 2015 abordará a importância dos
pareceres científicos no processo regulatório.
O Curso de Verão é uma iniciativa criada pela
EURORDIS em 2008 para dar formação aos representantes dos doentes sobre o
desenvolvimento de medicamentos e assuntos de regulamentação. Os participantes
são selecionados por uma comissão ad hoc de acordo com os seus
conhecimentos de inglês, a sua experiência na promoção da causa das doenças
raras e a vontade de se envolverem no desenvolvimento de medicamentos e nos
assuntos regulamentares a nível europeu. As despesas de formação, deslocação,
alojamento e alimentação dos representantes dos doentes ficam a cargo da
EURORDIS, graças ao financiamento, entre outros, da Associação Francesa contra
as Miopatias (AFM), de uma Subvenção de Financiamento da Agência de Execução
para a Saúde e os Consumidores (EAHC), da Rede Europeia de Infraestruturas para
Investigação Clínica (ECRIN) e, pela primeira vez, em 2015, por uma Ação da
COST (Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia) sobre exclusão de exões (exon
skipping). O financiamento da COST permite aos 15 investigadores reunir-se ao
Curso de Verão ExPRESS 2015 e partilhar as suas experiências com os
participantes durante o programa de formação de quatro dias.
ExPRESSe-se a si próprio
Os alunos do Curso de Verão revelam maior noção da
importância do seu próprio envolvimento em todos os aspetos do desenvolvimento
de medicamentos e do seu potencial enquanto força concreta. Além disso, os
participantes também reconhecem a necessidade de as associações de doentes
colaborarem a nível internacional, assim como a importância do envolvimento nas
atividades da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da EURORDIS. A
experiência da formação reforça o sentido de comunidade dos participantes e
aumenta as suas capacidades individuais.
Os módulos online,
disponíveis gratuitamente para todos os interessados, ampliam o conteúdo do
Curso de Verão através de gravações de todas as apresentações e ferramentas de
aprendizagem eletrónica sobre metodologia, estatística e ética em ensaios
clínicos.
Para obter mais informações, entre em contacto com Nancy Hamilton.
FONTE: http://www.eurordis.org/pt-pt/news/todos-bordo-do-express-2015-da-eurordis
FONTE: http://www.eurordis.org/pt-pt/news/todos-bordo-do-express-2015-da-eurordis
28 de outubro de 2014
Produção enzimática de proteínas mono-ubiquitinadas para estudos estruturais: O exemplo do domínio Josefino da ataxina-3
Faggiano,
Serena; Menon, Rajesh P.; Kelly, Geoff P .; McCormick, John; Todi, Sokol V .;
Scaglione, K. Mateus; Paulson, Henry L .; Pastore, Annalisa
Resumo
A ubiquitinação da proteína ocorre através da formação de
uma ligação isopéptida entre a glicina terminal-C da ubiquitina (Ub) e o grupo ɛ-amino
de um resíduo de substrato de lisina. Esta modificação pós-translacional, que
ocorre através da ligação de uma única e/ou múltiplas cópias de mono-ubiquitina
e cadeias de poli-ubiquitina, está envolvida em eventos cruciais celulares,
tais como a degradação das proteínas, a regulação do ciclo celular e a
reparação do ADN. O funcionamento anormal das vias de ubiquitina também está
implicado na patogénese de várias doenças humanas que variam de cancro a
neurodegeneração. No entanto, apesar da indubitável importância biológica, a
compreensão da base molecular de como a ubiquitinação regula diferentes vias
tem até agora sido fortemente limitada pela dificuldade de produzir as
quantidades de amostras altamente homogéneas que são necessárias para uma
caracterização estrutural por cristalografia de raios-X e/ou RMN (ressonância
magnética nuclear). Aqui, nós relatamos sobre a produção de miligramas de alta
pureza Josefino mono-ubiquitinadas em lisina 117 através da ubiquitinação
enzimática in vitro em grande escala. Josefino é o domínio catalítico de
ataxina-3, uma proteína responsável pela ataxia espinocerebelosa tipo 3. A ataxina-3
é a primeira enzima deubiquitinatina (DUB) relatada a ser ativada por
mono-ubiquitinação. Nós demonstramos que as amostras produzidas com o método
descrito são corretamente dobradas e adequadas para estudos estruturais. O
protocolo permite a fácil etiquetagem seletiva dos componentes. Os nossos
resultados fornecem uma prova de conceito importante que pode abrir o caminho a
novas abordagens para o estudo in vitro de proteínas ubiquitinadas.
24 de outubro de 2014
Biomarcadores são aposta de pesquisadores da Unicamp e da Universidade de Coimbra para doença neurodegenerativa rara
Pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e
da Universidade de Coimbra acabam de submeter à Fapesp e à Fundação de Pesquisa
de Portugal um projeto de pesquisa em conjunto para a identificação de
biomarcadores para doença de Machado-Joseph. “É uma doença neurodegenerativa
rara que afeta, principalmente, descendentes de portugueses”, disse a
geneticista da FCM Íscia Lopes Cendes.
A doença de Machado-Joseph é uma doença hereditária que
atinge pelo menos três gerações de uma mesma família. As chances de ser
transmitida de pai para o filho é de 50%. A doença se manifesta em adultos a
partir dos 35 anos e pode atrofiar cerebelo, tronco cerebral, medula, nervos
periféricos e núcleo da base cerebral. O principal sintoma é a alteração de
equilibro e coordenação motora, que pode evoluir para alterações na fala,
dificuldade para engolir, dupla visão e sintomas semelhantes aos da doença de
Parkinson.
“Ainda não conseguimos bloquear a progressão da doença.
Evoluímos muito nos últimos cinco anos em termos de pesquisas. Os biomarcadores
são alvos promissores. Estou confiante que seremos capazes de encontrar uma
terapia eficaz para os pacientes com Machado-Joseph nos próximos anos”, disse
Luis Pereira de Almeida, pesquisador português especialista mecanismos básicos
que causam a doença de Machado-Joseph.
Luis Pereira de Almeida fez palestra na sexta-feira (24) na
Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. A palestra aconteceu no
anfiteatro da Comissão de Pós-Graduação da FCM. As pesquisas de Almeida têm
levado a descobertas recentes que podem levar ao tratamento da doença que hoje
é incurável
Fonte: http://www.fcm.unicamp.br/fcm/noticias/2014/biomarcadores-sao-aposta-de-pesquisadores-da-unicamp-e-da-universidade-de-coimbra-para-doenca
Pesquisador português aborda Doença Machado-Joseph dia 24, na FCM
Luis Pereira de Almeida, especialista mundial da
Universidade de Coimbra na investigação dos mecanismos básicos que causam a
doença de Machado-Joseph, uma forma de doença hereditária neurodegenerativa
comum nas ilhas dos açores e que atinge também muitas pessoas no Brasil, faz
palestra na sexta-feira (24) na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp
Luís Pereira de Almeida nasceu em Viseu em 1967. Licenciou-se em Ciências Farmacêuticas pela
Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra em 1991. Exerceu funções de
chefe de produção nos Laboratórios Delta, Queluz até 1993 e depois ingressou na
Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra como assistente. Após concluir
o mestrado em Tecnologias do Medicamento, desenvolveu trabalho de investigação
no Gene Therapy Center, Centre Hopitalier Vaudois e Faculdade de Medicina de
Lausanne, Suíça, até 2001, no domínio da terapia gênica do sistema nervoso
central, que lhe rendeu o doutorado pela Universidade de Coimbra. Atualmente é
professor auxiliar na Faculdade de Farmácia (FFUC) da Universidade de Coimbra,
desde 2003. A investigação do seu grupo tem sido focada em abordagens de
terapia génica/molecular para doenças neurodegenerativas com foco na doença de
Machado-Joseph / ataxia espinocerebelosa do tipo 3, incluindo modificadores da
doença e silenciamento gênico, ativação de autofagia e inibição de proteólise.
Tem trabalhos publicados em revistas especializadas e premiados pelas Sociedade
Portuguesa de Neurociências, a Sociedade Portuguesa de Genética Humana e a
Fundação Pulido Valente.
Fonte: http://www.fcm.unicamp.br/fcm/noticias/2014/pesquisador-portugues-aborda-doenca-machado-joseph-dia-24-na-fcm
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