17 de julho de 2014
14 de julho de 2014
Cientistas lançam uma nova luz sobre o crescimento de células nervosas
No meio da surpreendente
complexidade dos biliões de células nervosas e triliões de conexões sinápticas
no cérebro, como é que as células nervosas decidem o quanto crescem ou quantas
conexões constroem? Como é que elas coordenam esses eventos dentro do cérebro
em desenvolvimento?
Num novo estudo, os
cientistas do Campus do Instituto de Investigação The Scripps (TSRI), na
Flórida (EUA), lançaram uma nova luz sobre esses processos complexos, mostrando
que uma determinada proteína desempenha um papel muito mais sofisticado no
desenvolvimento dos neurónios, do que se pensava.
O estudo, publicado na
revista PLOS Genetics, centra-se na grande sinalização intracelular da proteína
RPM-1, que é expressa no sistema nervoso. O Professor Assistente Brock Grill,
no TSRI, e a sua equipa mostram o grau surpreendente no qual a RPM-1 arreia
mecanismos sofisticados para regular o desenvolvimento dos neurónios.
Especificamente, a investigação
lança luz sobre o papel da RPM-1 no desenvolvimento de axónios ou fibras
nervosas - as projeções alongadas de células nervosas que transmitem impulsos
elétricos longe do neurónio através das sinapses. Alguns axónios são bastante
longos; no nervo ciático, os axónios vão da base da coluna até ao dedo grande
do pé.
"Coletivamente, o
nosso trabalho recente oferece evidências significativas de que a RPM-1 coordenada
quanto tempo um axónio cresce com a construção de conexões sinápticas",
disse Grill. "Entender como estes dois processos de desenvolvimento são
coordenados a nível molecular é extremamente desafiador. Agora já fizemos
progressos significativos."
Unindo as peças
O estudo descreve como a
RPM-1 regula a atividade de uma única proteína conhecida como DLK-1, uma
proteína que regula o desenvolvimento do neurónio e desempenha um papel
essencial na regeneração axonal. A RPM-1 usa a PPM-2, uma enzima que remove um
grupo de fosfatos a partir de uma proteína alterando assim a sua função, em
combinação com a atividade de ubiquitina-ligase para inibir diretamente a DLK-1.
"Os estudos sobre a RPM-1
têm sido fundamentais para a compreensão de como esta família conservada de
proteínas funciona", disse Scott T. Baker, o principal autor do estudo e
membro da equipa de investigação de Grill. "Porque a RPM-1 desempenha
vários papéis durante o desenvolvimento neuronal, não se quer interferir. Mas
explorar o papel da PPM-2 no controle da DLK-1 e regeneração axonal pode valer
a pena - e poderia ter implicações em doenças neurodegenerativas. "
O laboratório Grill também
explorou outros aspetos de como a RPM-1 regula o desenvolvimento dos neurónios.
Um estudo relacionado, também publicado na revista PLOS Genetics, mostra que a
RPM-1 funciona como uma parte de uma nova via para controlar a atividade
β-catenina - esta é a primeira evidência de que a RPM-1 funciona em conexão com
sinais extracelulares, tal como uma família de fatores de crescimento de
proteínas conhecidas como Wnts, e faz parte de redes de sinalização maiores que
regulam o desenvolvimento. Um artigo na revista Neural Development mostra que a
RPM-1 está localizada tanto na sinapse, como na ponta do axónio maduro,
evidência de que a RPM-1 está posicionada para, eventualmente, coordenar a
construção de sinapses com regulação da extensão do axónio e terminação.
Além Grill e Baker, Erik
Tulgren da Universidade do Minnesota (EUA), Willy Bienvenut do Campus de
Recherche de Gif (França), bem como Karla Opperman e Shane Turgeon do TSRI
(EUA) contribuíram para o estudo.
9 de julho de 2014
Registo Europeu de Ensaios Clínicos agora informa sobre resultados de ensaios clínicos
Disponíveis informações sobre resultados de ensaios clínicos
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou
recentemente que os promotores serão agora obrigados a publicar os resultados
dos ensaios clínicos na base de dados europeia de ensaios clínicos (EudraCT), a
aplicação gerida pela EMA e utilizada pelas entidades competentes nacionais
para introduzir os dados dos ensaios clínicos. A informação sobre os resultados
dos ensaios será tornada pública através do Registo
Europeu de Ensaios Clínicos e os resumos dos resultados dos ensaios
clínicos, disponibilizados pelos seus promotores, poderão também ser acedidos
pelo público. Estas informações irão aplicar-se tanto a ensaios clínicos em
curso como a ensaios clínicos já terminados. Dada a quantidade de informações a
inserir na base de dados, os resultados dos ensaios clínicos serão carregados
progressivamente:
No caso dos ensaios clínicos que terminem a partir de 21 de
julho de 2014, inclusive, os promotores têm que publicar os resultados dentro
de seis ou doze meses, consoante o tipo de ensaio;
Relativamente aos ensaios que terminem antes dessa data, os
promotores terão de apresentar os resultados retroativamente, o que pode
representar alguns atrasos.
O Registo Europeu de Ensaios Clínicos é a base de dados
disponível ao público que contém informações extraídas do EudraCT. Desde que
foi criado em 2011, o Registo Europeu de Ensaios Clínicos melhorou e expandiu
continuamente os seus serviços para permitir maior acesso do público às
informações sobre ensaios clínicos na UE. Entre as melhorias recentes, existe a
capacidade de pesquisar ensaios clínicos com ou sem resultados e a
possibilidade de ver os resultados fornecidos pelos promotores do ensaio. Há
também agora mais informações disponíveis sobre ensaios clínicos pediátricos
realizados na União Europeia (UE) e no Espaço Económico Europeu (EEE), bem como
informações sobre ensaios pediátricos de produtos com uma autorização de
introdução no mercado europeu, mesmo quando os locais de ensaio estão fora da
UE/EEE.
Maiores alterações em curso
Já estão na calha mudanças ainda maiores no Registo Europeu
de Ensaios Clínicos. O novo Regulamento da UE relativo aos ensaios clínicos foi
publicado no Jornal Oficial da União Europeia a 27 de maio, após um
longo período de negociações e revisão. O novo regulamento deverá tornar os ensaios
clínicos multinacionais mais simples de realizar, facilitando os procedimentos
de colaboração transfronteiriça – o que é particularmente importante para a
investigação de doenças raras. O novo Regulamento especifica que a EMA tem a
responsabilidade de desenvolver plataformas de tecnologia da informação para
apoiar os promotores e os especialistas em ensaios clínicos na UE. Assim, o
Registo Europeu de Ensaios Clínicos tornar-se-á parte de um portal europeu mais
abrangente que constituirá um grande repositório de informações sobre ensaios
clínicos em curso e concluídos. A EURORDIS está envolvida neste projeto,
assumindo um papel consultivo, e irá determinar se o novo portal é de fácil
consulta e acessibilidade pelos doentes. O portal europeu deverá ser lançado em
2016.
Opção de pesquisa de doenças raras no Registo Europeu de
Ensaios Clínicos
O Registo Europeu de Ensaios Clínicos dispõe de vários
recursos interessantes, tais como umafuncionalidade
avançada do motor de pesquisa para "selecionar doenças
raras" que permite aos utilizadores procurar informações por protocolo e
informações dos resultados sobre ensaios clínicos de intervenção realizados na
UE/EEE. As pesquisas podem ser refinadas por doença, medicamento, idade dos
participantes, fase ou estado do ensaio, país e data.
A EURORDIS congratula-se com a melhoria do acesso à
informação sobre ensaios clínicos.
Louise Taylor, Communications and Development Writer,
EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
FONTE: http://www.eurordis.org/pt-pt/news/registo-europeu-de-ensaios-clinicos-agora-informa-sobre-resultados-de-ensaios-clinicos
6 de julho de 2014
Ataxia espinocerebelosa tipo 15 (SCA15)
Sumário
Características da doença: A ataxia espinocerebelosa tipo 15
(SCA15) é caracterizada por uma ataxia da marcha e membros inferiores
lentamente progressiva, muitas vezes em combinação com disartria atáxica, movimentos
involuntários, tremor postural dos membros superiores, hiperreflexia suave,
nistagmo evocado pelo olhar e ganho de reflexos prejudicados pelo
ocular-vestibular. O aparecimento dá-se entre os 7 e os 72 anos, geralmente com
ataxia da marcha, mas às vezes com tremor. Os indivíduos afetados podem
permanecer a caminhar entre 10 a 54 anos após o aparecimento dos primeiros
sintomas. Foi observada uma suave disfagia, após duas ou mais décadas de
sintomas, em membros de várias famílias afetadas e foi descrita, num membro
duma família afetada, uma oscilopsia induzida pelo movimento.
Diagnóstico/testes: O diagnóstico de SCA15 deve ser
considerado em indivíduos em quem o diagnóstico de SCA5, SCA6, SCA8, SCA11,
SCA12, SCA14 e SCA27 foi excluído através de testes genéticos e moleculares (se
disponíveis) e que preencham os requisitos clínicos para a SCA15.
O ITPR1 é o único gene conhecido que é associado à SCA15.
Ressonâncias magnéticas revelam atrofia do vermis dorsal e rostral do cerebelo
com ligeira atrofia dos hemisférios cerebelares.
Gestão: Tratamento das manifestações: Fisioterapia e terapia
ocupacional; gestão da disfagia neurogénica, se ocorrer.
Prevenção de complicações secundárias: Ajudas técnicas para
caminhar e modificações em casa para ajudar a prevenir quedas;
prevenção/tratamento da osteoporose para ajudar a reduzir o risco de fratura.
Vigilância: Acompanhamento por um neurologista com consultas
de fisiatras, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, a cada dois ou três
anos.
Agentes/circunstâncias a evitar: Adotar um limite reduzido
para a ingestão de álcool, para diminuir o risco de quedas.
Aconselhamento genético: A SCA15 é hereditária de uma forma
autossómica dominante. Se um progenitor de um indivíduo está afetado, cada
irmão desse mesmo indivíduo tem um risco de 50% de também estar igualmente
afetado. Os testes pré-natais para gravidezes potencialmente em risco são
possíveis, através de laboratórios que permitam testes genéticos ou
personalizados.
4 de julho de 2014
As células estaminais podem estar mais difundidas e ter maior potencial do que inicialmente se previa
Com a infinidade de investigações e estudos publicados sobre
células estaminais na última década, muitos diriam que a definição de células
estaminais está bem estabelecida e comummente acordada. No entanto, um artigo
na edição de Julho de 2014 do The FASEB Journal sugere que os cientistas apenas
arranharam a superfície, no que respeita a compreender a natureza, fisiologia e
localização destas células. Especificamente, o artigo sugere que as células
estaminais embrionárias e pluripotentes induzidas podem não ser a única fonte a
partir da qual se podem desenvolver as três camadas germinativas no corpo
humano (nervos, fígado ou coração e vasos sanguíneos). O artigo sugere que as
células estaminais pluripotentes adultas estão localizadas ao longo do corpo e
são capazes de se tornarem qualquer tecido, desde que estas células recebam as
instruções corretas.
“Este estudo destaca o papel mútuo das células estaminais na
regeneração e crescimento do tumor, apresentando os dois lados da mesma moeda:
células estaminais no cancro e medicina regenerativa,” disse o Dr. Eckhard Alt,
o principal autor do artigo, do Centro para as Células Estaminais e
Departamento de Biologia na Universidade do Texas MD, Centro para o Cancro
Anderson, em Houston, Texas (EUA). “O nosso trabalho permite uma nova visão de
como é que a maturidade nos providenciou com um tipo universal de células
estaminais que estão igualmente distribuídas por todo o corpo, todos os órgãos
e todos os tecidos. Pequenas células estaminais pluripotentes precoces estão
localizadas nos e à volta dos vasos sanguíneos ao longo de todo o corpo e
servem como um exército de reserva para a regeneração.”
No artigo, Alt e os seus colegas sugerem que pequenas
células estaminais pluripotentes precoces são capazes de substituir qualquer
tipo de tecido no corpo – independentemente da sua proveniência no corpo –,
dado que estas células tenham recebido as instruções corretas. Quando os
investigadores extraem estas células do tecido adiposo, concentrando-as e
injetando-as então em tecido doente ou lesionado, elas levaram resultados
benéficos para doenças como insuficiência cardíaca, osteoartrose, feridas não
cicatrizáveis, defeitos dos tecidos moles, lesões musculares, ósseas ou a nível
dos tendões e doenças neurodegenerativas. O artigo também discute em como este
é, basicamente, o mesmo processo que ocorre nos tumores, exceto que em vez de
cicatrizar ou regenerar o tecido, as células trabalham para construir um tumor.
Uma melhor compreensão e manipulação de como estas células comunicam vai não só
abrir o caminho para novas terapias que vão curar lesões (insuficiência
cardíaca, feridas, etc.), como vai permitir aos investigadores travar muitos
cancros, antes de se tornarem potencialmente fatais.
“Este artigo sugere que as incontáveis horas gastas a
investigar o cancro e as células progenitoras estão finalmente a dar fruto,”
disse o Dr. Gerald Weissmann, editor principal do The FASEB Journal. “À medida
que a intersecção entre o cancro e as células estaminais se vai aproximando
cada vez mais, todos os tratamentos médicos atuais vão começar a parecer tão
rudimentares quanto a medicina da Guerra Civil.”
Etiquetas:
Celulas estaminais,
neurodegenerativa
3 de julho de 2014
Grupo informal criado na Carregueira para ajudar doentes neurológicos
A
intenção da ADN é angariar verbas para equipar um pavilhão terapêutico a
construir na aldeia do concelho da Chamusca. No dia 11 de Julho realiza-se um
concerto solidário.
ADN - Carregueira (Amigos e Doentes Neurológicos da
Carregueira) é a designação de um grupo dinâmico que se formou com o intuito de
ajudar a angariar fundos para aquisição de material para equipar um pavilhão
terapêutico, com fisioterapia de reabilitação, a construir junto ao CASC -
Centro de Apoio Social da Carregueira.
A zona da Carregueira, no concelho da Chamusca, está
indiciada como um núcleo muito forte no que diz respeito a doenças do foro
neurológico. Um estudo recente mostra que existe ali um elevado número de
pessoas portadoras da doença de Machado-Joseph e de esclerose múltipla, doenças
degenerativas em que os pacientes necessitam de uma terapia muito própria.
Nesse sentido, a direcção do CASC está a desenvolver um
projecto para a construção, junto ao centro de dia e lar da Carregueira, de um
pavilhão terapêutico para ajudar os doentes e as suas famílias. A ideia foi
lançada durante uma acção levada a efeito pelo CASC e a Associação Portuguesa
de Ataxias Hereditárias (APAHE), e logo ali surgiu um grupo de seis pessoas
interessadas em ajudar, formando o ADN Carregueira - Amigos e Doentes
Neurológicos da Carregueira.
“Este pavilhão destina-se aos doentes neurológicos para que
lhes permita uma melhor qualidade de vida, assim como a toda a restante população
que necessite deste tipo de tratamentos. Muitas destas pessoas não têm meios ou
possibilidades de se deslocarem para fora da aldeia de forma a ter acesso a
este tipo de tratamentos que fazem toda a diferença na vida de alguém com a
mobilidade condicionada”, disse a porta-voz do grupo, Eduarda Caetano.
E acrescenta: “A nossa ideia desde o início é alertar a
população da Carregueira para o problema destas doenças e apelar à sua
solidariedade. Começámos logo a trabalhar para isso e para desenvolver eventos
no sentido de juntar verbas para equipar o pavilhão terapêutico”.
“Somos voluntários e estamos abertos à entrada de mais
pessoas para nos ajudarem. Somos um grupo informal que pretende trabalhar com
todas as instituições que estejam dispostas a avançar com este projecto. A
solidariedade é o que nos move”, concluiu Eduarda Caetano.
Concerto Solidário no dia 11 de Julho
O grupo ADN - Carregueira confia no espírito solidário das
pessoas da Carregueira e da região, por isso começou desde logo a trabalhar.
“Começámos por organizar uma caminhada solidária que foi um êxito. Na véspera
do dia de Santo António organizámos um arraial com sardinha assada e música. As
pessoas aderiram de uma forma que até nos deixou emocionados, mas não
admirados. Sabemos bem que as pessoas da Carregueira são muito solidárias, às
vezes precisam apenas de um pequeno alerta”, garantiu Eduarda Caetano.
O grupo está disposto a levar por diante uma grande campanha
e já está a organizar mais uma acção de grande envergadura. O próximo evento
vai decorrer no dia 11 de Julho, pelas 21h30, na Carregueira. “É um grande
concerto musical com Ricardo Oliveira e a Estatuna, Tuna da Escola Superior de
Tecnologia de Abrantes, onde esperamos casa cheia”.
Os bilhetes já estão à venda, podem ser adquiridos no CASC
ou na Junta de Freguesia da Carregueira. As reservas podem ser efectuadas pelo
telefone 249 741 222. “O número de lugares é limitado, por isso pedimos às
pessoas interessadas em adquirir ou reservar o bilhete que o façam o mais
rápido possível”, disse Eduarda Caetano.
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