2013 está a chegar ao fim: qual é a situação dos planos nacionais para as doenças raras na UE?
11 de dezembro de 2013
Projeto
A APAHE foi contactada pelo
Dr. Álvaro Mendes, um psicólogo clínico que se encontra a fazer o
pós-doutoramento, no Centro de Genética Preditiva e Preventiva do Instituto de
Biologia Molecular e Celular (CGPP/IBMC), Porto, explorando a comunicação sobre
informação genética em famílias com doenças neurodegenerativas
Para este projeto, o Dr.
Álvaro Mendes gostaria de entrar em contacto com famílias com casos de doenças
genéticas, sendo que a ideia é realizar entrevistas com doentes e familiares
sobre a experiência da comunicação sobre informação/risco genético.
O Prof. Jorge Sequeiros é um
dos orientadores do projeto.
Estes são os parâmetros que
os voluntários deverão cumprir:
1)
Devem residir nas áreas de
Porto/Aveiro/Coimbra, ou na zona norte da região do Ribatejo.
2)
Devem ter uma doença genética de
hereditariedade dominante (ex.: Ataxia espinocerebelosa tipo 3, SCA3, mais
conhecida como a Doença de Machado-Joseph).
3)
Devem ter a confirmação genética da doença
(mutação).
Informamos ainda que as
entrevistas só vão ter lugar em 2014.
Caso deseje participar neste
projeto, agradecemos que nos contacte via e-mail (apaheportugal@gmail.com).
10 de dezembro de 2013
Famílias poderão entregar benefício fiscal do IVA a IPSS já este ano
A alteração ao Estatuto dos Beneficios Fiscais foi publicada esta segunda-feira em Diário da Republica e tem efeitos retroativos a 1 de Janeiro de 2013
As famílias que assim o desejem vão poder entregar à Igreja ou a uma IPSS o valor do benefício fiscal obtido em IVA, com as faturas do programa e-fatura e a alteração aplica-se já aos rendimentos auferidos a partir de 1 de Janeiro deste ano e que hão-de constar na declaração de IRS de 2014.
As famílias que assim o desejem vão poder entregar à Igreja ou a uma IPSS o valor do benefício fiscal obtido em IVA, com as faturas do programa e-fatura e a alteração aplica-se já aos rendimentos auferidos a partir de 1 de Janeiro deste ano e que hão-de constar na declaração de IRS de 2014.
A alteração ao Estatuto dos Benefícios fiscais foi hoje
publicada em Diário da República e estipula que o valor do incentivo “pode ser
atribuído à mesma igreja ou comunidade religiosa radicada em Portugal, à mesma
pessoa coletiva de utilidade pública de fins de beneficência, de assistência ou
humanitários, ou à mesma instituição particular de solidariedade social,
constante da lista oficial de instituições, escolhida pelo sujeito passivo para
receber a consignação de quota do IRS”.
Atualmente, recorde-se, já é possível, no momento do
preenchimento da declaração de IRS, encaminhar 0,5% do imposto liquidado a uma
instituição de solidariedade social.
O benefício fiscal em sede de IVA tem o limite de 250 euros por
agregado familiar e decorre do facto de ser possível deduzir 15% do IVA
suportado em serviços de manutenção e reparação de automóveis e motociclos,
alojamento e restauração e salões de beleza e cabeleireiros.
9 de dezembro de 2013
Boas Festas
.png)
A APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias vem desta forma expressar, a todos os associados e amigos, votos sinceros de Festas Felizes!
NOME: APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias
SEDE: Rua 25 de Abril n.º 82, 8950-122 Castro Marim,
Portugal
TELEMÓVEL: (+351) 926982647
TWITTER: @apaheportugal
NIPC: 507358376
NIB: 0045 5070
40245884952 06
IBAN:
PT50004550704024588495206
BIC/SWIFT: CCCMPTPLAtaxia espinocerebelosa
A ataxia espinocerebelosa
faz parte do grupo das ataxias autossómicas dominantes.
Ataxia
espinocerebelosa tipo 1 (SCA1)
Anteriormente chamada de
“atrofia olivopontocerebelosa”, caracteriza-se pelo aparecimento de uma ataxia
cerebelosa do tronco e membros, com distúrbios na marcha, desequilíbrios,
lentidão nos movimentos voluntários. O discurso é afetado, podendo ocorrer disartria
e disfagia; também podem ocorrer tremores da cabeça e do tronco, e paralisia do
nervo oculomotor. A nível dos sintomas extrapiramidais, pode ocorrer rigidez e
tremor parkinsoniano. Os reflexos patelar e aquileu são alterados. Distúrbios
urinários podem ocorrer com perda fecal. Demência, se ocorrer, é geralmente
leve.
Um exame ao cérebro revela
uma redução acentuada da meia-ponte ventral do cerebelo, mostrando atrofia em
áreas relativamente grandes. Histologicamente, são encontrados processos e
meios de desmielinização de pedúnculos cerebelares dos hemisférios do cerebelo
para reduzir o número de células da camada granular. Os núcleos revelam uma
perda massiva de células. Foram encontradas alterações degenerativas e perda de
células na substância negra.
A ataxia espinocerebelosa
tipo 1 é um defeito localizado no cromossoma 6p22-p23.
Ataxia
espinocerebelosa tipo 2 (SCA2)
Este tipo de ataxia
espinocerebelosa afeta maioritariamente a população de Cuba e pode começar com
a idade de dois anos, mas existem relatos do início da doença aos 65 anos.
A ataxia espinocerebelosa
tipo 2 é causada por um defeito localizado no cromossoma 12q23-q24.
Ataxia
espinocerebelosa tipo 3 (SCA3), ou Doença de Machado-Joseph (DMJ)
Em termos de sintomas, a
doença é classificada em três tipos.
Tipo I: os sintomas
geralmente aparecem nas duas primeiras décadas de vida. Manifestam-se por uma
caminhada lenta e dura, com a ampliação da base de apoio. Podem ocorrer
movimentos espásticos dos membros inferiores.
Tipo II (ou tipo atáxica): é
o tipo mais comum da doença e manifesta-se por disartria, ataxia da marcha e
das extremidades. O início dos sintomas ocorre entre os 20 e os 40 anos,
envolvendo a espasticidade, a rigidez e a distonia.
Tipo III (ou ataxia
amiotrófica): desenvolve-se entre os 50 e os 70 anos e incluem distúrbios como
a disartria, a ataxia da marcha e das extremidades. Os reflexos são diminuídos
ou ausentes.
O gene defeituoso da DMJ
está localizado no cromossoma 14q24-q32.
Outras
formas de ataxias autossómicas dominantes
§ Ataxia
espinocerebelosa tipo 4 (SCA4), cujo defeito está localizado no cromossoma 16q24-ter
§ Ataxia
espinocerebelosa tipo 5 (SCA5), cujo defeito está localizado no cromossoma 11
§ Ataxia
espinocerebelosa tipo 6 (SCA6)
§ Doença
atrófica dentatorubropalidoluisiana, que é causada por repetições CAG triplas
no cromossoma 12p12-ter
§ Ataxia
espinocerebelosa tipo 7 (SCA7), com síndroma de degeneração da retina, é
causada por anormalidades no cromossoma 3p12-p2
5 de dezembro de 2013
Isoformas mRNA de frataxina em pacientes com ataxia de Friedreich (FRDA) e sujeitos normais: efeito da suplementação de Tocotrienol.
Resumo
A ataxia de Friedreich (FRDA) é causada pela expressão
deficiente da proteína mitocondrial frataxina envolvida na formação de
complexos de ferro-enxofre e pelo consequente estresse oxidativo. Analisámos os
efeitos da suplementação de tocotrienol de baixa dose na expressão das três
variantes de isoformas (FXN-1, FXN-2 e FXN-3) em células mononucleares do
sangue de pacientes com FRDA e em indivíduos saudáveis. Em pacientes com FRDA, o
tocotrienol leva a um aumento significativo e específico da expressão FXN-3,
não afetando as expressões FXN-1 e FXN-2. Como não estavam disponíveis quaisquer
detalhes estruturais e funcionais para as FNX-2 e FXN-3, foram construídos
modelos 3D. A FXN-1, a isoforma canónica, estava estão ancorada no complexo humano
de ferro-enxofre e interações funcionais foram computorizadas; quando a FXN-1
foi substituída pela FXN-2 ou FNX-3, descobrimos que as interações foram
mantidas, sugerindo um possível papel biológico para ambas as isoformas em
células humanas. Finalmente, a fim de avaliar se o realce da FXN-3 pelo
tocotrienol foi mediado pelo aumento de recetor ativado pelo peroxissoma-γ
(PPARG), foi avaliada a expressão PPARG. Com uma dose baixa de tocotrienol, o
aumento da expressão de FXN-3 parecia ser independente da expressão PPARG. Os nossos
dados mostram que é possível modular a expressão mRNA das isoformas de
frataxina menores e que eles podem ter um papel funcional.
Novo livro da EURORDIS apresenta a perspetiva das pessoas com doenças raras acerca dos registos
Os registos são ferramentas fundamentais para a compreensão
da história natural das doenças raras, captando necessidades médicas por
colmatar, reunindo dados críticos para a investigação e registando o
acompanhamento dos benefícios e riscos dos tratamentos.
O inquérito revela que os doentes compreendem e valorizam a
abordagem europeia aos registos de doenças raras, favorecendo vivamente a sua
regulação pela UE. Uma plataforma europeia de registos deve ter financiamento
público e os doentes devem estar envolvidos em todos os aspetos da sua
governação. É necessário desenvolver capacidades que assegurem este
envolvimento dos doentes.
A publicação do novo livro da EURORDIS vem num momento
essencial, pois as partes interessadas procuram formas de harmonizar e
coordenar o registo de pessoas com doenças raras mediante normas aceites a
nível global e políticas congruentes que promovam a recolha e a partilha
eficazes de dados sobre doenças raras. A EURORDIS procura ativamente garantir
que a voz unificada das pessoas com doenças raras na Europa está bem
representada e que os esforços contínuos permaneçam centrados nos doentes.
Louise Taylor, Communications and Development Writer,
EURORDIS
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
Subscrever:
Mensagens (Atom)