6 de março de 2013

Quanto custa cuidar de com uma pessoa com Ataxia de Friedreich?


Se acedermos aos resultados da investigação no jornal de livre acesso Orphanet Journal of Rare Diseases, os cuidados com os pacientes de AF ascendem a entre 11,000 e 19,000 libras (17000 e 29000 dólares) por pessoa, anualmente.

Mas o estudo rapidamente acrescenta que o custo estimado abarca unicamente os custos médicos e não inclui custos como a perda de trabalho e cuidados em casa para pacientes jovens.

A Dra. Paola Giunti, uma das autoras, disse: “Os nossos resultados demonstram que as necessidades das pessoas com Ataxia de Friedreich são diferentes, com custos diferentes, das necessidades das pessoas com a Doença de Parkinson e que uma estratégia comum é pouco provável que providencie o melhor cuidado a pessoas com doenças raras.”
Qual a finalidade do estudo? Uma melhor e apropriada compreensão da mais acertada localização de recursos é importante para minimizar o efeito da Ataxia de Friedreich na vida das pessoas, enquanto se tenta maximizar a qualidade de vida dessas mesmas pessoas


Prémios de 2013 da EURORDIS reconhecem a excelência na comunidade das doenças raras


A 26 de fevereiro, membros da comunidade das doenças raras foram galardoados pelos seus extraordinários esforços em prol da melhoria da situação das pessoas que vivem com doenças raras. Partes interessadas de diferentes áreas da comunidade das doenças raras – associações de doentes, responsáveis pela elaboração de políticas, cientistas, voluntários, média e indústria biofarmacêutica – viram as suas valiosas contribuições ser reconhecidas. Os galardoados com os prémios deste ano foram selecionados de entre mais de 100 nomeações propostas por membros, voluntários e funcionários da EURORDIS.
Este ano, foram atribuídos dez Prémios EURORDIS. A antiga primeira dama alemã, Eva Luise Köhler, recebeu um Prémio de Carreira em honra do seu longo registo de dedicação e empenho na resolução dos problemas e necessidades das pessoas que vivem com doenças raras. A deputada do Parlamento Europeu, Françoise Grossetête, recebeu o Prémio para um Responsável pela Elaboração de Políticas pelas suas intervenções a favor de legislação que beneficie as pessoas com doenças raras. A Dr.ª Ruxandra Draghia-Akli recebeu o Prémio por Liderança Europeia na Área das Doenças Raras por tudo o que fez enquanto Diretora de Pesquisa em Saúde na Comissão Europeia e pela sua liderança em nome do Consórcio Internacional de Investigação sobre Doenças Raras (IRDiRC), do qual é atualmente presidente. A Dr.ª Ségolène Aymé recebeu o Prémio Científico pela sua excelência científica e por criar e desenvolver a Orphanet, o principal portal de referência onde se pode obter informação validada por especialistas sobre doenças raras e medicamentos órfãos. O prémio reconhece também os seus papéis enquanto presidente do Comité Europeu de Peritos em matéria de Doenças Raras (EUCERD), do Secretariado Científico do IRDiRC e enquanto diretora do Grupo Consultivo Temático para as Doenças Raras, que tem a seu cargo rever a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. O Prémio Média foi atribuído a Andrew Jack, do Financial Times, pela sua contribuição para melhorar a compreensão e a sensibilização para as questões relacionadas com as doenças raras.
Este ano, foram concedidos três Prémios Empresas: a Celgene Corporation viu reconhecido o seu sólido percurso na área das doenças órfãs. A Celgene detém diversas designações como medicamentos órfãos e medicamentos aprovados dirigidos às necessidades das pessoas com doenças raras, além de uma série significativa de medicamentos em desenvolvimento. A Prosensa recebeu o prémio em reconhecimento da sua inovação e compromisso e pelo seu envolvimento com grupos de doentes; por fim, a Genzyme, uma empresa do grupo Sanofi, foi galardoada devido aos seus feitos pioneiros e iniciativas que tomou para assegurar o acesso dos doentes aos medicamentos para as doenças raras.
O Prémio da EURORDIS para uma Associação de Doentes foi levado para casa pela Alström Syndrome UK pelos seus extraordinários feitos, empenho duradouro e participação em projetos e iniciativas a nível europeu. Por fim, Lesley Green recebeu o Prémio Voluntariado pela sua dedicação excecional e continuada em nome da comunidade das doenças raras. A EURORDIS felicita todos os vencedores deste ano e agradece a cada um deles pelas suas contribuições em prol das pessoas que vivem com doenças raras.

Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira
 

1 de março de 2013

A APAHE no “A tarde é sua”, TVI – 28/02/2013


Entrevista com Fátima d’Oliveira, Presidente da Direção da APAHE e paciente de Ataxia de Friedreich (ataxia hereditária recessiva).

Também com a presença de Manuel João Carrinho, sócio da APAHE e paciente da Doença de Machado-Joseph (ataxia hereditária dominante).
A APAHE deseja expressar aqui o seu mais profundo agradecimento ao CASC – Centro de Apoio Social da Carregueira, pela amabilidade em fornecer o transporte em veículo adaptado.


 

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Santhera interrompe a venda de Catena® no Canadá


Liestal, Suíça, 27/02/2013 – A Santhera Pharmaceuticals (SIX: SANN) anunciou hoje a retirada voluntária de Catena® do mercado canadiano. Esta decisão segue-se à revisão de informação de revisão adicional de ensaios clínicos com pacientes com ataxia de Friedreich e subsequente consulta com o Ministério da Saúde canadiano.

A Santhera Pharmaceuticals (Canadá), Inc., a proprietária da autorização mercantil condicional no Canadá para a comercialização de Catena® para o tratamento de ataxia de Friedreich, vai interromper as vendas, a partir de 30 de Abril de 2013. O Catena® tinha sido autorizado condicionalmente no Canadá em Julho de 2008 com base em evidências prometedoras demonstradas de eficácia clínica no tratamento de pacientes com ataxia de Friedreich. Uma das condições da autorização era a de providenciar evidências confirmatórias da sua eficácia em posteriores ensaios clínicos. Contudo, a informação resultante do programa de estudos conduzidos não foi considerada pelo Ministério da Saúde canadiano para providenciar tal confirmação e no seguimento da consulta entre a Santhera e o Ministério da Saúde canadiano, a Santhera concordou em retirar voluntariamente o Catena® do mercado canadiano.

Não foram identificados motivos de segurança específicos para esta ação e a retirada não impede a submissão de novas aplicações para autorizações mercantis no futuro. Foi acordada com o Ministério de Saúde canadiano uma estratégia de comunicação para médicos e pacientes.
Sobre a Santhera

A Santhera Pharmaceuticals (SIX: SANN) é uma companhia farmacêutica suíça, focada no desenvolvimento e comercialização de produtos farmacêuticos inovadores para o tratamento doenças órfãs neuromusculares e mitocondriais, áreas médicas não atendidas e sem terapias atuais. Para mais informação, por favor visite http://www.santhera.com.

 Catena® é uma marca registada de Santhera Pharmaceuticals.

 Para mais informação, contate

Thomas Meier, C.E.O.

Telefone: +41 61 906 89 64


20 de fevereiro de 2013

Adoção das Recomendações do EUCERD sobre Redes Europeias de Referência para as Doenças Raras promove acesso ao diagnóstico e a cuidados

No sétimo encontro do Comité de Peritos da União Europeia em matéria de Doenças Raras (EUCERD), a 31 de janeiro de 2013, no Luxemburgo, o documento do EUCERD Recommendations on Rare Disease European Reference Networks (Recomendações sobre Redes Europeias de Referência para as Doenças Raras) foi aprovado por unanimidade. É a terceira recomendação deste tipo a ser adotada pelo EUCERD, incluindo 21 recomendações individuais sobre a missão, a visão, o âmbito, a designação, a administração, a estrutura, o financiamento e a avaliação das Redes Europeias de Referência (RER). Desde o início que a EURORDIS tem estado envolvida no processo de reflexão sobre os Centros de Referência e as Redes Europeias de Referência, tendo os seus representantes no EUCERD participado ativamente na elaboração das recomendações deste comité.

As Recomendações do EUCERD sobre as Redes Europeias de Referência (RER) para as Doenças Raras sustentam o trabalho do Grupo de Peritos em Cuidados de Saúde Transfronteiriços. Este grupo de peritos está atualmente a trabalhar com a Comissão Europeia sobre o processo de aplicação da Diretiva Europeia sobre o direito dos doentes em matéria de cuidados de saúde transfronteiriços (Diretiva 2011/24/UE), adotada a 28 de fevereiro de 2011 para melhorar a igualdade de acesso ao diagnóstico, aos cuidados e ao tratamento em toda a União Europeia (UE). Este acesso é particularmente crítico no domínio das doenças raras, pois as populações de doentes e os conhecimentos especializados são escassos e estão dispersos e os países, a nível individual, não possuem recursos que permitam o diagnóstico e os cuidados especializados para cada uma das mais de 6000 doenças raras identificadas até à data.

O conceito geral e o método de concretização das RER estão definidos no Artigo 12.º da Diretiva da UE relativa ao exercício dos direitos dos doentes em matéria de cuidados de saúde transfronteiriços. As recomendações do EUCERD centram-se nas especificidades das doenças raras e nos critérios para o estabelecimento e a avaliação de RER para as doenças raras, assim como na troca e divulgação de informações.

As RER proporcionarão o enquadramento para as vias para os cuidados de saúde das pessoas com doenças raras, através de um nível elevado de especialização integrada. As RER irão promover o acesso a ferramentas comuns, tais como registos, telemedicina e orientações sobre boas práticas clínicas para o diagnóstico e os cuidados. Os Centros de Referência designados nacionalmente serão os participantes nucleares das RER, que também integram centros associados e profissionais de saúde adequados. A Recomendação do Conselho relativa a uma ação europeia em matéria de doenças raras (8 de junho de 2009) incentiva os Estados-membros da UE a fomentar a participação dos Centros de Referência nas RER. O EUCERD já emitiu recomendações sobre os critérios de qualidade para estes Centros de Referência (saiba mais).

Para Yann Le Cam, Diretor Executivo da EURORDIS e vice-presidente do EUCERD, «A estratégia para as RER consiste em abranger todas as doenças raras e em certificar-se de que todos os doentes da Europa dos 27 têm acesso a um profissional de saúde associado a uma destas RER. Este processo será gradual, começando em 2014/2015 com doenças para as quais já existem redes de referência, registos, grupos de doentes, medicamentos órfãos e orientações, prevendo-se que demore mais de 10 anos até que se concretize totalmente a sua implementação e o seu potencial.»

Quando nos aproximamos do 6.º Dia das Doenças Raras, no último dia de fevereiro, as Recomendações do EUCERD sobre as Redes Europeias de Referência para as Doenças Raras vêm cimentar o caminho para que o lema deste ano do Dia das Doenças Raras, «Doenças Raras sem Fronteiras», se torne uma realidade.


Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira

Fonte: http://www.eurordis.org/pt-pt/news/adocao-das-recomendacoes-do-eucerd-sobre-redes-europeias-de-referencia-para-doencas-raras-promove-acesso-ao-diagnostico-e-c