1 de março de 2013

Santhera interrompe a venda de Catena® no Canadá


Liestal, Suíça, 27/02/2013 – A Santhera Pharmaceuticals (SIX: SANN) anunciou hoje a retirada voluntária de Catena® do mercado canadiano. Esta decisão segue-se à revisão de informação de revisão adicional de ensaios clínicos com pacientes com ataxia de Friedreich e subsequente consulta com o Ministério da Saúde canadiano.

A Santhera Pharmaceuticals (Canadá), Inc., a proprietária da autorização mercantil condicional no Canadá para a comercialização de Catena® para o tratamento de ataxia de Friedreich, vai interromper as vendas, a partir de 30 de Abril de 2013. O Catena® tinha sido autorizado condicionalmente no Canadá em Julho de 2008 com base em evidências prometedoras demonstradas de eficácia clínica no tratamento de pacientes com ataxia de Friedreich. Uma das condições da autorização era a de providenciar evidências confirmatórias da sua eficácia em posteriores ensaios clínicos. Contudo, a informação resultante do programa de estudos conduzidos não foi considerada pelo Ministério da Saúde canadiano para providenciar tal confirmação e no seguimento da consulta entre a Santhera e o Ministério da Saúde canadiano, a Santhera concordou em retirar voluntariamente o Catena® do mercado canadiano.

Não foram identificados motivos de segurança específicos para esta ação e a retirada não impede a submissão de novas aplicações para autorizações mercantis no futuro. Foi acordada com o Ministério de Saúde canadiano uma estratégia de comunicação para médicos e pacientes.
Sobre a Santhera

A Santhera Pharmaceuticals (SIX: SANN) é uma companhia farmacêutica suíça, focada no desenvolvimento e comercialização de produtos farmacêuticos inovadores para o tratamento doenças órfãs neuromusculares e mitocondriais, áreas médicas não atendidas e sem terapias atuais. Para mais informação, por favor visite http://www.santhera.com.

 Catena® é uma marca registada de Santhera Pharmaceuticals.

 Para mais informação, contate

Thomas Meier, C.E.O.

Telefone: +41 61 906 89 64


20 de fevereiro de 2013

Adoção das Recomendações do EUCERD sobre Redes Europeias de Referência para as Doenças Raras promove acesso ao diagnóstico e a cuidados

No sétimo encontro do Comité de Peritos da União Europeia em matéria de Doenças Raras (EUCERD), a 31 de janeiro de 2013, no Luxemburgo, o documento do EUCERD Recommendations on Rare Disease European Reference Networks (Recomendações sobre Redes Europeias de Referência para as Doenças Raras) foi aprovado por unanimidade. É a terceira recomendação deste tipo a ser adotada pelo EUCERD, incluindo 21 recomendações individuais sobre a missão, a visão, o âmbito, a designação, a administração, a estrutura, o financiamento e a avaliação das Redes Europeias de Referência (RER). Desde o início que a EURORDIS tem estado envolvida no processo de reflexão sobre os Centros de Referência e as Redes Europeias de Referência, tendo os seus representantes no EUCERD participado ativamente na elaboração das recomendações deste comité.

As Recomendações do EUCERD sobre as Redes Europeias de Referência (RER) para as Doenças Raras sustentam o trabalho do Grupo de Peritos em Cuidados de Saúde Transfronteiriços. Este grupo de peritos está atualmente a trabalhar com a Comissão Europeia sobre o processo de aplicação da Diretiva Europeia sobre o direito dos doentes em matéria de cuidados de saúde transfronteiriços (Diretiva 2011/24/UE), adotada a 28 de fevereiro de 2011 para melhorar a igualdade de acesso ao diagnóstico, aos cuidados e ao tratamento em toda a União Europeia (UE). Este acesso é particularmente crítico no domínio das doenças raras, pois as populações de doentes e os conhecimentos especializados são escassos e estão dispersos e os países, a nível individual, não possuem recursos que permitam o diagnóstico e os cuidados especializados para cada uma das mais de 6000 doenças raras identificadas até à data.

O conceito geral e o método de concretização das RER estão definidos no Artigo 12.º da Diretiva da UE relativa ao exercício dos direitos dos doentes em matéria de cuidados de saúde transfronteiriços. As recomendações do EUCERD centram-se nas especificidades das doenças raras e nos critérios para o estabelecimento e a avaliação de RER para as doenças raras, assim como na troca e divulgação de informações.

As RER proporcionarão o enquadramento para as vias para os cuidados de saúde das pessoas com doenças raras, através de um nível elevado de especialização integrada. As RER irão promover o acesso a ferramentas comuns, tais como registos, telemedicina e orientações sobre boas práticas clínicas para o diagnóstico e os cuidados. Os Centros de Referência designados nacionalmente serão os participantes nucleares das RER, que também integram centros associados e profissionais de saúde adequados. A Recomendação do Conselho relativa a uma ação europeia em matéria de doenças raras (8 de junho de 2009) incentiva os Estados-membros da UE a fomentar a participação dos Centros de Referência nas RER. O EUCERD já emitiu recomendações sobre os critérios de qualidade para estes Centros de Referência (saiba mais).

Para Yann Le Cam, Diretor Executivo da EURORDIS e vice-presidente do EUCERD, «A estratégia para as RER consiste em abranger todas as doenças raras e em certificar-se de que todos os doentes da Europa dos 27 têm acesso a um profissional de saúde associado a uma destas RER. Este processo será gradual, começando em 2014/2015 com doenças para as quais já existem redes de referência, registos, grupos de doentes, medicamentos órfãos e orientações, prevendo-se que demore mais de 10 anos até que se concretize totalmente a sua implementação e o seu potencial.»

Quando nos aproximamos do 6.º Dia das Doenças Raras, no último dia de fevereiro, as Recomendações do EUCERD sobre as Redes Europeias de Referência para as Doenças Raras vêm cimentar o caminho para que o lema deste ano do Dia das Doenças Raras, «Doenças Raras sem Fronteiras», se torne uma realidade.


Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira

Fonte: http://www.eurordis.org/pt-pt/news/adocao-das-recomendacoes-do-eucerd-sobre-redes-europeias-de-referencia-para-doencas-raras-promove-acesso-ao-diagnostico-e-c


16 de fevereiro de 2013

O SINEUP permite que os cientistas selecionem genes individuais em células, para aumentar a produção de proteínas


Uma das biotecnologias mais inovadoras da última década, foi recentemente desenvolvida. O SINEUP permitiu aos cientistas, pela primeira vez, selecionarem genes individuais em células para que se bata, ou aumente, a quantidade de proteínas que produzem. A técnica vai melhorar a produção de proteínas, analisar a função dos genes e construir uma função celular melhorada.

Esta nova tecnologia é baseada na investigação pioneira levada a cabo no laboratório do Dr. Stefano Gustincich, na SISSA, em Trieste (Itália). O mecanismo baseia-se na descoberta de uma função inteiramente nova do ARN. Apesar de ser mais conhecido como uma molécula ARN mensageira constituída por genes para a síntese de proteínas, a maioria do ARN não é, de facto, constituída por genes. Já chegou a ser considerado lixo, mas cada vez mais têm sido descobertas funções importantes para o ARN não codificado.

Trabalhando com colaboradores do RIKEN em Yokohama (Japão), o laboratório do Dr. Gustincich identificou um ARN não codificado que especificamente se liga ao ARN mensageiro (mARN) do gene alvo. Age então como uma autêntica dama-de-companhia, escoltando eficientemente o mARN alvo às ribossomas, onde as proteínas são produzidas. A nova tecnologia tem sido testada numa variedade de células diferentes e através de uma variedade de genes. Têm-se visto grandes aumentos nos níveis de proteínas, até dez vezes mais.

A tecnologia é comercializada pela TransSINE Technologies e Cell Guidance Systems. Piero Caminci, CEO da TransSINE Technologies, comentou, “De muitas formas, a técnica é o oposto do ARNi, uma técnica usada amplamente que derruba genes, visando-os para degradação antes de serem traduzidos em proteínas. Ambas as técnicas SINEUP e ARNi possuem um vasto leque de utilizações na investigação e biotecnologia, para não mencionar o potencial para novos medicamentos.” Michael Jones, CEO da Cell Guidance Systems, comentou, “Temos tido uma grande resposta inicial dos investigadores e empresas de bio produção. Esta tecnologia vai ter um enorme impacto na investigação celular e no campo médico mais amplo. Estamos muito animados por estar envolvidos nesta história em evolução.””

15 de fevereiro de 2013

Médicos obrigados a partir de hoje a declarar conflitos de interesses

Profissionais de saúde, sociedades científicas e associações de doentes têm 30 dias para declarar ao Infarmed todos os apoios que recebam da indústria farmacêutica.
 
Os médicos, sociedades científicas e associações de doentes passam a partir de hoje a ter de declarar publicamente todos os apoios, directos ou indirectos, que recebam da indústria farmacêutica, sob pena de pagarem multas que podem chegar aos 45 mil euros.
Esta é uma das principais medidas da sétima alteração ao Estatuto do Medicamento, publicada ontem em Diário da República e que entra em vigor nesta sexta-feira.
Todas as entidades envolvidas no circuito do medicamento têm agora 30 dias para declarar eventuais conflitos de interesses à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que os publicitará “de modo imediato e automático” na sua página de Internet.
A prática, que está instituída em vários países estrangeiros, obriga os profissionais de saúde que escolhem os medicamentos pagos com verbas públicas nos hospitais a fazer declarações públicas de conflitos de interesses, por exemplo revelando os congressos patrocinados pela indústria farmacêutica em que participem.
Mas outras situações há em que estas ligações nem sempre eram claras, como a relação dos laboratórios com associações de doentes que usam os seus medicamentos ou o facto de médicos exercerem como consultores da indústria farmacêutica, recebendo em troca apoios indirectos como equipamentos e outros bens.
“Entre as matérias reguladas de novo pelo presente diploma, cumpre referir as regras de transparência aplicáveis à emissão de comentários, análises e estudos, veiculados por entidades que sejam patrocinadas por operadores no âmbito da economia do medicamento, do mesmo modo que importa acautelar a transparência das manifestações públicas de grupos da sociedade civil”, lê-se na introdução ao decreto-lei agora publicado.
“Pretende-se ainda dar a conhecer a atribuição e a recepção, entre quaisquer entidades, de vantagens económicas com influência no exercício de actividade enquadrada pela política do medicamento, desde as associações de doentes às sociedades de estudos clínicos e aos profissionais de saúde”, acrescenta-se.
Multas até 45 mil euros
O estatuto do medicamento que vigorava até aqui determinava apenas que todos profissionais que colaborassem com o Infarmed deviam declarar a inexistência de qualquer conflito de interesses. Com o novo diploma, aprovado em Dezembro em Conselho de Ministros e entretanto promulgado pelo Presidente da República, estas declarações, além de se tornarem públicas e obrigatórias, passam a abranger todos os agentes do sector, sejam particulares ou empresas, o que inclui as associações de doentes e as sociedades científicas.
Além da publicitação no site do Infarmed, o diploma estabelece ainda que os profissionais de saúde e as associações vão ter de assumir os patrocínios que recebam de laboratórios “em todo o documento destinado a divulgação pública que emitam no âmbito da sua actividade”.
Quem não o fizer arrisca pagar multas que podem ir dos 2000 aos 3750 euros, para pessoa singular, ou até aos 45 mil euros, no caso de pessoas colectivas. O diploma estabelece ainda um agravamento destas penalizações em situações de conduta irregular grave ou reiterada, incluindo a interdição da actividade ou a proibição de participar em concursos públicos até ao máximo de dois anos.
A obrigatoriedade de se declararem conflitos de interesses, já defendida publicamente pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, era uma das várias recomendações incluídas no polémico parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida que, no final de 2012, desencadeou enorme controvérsia por considerar legítimas eventuais limitações do acesso a terapêuticas mais caras e de eficácia duvidosa nas unidades do Serviço Nacional de Saúde.
 

Tratamento e bio marcador para a ataxia de Friedreich


Detalhes

Título do projeto

Tratamento e bio marcador para a ataxia de Friedreich

Código

4935

Descrição breve

Métodos para tratamento da ataxia de Friedreich através da administração de anti-microRNA ao miR 886-3p; métodos de diagnóstico através da medição dos níveis de miR 886-3p.

Resumo

Invenções: Métodos para tratamento da ataxia de Friedreich através da administração de anti-microRNA ao miR 886-3p; métodos de diagnóstico através da medição dos níveis de miR 886-3p.

Informação da doença: A ataxia de Friedreich (AF) é uma doença hereditária autossómica recessiva que causa danos progressivos ao sistema nervoso, resultando numa variedade de sintomas, desde fraqueza muscular até problemas cardíacos, passando por problemas na fala. A AF é a ataxia hereditária mais comum afetando cerca de 1 em cada 50.000 pessoas nos EUA. Ambos os sexos são igualmente afetados.

Os sintomas normalmente começam a surgir entre os 5 e os 15 anos, mas podem aparecer tão cedo como aos 18 meses, ou tão tarde como aos 30 anos. Geralmente, 15 ou 20 anos após o aparecimento dos primeiros sintomas os pacientes com AF estão confinados a uma cadeira de rodas e em fases mais avançadas da doença, ficam completamente incapacitados. A maioria das pessoas com AF morre no início da idade adulta se houverem problemas cardíacos significativos, a causa de morte mais comum. Algumas pessoas com sintomas menos severos vivem muito mais tempo.

Diagnósticos existentes:  

A AF é causada por mutações no gene frataxina – nomeadamente, a extensão tripla repetida GAA.TTC. Testes genéticos providenciam um diagnóstico conclusivo. Normalmente, o primeiro sintoma é dificuldade em caminhar e exames clínicos levam a um teste genético.

Tratamentos existentes:

Atualmente não há cura ou tratamento para a AF, para além do idebenone, que é usado para tratar a AF no Canadá e que foi rejeitado pelos reguladores norte-americanos e europeus. Os sintomas e consequentes complicações podem ser tratadas. A diabetes e os problemas cardíacos podem ser tratados com medicamentos. Os problemas ortopédicos, tais como deformidades do pé e escoliose, podem ser tratados com aparelhos ou cirurgia. A fisioterapia pode prolongar o uso dos braços e das pernas.

Detalhes da invenção:

Como não foram reportadas investigações sobre o papel dos micro-RNAs (miR) na AF, os investigadores da Cornell (Nova Iorque, EUA) comparam mIR de pacientes com AF com controlos, e identificaram 27 miRs que estavam sobre-regulamentados com hsa-miR-886-3p (miR-886-3p), tendo um dos níveis mais altos. Testes de seguimento em amostras sanguíneas periféricas de pacientes confirmaram a sobre-regulamentação deste miR. Num estudo em células de pacientes, uma redução seletiva na miR-886-3p através dum anti-miR, levou a uma elevação da mensagem FXN e dos níveis proteicos. O trabalho permite um teste de diagnóstico para os níveis miR-886-3p e uma terapêutica, nomeadamente a administração de moléculas anti-miR-886-3p.

Situação atual:

Já foi reservada uma aplicação da patente para 2015. Entretanto, o trabalho decorre no laboratório dos investigadores.

 

 

Dia das Doenças Raras - 28 Fevereiro 2013, Vídeo Oficial

6 de fevereiro de 2013

A EURORDIS envolverá os doentes no projeto RD-Connect, que liga as fontes de dados sobre doenças raras

Além do arranque oficial do projeto RD-Connect, o dia 1 de novembro de 2012 marcou ainda o início de uma nova era na investigação das doenças raras, em que os doentes se podem constituir como parceiros de pleno direito. NECESSITAMOS DE SI no processo de definir as práticas para as novas tecnologias que tenham impacto em outros domínios da investigação e da medicina!

A EURORDIS é um dos 27 parceiros plenos do RD-Connect, um novo projeto de seis anos lançado recentemente para ser uma plataforma integrada para a ligação de bases de dados, registos, bioinformática clínica e bancos de recursos biológicos destinada à investigação das doenças raras. A EURORDIS participa ativamente em muitas facetas do projeto e, por esse motivo, tem ampla oportunidade de refletir a voz dos doentes nas suas várias atividades.

Financiado pelo Sétimo Programa-Quadro Europeu sob os auspícios do Consórcio Internacional de Investigação sobre Doenças Raras (IRDiRC), o RD-Connect irá desenvolver uma infraestrutura global para a partilha dos resultados de projetos de investigação, começando pelo projeto EURenOmics, dedicado às causas, ao diagnóstico, aos biomarcadores e aos modelos patológicos de perturbações renais raras, e pelo projeto Neuromics, que utilizará a técnicas de sequenciação do exoma completo de última geração para aumentar os conhecimentos genéticos sobre as doenças neurodegenerativas e neuromusculares raras. O projeto RD-Connect contribui para os objetivos globais do IRDiRC de desenvolver os meios de diagnosticar todas as doenças raras e de produzir 200 novas terapias até ao ano 2020.

Existem oportunidades de envolvimento dos doentes em todos os módulos de trabalho do projeto RD-Connect. A EURORDIS irá contribuir fortemente para a preparação e a distribuição de materiais pedagógicos e para a consulta de pessoas com doenças raras sobre temas relacionados com a investigação «ómica» (saiba mais) e o cruzamento de dados dos doentes entre diferentes infraestruturas e além fronteiras. Por causa do seu envolvimento direto em projetos em curso, apoiando o desenvolvimento de bancos de recursos biológicos e de registos, a EURORDIS irá contribuir para os módulos de trabalho do RD-Connect que se centram neste tipo de infraestruturas. Por fim, a EURORDIS assegurará a interação e a coordenação da rede RD-Connect com outras iniciativas europeias e não europeias, assim como a divulgação dos resultados do projeto RD-Connect a nível internacional.


Durante a reunião de abertura do RD-Connect, realizada a 24 de janeiro em Barcelona, a EURORDIS organizou um painel de discussão com os investigadores para obter ideias específicas sobre a forma de maximizar o envolvimento dos doentes de forma significativa. Uma área a explorar em breve consiste na obtenção da opinião dos doentes sobre a nova era da investigação médica possibilitada pelas descobertas tecnológicas. Os avanços científicos de ponta levantam muitas questões de natureza prática e ética. Nos próximos meses, será pedido aos doentes que deem a sua opinião sobre questões como as descobertas incidentais, a propriedade dos dados, a partilha dos dados e a privacidade.

Para obter mais informações, entre em contato com Anna Kole (anna.kole@eurordis.org)
Tradutores: Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira

Page created: 06/02/2013
Page last updated: 05/02/2013