16 de dezembro de 2012

Investigadores descobrem nova forma de ataxia hereditária

As ataxias são problemas com o movimento e a coordenação, que também podem afetar a fala e o equilíbrio. Investigadores das Universidades de Oxford e Edimburgo (Reino Unido) descobriram uma nova forma de ataxia, relacionada com a ataxia de Lincoln, uma doença primeiramente detetada nos parentes do Presidente dos EUA, Abraham Lincoln.

 A ataxia de Lincoln, também conhecida como ataxia espinocerebelar tipo 5 (SCA5), afeta o cerebelo, a parte do cérebro que controla o movimento e o equilíbrio. É causada por uma mutação em uma cópia do gene para a espectrina
Para tentar descobrir a causa desta ataxia infantil com comprometimento cognitivo, os investigadores usaram uma sequência completa de genoma, da próxima geração, para rastrear os genomas de uma família consanguínea (uma família onde as pais são parentes), assim como estudos em ratos geneticamente modificados. Descobriram que as crianças afetadas têm mutações em ambas as cópias do gene. Esta doença mais grave foi chamada de ataxia cerebelar recessiva autossómica associada à espectrina tipo 1 (SPARCA1), e é o primeiro relatório de qualquer doença relacionada com a espectrina onde ambas as cópias do gene são defeituosas, de acordo com os investigadores. O estudo foi publicado na PLOS Genetics.


10 de dezembro de 2012

Dr. Luís Pereira de Almeida


Excerto da palestra do Dr. Luís Pereira de Almeida (Centro de Neurociência e Biologia Celular, Universidade de Coimbra) no evento organizado pela APAHE para assinalar o Dia Internacional das Ataxias,  que teve lugar em Coimbra, no dia 22/09/2012 – 1.ª parte.
Desde já, apresentamos as n/ maiores desculpas pela qualidade do som.

5 de dezembro de 2012

Lista das últimas designações e autorizações de introdução no mercado de medicamentos órfãos

Novas designações como medicamentos órfãos
 
Novembro 2012
 
Tratamento do linfoma cutâneo de células T
Cloridrato di-hidratado de naloxona
Tratamento do glioma
Células dendríticas produtoras de IL-12, carregadas com um lisado tumoral autólogo
Tratamento de tumores epiteliais do timo
Maleato de Milciclib
Tratamento da amiloidose sistémica de cadeias leves (AL)
Ixazomib
Tratamento da fibrose pulmonar idiopática
Tralokinumab
Tratamento do neuroblastoma
Anticorpo monoclonal quimérico anti-GD2
Tratamento do mieloma múltiplo
Panobinostato
Tratamento do carcinoma do ovário
Alisertibe
Tratamento do glioma
Oligonucleotídeo sintético siRNA de cadeia dupla dirigido contra a
claudina-5 complexada com polietilenoimina (antes da administração de doxorubicina)
Tratamento da amiloidose sistémica senil
tafamidis
Tratamento da tripanosomíase africana
Melarsoprol
Tratamento da retinite pigmentosa
Vetor adenoviral codificando um curto grampo de ARN grampo indutível dirigido a claudina-5 (antes da administração de 17 - (Dimetilaminoetilamino)-17-desmetoxigeldanamicina
Tratamento da disqueratose congenital
Disquerina humana recombinante
Tratamento da síndrome periódica associada ao receptor do TNF (TRAPS)
Canacinumab
Tratamento da telangiectasia macular tipo 2
Linha de células do epitélio pigmentar da retina humana encapsuladas e transfectadas com um vector plasmídeo expressando o fator neurotrófico ciliar humano
Outubro 2012
Tratamento da fibrose quística
Inibidor da proteinase alfa-1 (para usopor via inalatória)

Tratamento da síndrome do X frágil
Mavogluranto

Tratamento da lesão pulmonar aguda
Asp-Arg-Val-Tyr-Ile-His-Pro

Tratamento do carcinoma do pâncreas
Mistura de duas linhas celulares humanas alogénicas de cancro do pancreas estavelmente transduzidas com um vector retroviral que codifica o gene murino alfa-(1,3)-galactosiltransferase

Tratamento do carcinoma do ovário
Rucaparib

Tratamento da lesão traumática da medula espinal
[2-ciano-3-ciclopropil-3-hidroxi-N-(3-metil-4-trifluorometilfenil)prop-2-enamide]

Tratamento da deficiência de lecitina colesterol acetiltransferase
Lecitina-colesterol aciltransferase humana recombinante

Tratamento da hemofilia A
Anticorpo monoclonal IgG4 humanizado anti-via do inibidor do factor tecidular

Tratamento do carcinoma do ovário
Lurbinectedina

Tratamento da leucemia linfocítica crónica
Obinutuzumab

Tratamento do linfoma periférico de células T (nodal, extranodal e leucémico/disseminado)
Belinostato

Tratamento da leucémia mielóide aguda
Daunorrubicina (liposomal)
Setembro 2012
Determinação dos receptores de folato no cancro do ovário
N-[4-[[(2-amino-3,4-di-hidro-4-oxo-6-pteridinil)metilo]amino]benzoilo]-D-gama-glutamil-(2S)-2-amino-beta-alanil-L-alfaaspartil-L-cisteína para ser administrado com ácido fólico

Determinação dos receptores de folato no cancro do ovário
Àcido fólico para ser administrado com N-[4-[[(2-amino-3,4-di-hidro-
4-oxo-6-pteridinil)metilo]amino]benzoilo]-D-gama-glutamil-(2S)-2-amino-beta-alanil-Lalfa-
aspartil-L-cisteína
Agosto 2012
Tratamento da cirrose biliar primária
Ácido butanóico (2S)-2-{[(2R)-2-[({[3,3-dibutil-7-(metiltio)-1,1-dioxido-5-fenil-2,3,4,5-tetrahidro-1,2,5-benzotiadiazepina-8-il]oxi}acetil)amino]-2-(4-hidroxifenil)acetil]amino}

Autorizações de introdução no mercado

  • Dacogen (decitabina)

leucemia mieloide aguda (LMA)
Janssen-Cilag International NV, Belgium
Bélgica
20/09/2012

O que é o Dacogen?
O Dacogen é um pó para injetáveis que é reconstituído numa solução para perfusão (administração gota a gota numa veia). Contém a substância ativa decitabina.
Para que é utilizado o Dacogen?
O Dacogen é utilizado para o tratamento de adultos com idade igual ou superior a 65 anos com leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo de cancro que afeta os glóbulos brancos. É utilizado em doentes com LMA recentemente diagnosticada que não são elegíveis para o tratamento inicial com quimioterapia padrão (medicamentos anticancerígenos).
Dado o número de doentes afetados por LMA ser pequeno, a doença é considerada “rara”, pelo que o Dacogen foi designado “medicamento órfão” (medicamento utilizado em doenças raras) em 8 de junho de 2006.
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.
  • Revestive (teduglutide)

síndrome do intestino curto
Nycomed Danmark APS
Dinarmarca
30/08/2012

O que é o Revestive?
O Revestive é um medicamento que contém a substância ativa teduglutide. Está disponível na forma de um pó e de um solvente que se destinam a ser reconstituídos numa solução injetável.
Para que é utilizado o Revestive?
O Revestive é utilizado no tratamento de adultos com síndrome do intestino curto. A síndrome do intestino curto é uma patologia na qual os nutrientes e os fluidos não são adequadamente absorvidos pelo intestino, habitualmente após a remoção cirúrgica de uma grande parte do intestino delgado. O Revestive é utilizado após a ocorrência da “adaptação intestinal” (alterações na função do intestino para compensar o seu tamanho reduzido depois de a cirurgia ser realizada).
Dado o número de doentes afetados pela doença do intestino curto ser pequeno, a doença é considerada “rara”, pelo que o Revestive foi designado “medicamento órfão” (medicamento utilizado em doenças raras) em 11 de dezembro de 2001.
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.
  • Jakavi (ruxolitinib)

mielofibrose
Novartis Europharm Limited, UK
Reino Unido
23/08/2012

O que é o Jakavi?
O Jakavi é um medicamento que contém a substância ativa ruxolitinib. Encontra-se disponível na forma de comprimidos (5, 15 e 20 mg).
Para que é utilizado o Jakavi?
O Jakavi é utilizado para o tratamento de adultos com mielofibrose que sofrem de esplenomegalia (baço dilatado) ou apresentam sintomas relacionados com a doença, tais como febre, suores noturnos, dor óssea e perda de peso.
A mielofibrose é uma doença na qual a medula óssea se torna extremamente densa e rígida, produzindo células sanguíneas anormais e imaturas. O Jakavi pode ser utilizado em três tipos da doença: mielofibrose primária (também conhecida como mielofibrose idiopática crónica, quando a causa é desconhecida), mielofibrose pós-policitemia vera (quando a doença está ligada a uma sobreprodução de glóbulos vermelhos) e mielofibrose pós-trombocitemia essencial (quando a doença está ligada a uma sobreprodução de plaquetas, componentes que ajudam o sangue a coagular).
Dado o número de doentes afetados por estas doenças ser pequeno, as doenças são consideradas “raras”, pelo que o Jakavi foi designado “medicamento órfão” (medicamento utilizado em doenças raras) para a mielofibrose idiopática crónica em 7 de novembro de 2008 e para a mielofibrose pós-policitemia vera ou mielofibrose pós-trombocitemia essencial em 3 de abril de 2009.
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.
  • Kalydeco (ivacaftor)

fibrose quística
Vertex Pharmaceuticals (U.K.) Ltd.
Reino Unido
23/07/2012

O que é o Kalydeco?
O Kalydeco é um medicamento que contém a substância ativa ivacaftor. Encontra-se disponível na forma de comprimidos (150 mg).
Para que é utilizado o Kalydeco?
O Kalydeco é utilizado para o tratamento da fibrose quística em doentes com 6 ou mais anos de idade que têm uma mutação G551D no seu gene para a proteína denominada regulador da condutância transmembranar da fibrose quística (CFTR).
A fibrose quística é uma doença hereditária que afeta as células que segregam o muco nos pulmões e as células que segregam os sucos digestivos a partir das glândulas no intestino e no pâncreas. Na fibrose quística, estas secreções tornam-se espessas, bloqueando as vias aéreas e o fluxo dos sucos digestivos. Isto causa problemas na digestão e absorção de alimentos, o que resulta num crescimento fraco e, a longo prazo, na infeção e inflamação dos pulmões, pois o muco em excesso não é eliminado.
Dado o número de doentes afetados por fibrose quística ser pequeno, a doença é considerada “rara”, pelo que o Kalydeco foi designado “medicamento órfão” (medicamento utilizado em doenças raras) em 8 de julho de 2008.
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.
Pode encontrar informações pormenorizadas sobre a designação como medicamento órfão europeu no sítio na Internet da EMA.
Está disponível uma lista completa dos medicamentos órfãos designados e autorizados na EUROPA em: ec.europa.eu
 

25 de novembro de 2012

Equipa internacional descobre pista para a Ataxia de Friedreich, doença devastadora do sistema nervoso


(Medical Xpress) – Uma nova forma de ferro pode conter a pista que leva ao tratamento duma doença hereditária e fatal do sistema nervoso que pode causar distúrbios no andar, problemas na fala, doenças cardíacas, diabetes e outros sintomas.

 

No estudo publicado em “Procedimentos da Academia Natural de Ciências”, os investigadores revelaram um fio de provas sobre a ataxia de Friedreich (AF), uma doença rara que aparece entre os 5 e os 15 anos.

Os coautores Professor Tim St Pierre e Dra. Lucia Gutierrez, do Grupo BioMagnetics da Universidade Ocidental da Austrália, são peritos, aclamados internacionalmente, no papel do ferro no corpo e modos de medir e detetar ferro.

Com Adam Fleming, estudante de doutoramento na Universidade Ocidental da Austrália, e outros investigadores da Universidade de Sydney conduzidos pelo Professor Des Richardson, assim como instituições no Canadá e em Espanha, descobriram uma nova forma de ferro, ainda não batizada, no coração dos ratos com a doença.

 “O ferro parece uma forma mineralizada de ferro e fosfato,” disse o Professor St Pierre. “É um tipo de ferrugem que não é um óxido de ferro.”

 A equipa da Universidade Ocidental da Austrália e os seus colegas à volta do mundo usaram técnicas que incluem a espectroscopia Mössbauer e medições de suscetibilidade magnéticas para tentar identificar a substância que continha o ferro e que foi inicialmente mostrada no microscópio de eletrões. As experiências foram levadas a cabo em fígados e corações de ratos com AF, a temperaturas tão baixas como 5 Kelvin, ou 268 graus centígrados negativos.

Em pacientes com AF há uma ausência ou redução da proteína ligada ao ferro, a frataxina, nas células, diz o Professor St Pierre.

“Já se suspeitava que uma alteração no metabolismo do ferro fosse parte do modelo de danos em pacientes, cujas mitocôndrias celulares (suplemento de energia celular) têm mais ferro que o habitual, enquanto há menos que o habitual no citosol (liquido que se encontra dentro das células),” ele diz. “Um excesso de ferro onde não devia pode causar problemas, assim como a deficiência de ferro também pode causar problemas. O excesso de ferro em alguns órgãos pode causar uma acumulação de radicais livres prejudiciais.”


20 de novembro de 2012

EURORDIS - A Voz das pessoas com doenças raras na Europa

Dia das Doenças Raras: A Campanha de 2013 está lançada!



Faltam 100 dias para o Dia das Doenças Raras! É hora de se preparar e começar a concretizar o plano de sensibilização para as doenças raras durante o período anterior à quinta-feira dia 28 de fevereiro de 2013. Convidamos a comunidade global das doenças raras para que nesse dia e nos dias que lhe estão próximos una forças para chamar a atenção para estas doenças e para os milhões de pessoas que elas afetam.
No seu sexto ano de existência, o Dia das Doenças Raras irá procurar chamar a atenção especificamente para a importância da Solidariedade no domínio das doenças raras. O lema deste ano – "Doenças Raras sem Fronteiras" – serve para nos lembrar de que a luta contra doenças que afetam poucas pessoas em cada país, e para as quais os conhecimentos especializados são escassos e dispersos, exige que haja cooperação transfronteiriça.
RareDiseaseDay 2013
O sítio na Internet do Dia das Doenças Raras de 2013 é lançado hoje. O site presta informações gerais sobre a campanha, dá ideias sobre as formas como se pode envolver, disponibiliza ferramentas comuns que podem ser descarregadas e permite aos doentes partilhar as suas histórias adicionando fotos e vídeos. Também irá incluir um calendário dos eventos nacionais e locais que irá sendo completado com os países que forem aderindo à medida que a data se aproxima.
O logótipo, a faixa e o pacote informativo já estão disponíveis na secção Downloads. O poster irá estar disponível brevemente, assim como o vídeo oficial deste ano. Os materiais de divulgação devem ser difundidos o mais amplamente possível! Podem ser adaptados e traduzidos em função das necessidades.
O site também irá servir para apelar a simpatizantes da indústria, das autoridades públicas, da investigação e de outras áreas para que se tornem Amigos do Dia das Doenças Raras e mostrem o seu apoio.
A ação Dar as Mãos irá ter continuidade e ser ampliada este ano. Quer se trate de uma
família, 10 pessoas no local de trabalho, 100 pessoas numa conferência ou 1000 pessoas num encontro público, tirem fotografias com as mãos dadas e levantadas e partilhem-nas para mostrar a vossa solidariedade com as pessoas com doenças raras de todo o mundo.
Tal como nos anos anteriores, incentivamo-lo a juntar-se à conversa sobre o Dia das Doenças Raras nas redes sociais e a partilhar com os seus membros, amigos e contactos. A página no Twitter, a galeria no Flickr, o canal no YouTube e o grupo no Facebook do Dia das Doenças Raras – com mais de 15 000 seguidores até ao momento – constituem todos excelentes canais para chamar a atenção para o Dia das Doenças Raras!
Tem questões? Comentários? Envie-nos uma mensagem de correio eletrónico para rarediseaseday@eurordis.org
Se quiser receber atualizações sobre a campanha, registe-se na lista de correio eletrónico do Dia das Doenças Raras no canto inferior direito da página inicial do site.
Visite-nos agora em www.rarediseaseday.org!
Tradutores:
Ana Cláudia Jorge e Victor Ferreira

16 de novembro de 2012

Ataxia cerebelar, enxaqueca hemiplégica e fenótipos relacionados devido a uma mutação sem sentido CACNA1A

Acompanhamento de 12 anos de uma família portuguesa grande
 
 
José Barros, MD; Joana Damásio, MD; Assunção Tuna, MD, Msc; Ivânia Alves, MD; Isabel Silveira, PhD; José Pereira-Monteiro, MD, PhD; Jorge Sequeiros, MD, PhD; Isabel Alonso, PhD; Alda Sousa, PhD; Paula Coutinho, MD, PhD
 
Resumo
Objetivo: Documentar e discutir a ampla variabilidade fenotípica numa família portuguesa com ataxia cerebelar, enxaqueca hemiplégica e síndromas relacionados, causados por uma mutação sem sentido c.1748 (p.R583Q) no gene CACNA1A.
Projeto: Estudo do acompanhamento observacional de 12 anos.
Cenário: Comunidade e hospital.
Pacientes: 16 pacientes de 4 gerações da mesma família foram identificados em 1998, num rastreio populacional. O acompanhamento revelou 28 pacientes (25 dos quais foram observados) e 32 parentes não-afetados com um risco, à priori, de 50%.
Resultados: Os 4 maiores fenótipos (enxaqueca com auras múltiplas, défices neurológicos focais de transição sem dor de cabeça, coma acionado por um trauma craniano menor e ataxia cerebelar lentamente progressiva) estavam presentes em variadas combinações. A manifestação inicial foi ataxia em 16 pacientes e um episódio de transição em 12 pacientes. 18 pacientes não tinham enxaquecas e 11 apenas mostravam ataxia. A mutação c.1748 (p.R583Q) em CACNA1A foi confirmada em todos os 23 pacientes que foram testados, mas não foi encontrada em nenhum dos 27 parentes adultos. A expansão da repetição CAG CACNA1A foi excluída.
Conclusões: Uma única mutação sem sentido no gene CACNA1A, exibindo uma muito alta penetrância e expressividade, pode apresentar um espetro fenotípico que é mais amplo que as atuais descrições. As desordens num único gene podem comportar-se de forma complexa, o que reforça a importância de modificadores genéticos na função hermeticamente regulada nos canais de cálcio do tipo P/Q. O espetro clínico das doenças relacionadas com a mutação sem sentido CACNA1A é muito mais amplo que a enxaqueca hemiplégica, estritamente familiar.