9 de janeiro de 2012

Ataxia após uma apoplexia

Ataxia significa sem coordenação. Pode ocorrer após uma apoplexia e pode afectar várias partes do corpo, incluindo os olhos, mãos, braços, pernas, corpo e fala. A ataxia é mais comum após uma apoplexia cerebelar e pode ser identificada através de um porte instável, incapacidade de realizar movimentos rápidos alternados, incoordenação dos membros inferiores, discurso arrastado, dificuldade em deglutir, movimentos bruscos e irregulares, e equilíbrio desigual.
O tratamento da ataxia envolve terapia da fala, terapia ocupacional e fisioterapia. O terapeuta da fala pode ajudar a fortalecer os músculos necessários ao discurso oral e à deglutição, ensinar exercícios respiratórios para melhorar o discurso, ensinar os pacientes a falarem mais devagar, recomendar alterações na alimentação de cada um para uma deglutição mais segura, e aconselhar os pacientes acerca do uso de aparelhos adaptáveis de comunicação se necessário. O terapeuta ocupacional pode introduzir equipamento adaptável para ajudar a compensar a coordenação diminuída, assim como ensinar exercícios de coordenação para a chamada motricidade fina. O fisioterapeuta pode trabalhar na melhoria do porte, equilíbrio e força.

5 de janeiro de 2012

Novo ensaio clínico de medicamento para a ataxia de Friedreich


Investigadores no Hospital San Luigi, Turim (Itália), tiveram autorização para o ensaio clínico (Phase I) de um novo medicamento, concebido especificamente para tratar a ataxia de Friedreich. Foi concedida a aprovação regulamentar para este ensaio clínico, onde até 20 pacientes com a doença irão testar este novo medicamento, conhecido como RG2833.
Os cientistas têm como objectivo descobrir se este medicamento é seguro, e aprender mais sobre os seus efeitos no corpo. Em particular, vão medir quaisquer alterações nos níveis de frataxina, uma proteína chave que é reduzido nas pessoas com ataxia de Friedreich.
RG2833 é um tipo de medicamento denominado “inibidor deacetilásico histónico”, que foi desenvolvido pela companhia farmacêutica Repligen, em colaboração com cientistas americanos. Os inibidores deacetilásicos histónicos podem providenciar um meio para aumentar os níveis de frataxina através da activação do gene responsável pela produção de frataxina, que está “desligado” em pessoas com ataxia de Friedreich. A iniciativa europeia de investigação, GoFAR, apoiou este estudo.

3 de janeiro de 2012

Ataxia


A ataxia é uma desordem de equilíbrio debilitado e coordenação fraca dos movimentos intencionais. Resulta da disfunção cerebelar devido a (1) dano de qualquer das duas vias aferentes (desde o aparelho vestibular ao vermis caudal ou desde a espinal medula ou tronco cerebral ao cerebelo) ou (2) dano nas fibras motoras para e desde o cerebelo. Os diagnósticos diferenciais de ataxia em crianças é amplo e inclui encefalite do tronco cerebral devido a monocitogenes Listeria. Descobertas clínicas em rombencefalomilopatia burgdorferi Borrelia devido a vasculopatia inflamatória na medula inclui os primeiros sintomas, agudos, de disfunção do tronco cerebral seguida, nalguns casos, de mielitis progressiva.

Histórico

A história dum paciente com ataxia foca-se (1) na idade da criança; (2) presença de febre, doenças recentes, imunização, trauma, medicações em casa e ingestão ou intoxicação; (3) progressão, duração e frequência da ataxia, se intermitente; (4) presença de sintomas constitucionais; e (5) histórico familiar de enxaquecas. A febre e a ataxia têm sido relatados raramente como descobertas solitárias em pacientes com meningite bacteriana.

Exames físicos

Tendo em consideração o diagnóstico diferencial, o clínico primeiro devia distinguir disfunção cerebelar e ataxia de outras desordens de porte (desordens musculares ou neuromusculares, doença da anca ou membros inferiores) e incoordenação (desordens neuromusculares ou neurosensoriais, coreia). A criança verbal com audição média ou doença do ouvido interno que leva a queixas de tonturas de desequilíbrio; isto não é normalmente o caso em crianças com ataxia devido a doença cerebelar ou da coluna posterior. A criança atáxica não é fraca. Nas crianças com ataxia cerebelar, o teste Romberg é positivo, quer com olhos abertos, quer com os olhos fechados. De pé e com os braços esticados, a criança cai na direcção do hemisfério cerebelar afectado. A ataxia devido a doença da coluna posterior é associada a um resultado positivo no teste Romberg, apenas quando os olhos estão fechados.

O sítio da doença cerebelar pode ser localizado no cerebelo, ou parte do cerebelo envolvida. O dano na vermis cerebelar resulta em ataxia do tronco e porte, enquanto que o dano nos hemisférios cerebelares resulta em ataxia ipsilateral dos membros inferiores e nistagmo. Pode ocorrer hipotonia e disartria quando a lesão cerebelar é difusa.

Uma vez que a doença está localizada no cerebelo, tem inicio a avaliação de objectivos e causas que possam pôr a vida em risco. Tumores no sistema nervoso central, nomeadamente glioma do tronco cerebral, são normalmente associados a ataxias crónicas, intermitentes, mas raramente podem causar ataxia aguda. Sinais de maior pressão intracraniana podem estar presentes, mas não é assim invariavelmente. Por outro lado, uma maior pressão intracraniana, de qualquer causa, pode inicialmente manifestar-se como ataxia. Um exame clínico geral deve ser minucioso e deve ser dirigido em distinguir etiologias. Febre e uma nova irritação cutânea, ou a curar-se, podem ser pista para uma cerebelite aguda infecciosa ou pós-infecciosa. Um exame cuidado da pele e couro cabeludo em busca de carraças é legitimo, pois os sinais iniciais da paralisia da carraça são ataxia e nistagmo; fraqueza motora e paralisia ascendente instalam-se nas 48 horas a seguir. A doença do ouvido médio pode resultar em disfunção vestibular e ataxia. Uma massa abdominal pode ser palpável na criança com neuroblastoma; um sindroma paraneoplástico de uma ataxia-opsoclonus pode ocorrrer em tal criança e é normalmente agudo no aparecimento. A ataxia crónica e o atraso severo no neurodesenvolvimento normalmente persistem nestes pacientes. É de realçar que uma percentagem significativa de crianças com a presença da ataxia-opsoclonus de neuroblastoma, têm apresentação de pleocitosis, o que pode ser facilmente confundido com cerebilite aguda infecciosa. A não ser que a ataxia seja de muito curta duração, como num sindroma de enxaqueca em artéria basilar ou vertigens paroximais benignas, é necessária uma avaliação mais profunda.


Fonte: http://drugswell.com/wowo/blog1.php/2011/12/31/ataxia-1

31 de dezembro de 2011

Estudo identifica pequenas moléculas que simulam chave para o crescimento cerebral

Investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA) identificaram várias pequenas moléculas que simulam uma proteína chave, mas incómoda, no cérebro, uma descoberta que pode abrir as portas a novas terapias para uma variedade de desordens cerebrais. A proteína, designada pelo acrónimo BDNF, é conhecida pelo seu envolvimento em importantes funções cerebrais, que inclui a memória e a aprendizagem.

“Estas pequenas moléculas podem ser base de medicamentos que podem providenciar novas formas de tratamento para um grande número de doenças do foro neuropsiquiátrico, tais como Alzheimer, Huntington e depressão”, disse o Dr. Frank Longo, professor e responsável pela neurologia e ciências neurológicas, e autor principal de um estudo a ser publicado online no Jornal de Investigação Clínica.
BDNF pertence a uma família de proteínas denominadas factores de crescimento nervoso, que são críticos durante o desenvolvimento do sistema nervoso. Quando um factor de crescimento se liga ao seu receptor na superfície dum neurónio, ou célula nervosa, pode accionar uma série de sinais dentro da célula que direcciona a célula a sobreviver, cultivar uma projecção extensível a células próximas ou distantes, ou formar uma ligação especializada com outra célula que permita que essas duas células comuniquem. E nalgumas poucas áreas do cérebro onde novas células nervosas possam ser formadas, BDNF promove este processo. Mas a sua actividade é diminuída em certas doenças neurodegenerativas, tais como a doença de Huntington. Mesmo em indivíduos saudáveis, o seu nível declina gradualmente com a idade.
Usar a própria BDNF como droga terapêutica vai no entanto ser difícil, diz Longo, pois os medicamentos proteicos não só são caros, como não podem ser tomados por via oral (os nossos tractos digestivos não fazem qualquer distinção entre as proteínas em forma de comprimidos e as proteínas contidas num bife) e assim têm que ser injectadas. Mas mesmo assim, a BDNF desaparece muito rapidamente no corpo. “Só dura cerca de um minuto no sangue,” diz Longo. Finalmente, a barreira sanguínea do cérebro, que evoluiu para proteger o cérebro de substâncias estranhas indesejáveis, iria efectivamente barrar a entrada às BDNF sanguíneas. “Assim, no que diz respeito às doenças neurológicas, não iriam alcançar o seu objectivo.”
“BDNF é uma molécula dominante e muito importante no sistema nervoso central,” diz o neurologista Dale Bredesen, professor e presidente fundador do Instituto Buck de Investigação para o Envelhecimento, em Novato, Califórnia (EUA), que não esteve envolvido no estudo mas que está familiarizado com a pesquisa. “Este é um estudo importante. Representa um primeiro passo para a possibilidade de desenvolver moléculas para estudos em humanos que vão ser valiosos para um número de doenças, incluindo doenças neurodegenerativas e lesões cerebrais.”
Possivelmente tão importante para outros investigadores como o potencial terapêutico destas moléculas, é o método segundo o qual foram descobertas. O trabalho foi efectuado em colaboração com o Dr. Steven Massa, neurologista na Universidade da Califórnia – San Francisco e no Centro Médico de Veteranos em San Francisco, que foi o arquitecto da busca informática que levou à selecção das moléculas potencialmente activas para serem testadas no laboratório de Longo. Massa partilha a primeira autoria do estudo com o Dr. Tao Yang, cientista principal no laboratório de Longo em Stanford e, antes disso, na Universidade da Carolina do Norte (EUA). Yang levou a cabo muitos dos bio-ensaios chave para demonstrar que esses compostos eram, de facto, activos em sistemas vivos.
Primeiramente, perto de 1 milhão de substâncias de estrutura química conhecida foram analisados “in silico”, i.e., através duma busca informática de características indicadoras da semelhança estrutural em relação a uma porção correspondente a, talvez, 5% do comprimento da proteína BDNF. Esta parte particular da molécula é, acredita-se, critica para a capacidade da BDNF em ligar-se ao seu receptor, denominada TrkB, que se situa na superfície das células cerebrais.
Massa, cujo laboratório foi responsável pela operação de análise informática, disse que a busca apenas levou algumas horas – apesar da programação do enorme conjunto de dispositivos virtuais (que, tal como os livros numa biblioteca, podem ser consultados várias vezes por várias pessoas) ter levado alguns meses.
Dos milhões de moléculas testadas, cerca de 2.000 deram sinais de terem, possivelmente, actividade de ligação-TrkB tipo-BDNF. Para reduzir esta lista, os investigadores utilizaram métodos práticos para discernir qual o tipo de moléculas fazia um medicamento possivelmente não-tóxico, mais facilmente absorvido e por aí adiante. “Ficámos com 14 que pareciam bastante boas,” disse Longo.
Mas esses compostos, nesta altura, eram meramente virtuais, consistindo em uns e zeros em circuitos electrónicos, ao contrário de pós em provetas. Era necessário aos investigadores porem as mãos em exemplares reais, de fontes comerciais. “Pusemos em curso o serviço comercial de agentes de pequenas moléculas, que vão e encontram-nas. Estas são, muitas vezes, moléculas que não têm finalidade conhecida. Podem ter sido uma reacção secundária dum projecto anterior e o químico apenas as guardou numa prateleira e não haver utilidade conhecida para as mesmas,” diz Longo.
Longo e os seus colegas tiveram a possibilidade de obter sete moléculas de fontes comerciais. Yang efectuou então pormenorizados ensaios biológicos, a fim de determinar se os compostos viviam até à sua facturação in-silico. Por exemplo, eles mantinham uma cultura de neurónios num prato para não morrer, como a BDNF?
“Nós usámos neurónios que vieram duma parte do cérebro dum rato que são bastantes sensíveis a processos neurodegenerativos,” disse Longo. “A cultura apenas em tecidos é desafiante para eles. Quando estão no cérebro, têm acesso à BDNF. Quando os retiramos do cérebro e cultivamo-los num recipiente para cultura, se não lhe fornecermos BDNF, eles morrem.”
Das sete moléculas testadas, cinco tiveram a capacidade tipo-BDNF de impedir a morte de neurónios cultivados num prato. Os quatro mais activos são discutidos no novo artigo.
Significativamente, estas moléculas ligam-se apenas a TrkB. Em contraste, a BDNF liga-se a pelo menos outro receptor na superfície da célula nervosa, denominado p75. “Pensa-se que, quando a BDNF interage com a p75, pode promover a dor ou outras funções perniciosas,” disse Longo. “Assim, uma segunda vantagem das nossas pequenas moléculas, tem a ver com o facto de estarmos, selectivamente, a fazer mira à TrkB, o que nos dá a oportunidade de evitar os efeitos negativos que a proteína natural possa causar.”
“É muito difícil desenvolver pequenas moléculas que simulem proteínas muito maiores, muitas vezes porque as proteínas e os seus receptores interagem ao longo de áreas de superfície muito grandes,” disse Bredesen, o neurologista do Instituto Buck. “Para sermos capazes de fazer isso com sucesso, o que foi feito, representa um passo importante.”
As patentes para estes quatro compostos estão na posse da Universidade da Carolina do Norte e UCSF, onde Longo trabalhou antes de ir para Stanford. Enquanto esteve na UNC (Universidade da Carolina do Norte), Longo fundou a PharmatrophiX, uma empresa focada no desenvolvimento comercial de pequenas moléculas semelhantes, e incluindo, às identificadas neste estudo.
O financiamento para este estudo foi providenciado pelo Instituto para o Estudo do Envelhecimento, a Associação Alzheimer e os departamentos norte-americanos da Defesa e dos Assuntos dos Veteranos. Outros co-autores de Standard foram o assistente de investigação Dina Mesma e o instrutor de neurologia Dr. Gatafunhar Rajadas.
Fonte: Ruce Goleiam
Centro Médico da Universidade de Standard 

20 de dezembro de 2011

Sumário do Dia de Estudo para Cuidado de Pacientes com Ataxia


No dia 18 de Novembro de 2011, Sexta-feira, teve lugar um dia de estudo para profissionais de saúde, em Manchester (Inglaterra), a fim de proporcionar uma maior sensibilização e compreensão da ataxia. Mais de 70 profissionais de saúde estiveram presentes no evento organizado como parte do estudo para o Cuidado de Pacientes com Ataxia (COAP – Care of Ataxia Patients).

O estudo COAP é um projecto de investigação de dois anos baseado na área da Grande Manchester e financiado pelo Departamento de Saúde (NIHR, esquema de Investigação para Benefício do Paciente). A Ataxia UK é uma parceira neste projecto juntamente com investigadores na Universidade de Manchester, clínicos em hospitais locais e a Aliança Genética UK. Tem explorado como é viver com ataxia e como estão, de momento, os serviços a serem providenciados. Isto tem sido feito através de entrevistas a adultos com ataxia, aos seus prestadores de cuidados e profissionais de saúde, para descobrir as suas experiências.

O projecto está agora a chegar ao seu final e algumas descobertas preliminares foram apresentadas pelo investigador, Dr. Gavin Daker-White. Na próxima edição do “The Ataxian” vai ser apresentado um relatório acerca deste projecto.

O objectivo do Dia de Estudo para Cuidado de Pacientes com Ataxia foi sensibilizar os profissionais de saúde para a ataxia. Foi apresentada uma variada gama de tópicos, pelos profissionais médicos com experiência em ataxia, incluindo aconselhamento genético, diagnóstico, administração, fisioterapia e problemas auditivos em pessoas com ataxia de Friedreich. Adicionalmente, Sue Lowe, Presidente da filial de Manchester da Ataxia UK, forneceu uma perspectiva do paciente, ao falar sobre a sua própria experiência de viver com ataxia.

A resposta ao evento foi muito positiva e mostrou que os delegados tinham achado o dia informativo e interessante, com uma taxa de satisfação de 100%. Muitos delegados disseram que tinha sido de enorme utilidade aprender mais sobre as diferentes causas da ataxia e o apoio oferecido pela Ataxia UK. Também acharam o evento útil por permitir estabelecer contactos e conhecer outros profissionais de saúde com interesse pela ataxia

“Achei que todos os oradores, assim como o seu conteúdo, foram extremamente benéficos.”

“A minha opinião particular é que o evento foi bem equilibrado e que vai ter um impacto positivo no nosso futuro.”

Fonte:  http://www.ataxia.org.uk/data/files/research/downloads/Summary_COAP_study_day_for_web.pdf

6 de dezembro de 2011

Ataxias friedreich e Machado Joseph (Informação varia)

A Ataxia de Friedreich, foi a primeira ataxia hereditária a ser distinguida de outras formas de ataxia.Seu nome se origina do médico neurologista alemão Nicholaus Friedreich (1825-1882), professor de medicina em Heidelberg, Alemanha, o primeiro a descrever em 1863 a misteriosa doença caracterizada pela perda gradual de coordenação e progressiva degeneração do sistema nervoso. Ele descreveu uma série de artigos sobre nove pacientes, de três famílias diferentes, afectados por um tipo de patologia cerebelar, entre 1863 e 1877. A partir de então outros autores passaram a descrever diversos quadros distintos de ataxias, surgindo então as primeiras classificações das doenças cerebelares (....) saiba mais Continue a ler AQUI

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Análise clinica e molecular da ataxia de Friedreich: revisao da literatura  (Continue a ler AQUI)

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Ataxia de Friedreich é uma das ataxias hereditarias recessivas mais comuns (Continue a ler AQUI)

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Doenças e sintomas - MACHADO JOSEPH - (Continue a ler AQUI)

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A Doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença crônica que afeta estruturas neurológicas responsáveis principalmente pela coordenação dos movimentos e pelo equilíbrio (Continue a ler AQUI)

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A doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença neurológica hereditária, com uma história fascinante, desde a origem do seu nome, até à origem (ou origens) da mutação e sua difusão pelo mundo. A descoberta da DMJ e, portanto, a história da sua investigação é, no entanto, muito recente.