5 de novembro de 2011

Neurogenética

Breve relatório




Adulto-início ataxia cerebelar devido a mutações no CABC1/ADCK3











Correspondência para Dr. Rita Horvath, Instituto de Genética Médica, Newcastle University, Central Parkway, Newcastle upon Tyne NE1 3BZ, Reino Unido; rita.horvath @ ncl.ac.uk

Contribuintes RH, BC, SG, SD, GH, AP, CD, ELB, AH, CF, MB, KS, JK ​​e GSG participaram da coleta de dados.  HL, EH-F, ERP e PFC foram envolvidos no desenho do estudo e da revisão crítica do manuscrito.  RH, GH e PC redigiu o manuscrito.

Recebido 23 de Agosto de 2011

Revisto 22 Setembro de 2011

Aceite 23 de Setembro de 2011

Publicado pela primeira vez On-line 29 de Outubro de 2011 

Abstrato 

Objetivo:  Ataxias hereditárias são doenças heterogéneas que afetam tanto crianças e adultos. A principal causa pode ser identificada em cerca de metade dos pacientes e apenas muito poucos podem receber terapia.

 Métodos Os autores realizaram sequencialmente do conhecido Coenzima Q10 (CoQ10) genes de deficiência em 22 pacientes com ataxia recessiva ou esporádica sem explicação.

 Resultados CABC1/ADCK3 mutações foram detectadas em quatro pacientes e dois irmãos que se apresentam com ataxia cerebelar, epilepsia e sintomas musculares. Espasticidade, distonia, tremor e enxaqueca foram variavelmente presentes; disfunção cognitiva foi severa em casos da primeira infância, mas estava ausente nos adultos.  Em contraste com os relatórios anteriores, dois dos pacientes tiveram um início fenótipo tardio, muito leve e permaneceu estável. A biopsia muscular revelou acúmulo de lipídicos, proliferação mitocondrial e citocromo oxidase-deficiente fibras, mas não típicas fibras vermelhas esfarrapada.  Atividades em cadeia a  enzima e CoQ10 foram diminuídas em pacientes gravemente afetados, mas manteve-se normal em um paciente ligeiramente afectado em 46 anos de idade.

Conclusões Estas observações ressaltam a importância do rastreio de uma causa potencialmente tratável,  CABC1/ADCK3 mutações, não só no início da infância, mas também em pacientes com ataxia cerebelar leve na vida adulta.


FONTE: http://jnnp.bmj.com/content/early/2011/10/29/jnnp-2011-301258.abstract

28 de outubro de 2011

Sobre a ataxia de Friedreich


A ataxia de Friedreich:

A ataxia de Friedreich é uma doença hereditária, que causa dano progressivo no sistema nervoso, resultando em sintomas que variam desde problemas no equilíbrio a problemas no discurso; também pode originar problemas cardíacos e diabetes.

A ataxia de Friedreich resulta da degeneração do tecido nervoso na espinal medula, em particular nos neurónios sensoriais essenciais (através de ligações ao cerebelo) para direccionar os movimentos musculares dos braços e pernas. A espinal medula fica mais fina e as células nervosas perdem parte da sua capa de mielina (a cobertura isoladora de algumas células nervosas, que ajuda a conduzir os impulsos nervosos).

A doença foi assim chamada devido ao médico alemão, Nikolaus Friedreich, ter sido o primeiro a descrevê-la, na década de 60 do século XIX.

O que é a ataxia de Friedreich?

A ataxia de Friedreich (também chamada FA ou FRDA) é uma doença rara hereditária, que causa danos no sistema nervoso e problemas nos movimentos. Normalmente os 1.ºs sintomas surgem na infância, com incoordenação muscular (ataxia), que vai piorando com o passar do tempo. A doença deve o seu nome a Nicholaus Friedreich, um médico alemão que primeiro a descreveu, na década de 60 do século XIX.

Na ataxia de Friedreich, os nervos na espinal medula e periféricos degeneram, ficando mais finos. O cerebelo, a parte do cérebro que coordena o equilíbrio e os movimentos, também degenera, mas em menor extensão. Esta degeneração resulta em movimentos instáveis, estranhos, e funções sensoriais debilitadas. Esta doença também causa problemas no coração e coluna vertebral, e alguns doentes desenvolvem diabetes. A doença não afecta o pensamento e a capacidade de raciocínio (funções cognitivas).

A ataxia de Friedreich é causada por um defeito (mutação) no gene classificado como FXN. A doença é recessiva, o que significa que só ocorre em quem tenha herdado duas cópias do gene com a mutação, uma de cada progenitor. Ainda que rara, a ataxia de Friedreich é o tipo de ataxia hereditária mais comum, afligindo cerca de 1 em cada 50.000 pessoas, nos EUA. Quer crianças do sexo masculino, quer crianças do sexo feminino, podem herdar a doença.

Quais os sinais e sintomas?

Os sintomas normalmente surgem entre os 5 e os 15 anos, embora por vezes possam surgir na idade adulta e, em ocasiões raras, tão tarde como aos 75 anos. O primeiro sintoma que costuma aparecer é, normalmente, a ataxia postural ou a dificuldade em andar. A ataxia piora gradualmente e, lentamente, espalha-se para os braços e o tronco. Frequentemente há perda de sensação nas extremidades, que se pode espalhar para outras partes do corpo. Outros sintomas incluem a perda de reflexos nos tendões, especialmente nos joelhos e tornozelos. A maioria das pessoas com ataxia de Friedreich desenvolve escoliose (uma curvatura da coluna vertebral para um lado), que frequentemente requer intervenção cirúrgica, para o tratamento.

A disartria (lentidão e arrastamento do discurso) desenvolve-se e pode, progressivamente, piorar. Muitas pessoas, em estados mais avançados da doença, desenvolvem perda de audição e visão.

Os outros sintomas que podem ocorrer incluem dores no peito, dificuldades em respirar e palpitações cardíacas. Estes sintomas são o resultado de várias formas de doenças cardíacas que frequentemente acompanham a ataxia de Friedreich, tal como a cardiomiopatia hipertrófica (aumento do músculo cardíaco), fibrose do miocárdio (formação de fibras no músculo cardíaco) e falha cardíaca. Ritmos cardíacos anormais, tais como a taquicardia (ritmos cardíacos acelerados) e o bloqueio cardíaco (condução débil dos impulsos cardíacos, no próprio coração) são também comuns.

Cerca de 20% das pessoas com ataxia de Friedreich desenvolvem intolerância aos hidratos de carbono e 10% desenvolvem diabetes. A maioria das pessoas com ataxia de Friedreich cansam-se muito facilmente e descobrem que precisam de mais descanso e que levam mais tempo a recuperar de doenças comuns, tais como constipações e gripe.

O ritmo de progressão varia de pessoa para pessoa. Geralmente, após 10 a 20 anos do aparecimento dos 1.ºs sintomas, a pessoa vê-se confinada a uma cadeira de rodas e em estados mais avançados da doença, a pessoa pode ficar completamente incapacitada.

A ataxia de Friedreich pode diminuir a esperança de vida, sendo os problemas cardíacos a causa de morte mais comum. Contudo, algumas pessoas com ataxia de Friedreich menos severa, podem viver até ao sessentas, setentas ou mais.

Sinais e sintomas:

Os sintomas normalmente surgem entre as idades de 5 e 15 anos, mas podem surgir entre os 20 e os 30. Os sintomas podem incluir qualquer combinação, mas não necessariamente todos, dos seguintes:

·        Fraqueza muscular nos braços e pernas

·        Perda de coordenação

·        Visão fraca

·        Audição fraca

·        Discurso arrastado

·        Curvatura da coluna vertebral (escoliose)

·        Plantas dos pés arqueadas (pés cavus)

·        Diabetes (cerca de 20% das pessoas com ataxia de Friedreich desenvolvem intolerância aos hidratos de carbono e cerca de 10% desenvolvem diabetes mellitus)

·        Problemas cardíacos (ex: fibrilação atrial, taquicardia, cardiomiopatia hipertrófica)

Os sintomas surgem antes dos 25 anos, com o progressivo cambalear, postura instável e quedas frequentes. As extremidades abaixo da cintura estão mais severamente envolvidas. Os sintomas são lentos e progressivos. A observação a longo prazo mostra que muitos pacientes atingem um nível de sintomas no inicio da idade adulta.

Os sinais físicos seguintes poderão ser detectados num exame físico:

·        Cerebelar: nistagmo, rápido e errático movimento ocular, ataxia do tronco, disartria, dismetria.

·        Piramidal: ausência profunda de reflexos nos tendões, respostas plantares extensivas e fraqueza distal, são frequentemente encontradas.

·        Coluna dorsal: ocorre a perda de sensações vibratórias e proprioceptivas.

·        O envolvimento cardíaco ocorre em 91% dos pacientes, incluindo cardiomegalia (cardiomiopatia dilatada), hipertrofia simétrica, murmúrios cardíacos e defeitos na condução. A esperança média de vida é 35 anos. Em 100%, as mulheres tem um melhor prognóstico de sobrevivência de 20 anos, contra 63% dos homens.

·        20% dos casos são descobertos em associação com a diabetes mellitus.

Antecedentes históricos:

A ataxia de Friedreich é uma ataxia autossómica recessiva, resultante de uma mutação num locus genético no cromossoma 9. Foi descrita pela 1.ª vez em 1863 por Nikolaus Friedreich, um professor de medicina em Heidelberg, Alemanha.

A ataxia de Friedreich foi a 1.ª ataxia hereditária a ser distinguida das outras ataxias locomotoras e é a ataxia autosómica recessiva mais comum. Representa cerca de 50% dos casos de ataxias hereditárias. As características incluem ataxia progressiva da postura e membros inferiores, disartria, perda de sensações vibratórias e posicional nas articulações, ausência de reflexos nos tendões das pernas e respostas plantares extensivas.

Tratamento:

O tratamento para a ataxia de Friedreich inclui:

·        Aconselhamento psicológico

·        Terapia da Fala

·        Fisioterapia

·        Ajudas na marcha ou cadeiras de rodas

Intervenções ortopédicas (tais como aparelhos) podem ser necessárias para a escoliose e problemas dos pés. O tratamento de doenças cardíacas e diabetes pode ajudar a melhorar quer a qualidade de vida, quer a duração.

Expectativas (prognóstico):

A ataxia de Friedreich vai piorando lentamente e causa problemas no desempenho das actividades diárias. A maioria dos pacientes necessitam de usar uma cadeira de rodas após 15 anos da doença começar. A doença pode levar a uma morte precoce.

Complicações:

·        Diabetes

·        Falha cardíaca ou doenças do coração

·        Perda da capacidade de se movimentar

21 de outubro de 2011

Avaliação da eficácia neurológica do idebenone em pacientes pediátricos com ataxia de Friedreich: dados de um estudo controlado de 6 meses, seguido de um estudo aberto de 12 meses.

Meier T, Perlman SL, Rummey C, Coppard NJ, Lynch DR
Santhera Pharmaceuticals, Liestal, Súiça

Resumo

Este estudo tinha como objectivo a investigação da eficácia do idebenone nas funções neurológicas, avaliadas nas tabelas de classificação neurológica ICARS e FARS, em pacientes pediátricos com ataxia de Friedreich (FRDA). 68 pacientes pediátricos foram inscritos num estudo aberto (IONIA-E), onde recebiam idebenone (Catena®), numa dose ajustada ao peso de 1,350/2,250 mg por dia durante 12 meses, após os pacientes terem participado num estudo (IONIA), onde quer idebenone numa dose ajustada ao peso de 450/900 ou 1,350/2,250 mg por dia, quer um placebo, durante 6 meses. Foram sendo registadas as alterações nos totais e sub-totais do ICARS e FARS durante o estudo de 12 meses (IONIA-E), assim como o estudo combinado de 18 meses (IONIA e IONIA-E). Os dados analisados por um modelo ANCOVA, relativos a uma linha básica, resultaram em alterações na ICARS para o estudo IONIA-E de +0.98 pontos (SEM 0.73; p = 0.180), indicando uma tendência para piorar. Contudo, combinado com o estudo IONIA, a alteração foi de -1.03 + 0.68 pontos (p = 0.132), indicando uma tendência de melhoria da função neurológica durante o período de 18 meses. Salienta-se que os pacientes que receberam idebenone, 1,350/2,250 mg por dia, durante este período, apresentaram melhorias significativas nas funções neurológicas (alterações na ICARS: -3.02 + 1.22, p = 0.014). As melhorias nas funções neurológicas, ao longo do tempo, foram mais notadas quando a postura física e mental foram excluídas da análise. Foram obtidos dados comparáveis através da FARS. As descobertas do estudo aberto IONIA-E combinadas com o estudo IONIA, indicam que o idebenone, numa dose de 1,350/2,250 mg por dia, oferece benefícios terapêuticos aos pacientes pediátricos com FRDA, através da estabilização das funções neurológicas gerais e melhoria das capacidades motoras finas e discurso.


Fonte:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21779958?dopt=Abstract

19 de outubro de 2011

Projecto "Conhecer a Doença .Os Doentes em primeiro Lugar"

 

Proteína retarda doença cerebral degenerativa

Uma proteína que promove crescimento dos neurônios e vasos sanguíneos pode parar a progressão de uma doença genética degenerativa no cerebelo, de acordo com uma nova pesquisa pré-clínica realizada na Universidade Northwestern e publicada na revista Nature Medicine.
A doença, ataxia espinocerebelar tipo 1, ataca principalmente na faixa dos 30 e 40 anos e causa degeneração no cerebelo, área do cérebro que ajuda a coordenar movimentos.
Com a progressão da doença de 10 a 20 anos os pacientes morrem de aspiração ou pneumonia infecciosa.
A doença é causada pela mutação da proteína chamada ataxin-1, que tem papel de regular a proteína chamada fator de crescimento endotelial vascular ou VEGF.
Quando os cientistas reabasteceram de VEGF o cérebro de um rato que tinha a doença, estava com o cerebelo atrofiado, ele começou a ficar normal e houve aumento nas conexões entre os neurônios. Os camundongos também tiveram melhorias no equilíbrio.
De acordo com Punnet Opal, professor de neurologia e biologia celular e molecular da Escola de Medicina da Universidade Northwestern, se o VEGF for administrado no início da doença ele impede a degeneração. A pesquisa aponta que o uso da substância aumenta os vasos sanguíneos no cérebro e também impede os neurônios de morrer.
O estudo fornece novas informações sobre a doença degenerativa, pois os pacientes já nascem com a doença, mas só a desenvolvem quando passam a envelhecer. "Pode haver uma conexão entre a mutação genética dos pacientes com seus vasos sanguíneos não se manterem à medida que eles envelhecem", explica Opal.
Segundo o líder do estudo, assim que o VEGF foi entregue aos ratos, os vasos sanguíneos foram aumentados e a doença parou de progredir.

FONTE:  http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/10/17/proteina-retarda-doenca-cerebral-degenerativa.jhtm

Tratamento da ataxia cerebelar & Tratamento da ataxia


Fisioterapia neurológica & Reabilitação
Praticantes avançados de Bobath & Terapeutas


A ataxia é uma doença debilitante e frustrante, onde as pessoas têm a capacidade de se mover, mas com controlo reduzido sobre o equilíbrio e coordenação necessários para suportar o seu movimento.
A ataxia cerebelar ocorre como resultado de lesão nas áreas do Sistema Nervoso Central, particularmente relacionado com a coordenação e o equilíbrio, especialmente o cerebelo, devido a lesões na cabeça, AVC (acidente vascular cerebral), esclerose múltipla, ou outras condições.
O tratamento da ataxia cerebelar pode, portanto, ser apenas um de vários problemas.
A pessoa pode sentir dificuldades em andar ou apenas estar em pé, devido a problemas com o equilíbrio. Podem sentir dificuldades no uso das mãos no que, previamente, eram consideradas tarefas relativamente simples, tais como alimentarem-se, devido à incoordenação e tremor. A coordenação visual e/ou tonturas são outros factores frustrantes que vão interferir na sua independência.
Um problema comum no tratamento da ataxia cerebelar é que, como resultado do medo de cair ou de falhar no controlo dos movimentos dos membros inferiores, os pacientes tentam fixar-se, quietos, num ponto, a fim de se desnecessariamente inactivos.
Os terapeutas do Centro de Neuropatia de Manchester são todos experientes no tratamento dos pacientes através do conceito de Bobath. Esta abordagem ao tratamento encoraja os movimentos, ao invés de ensinar a fixação, e frequentemente revela potencial para os pacientes serem mais independentes, com de um processo de melhoria da estabilidade postural, através de experiências quer com movimentos independentes, quer com movimentos assistidos. As sessões de terapia podem envolver movimentos num colchão no chão, permitindo assim movimentos seguros e livres, sem medo de cair.
A fisioterapia desempenha um papel importante na ajuda a pessoas para controlarem a sua postura e equilíbrio, através da experiência de movimentos num ambiente seguro e controlado. Muitos pacientes que têm a capacidade de se mover com mais independência, também vão aprender a cair com mais segurança, para que se sintam mais confiantes ao mover-se.
Cada paciente terá as suas próprias necessidades, relacionadas com a sua ataxia cerebelar, e, como tal, será criado, para cada, um programa individualizado. Fundamentalmente um maior n.º de pessoas pode beneficiar de uma avaliação para descobrir como a fisioterapia neurológica pode ajudar a maximizar a sua independência.



17 de outubro de 2011

TERAPIA COM SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL EM PACIENTES COM ATAXIAS HEREDITÁRIAS

As ataxias hereditárias são um grupo heterogéneo de doenças caracterizadas por atrofia degenerativa do cerebelo, tronco cerebral e/ou da espinal medula e que se manifestam pela descoordenação da marcha, das mãos, da fala e do movimento ocular. Aos poucos, os pacientes apresentam limitações progressivas e incapacitantes nas suas actividades: perdem a capacidade de andar, tornam-se acamados e totalmente dependentes, e geralmente acabam por sucumbir à infecção pulmonar, como causa de morte. Até ao momento, não existe nenhuma terapia eficaz para a ataxia hereditária. As terapias com células estaminais têm sido apontadas como uma opção para tratar doenças neurodegenerativas por poderem proporcionar neuroprotecção e, possivelmente, promover regeneração. O sangue do cordão umbilical (SCU) é uma fonte rica em células estaminais com potencial para aplicação clínica em doenças neurodegenerativas. Num estudo publicado recentemente na revista Journal of Translational Medicine foram feitas infusões de células do SCU em combinação com fisioterapia em 30 doentes com ataxia hereditária.Os resultados indicam que este tratamento combinado melhorou a funcionalidade e a qualidade de vida destes pacientes, não tendo sido registados efeitos adversos. Assim, a combinação de infusões de SCU com a fisioterapia parece ser um tratamento seguro e eficaz para a ataxia hereditária, melhorando consideravelmente os sintomas funcionais e a qualidade de vida dos pacientes afectados. Os mecanismos de acção exactos continuam por esclarecer. No entanto, admite-se que a diferenciação em células nervosas, substituindo as células perdidas, e ainda a produção de anti-oxidantes e de factores neurotróficos e angiogénicos, bem como a modulação da resposta imune e das reacções inflamatórias possam estar envolvidas nos efeitos benéficos observados após a administração das células do SCU. Para os autores deste estudo, os resultados conseguidos com estes pacientes servem de base para a realização de estudos mais alargados da eficácia desta terapia combinada em pacientes com ataxia hereditária.