14 de outubro de 2011

Ataxia de Friedreich: a hipótese do círculo vicioso revisitada

Aurelien Bayot, Renata Santos, Jean-Michel Camadro e Pierre Rustin

BMC Medicine 2011, 9:112 doi:10.1186/1741-7015-9-112

Publicado: 11/10/2011

Resumo (provisório)

A ataxia de Friedreich, a doença autossómica recessiva envolvendo o sistema nervoso central e periférico mais frequente, é maioritariamente associada a uma expansão instável dos trinucleotides GAA no primeiro intron do gene FXN, que codifica a proteína frataxina mitocondrial. Desde que foi demonstrado que o FXN estava envolvido na ataxia de Friedreich, nos finais da década de 90 do séc. XX, a consequência da perda de função da frataxina tem gerado um debate vigoroso. Muito cedo, sugerimos uma hipótese unificadora, de acordo com a qual a deficiência de frataxina leva a um círculo vicioso de manipulação deficiente de ferro, uma síntese debilitada de agrupamento ferro-sulfúrico e aumento da produção radical de oxigénio. Contudo, dados obtidos a partir de células e modelos de animais agora indicam que a acumulação de ferro é um acontecimento inconsistente e tardio e que a deficiência de frataxina nem sempre debilita a actividade de agrupamento ferro-sulfúrico, contendo proteínas. Em contraste, a deficiência de frataxina aparece consistentemente associada ao aumento de sensibilidade a espécies reactivas ao oxigénio, em oposição ao aumento de produção radical de oxigénio. Ao compilar conclusões de pesquisas fundamentais para observação clínica, defendemos aqui a opinião que a primeiríssima consequência do esgotamento de frataxina é, na verdade, um estado oxidativo anormal que inicia o mecanismo patogénico que sublinha a ataxia de Friedreich.

Fonte: http://www.biomedcentral.com/1741-7015/9/112/abstract

12 de outubro de 2011

DMJ - Injeções de Celulas Tronco Cordao Umbilical

Beike Robert Frank Flynn
EXPERIÊNCIA DO PACIENTE – A T A X I A

NOME:
Robert Frank Flynn

IDADE:
49

PAÍS:
EUA

DIAGNÓSTICO:
Ataxia III (Doença de Machado-Joseph). Robert tem ataxia hereditária, que herdou de sua família materna.

RAZÃO PARA FAZER O TRATAMENTO:
A condição de Robert foi piorando progressivamente e causou uma diminuição no seu padrão de vida. A principal preocupação era com suas capacidades físicas: Ele não conseguia andar e tinha grande dificuldade para se manter de pé. Sua fala também foi afetada o que tornou difícil para ele se comunicar. Depois que seu irmão recebeu os tratamentos no início deste ano e teve bons resultados, Robert também decidiu vir.
TRATAMENTO: Injeções de Células Tronco de Cordão Umbilical e Fator de Crescimento Nervoso com Fisioterapia
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Tratamento com celulas do tronco

Paciente com Machado Jospeh atinge melhorias após tratamento com celulas do tronco

Beike Paul Thomas Flynn rallelbarren festhält.)
NOME: Paul Thomas Flynn

IDADE: 43

PAÍS: EUA

DIAGNÓSTICO: Ataxia III (Doença de Machado-Joseph). Paul tem ataxia hereditária, que herdou de sua família materna.

RAZÃO PARA FAZER O TRATAMENTO: A condição de Paulo resultou em deficiência física e mental. A principal preocupação são suas capacidades físicas: Quando em pé, ele é muito instável, e exige algo para ajudá-lo a se equilibar. Devido falta de equilíbrio, andar tinha-se tornado cada vez mais difícil.

TRATAMENTO: 6 Injeções de Células Tronco de Cordão Umbilical e Fator de Crescimento Nervoso com Fisioterapia.

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9 de outubro de 2011

Doenças pediátricas infecciosas e desordens nos movimentos (tiques, ataxia, rigidez)

Os tiques são movimentos repetitivos súbitos, semi-voluntários e altamente estereotipados. Podem ser simples, envolvendo apenas grupos musculares específicos (ex: piscar de olhos excessivo ou fazer caretas), ou mais complexos.
Tiques
Os tiques são movimentos repetitivos súbitos, semi-voluntários e altamente estereotipados. Podem ser simples, envolvendo apenas grupos musculares específicos (ex: piscar de olhos excessivo ou fazer caretas), ou mais complexos. Os tiques podem ser em qualquer lugar no corpo, mas é mais comum ocorrerem na face, cabeça e pescoço.
Apesar de os tiques vocais associados a violentas exteriorizações de profanidade terem recibo uma considerável publicidade, estes são raros e os tiques vocais podem ser fonações como classificar, fungar, espirrar, grunhir, clarear a garganta ou expressões não-essenciais.
A severidade dos tiques é naturalmente influenciada pelas fases da Lua, assim como a excitação, aborrecimento, stress e fadiga associados. Os tiques são frequentemente descritos como sendo uma necessidade premonitória de movimento e enquanto que o movimento pode ser suprimido, a necessidade vai aumentando até ser insuportável até o movimento ter de ser executado, manifestando-se o tique.
Imediatamente após o tique ser executado, há uma sensação de alívio transitória referente à necessidade do movimento, apenas para ser substituída por outra necessidade premonitória, e assim o ciclo de tiques se repete. Os tiques são, provavelmente, a forma primária mais comum de desordens no movimento, na infância; com 5-24% das crianças em idade escolar, a terem pelo menos um tique transitório. Frequentemente, as desordens relacionadas com tiques são associadas à Desordem Obsessiva Compulsiva e/ou Desordem Deficit de Atenção.
Tremor
O tremor é um movimento oscilatório involuntário, hiper-cinético e rítmico, de parte do corpo à volta de um ponto fixo ou lugar. É importante notar se os tremores ocorrem se em acção, descanso, postura ou a efectuar tarefas específicas, pois isso influencia o diagnóstico diferencial, assim como o tratamento. Enquanto que a incidência de tremores, na infância, é desconhecida, na população geral é de 1.5 em 10.000. Numa clínica pediátrica de desordens nos movimentos, 19% das crianças tinham tremor como a única ou principal característica da sua condição.
Ataxia
A ataxia é caracterizada por problemas na coordenação muscular. Pode afectar o tronco (ataxia do tronco), o andar (ataxia postural) ou as extremidades distais (ataxia apendicular). É frequentemente associada, mas não restrita, a lesões nos caminhos do cerebelo.
 Rigidez
A rigidez é muito mais comum em adultos, do que em crianças. Trata-se de hipertonia, na qual todos os seguintes são verdadeiros: (1) a resistência a movimentos impostos externamente (passivos) está presente em baixas velocidades e não varia com a rapidez; (2) a contracção dos grupos musculares pode ocorrer, fruto duma resistência imediata a uma mudança de direcção de movimento sobre uma articulação; (3) o membro inferior não tem a tendência de voltar para aprender uma posição particular fixa ou ângulo articular extremo; e (4) as actividades voluntárias em grupos musculares distantes não leva a movimentos involuntários sobre as articulações rígidas, apesar de a rigidez poder piorar. Em crianças, é mais comum ser associado a efeitos secundários de medicamentos ou a Parkinsonismo juvenil.  
REFERÊNCIAS E NOTAS DE RODAPÉ:
·       Samir S. Shah, M. M. (2009), PRÁTICA PEDIÁTRICA Doenças Infecciosas. Nova Iorque, Chicago, S. Francisco, Lisboa, Londres, Madrid, Cidade do México: MC GRAW HILLS.

3 de outubro de 2011

ViroPharma licencia direitos da Intellect Neurosciences para produto candidato para a Ataxia de Friedreich

EXTON, Pa., 30/09/2011 /PRNewswire/ - ViroPharma Incorporated (NASDAQ: VPHM) anunciou hoje a licença dos direitos mundiais da Intellect Neurosciences, Inc. (OTCBB: ILNS), para a estágio clínico do OX1, um medicamento que está a ser desenvolvido para o tratamento da Ataxia de Friedreich (AF), uma doença neurodegenerativa rara, hereditária e progressiva.

OX1, ou ácido índole-3-propionico (IPA) é uma pequena molécula que ocorre naturalmente e que possui propriedades anti-oxidantes potentes, que podem proteger contra doenças neurodegenerativas. Numa 1.ª fase recente, num estudo sobre a segurança e a tolerância levado a cabo na Holanda, foi demonstrado que o OX1 era seguro e bem tolerado, em todos os níveis de dose testados. ViroPharma espera iniciar a 2.ª fase de estudos dentro de 12 a 18 meses, após ter terminado um estudo mais completo sobre toxicologia. ViroPharma pretende concorrer à Designação de Medicamento Órfão, logo após a revisão e prova da informação obtida com a 2.ª fase.

Ao abrigo dos termos do acordo, ViroPharma tem direitos exclusivos mundiais para desenvolvimento e comercialização de OX1, para tratamento, manutenção e prevenção de qualquer doença coberta pelas patentes da Intellect Neurosciences. ViroPharma pagou à Intellect Neurosciences, logo à cabeça, a quantia de 6,5 milhões de dólares, pelo licenciamento, e vai pagar ainda mais, baseados em eventos definidos. O valor máximo desses pagamentos, assumindo um avanço bem-sucedido no mercado, pode chegar aos 120 milhões de dólares. A empresa também irá pagar uma percentagem de direitos de autor, de acordo com o valor anual de vendas.

“A missão da ViroPharma é melhorar a saúde dos pacientes que sofram de doenças graves e condições médicas não atendidas, e a Ataxia de Friedreich claramente pertence a essa classe.”, diz Vincent Milano, o director da ViroPharma. “A AF rouba a coordenação muscular a crianças e jovens adultos, levando à perda de mobilidade, energia, articulação e audição, e apresenta um risco significativo de diabetes e doenças cardíacas redutoras da esperança de vida. Enquanto OX1 está em desenvolvimento ainda precoce, esta nova terapia tem o potencial para ser uma solução para esta condição não atendida e fazer uma diferença significativa na vida dos pacientes que padecem desta doença rara, nas suas famílias e prestadores de cuidados.”

Jennifer Farmer, MS, CGC, Directora Executiva da Friedreich’s Ataxia Research Alliance (FARA), fez o seguinte comentário: “Estamos muito felizes pela ViroPharma avançar com a investigação clínica do OX1 na Ataxia de Friedreich. Infelizmente, actualmente não há quaisquer tratamentos aprovados pela FDA (entidade norte-americana que aprova os medicamentos e alimentos) para esta doença devastadora. Aguardamos ansiosamente para trabalhar com a ViroPharma, a fim desta terapia avançar, através da construção de esforços colaborativos com a nossa rede de investigação clínica e ligando-os à comunidade de pacientes, através do nosso registo mundial de pacientes.”

Sobre a Ataxia de Friedreich

A Ataxia de Friedreich é uma doença hereditária rara causada por uma mutação num gene que codifica a frataxina, uma proteína essencial para o correcto funcionamento da mitocondria, a fonte de energia da célula. Na ausência da frataxina, o ferro no citoplasma cresce e causa danos dos radicais livres. A doença causa dano progressivo no sistema nervoso, resultando em sintomas que vão desde distúrbios na postura, até problemas no discurso: também pode levar a doenças cardíacas e diabetes. A ataxia geralmente refere-se à incapacidade de coordenar movimentos musculares voluntários. A Ataxia de Friedreich resulta da degeneração dos músculos dos movimentos dos braços e das pernas. A espinal-medula fica mais fina e as células nervosas perdem alguma da sua cobertura de mielina. As principais localizações da patologia são a espinal-medula e nervos periféricos. Os sintomas normalmente surgem entre os 5 e os 15 anos, mas podem ocorrer em indivíduos com idades compreendidas entre os 20 e 30 anos. Esta doença normalmente manifesta-se através de desequilíbrios progressivos e quedas frequentes. Os sintomas são lentos e progressivos, com uma esperança média de vida de 35 anos. A Ataxia de Friedreich é a forma de ataxia hereditária mais comum, e estima-se que afecte 1 em cada 50.000 pessoas, ou aproximadamente 6.000 pacientes nos EUA. Actualmente, não existem medicamentos aprovados pela FDA, para a AF.


Fonte: http://www.finanznachrichten.de/nachrichten-2011-09/21505952-viropharma-licenses-rights-from-intellect-neurosciences-for-product-candidate-for-friedreich-s-ataxia-008.htm

Viver com CDG: duas histórias, uma esperança partilhada | www.eurordis.org

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