10 de setembro de 2011
9 de setembro de 2011
Saude Publica - Ensaios Clinicos
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Investigação
21 de agosto de 2011
19 de agosto de 2011
Terapêutica génica desenvolvida em Coimbra dá esperança ao tratamento da Machado-Joseph
Uma equipa internacional liderada pelo investigador Luís Pereira de Almeida, da Universidade de Coimbra, desenvolveu uma estratégia terapêutica que cria esperança ao tratamento da doença neurodegenerativa de Machado-Joseph, avança a agência Lusa.
Um estudo publicado agora na revista científica Brain, da autoria de Luís Pereira de Almeida e Isabel Nascimento Ferreira, aborda a doença a partir de uma falha no mecanismo de degradação proteica e propõe uma terapêutica génica como estratégia para travar o avanço desta doença incurável, revelou à agência Lusa uma fonte ligada à investigação.
Segundo os investigadores, ligados ao Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), a falha dos mecanismos de degradação proteica leva à acumulação no interior dos neurónios de proteínas com conformações alteradas, agregadas em diferentes graus, que se tornam tóxicas.
Nesse sentido, foi investigada a importância do mecanismo de “limpeza” da célula, designado macro-autofagia, na doença de Machado-Joseph, e os resultados obtidos mostram que, em animais com esta doença, “há um bloqueio da macro-autofagia, responsável pela remoção de organelos e proteínas agregadas nas células, e uma diminuição dos níveis da proteína beclina-1 importante para este processo”.
“Verificaram ainda que este fenómeno contribui para a acumulação da ataxina-3 mutada, a proteína tóxica envolvida na doença de Machado-Joseph”, refere uma nota de divulgação do CNC.
A partir desta descoberta, a equipa de investigação, que envolve ainda elementos de França, México e EUA, desenvolveu “uma estratégia de terapia génica em que aumentando a produção da proteína beclina-1 nos neurónios de modelos da doença de Machado-Joseph (culturas de neurónios e cérebros de ratos), promoveram a eliminação dessa proteína tóxica, a ataxina-3 mutante, e a redução da neuropatologia”.De acordo com a mesma nota do CNC, actualmente estão em curso outras experiências para confirmar os resultados em animais transgénicos e em células estaminais de doentes.
Igualmente estão a ser testados fármacos nos modelos de estudo existentes no Centro de Neurociências e Biologia Celular, que promovem a “limpeza” das células, por activação da macro-autofagia.
A doença de Machado-Joseph é uma doença neurodegenerativa que inicialmente foi identificada em descendentes de portugueses, principalmente açorianos. Provoca a perda de coordenação motora e acaba por confinar os doentes a uma cadeira de rodas, não dispondo actualmente de um tratamento que permita bloquear a sua progressão.
Um estudo publicado agora na revista científica Brain, da autoria de Luís Pereira de Almeida e Isabel Nascimento Ferreira, aborda a doença a partir de uma falha no mecanismo de degradação proteica e propõe uma terapêutica génica como estratégia para travar o avanço desta doença incurável, revelou à agência Lusa uma fonte ligada à investigação.
Segundo os investigadores, ligados ao Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), a falha dos mecanismos de degradação proteica leva à acumulação no interior dos neurónios de proteínas com conformações alteradas, agregadas em diferentes graus, que se tornam tóxicas.
Nesse sentido, foi investigada a importância do mecanismo de “limpeza” da célula, designado macro-autofagia, na doença de Machado-Joseph, e os resultados obtidos mostram que, em animais com esta doença, “há um bloqueio da macro-autofagia, responsável pela remoção de organelos e proteínas agregadas nas células, e uma diminuição dos níveis da proteína beclina-1 importante para este processo”.
“Verificaram ainda que este fenómeno contribui para a acumulação da ataxina-3 mutada, a proteína tóxica envolvida na doença de Machado-Joseph”, refere uma nota de divulgação do CNC.
A partir desta descoberta, a equipa de investigação, que envolve ainda elementos de França, México e EUA, desenvolveu “uma estratégia de terapia génica em que aumentando a produção da proteína beclina-1 nos neurónios de modelos da doença de Machado-Joseph (culturas de neurónios e cérebros de ratos), promoveram a eliminação dessa proteína tóxica, a ataxina-3 mutante, e a redução da neuropatologia”.De acordo com a mesma nota do CNC, actualmente estão em curso outras experiências para confirmar os resultados em animais transgénicos e em células estaminais de doentes.
Igualmente estão a ser testados fármacos nos modelos de estudo existentes no Centro de Neurociências e Biologia Celular, que promovem a “limpeza” das células, por activação da macro-autofagia.
A doença de Machado-Joseph é uma doença neurodegenerativa que inicialmente foi identificada em descendentes de portugueses, principalmente açorianos. Provoca a perda de coordenação motora e acaba por confinar os doentes a uma cadeira de rodas, não dispondo actualmente de um tratamento que permita bloquear a sua progressão.
9 de agosto de 2011
A escala para a avaliação e classificação da ataxia relaciona-se com a avaliação da disartria na ataxia de Friedreich
Departamento de Neurologia, Universidade Médica de Innsbruck, Anichstrasse 35, 6020, Innsbruck, Áustria
Resumo
A disartria é um sintoma da fala adquirido, neurogénico e sensorial-motor, que faz parte integrante do espectro clínico dos sintomas dos sindromas atáxicos. As medições da ataxia e deficiências geralmente focam-se na avaliação das capacidades motoras. Uma vez que investigações abrangentes sobre disartria na ataxia são escassas, avaliámos a disartria em pacientes com ataxia, através da Avaliação Frenchay de Disartria. A Avaliação Frenchay de Disartria resume-se a um teste validado de dez itens, do qual oito itens centram-se na observação das estruturas orais e funções do discurso. Quinze pacientes com ataxia de Friedreich e quinze pessoas saudáveis foram analisados, utilizando a mesma metodologia clínica. Todos os sujeitos foram submetidos a avaliação neurológica, através da Escala para Avaliação e Classificação de Ataxia. Nos pacientes com ataxia de Friedreich, o sub-item da Avaliação Frenchay relacionado com a voz, mostrou que estes eram mais afectados quando comparados com as pessoas saudáveis, seguindo-se outros itens tais como os reflexos, o palato, a língua e a clareza de percepção. A pontuação dos lábios, mandíbula e respiração pareciam estar ligeiramente afectados. A gravidade da ataxia em pacientes com ataxia de Friedreich está directamente relacionada com a severidade da disartria, revela a Avaliação Frenchay de Disartria. A introdução de uma Pontuação de Disartria Adaptada binária vai permitir distinguir os diversos padrões de disartria em ataxias. A Avaliação Frenchay de Disartria provou ser uma ferramenta valiosa na medição dos níveis de disartria na ataxia de Friedreich. A sua disponibilidade em várias línguas oferece uma grande vantagem, em relação à sua aplicabilidade em estudos clínicos internacionais. As falhas da Avaliação Frenchay relacionam-se com a multiplicidade de itens testados e a sua codificação alfabética. A contabilização numérica e a condensação de avaliações numa versão modificada pode, contudo, resultar numa excelente ferramenta clínica para a medição e pontuação da disartria em distúrbios atáxicos da fala.
PMID:21805332[PubMed – conforme fornecido pelo editor]
Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21805332
Resumo
A disartria é um sintoma da fala adquirido, neurogénico e sensorial-motor, que faz parte integrante do espectro clínico dos sintomas dos sindromas atáxicos. As medições da ataxia e deficiências geralmente focam-se na avaliação das capacidades motoras. Uma vez que investigações abrangentes sobre disartria na ataxia são escassas, avaliámos a disartria em pacientes com ataxia, através da Avaliação Frenchay de Disartria. A Avaliação Frenchay de Disartria resume-se a um teste validado de dez itens, do qual oito itens centram-se na observação das estruturas orais e funções do discurso. Quinze pacientes com ataxia de Friedreich e quinze pessoas saudáveis foram analisados, utilizando a mesma metodologia clínica. Todos os sujeitos foram submetidos a avaliação neurológica, através da Escala para Avaliação e Classificação de Ataxia. Nos pacientes com ataxia de Friedreich, o sub-item da Avaliação Frenchay relacionado com a voz, mostrou que estes eram mais afectados quando comparados com as pessoas saudáveis, seguindo-se outros itens tais como os reflexos, o palato, a língua e a clareza de percepção. A pontuação dos lábios, mandíbula e respiração pareciam estar ligeiramente afectados. A gravidade da ataxia em pacientes com ataxia de Friedreich está directamente relacionada com a severidade da disartria, revela a Avaliação Frenchay de Disartria. A introdução de uma Pontuação de Disartria Adaptada binária vai permitir distinguir os diversos padrões de disartria em ataxias. A Avaliação Frenchay de Disartria provou ser uma ferramenta valiosa na medição dos níveis de disartria na ataxia de Friedreich. A sua disponibilidade em várias línguas oferece uma grande vantagem, em relação à sua aplicabilidade em estudos clínicos internacionais. As falhas da Avaliação Frenchay relacionam-se com a multiplicidade de itens testados e a sua codificação alfabética. A contabilização numérica e a condensação de avaliações numa versão modificada pode, contudo, resultar numa excelente ferramenta clínica para a medição e pontuação da disartria em distúrbios atáxicos da fala.
PMID:21805332[PubMed – conforme fornecido pelo editor]
Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21805332
3 de agosto de 2011
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