8 de setembro de 2008
Nova esperança para o tratamento de uma forma comum de doença hereditária neuromuscular.
2 de setembro de 2008
Carta de Professor Pierre RUSTIN, investigador no INSERM (03/06/2008)
Estamos-vos muito agradecidos!
A equipa de Investigação do Hospital Robert Debré que trabalha sobre Ataxiede Friedreich.Paule Bénit, Emmanuel Dassa, Sergio Goncalves, Isabelle Husson,Sandrine Loublier, Vincent Paupe e Pedra Rustin
16 de junho de 2008
II Assembleia Geral APAHE (Resumo)
A Assembleia começou a debater a ordem de trabalhos:
- 1º Ponto: O Relatório de Actividades e Contas onde foram apresentados aos sócios actividades e contas desde o início da associação.
- 2º Ponto: apresentação da Aliança (Plataforma de associações de doenças raras) e votação sobre a adesão da APAHE a esta plataforma, tendo sido aprovada.
- 3º Ponto: discussão de alguns projectos para o futuro, foi proposto a melhor organização dos serviços administrativos de modo a que a APAHE possa concorrer a fundos comunitários e outros; rastreio da doença a Prof. Doutora Paula Coutinho interveio dizendo que grande parte da sua vida tinha sido dedicada ao rastreio da ataxia, pelo que ficou mais tarde de nos informar melhor sobre este; criação de protocolos discutiu-se a possibilidade de se fazer no site a divulgação de empresas ortopédicas, etc., de modo a se adquirirem receitas e apresentar produtos úteis aos portadores de ataxias; criação do Conselho Cientifico da APAHE ficou registado o desejo e a necessidade de o constituir, bem como um boletim da associação que poderá ser enviado em forma de newsletter ou por correio normal para os sócios e estar disponível no site e no blog; sobre a divisão da associação em 3 núcleos (norte, centro e sul) a Prof. Doutora. Paula Coutinho considerou que era uma ideia desacertada, uma vez que iria criar disputas no seio da APAHE, já a Inês Leal Faria disse que ao propor este ponto, apenas tinha em mente uma melhor organização; site da associação, a estrutura tem que ser alterada e a sócia (Helena Ferreira) apresentou-se oficialmente, pois já se tinha oferecido para o elaborar gratuitamente, por outro lado, a Doutora Patrícia Maciel, docente do ICVS, disponibilizou-se a fornecer os conteúdos para o site; sobre a mediatização ficou clara a necessidade de recorrer aos meios de comunicação social para a divulgação da APAHE; realização de um evento no Dia Internacional da Ataxia (25 de Setembro), proposto pela presidente Dra. Ana Pereira este se realizasse na UM (Universidade do Minho). Foram discutidos outros assuntos deixando o 4º ponto para o final.
5º Ponto: informados os sócios, do possível envolvimento da APAHE nos testes clínicos do medicamento Ferriprox e o desejo que os testes fossem feitos no Porto; propôs-se o fraccionamento das quotas em várias prestações; votação da Prof. Doutora Paula Coutinho e do Prof. Doutor Jorge Sequeiros como Sócios Honorários da APAHE. Ambas as propostas foram aprovadas por unanimidade.
Direcção:
Presidente – Ana Cristina Pereira
Vice-presidente – Inês leal de Faria
Tesoureiro – Rui Miguel Pinto
Secretária – Teresa Celina Barbosa
Vogal – Sameiro Lopes
Mesa da Assembleia Geral:
Presidente: Nélia Mateus
1º Secretário – Lina M. Agostinho Valador
2º Secretário – João Carlos Sousa
Conselho Fiscal:
Presidente – Sandra Cristina Gomes
Vogal – Paula Agostinho
Vogal – David Agostinho
26 de fevereiro de 2008
Noticia na Imprensa (Jornal Destak)
Existem actualmente entre 5 e 7 mil doenças raras. Diagnóstico errado afecta 40% dos doentes.
Sexta-feira assinala-se o primeiro dia europeu das doenças raras, uma oportunidade que se pretende permita partilhar conhecimentos, experiências e, sobretudo, sorrisos de todos os que convivem diariamente estas patologias.
A Praça da Figueira, em Lisboa, é o local escolhido para palco do encontro entre as várias associações portuguesas de doenças raras, com o objectivo comum de esclarecer e informar a sociedade acerca das questões que cada uma delas envolve.
Mais de cinco mil doenças rarasActualmente existem entre cinco e sete mil doenças raras diferentes, contribuindo o pouco conhecimento a seu respeito para a dificuldade em diagnosticá-las. Segundo um inquérito da Eurodis, quase metade (40%) das pessoas afectadas receberam um diagnóstico errado antes de lhes ter sido feito o correcto.
No âmbito desta comemoração e para garantir mais visibilidade a doenças como, por exemplo, o síndroma de Rett - doença que afecta mais de um bebé em cada 10 mil nascimentos de crianças do sexo feminino - a Associação Nacional de Pais e Amigos de Rett vai estar presente na Praça da Figueira. Entre os diversos sintomas desta doença salienta-se a regressão no desenvolvimento, as altera-ções neurológicas e comportamentais, a microcefalia e o atraso mental profundo.
Também a Associação de Pseudoxantoma Elástico vai marcar presença para representar uma doença hereditária que está relacionada com o depósito de cálcio e outros minerais nos tecidos de algumas zonas do corpo, afectando entre 100 a 400 pessoas no País. Já a Associação de Retinopatia de Portugal vem reforçar o seu objectivo de promover a investigação genética, por forma a prevenir as doenças degenerativas da retina e procurar futuras terapias.
Identificar doentes com ataxias
A Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares, que representa cerca de cinco mil doentes, estará em Lisboa para alertar a comunidade científica e o público para as limitações que surgem associadas a estas patologias.
2 de setembro de 2007
23 de março de 2007
Investigadores da Universidade do Minho avançam no combate a patologia neurológica
Identificado gene de doença incurável
Investigadores portugueses, da Universidade do Minho (UM), progridem no conhecimento de uma doença neurodegenerativa ao caracterizarem um gene homólogo àquele que a motiva.
Um grupo de cientistas portugueses caracterizou um gene homólogo do causador de uma patologia neurológica identificada pela primeira vez em Portugal, avançando assim no conhecimento da doença de Machado-Joseph (DMJ).
Patrícia Maciel e Ana João Rodrigues, investigadoras do Instituto de Ciências da Vida e da Saúde da Universidade do Minho, são as principais autoras desta investigação. Juntamente com Jorge Sequeiros, Cláudia Santos, Maria do Carmo Costa e um grupo de cientistas norte-americanos, formam a equipa responsável pelo estudo publicado na edição online da revista da Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental.
Segundo Patrícia Maciel, “o trabalho consistiu em caracterizar um gene homólogo ao causador da DMJ num pequeníssimo verme chamado Caenorhabditis elegans, o primeiro animal cujo genoma foi completamente sequenciado”. O objectivo era, então, compreender a função biológica da ataxina-3, uma proteína codificada pelo gene gerador da doença, e saber por que razão a mutação causadora da DMJ leva à morte neuronal.
A DMJ é uma patologia neurodegenerativa, ainda incurável, responsável pela perda progressiva das capacidades, essencialmente motoras, e pela morte de conjuntos de neurónios, embora sem desaparecimento das capacidades cognitivas. Patrícia Maciel explica que “embora exista uma grande variabilidade clínica nesta doença, os primeiros sintomas são em geral a perda de equilíbrio e dificuldades na marcha, na articulação da fala e no deglutir dos alimentos, bem como defeitos subtis nos movimentos dos olhos”.
A DMJ foi diagnosticada pela primeira vez nos Açores por Paula Coutinho, uma investigadora portuguesa. Depois de identificado o gene causador chegou-se à conclusão de que a doença não era, afinal, uma “doença açoriana”, mas que afectava várias populações em diferentes locais do globo.
O nome de Machado-Joseph explica-se porque o primeiro caso desta patologia foi detectado na década de 70 na ilha açoriana de São Miguel num paciente chamado William Machado e o seguinte foi diagnosticado a uma família chamada Joseph, nos Estados Unidos, Califórnia.
Cientistas portugueses identificam gene homólogo ao causador da doença de Machado-Joseph
Segundo as principais autoras da investigação, Patrícia Maciel e Ana João Rodrigues, do Instituto de Ciências da Vida e da Saúde da Universidade do Minho, o objectivo foi tentar compreender a função biológica, até agora desconhecida, da ataxina-3, uma proteína que é codificada pelo gene responsável pela doença de Machado-Joseph (DMJ)."O trabalho consistiu em caracterizar um gene homólogo ao causador da DMJ num pequeníssimo verme chamado Caenorhabditis elegans, o primeiro animal cujo genoma foi completamente sequenciado", explicou a cientista Patrícia Maciel à agência Lusa."Esse modelo [C. elegans] é também usado no ensino do sistema nervoso aos alunos de Medicina", acrescentou.O estudo está na edição online da revista da Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental (FASEB Journal) e teve também como co-autores Jorge Sequeiros, Cláudia Santos, Maria do Carmo Costa e um grupo de colegas norte-americanos.A DMJ é uma doença neurodegenerativa com início na idade adulta que provoca perda progressiva das capacidades, sobretudo no que respeita à coordenação motora, e a morte, também gradual, de conjuntos específicos de neurónios."Embora exista uma grande variabilidade clínica nesta doença, os primeiros sintomas são em geral a perda de equilíbrio e dificuldades na marcha, na articulação da fala e no deglutir dos alimentos, bem como defeitos subtis nos movimentos dos olhos", referiu Patrícia Maciel.A doença, ainda incurável, progride para uma dificuldade cada vez maior na coordenação dos movimentos até confinar os pacientes ao leito, mas sem perda das capacidades cognitivas.Descrita como entidade clínica individual em 1978 pela neurologista portuguesa Paula Coutinho, que a estudou em famílias açorianas e de Portugal continental, esta doença foi depois encontrada noutras partes do mundo.Segundo Patrícia Maciel, "o trabalho pioneiro da professora Paula Coutinho abriu portas ao estudo do mapeamento do gene da doença pelo grupo do professor Jorge Sequeiros [do Instituto de Biologia Molecular e Celular, da Universidade do Porto] e iniciou anos de dedicação de vários investigadores portugueses a este tema".Após a identificação do gene causador, tornou-se claro que a doença existia em várias populações, em diversas localizações geográficas, levando ao abandono da sua designação inicial de "doença açoriana", também conhecida no arquipélago por "doença do tropeção".Passou a chamar-se ooença de Machado-Joseph porque o primeiro caso foi diagnosticado nos anos 70 num descendente de uma família da Bretanha na ilha de São Miguel, chamado William Machado, e logo outro numa família chamada Joseph, residente no norte do estado norte-americano da Califórnia.Anos mais tarde, em 1994, um grupo japonês clonou o gene causador da doença. O estudo da relação entre as mutações presentes nos doentes e as suas manifestações clínicas foi realizado por Patrícia Maciel, juntamente com os seus colegas Jorge Sequeiros e Paula Coutinho.O trabalho agora publicado insere-se no esforço desenvolvido pelo grupo de Patrícia Maciel para tentar, por um lado, compreender o mecanismo pelo qual a mutação causadora da DMJ causa a morte neuronal e, por outro, a função biológica da ataxina-3, a proteína que o gene codifica.Patrícia Maciel é licenciada em Bioquímica e doutorada em Ciências Biomédicas pela Universidade do Porto, docente no curso de Medicina da Escola de Ciências de Saúde da Universidade do Minho e responsável de investigação em Neurociências no Instituto de Ciências da Vida e da Saúde da mesma universidade.
