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29 de agosto de 2018

Ataxia um olhar pró futuro


O Futuro começa hoje. Vamos "olhar" as Ataxias. Todos temos experiências a partilhar.
Existem percursos...existem vidas. Pessoas que não desistem.
Juntos somos mais.

INSCRIÇÃO GRATUITA AQUI

8 de janeiro de 2015

Projeto de software para a deteção e tratamento da ataxia

O grupo de processamento de dados biomédicos da Universidade Oscar Lucero Moya, de Holguin (Cuba), está a trabalhar para desenvolver um software que facilita o diagnóstico e posterior tratamento de pacientes com ataxias hereditárias.
Allen Jimenéz, estudante do terceiro ano na especialidade de Informática e membro da equipa desde que entrou no centro, salientou que a importância do programa reside na possibilidade de quantificar de forma mais precisa e objetiva a resposta ao paciente.
Além disso, Jimenéz disse que o uso de software vai permitir a que pessoal qualificado tenha acesso a dados de elevado grau de subjetividade, como a velocidade angular, inclinação, o centro do movimento e a massa.
Os primórdios desta ligação científica com a Clínica da Ataxia tem as suas raízes em 2008, com a conclusão da tese de doutoramento do professor Rodolfo García, que desenvolveu um algoritmo matemático para promover o estudo dos movimentos oculares desta doença.
A fim de direcionar os seus conhecimentos para a contribuição para o desenvolvimento científico, surgiu em Março do ano passado este centro de estudos, que tem entre os seus membros do corpo docente professores de carreira a Informática e Matemática.
Atualmente, os seus membros trabalham em sete novos projetos relacionados com estudos da coordenação, distúrbios da marcha e movimentos dos olhos.
Estes projetos incluem o NSGait, que está em desenvolvimento e tem como objetivo utilizar um sensor usando a tecnologia dos jogos de vídeo para a captura de movimentos.
Outro desses programas é o NSGlob, ou seja, o desenvolvimento de uma luva que permite o estudo da capacidade das pessoas de fazer movimentos opostos, a principal dificuldade dos pacientes com esta doença.
Todas estas aplicações serão integradas no sistema informático NSWeb que facilitará o acesso a especialistas e interessados e está previsto para o primeiro trimestre deste ano, ser implementado o primeiro ensaio clínico, diz Jimenéz..



18 de dezembro de 2014

O sequenciamento do exome nas ataxias hereditárias e esporádicas não diagnosticadas


Angela Pyle, Tania Smertenko, David Bargiela, Helen Griffin, Jennifer Duff, Marie Appleton, Konstantinos Douroudis, Gerald Pfeffer, Mauro Santibanez-Koref, Gail Eglon, Patrick Yu-Wai-Man, Venkateswaran Ramesh, Rita Horvath, Patrick Chinnery F.


Resumo

As ataxias hereditárias são clinicamente e geneticamente heterogéneas e um diagnóstico molecular não é possível na maioria dos pacientes. Tendo as causas esporádicas, hereditárias e metabólicas comuns sido excluídas, usámos uma abordagem de sequenciamento do exome completo imparcial em 35 indivíduos afetados, a partir de 22 famílias selecionadas aleatoriamente de ascendência europeia branca. Definimos o diagnóstico molecular provável em 14 das 22 famílias (64%). Isto revelou mutações dominantes “de novo”, genes de doenças validadas previamente descritas em famílias isoladas, e ampliou o fenótipo clínico de genes de doenças conhecidas. O rendimento do diagnóstico foi o mesmo, quer em pacientes mais jovens, quer em pacientes com o aparecimento mais tardio, incluindo casos esporádicos. Demonstrámos o impacto da sequenciação do exome num grupo de pacientes notoriamente difíceis de diagnosticar geneticamente. Isto tem implicações importantes para o aconselhamento genético e prestação de serviços de diagnóstico.




22 de fevereiro de 2012

O que é Ataxia?

(...) O diagnóstico é geralmente baseado na observação de sintomas neurológicos e, quando aplicável, a existência de outros membros da família afetada. Os sintomas mais comuns que podem ser causadas por asfixia incluem ataxia (disfagia), uma descoordenação das extremidades, fala atrapalhada (disartria), e uma rigidez de movimentos. A maioria dos médicos vai primeiro tentar descartar outras causas para esses sintomas, tais como a esclerose múltipla ou acidente vascular cerebral recente, antes de fazer um diagnóstico final. (...)

Continue a ler AQUI

6 de dezembro de 2011

Ataxias friedreich e Machado Joseph (Informação varia)

A Ataxia de Friedreich, foi a primeira ataxia hereditária a ser distinguida de outras formas de ataxia.Seu nome se origina do médico neurologista alemão Nicholaus Friedreich (1825-1882), professor de medicina em Heidelberg, Alemanha, o primeiro a descrever em 1863 a misteriosa doença caracterizada pela perda gradual de coordenação e progressiva degeneração do sistema nervoso. Ele descreveu uma série de artigos sobre nove pacientes, de três famílias diferentes, afectados por um tipo de patologia cerebelar, entre 1863 e 1877. A partir de então outros autores passaram a descrever diversos quadros distintos de ataxias, surgindo então as primeiras classificações das doenças cerebelares (....) saiba mais Continue a ler AQUI

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Análise clinica e molecular da ataxia de Friedreich: revisao da literatura  (Continue a ler AQUI)

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Ataxia de Friedreich é uma das ataxias hereditarias recessivas mais comuns (Continue a ler AQUI)

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Doenças e sintomas - MACHADO JOSEPH - (Continue a ler AQUI)

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A Doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença crônica que afeta estruturas neurológicas responsáveis principalmente pela coordenação dos movimentos e pelo equilíbrio (Continue a ler AQUI)

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A doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença neurológica hereditária, com uma história fascinante, desde a origem do seu nome, até à origem (ou origens) da mutação e sua difusão pelo mundo. A descoberta da DMJ e, portanto, a história da sua investigação é, no entanto, muito recente.






5 de novembro de 2011

Neurogenética

Breve relatório




Adulto-início ataxia cerebelar devido a mutações no CABC1/ADCK3











Correspondência para Dr. Rita Horvath, Instituto de Genética Médica, Newcastle University, Central Parkway, Newcastle upon Tyne NE1 3BZ, Reino Unido; rita.horvath @ ncl.ac.uk

Contribuintes RH, BC, SG, SD, GH, AP, CD, ELB, AH, CF, MB, KS, JK ​​e GSG participaram da coleta de dados.  HL, EH-F, ERP e PFC foram envolvidos no desenho do estudo e da revisão crítica do manuscrito.  RH, GH e PC redigiu o manuscrito.

Recebido 23 de Agosto de 2011

Revisto 22 Setembro de 2011

Aceite 23 de Setembro de 2011

Publicado pela primeira vez On-line 29 de Outubro de 2011 

Abstrato 

Objetivo:  Ataxias hereditárias são doenças heterogéneas que afetam tanto crianças e adultos. A principal causa pode ser identificada em cerca de metade dos pacientes e apenas muito poucos podem receber terapia.

 Métodos Os autores realizaram sequencialmente do conhecido Coenzima Q10 (CoQ10) genes de deficiência em 22 pacientes com ataxia recessiva ou esporádica sem explicação.

 Resultados CABC1/ADCK3 mutações foram detectadas em quatro pacientes e dois irmãos que se apresentam com ataxia cerebelar, epilepsia e sintomas musculares. Espasticidade, distonia, tremor e enxaqueca foram variavelmente presentes; disfunção cognitiva foi severa em casos da primeira infância, mas estava ausente nos adultos.  Em contraste com os relatórios anteriores, dois dos pacientes tiveram um início fenótipo tardio, muito leve e permaneceu estável. A biopsia muscular revelou acúmulo de lipídicos, proliferação mitocondrial e citocromo oxidase-deficiente fibras, mas não típicas fibras vermelhas esfarrapada.  Atividades em cadeia a  enzima e CoQ10 foram diminuídas em pacientes gravemente afetados, mas manteve-se normal em um paciente ligeiramente afectado em 46 anos de idade.

Conclusões Estas observações ressaltam a importância do rastreio de uma causa potencialmente tratável,  CABC1/ADCK3 mutações, não só no início da infância, mas também em pacientes com ataxia cerebelar leve na vida adulta.


FONTE: http://jnnp.bmj.com/content/early/2011/10/29/jnnp-2011-301258.abstract

28 de outubro de 2011

Sobre a ataxia de Friedreich


A ataxia de Friedreich:

A ataxia de Friedreich é uma doença hereditária, que causa dano progressivo no sistema nervoso, resultando em sintomas que variam desde problemas no equilíbrio a problemas no discurso; também pode originar problemas cardíacos e diabetes.

A ataxia de Friedreich resulta da degeneração do tecido nervoso na espinal medula, em particular nos neurónios sensoriais essenciais (através de ligações ao cerebelo) para direccionar os movimentos musculares dos braços e pernas. A espinal medula fica mais fina e as células nervosas perdem parte da sua capa de mielina (a cobertura isoladora de algumas células nervosas, que ajuda a conduzir os impulsos nervosos).

A doença foi assim chamada devido ao médico alemão, Nikolaus Friedreich, ter sido o primeiro a descrevê-la, na década de 60 do século XIX.

O que é a ataxia de Friedreich?

A ataxia de Friedreich (também chamada FA ou FRDA) é uma doença rara hereditária, que causa danos no sistema nervoso e problemas nos movimentos. Normalmente os 1.ºs sintomas surgem na infância, com incoordenação muscular (ataxia), que vai piorando com o passar do tempo. A doença deve o seu nome a Nicholaus Friedreich, um médico alemão que primeiro a descreveu, na década de 60 do século XIX.

Na ataxia de Friedreich, os nervos na espinal medula e periféricos degeneram, ficando mais finos. O cerebelo, a parte do cérebro que coordena o equilíbrio e os movimentos, também degenera, mas em menor extensão. Esta degeneração resulta em movimentos instáveis, estranhos, e funções sensoriais debilitadas. Esta doença também causa problemas no coração e coluna vertebral, e alguns doentes desenvolvem diabetes. A doença não afecta o pensamento e a capacidade de raciocínio (funções cognitivas).

A ataxia de Friedreich é causada por um defeito (mutação) no gene classificado como FXN. A doença é recessiva, o que significa que só ocorre em quem tenha herdado duas cópias do gene com a mutação, uma de cada progenitor. Ainda que rara, a ataxia de Friedreich é o tipo de ataxia hereditária mais comum, afligindo cerca de 1 em cada 50.000 pessoas, nos EUA. Quer crianças do sexo masculino, quer crianças do sexo feminino, podem herdar a doença.

Quais os sinais e sintomas?

Os sintomas normalmente surgem entre os 5 e os 15 anos, embora por vezes possam surgir na idade adulta e, em ocasiões raras, tão tarde como aos 75 anos. O primeiro sintoma que costuma aparecer é, normalmente, a ataxia postural ou a dificuldade em andar. A ataxia piora gradualmente e, lentamente, espalha-se para os braços e o tronco. Frequentemente há perda de sensação nas extremidades, que se pode espalhar para outras partes do corpo. Outros sintomas incluem a perda de reflexos nos tendões, especialmente nos joelhos e tornozelos. A maioria das pessoas com ataxia de Friedreich desenvolve escoliose (uma curvatura da coluna vertebral para um lado), que frequentemente requer intervenção cirúrgica, para o tratamento.

A disartria (lentidão e arrastamento do discurso) desenvolve-se e pode, progressivamente, piorar. Muitas pessoas, em estados mais avançados da doença, desenvolvem perda de audição e visão.

Os outros sintomas que podem ocorrer incluem dores no peito, dificuldades em respirar e palpitações cardíacas. Estes sintomas são o resultado de várias formas de doenças cardíacas que frequentemente acompanham a ataxia de Friedreich, tal como a cardiomiopatia hipertrófica (aumento do músculo cardíaco), fibrose do miocárdio (formação de fibras no músculo cardíaco) e falha cardíaca. Ritmos cardíacos anormais, tais como a taquicardia (ritmos cardíacos acelerados) e o bloqueio cardíaco (condução débil dos impulsos cardíacos, no próprio coração) são também comuns.

Cerca de 20% das pessoas com ataxia de Friedreich desenvolvem intolerância aos hidratos de carbono e 10% desenvolvem diabetes. A maioria das pessoas com ataxia de Friedreich cansam-se muito facilmente e descobrem que precisam de mais descanso e que levam mais tempo a recuperar de doenças comuns, tais como constipações e gripe.

O ritmo de progressão varia de pessoa para pessoa. Geralmente, após 10 a 20 anos do aparecimento dos 1.ºs sintomas, a pessoa vê-se confinada a uma cadeira de rodas e em estados mais avançados da doença, a pessoa pode ficar completamente incapacitada.

A ataxia de Friedreich pode diminuir a esperança de vida, sendo os problemas cardíacos a causa de morte mais comum. Contudo, algumas pessoas com ataxia de Friedreich menos severa, podem viver até ao sessentas, setentas ou mais.

Sinais e sintomas:

Os sintomas normalmente surgem entre as idades de 5 e 15 anos, mas podem surgir entre os 20 e os 30. Os sintomas podem incluir qualquer combinação, mas não necessariamente todos, dos seguintes:

·        Fraqueza muscular nos braços e pernas

·        Perda de coordenação

·        Visão fraca

·        Audição fraca

·        Discurso arrastado

·        Curvatura da coluna vertebral (escoliose)

·        Plantas dos pés arqueadas (pés cavus)

·        Diabetes (cerca de 20% das pessoas com ataxia de Friedreich desenvolvem intolerância aos hidratos de carbono e cerca de 10% desenvolvem diabetes mellitus)

·        Problemas cardíacos (ex: fibrilação atrial, taquicardia, cardiomiopatia hipertrófica)

Os sintomas surgem antes dos 25 anos, com o progressivo cambalear, postura instável e quedas frequentes. As extremidades abaixo da cintura estão mais severamente envolvidas. Os sintomas são lentos e progressivos. A observação a longo prazo mostra que muitos pacientes atingem um nível de sintomas no inicio da idade adulta.

Os sinais físicos seguintes poderão ser detectados num exame físico:

·        Cerebelar: nistagmo, rápido e errático movimento ocular, ataxia do tronco, disartria, dismetria.

·        Piramidal: ausência profunda de reflexos nos tendões, respostas plantares extensivas e fraqueza distal, são frequentemente encontradas.

·        Coluna dorsal: ocorre a perda de sensações vibratórias e proprioceptivas.

·        O envolvimento cardíaco ocorre em 91% dos pacientes, incluindo cardiomegalia (cardiomiopatia dilatada), hipertrofia simétrica, murmúrios cardíacos e defeitos na condução. A esperança média de vida é 35 anos. Em 100%, as mulheres tem um melhor prognóstico de sobrevivência de 20 anos, contra 63% dos homens.

·        20% dos casos são descobertos em associação com a diabetes mellitus.

Antecedentes históricos:

A ataxia de Friedreich é uma ataxia autossómica recessiva, resultante de uma mutação num locus genético no cromossoma 9. Foi descrita pela 1.ª vez em 1863 por Nikolaus Friedreich, um professor de medicina em Heidelberg, Alemanha.

A ataxia de Friedreich foi a 1.ª ataxia hereditária a ser distinguida das outras ataxias locomotoras e é a ataxia autosómica recessiva mais comum. Representa cerca de 50% dos casos de ataxias hereditárias. As características incluem ataxia progressiva da postura e membros inferiores, disartria, perda de sensações vibratórias e posicional nas articulações, ausência de reflexos nos tendões das pernas e respostas plantares extensivas.

Tratamento:

O tratamento para a ataxia de Friedreich inclui:

·        Aconselhamento psicológico

·        Terapia da Fala

·        Fisioterapia

·        Ajudas na marcha ou cadeiras de rodas

Intervenções ortopédicas (tais como aparelhos) podem ser necessárias para a escoliose e problemas dos pés. O tratamento de doenças cardíacas e diabetes pode ajudar a melhorar quer a qualidade de vida, quer a duração.

Expectativas (prognóstico):

A ataxia de Friedreich vai piorando lentamente e causa problemas no desempenho das actividades diárias. A maioria dos pacientes necessitam de usar uma cadeira de rodas após 15 anos da doença começar. A doença pode levar a uma morte precoce.

Complicações:

·        Diabetes

·        Falha cardíaca ou doenças do coração

·        Perda da capacidade de se movimentar

17 de outubro de 2011

TERAPIA COM SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL EM PACIENTES COM ATAXIAS HEREDITÁRIAS

As ataxias hereditárias são um grupo heterogéneo de doenças caracterizadas por atrofia degenerativa do cerebelo, tronco cerebral e/ou da espinal medula e que se manifestam pela descoordenação da marcha, das mãos, da fala e do movimento ocular. Aos poucos, os pacientes apresentam limitações progressivas e incapacitantes nas suas actividades: perdem a capacidade de andar, tornam-se acamados e totalmente dependentes, e geralmente acabam por sucumbir à infecção pulmonar, como causa de morte. Até ao momento, não existe nenhuma terapia eficaz para a ataxia hereditária. As terapias com células estaminais têm sido apontadas como uma opção para tratar doenças neurodegenerativas por poderem proporcionar neuroprotecção e, possivelmente, promover regeneração. O sangue do cordão umbilical (SCU) é uma fonte rica em células estaminais com potencial para aplicação clínica em doenças neurodegenerativas. Num estudo publicado recentemente na revista Journal of Translational Medicine foram feitas infusões de células do SCU em combinação com fisioterapia em 30 doentes com ataxia hereditária.Os resultados indicam que este tratamento combinado melhorou a funcionalidade e a qualidade de vida destes pacientes, não tendo sido registados efeitos adversos. Assim, a combinação de infusões de SCU com a fisioterapia parece ser um tratamento seguro e eficaz para a ataxia hereditária, melhorando consideravelmente os sintomas funcionais e a qualidade de vida dos pacientes afectados. Os mecanismos de acção exactos continuam por esclarecer. No entanto, admite-se que a diferenciação em células nervosas, substituindo as células perdidas, e ainda a produção de anti-oxidantes e de factores neurotróficos e angiogénicos, bem como a modulação da resposta imune e das reacções inflamatórias possam estar envolvidas nos efeitos benéficos observados após a administração das células do SCU. Para os autores deste estudo, os resultados conseguidos com estes pacientes servem de base para a realização de estudos mais alargados da eficácia desta terapia combinada em pacientes com ataxia hereditária.


22 de setembro de 2011

A ataxia

Introdução

O cérebro humano é o poder supremo que controla as várias acções corporais tais como o discurso, a visão, as sensações, os movimentos, assim como todas as acções voluntárias e involuntárias. O cérebro também constrói uma casa para o armazenamento da informação temporária e permanente. Assim o cérebro juntamente com o sistema nervoso, constroem a nossa capacidade cognitiva, memórias, emoções, pensamentos, personalidade e comportamento. Isto mostra que o cérebro controla o sistema nervoso central. Mas quando há falta de coordenação entre o cérebro e o sistema nervoso central, os resultados podem ser realmente devastadores.

Esta condição é chamada de Ataxia, quando há uma perda de coordenação física devido a alguns danos verificados no cérebro e sistema nervoso, especificamente o cerebelo, que controla o equilíbrio e os movimentos juntamente com o ouvido interno e o retorno do sistema nervoso.

Na Ataxia, há uma falta de coordenação muscular na realização de quaisquer movimentos voluntários, tais como andar, correr ou apanhar objectos. Esta condição, denominada ataxia, pode afectar o discurso, os movimentos, o movimento ocular e também a capacidade de engolir.

Causas
A Ataxia é causada pelo dano no sistema nervoso e na parte do cérebro conhecida como cerebelo. A espinal-medula consiste num monte de nervos, que liga o cérebro ao resto do corpo. O cerebelo está situado na base do cérebro e é responsável por controlar a coordenação, movimentos físicos e percepção espacial.

O cerebelo é a parte do cérebro que controla a coordenação muscular. Quaisquer danos maiores ao cerebelo resultam em ataxia persistente. Outras razões para a Ataxia: AVC (acidente vascular cerebral), paralisia cerebral, tumor, alcoolismo ou esclerose múltipla. Também pode ser transmitida hereditariamente.

Classificação

Ataxia aguda
A espinal-medula e o cerebelo podem sofrer danos através de factores, tais como infecção, trauma físico e perda de irrigação sanguínea.

Ataxia hereditária
Isto acontece quando há histórico familiar de Ataxia. O sistema nervoso / espinal-medula e cerebelo são danificados lentamente, ao longo do tempo. Isto acontece como resultado das mutações genéticas que estão associadas às ataxias hereditárias. Estas interferem com o normal desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso. Isto resulta em dano progressivo do cérebro e neurónios.

Sinais e sintomas
  1. Perda de coordenação na motricidade fina – Dificuldade em cortar, escrever, teclar, abrir tampas, abotoar vestuário, costurar, tocar um instrumento musical.
  2. Problemas na visão – Problemas em ler, visão nublada ou a dobrar. Dificuldade em seguir objectos em movimento ou alternar o olhar, de um objecto para o outro.
  3. Problemas na postura – Postura normal erecta, assim como o andar, equilíbrio e correr, coordenados, vão ser difíceis. Andar instável, cambaleios, tropeções e quedas. Dificuldade em subir escadas. Estas dificuldades são devidas a uma disfunção no cerebelo.
  4. Fadiga – Pacientes com ataxia devido a uma experiência fulminante cerebelosa sentem ainda mais fadiga na realização das actividades normais. A débil coordenação entre o cérebro e o sistema nervoso podem levar a um aumento da fadiga devido à necessidade de um maior esforço para realizar actividades que não são coordenadas.
  5. Dificuldades no discurso e na deglutição – O discurso torna-se indistinto, arrastado e desarticulado. A deglutição torna-se difícil e começa a ser hábito engasgar-se, nomeadamente com líquidos.
  6. Problemas de feitio e argumentação – Além da perda das capacidades motoras, os pacientes com ataxia podem sentir dificuldades em exprimir-se e argumentar. Pacientes com ataxia fulminante cerebelosa podem ter memória debilitada em relação a informações recentes. Podem sentir ainda mais ansiedade, irritabilidade e depressão.

Tratamento
O tratamento da ataxia, assim como o seu sucesso na cura, depende das causas inerentes da doença. Estatísticas revelam que os tratamentos podem reduzir os efeitos da ataxia, mas não é provável que a erradiquem completamente. As células estaminais adultas são uma das opções de tratamento.

Muitos pacientes têm sido tratados com eficácia, de maneira a melhorar a qualidade de vida, melhoria na postura, motricidade fina aumentada, discurso mais forte e melhor capacidade de argumentação.

A ataxia é uma das doenças que tem sido tratada eficazmente com células estaminais provenientes do sangue do cordão umbilical, dependendo do tipo de ataxia.

Uma cura farmacológica tem sido útil num número pequeno de pacientes com ataxias específicas e mais investigação está a ser levada a cabo, internacionalmente. Exemplos de ataxias remediáveis incluem aquelas que de devem à falta da vitamina E ou Ataxia Episódica Tipo 2 (EA2) e co-enzima Q10, na qual os incidentes da disfunção cerebelar são minimizados com tratamentos à base de acetazolamide. O tratamento farmacológico pode atrasar a progressão da maioria das ataxias. Mas é numa proporção limitada e as vantagens foram testemunhadas só em alguns casos. A progressão da ataxia também foi desacelerada pela amantadine nalguns pacientes, enquanto outros acharam que a amantadine lhes aumentou os níveis de energia. Doses pequenas de Baclofen diminuem a espasticidade das pernas.

Fonte: