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22 de novembro de 2014

Transplante de células estaminais neurais melhora coordenação motora, neuropatologia no rato modelo da doença de Machado-Joseph


Doenças de repetição da SBMA (Spinal and Bulbar Muscular Atrophy – atrofia muscular espinhal bulbar) a Doença Motora dos Neurónios

A investigação indica que o transplante de células estaminais neurais feitos a partir da parte do cérebro mais afetada na doença de Machado-Joseph alivia a deficiências motoras e neuropatológicas no rato modelo e, portanto, pode proporcionar uma terapia para esta ataxia hereditária.

A doença de Machado-Joseph/ataxia espinocerebelosa tipo 3 é uma doença neurodegenerativa genética causando enorme sofrimento sem tratamento eficaz. A doença é causada pelo excesso da repetição do trinucleótido citosina-adenina-guanina (CAG), que traduz-se numa extensão de poliglutamina longa demais dentro da proteína ataxina-3, que se torna propensa a agregações e tóxica. Os pacientes com a doença de Machado-Joseph apresentam deficiências graves na marcha e coordenação do movimento voluntário, e na articulação e deglutição. Esses prejuízos estão associados a várias alterações neuropatológicas incluindo a agregação da ataxina-3 mutante no cérebro do paciente. A condição é marcada perda neuronal e atrofia de grandes neurónios no cerebelo, tronco cerebral e corpo estriado.

Apesar de já haver uma maior compreensão da sua patologia, não há ainda qualquer terapia capaz de modificar a progressão da doença. A extensa neurodegeneração em pacientes sintomáticos sugere que um tratamento eficaz dos pacientes sintomáticos da doença de Machado-Joseph pode exigir a substituição de células.

As células estaminais neurais (NSC) são células multipotentes, auto-renováveis, com a capacidade de se diferenciar em todas as células neurais (neurónios, astrócitos e oligodendrócitos), que constituem o sistema nervoso. Este trabalho, investigou pela primeira vez se o transplante de células estaminais neuronais cerebelares (cNSC) do rato não mutante para o cerebelo de ratos adultos transgénicos com a doença de Machado-Joseph iria aliviar a coordenação motora e defeitos neuropatológicos.

Verificou-se que após a transplantação para o cerebelo de ratos adultos da doença de Machado-Joseph, as cNSC diferenciadas em neurónios, astrócitos e oligodendrócitos. É importante ressaltar que o transplante das cNSC mediou um alívio significativo e robusto das deficiências do comportamento motor em testes, em comparação com ratos controle de DMJ injetados com HBSS (2,1; 5,3; 1,7 e 2,9 dobra melhora, respetivamente). Esta melhoria correlacionada com a redução da neuropatologia associada à doença de Machado-Joseph, ou seja, redução de perda de células de Purkinje, redução do encolhimento das camadas celulares, e redução da agregação das ataxinas-3 mutantes. Além disso, observou-se uma redução significativa dos marcadores de neuroinflamação no cerebelo e um aumento dos níveis de fatores neurotróficos, o que indica que o transplante das cNSC também desencadeou efeitos neuroprotetores importantes.

Assim, as cNSC têm o potencial de serem usadas como um substituto celular e uma abordagem neuroprotectora para a terapia da doença de Machado-Joseph. O próximo passo é avaliar se as células estaminais neurais geradas por indução de fibroblastos do paciente podem mediar benefícios semelhantes, abrindo o caminho para o transplante de células estaminais neurais geradas a partir de células do próprio paciente.



19 de novembro de 2014

Bio Blast: Cabaletta obtém a designação de medicamento órfão para o tratamento da SCA3

A Bio Blast Pharma Ltd. (ORPN: Quote) anunciou que foi concedida a designação de medicamento órfão pela FDA (Food and Drug Administration, entidade que regula os medicamentos nos EUA) para Cabaletta para o tratamento da Ataxia Espinocerebelosa tipo 3 (SCA3, também conhecida como a doença de Machado-Joseph). Esta é a segunda indicação para a qual Cabaletta da Bio Blast recebeu tal designação.

A cabaletta é uma substância química que protege contra os processos patológicos nas células. A empresa observou que Cabaletta tem demonstrado eficácia em células pré-clínicas e modelos animais de SCA3 e outras doenças PolyA/PolyQ, incluindo distrofia muscular oculo-faringial e ataxia cerebelosa espinho-bulbar. A Bio Blast planeia realizar progressos clínicos em cada uma dessas indicações em 2015.



Família quer educar sobre a doença rara mortal

(Fila de trás, da esquerda para a direita) Vickie Morgan, que tem a doença de Machado-Joseph; Kelven Moss; Ernestine Moss, segurando uma foto de uma filha que morreu da doença; e Brenda McGinnis. (Primeira fila, da esquerda para a direita) Darlena Philpot; Ariel Sims, segurando uma foto do seu irmão, Aaron Sims, que recentemente morreu com a doença; e Anedra Million.



Uma família de Middletown (EUA) devastada por uma doença genética muito rara espera aumentar a consciência para a existência da mesma ao enterrar outro parente, outra vítima da doença de Machado-Joseph.
Quando Aaron Sims, 34, que estudou na Escola Secundária de Middletown, morreu na semana passada, ele tornou-se, pelo menos, a décima pessoa das famílias Sims e Moss-Johnson a morrer da doença de Machado-Joseph. E agora mais dois membros da família, Vickie Johnson, de Middletown, e Cathy Moss, de Atlanta, foram diagnosticadas com a doença mortal.
Johnson parece fraca, fraca demais para ficar de pé.
"Porque é que tinha que ser eu?", ela perguntou antes de se desmanchar em lágrimas.
Essa é uma pergunta que estas famílias fazem há anos. Elas disseram que alguns dos seus parentes faleceram, normalmente antes do seu 50.º aniversário, e que foram mal diagnosticados como padecendo de distrofia muscular. Mas agora, através de testes e encontros com peritos médicos, eles acreditam que todos morreram da doença de Machado-Joseph, ou ataxia espinocerebelosa.
"A comunidade precisa saber o que nós não sabíamos durante gerações", disse Kelvin Moss, 31, treinador da equipa feminina de basquetebol na Escola Secundária de Middletown, que perdeu a avó, mãe, duas tias e um tio para a doença.
Os membros da família reuniram-se e tiveram dificuldade em lembrar os parentes que morreram da doença. Joseph Webb morreu em 1943 com a idade de 46 anos, embora não esteja claro se ele tinha a doença, disseram.
A sua filha, Gaynelle Webb, de 54 anos, morreu em 1972, o mesmo ano da primeira morte conhecida por DMJ, segundo informações da imprensa. A sua morte foi seguida por três de seus filhos: Tot Moss, Raymond Moss Sr., e Edward Johnson. Três das raparigas Moss, Sherry, Debra e Anita morreram da doença e as mortes de Debra e Anita foram separadas por um mês em 2007.
Karen Sims morreu em 2003 e Raymond Moss Jr. morreu há quatro anos. Aaron Sims, que mostrou sinais da doença, quando ele tinha 18 anos, no seu último ano na ESM, morreu no passado dia 8.
Os funerais têm sido um acontecimento comum para estas duas famílias.
"Estamos cansados disso", disse Roxanne Carter, uma amiga próxima da família. "Não podemos aceitar mais isso."
Devido à sua raridade, muitas pessoas não sabem nada sobre a DMJ.
Mais de 20 dos membros da família reuniram-se para discutir o próximo passo. Estão a planear angariações de fundos e campanhas de consciencialização. Eles esperam limitar o número de famílias que precisam de assistência a um progresso relativo de ser perfeitamente saudável, para alguém que necessita de cuidados permanentes. É um processo lento e doloroso, disseram.
A doença de Machado-Joseph é caracterizada pela falta de coordenação, lentamente progressiva, nos braços e pernas, um andar cambaleante, dificuldade na fala e deglutição, e movimentos oculares debilitados, de acordo com o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Acidentes Vasculares Cerebrais.
Os afetados pela doença progressiva normalmente vivem até aos 30 e poucos anos, enquanto que aqueles com uma forma mais leve podem ter uma expectativa de vida quase normal, disse o Instituto.
Qualquer filho de um progenitor afetado tem uma hipótese de 50 por cento de herdar o gene da doença. Uma criança que não herda o gene não desenvolve a doença e não pode passá-lo para a próxima geração.
Darlena Philpot, 54, disse que foi testada para a doença e que os resultados deram negativo. Ela não possui o gene, ou se ela o possui, está latente. O teste pode custar até 20.000 dólares, disse ela. O seu teste, por não ter sido tão extenso, custou 6.000 dólares.
Quando ela se encontrou com o seu médico e lhe transmitiu o historial médico da família, a sua reação foi compreensível.
"Quantas pessoas?", ele perguntou.
A possibilidade de receber uma sentença de morte pesa sobre a família.
Como Moss disse: "Está a ficar cada vez mais perto de casa. Eu vivo com medo todos os dias." Os outros na sala acenaram com a cabeça em concordância.
Ariel Sims, 32, perdeu uma bisavó, avô, mãe e irmão para a doença.
"É uma doença terrível que afeta tantas pessoas que você ama e a quem quer bem", disse ela.
Até agora, Sims tem sido uma das mais afortunadas, se é que se pode chamar sorte a perder quatro parentes. Ela é grata, mas cautelosa ao mesmo tempo.
"Esta é uma realidade", disse ela. "Isso é tudo o que temos visto; tudo o que já sabemos. Deus tem-me poupado. Acho que o meu propósito era o de estar cá para a minha mãe e irmão. Eu fui trazida aqui para ajudá-los. "
Enquanto Sims falava, outra caixa de lenços foi passada ao redor da sala. Poucas famílias choraram mais do que estas duas ao longo dos anos. Tudo por causa da mesma doença.
"Perdemos demasiados", disse Philpot. "Precisamos de obter as informações lá fora. É a nossa realidade. Isto é o que é. "
Foi-lhes perguntado que lições tinham aprendido com a doença. Anedra Million, de 41 anos, foi a primeira a responder. Ela apoiou-se na sua fé.
"Tem de haver um propósito", disse ela. "Deus revelar-se-á. Ele só escolhe o melhor, o mais forte. Você tem que viver cada dia como se pudesse ser o último. Vá com força. Caminhe na excelência ".
Philpot olhou ao redor da sala para todos os seus parentes e os rostos estavam manchados de lágrimas, todos de corações partidos. Ela sabe que vai demorar tempo para espalhar a palavra sobre a doença. Ela está confiante de que a sua família está pronta para a batalha.
"A família é tão importante", disse ela. "A família é tudo que temos. São as nossas raízes. É o que somos. "



7 de novembro de 2014

O papel da apolipoproteína E como fator de risco para o início da doença de Machado-Joseph (DMJ) numa idade mais precoce, é duvidoso


Qi Zhou, Wang Ni, Yi Dong, Ning Wang, Shi-Rui Gan, Zhi-Ying Wu


Resumo

A doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença neurodegenerativa hereditária causada por uma repetição CAG expandida no gene ATXN3. Embora o principal determinante genético da idade de início (AAO) é o comprimento do segmento de CAG expandido, a contribuição genética adicional da DMJ para a AAO ainda não foi, na maioria, esclarecida. Recentemente, foi sugerido em dois estudos independentes que a apolipoproteína E (APOE) pode estar associada à variabilidade da AAO em pacientes com DMJ. Para identificar o efeito modificador potencial dos polimorfismos APOE na AAO de paciente com DMJ, 403 pacientes com DMJ (confirmado por testes moleculares) do leste e sudeste da China foram incluídos no presente estudo. Repetições CAG no ATXN3 e polimorfismos APOE foram genotipados. Os dados foram analisados utilizando um pacote estatístico. Nenhuma contribuição dos polimorfismos APOE à variação no início da doença foi observada usando ANCOVA (F = 0,183, P = 0,947). No entanto, efeitos relevantes sobre a AAO da DMJ foram encontrados para o alelo ATXN3 normal e para a interação de alelos mutantes e normais ATXN3 num modelo de regressão linear múltipla (P = 0,043 e P = 0,035, respetivamente). O nosso estudo não suporta um papel para a APOE como um modificador genético da AAO da DMJ. Além disso, o nosso estudo apresenta evidências de que o alelo ATXN3 normal e sua interação com alelos mutantes contribui para a variância da AAO em pacientes com DMJ.




24 de outubro de 2014

Pesquisador português aborda Doença Machado-Joseph dia 24, na FCM

Luis Pereira de Almeida, especialista mundial da Universidade de Coimbra na investigação dos mecanismos básicos que causam a doença de Machado-Joseph, uma forma de doença hereditária neurodegenerativa comum nas ilhas dos açores e que atinge também muitas pessoas no Brasil, faz palestra na sexta-feira (24) na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp

As pesquisas de Almeida têm levado a descobertas recentes que podem levar a possibilidade de tratamento para essa doença que é hoje incurável. A palestra acontece às 10 horas no anfiteatro da Comissão de Pós-Graduação da FCM. O público-alvo são alunos de graduação em medicina, biologia, farmácia, enfermagem e fonoaudiologia; alunos de pós-graduação, médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros e acompanham pacientes com ataxias e outras doenças neurodegenerativas progressivas.


Luís Pereira de Almeida nasceu em Viseu em 1967.  Licenciou-se em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra em 1991. Exerceu funções de chefe de produção nos Laboratórios Delta, Queluz até 1993 e depois ingressou na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra como assistente. Após concluir o mestrado em Tecnologias do Medicamento, desenvolveu trabalho de investigação no Gene Therapy Center, Centre Hopitalier Vaudois e Faculdade de Medicina de Lausanne, Suíça, até 2001, no domínio da terapia gênica do sistema nervoso central, que lhe rendeu o doutorado pela Universidade de Coimbra. Atualmente é professor auxiliar na Faculdade de Farmácia (FFUC) da Universidade de Coimbra, desde 2003. A investigação do seu grupo tem sido focada em abordagens de terapia génica/molecular para doenças neurodegenerativas com foco na doença de Machado-Joseph / ataxia espinocerebelosa do tipo 3, incluindo modificadores da doença e silenciamento gênico, ativação de autofagia e inibição de proteólise. Tem trabalhos publicados em revistas especializadas e premiados pelas Sociedade Portuguesa de Neurociências, a Sociedade Portuguesa de Genética Humana e a Fundação Pulido Valente.

Fonte: http://www.fcm.unicamp.br/fcm/noticias/2014/pesquisador-portugues-aborda-doenca-machado-joseph-dia-24-na-fcm

5 de outubro de 2014

Na direção duma terapia ARNi para a Doença de Machado-Joseph, doença poliglutamínica



do Carmo Costa, Maria; Luna; Cancalon, Katiuska; Fischer, Svetlana; Ashraf, Naila S; Ouyang, Michelle; Dharia, Rahil M; Martin; Fishman, Lucas; Yang, Iêmen; Shakkottai, Vikram G; Davidson, Beverly L; Rodríguez; Lebrón, Edgardo; Paulson, Henry L;


A doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma ataxia hereditária dominante causada por uma expansão da codificação poliglutamínica no gene ATXN3. Suprimindo a expressão do produto do gene tóxico representa uma abordagem promissora para a terapia para a DMJ e outras doenças poliglutamínicas. Foi realizado um ensaio terapêutico alargado da interferência do ARN (ARNi) visando o ATXN3 num rato modelo expressando o gene da doença humana completo e recapitulando as características-chave da doença. Vírus adeno-associados (AAV) codificando uma molécula semelhante a um microARN (miARN), miRATXN3, foi entregue bilateralmente no cerebelo de ratos com DMJ, com 6 a 8 semanas de idade, que foram seguidos até a fase final da doença para avaliar a segurança e eficácia dos ARNi anti-ATXN3. Apesar de eficaz, a supressão, ao longo da vida, do ATXN3 no cerebelo e a aparente segurança do miRATXN3, o comprometimento motor não foi amenizado em ratos com DMJ tratados e a sobrevivência não foi prolongada. Estes resultados com um agente de ARNi de outra forma eficaz sugerem que a segmentação em grande parte do cerebelo por si só pode não ser suficiente para terapia humana efetiva. MiARNs artificiais ou outras estratégias de repressão à base de nucleotídeos visando o ATXN3 mais amplamente no cérebro deve ser considerado em futuros testes pré-clínicos.



12 de setembro de 2014

Gerardo Smart põe toda a sua garra e junta-se ao grupo do CRiGaL



Gerardo Smart é um jovem natural de Río Gallegos (Argentina) que foi diagnosticado com uma doença hereditária chamada SCA tipo 3 – Doença de Machado-Joseph, o que não o impede de lutar para ter a melhor qualidade de vida possível. Ele foi recebido pelo clube CRiGaL, onde começou a fazer atividade física. É um dos exemplos mais claros de "lutar por uma melhor qualidade de vida", o jovem de Río Gallegos,
Gerardo Smart decidiu voltar à atividade física após ser diagnosticado, anos atrás, com uma doença hereditária chamada SCA tipo 3 – Doença de Machado-Joseph, ou ataxia espinocerebelosa tipo três.

Esta doença realmente complicou a sua vida, a ponto de o levar a deslocar-se em cadeiras de rodas.

Apesar das dificuldades físicas causadas pela sua doença, Gerardo nunca desistiu e continuou o seu tratamento assistido por pessoal dos Angeles Especiales.

No entanto, a sua atitude exemplar não termina aí e começou a praticar segunda-feira com o grupo CRiGaL onde os jovens com diferentes deficiências são bem-vindos para a prática de desporto, numa grande obra do Professor Luciano Dalla Fontana.

O trabalho
No meio do treino de Segunda-feira, o jornal TiempoSur falou com Juan Soto, presidente do CRiGaL, que disse que estão a trabalhar olhando para o futuro do clube e a receber crianças para se juntarem ao CRiGaL e para que, no futuro, possam apresentar-se na Primeira Divisão do clube.
Juan disse que as crianças que vêm "começam com o básico", que é a formação inicial, que os ensina a pegar uma bola, como fazer um passe, como levantar do chão. "Todos nós começamos depois de adquirir uma deficiência e aprender a praticar desporto nesta situação é algo novo. Como tudo na vida, começa-se pelo princípio e este é o início da formação de base", disse ele.

Quanto às deficiências, ele disse que há uma revisão da pontuação que a federação dá a cada pessoa, de acordo com sua patologia e as competências adquiridas.

"Eles começam no próximo ano na terceira divisão, que é a promocional da Federação Argentina de Basquetebol em cadeira de rodas", disse ele.

O "novo"
Desde Segunda que o CRiGaL recebeu Gerardo Smart como novo jogador e sobre isso, Juan disse: "Nós temos que abrir as portas a toda a gente, independentemente da sua condição física e o importante é que é um lugar para o desporto, o que fez bem a todos e em especial a ele, porque a atividade física é sempre recomendada, por isso é um incentivo para nós ver que temos quatro novos futuros jogadores do clube."

O professor
Soto disse que Luciano Dalla Fontana sabe muito sobre desporto para deficientes e disse que "é um treinador de basquetebol profissional e foi-o como jogador, pelo que agora está a demonstrar a sua capacidade."

Esses pais ou crianças com deficiência que estão relutantes em participar, deve saber que o CRiGaL os aguarda às Segundas, Quartas e Sextas-feiras, entre as 19h00 e as 20h00, já que desde essa hora até às 22h00 treinam os jogadores que já estão a trabalhar no clube.
"Neste caso, estas crianças começam uma fase onde tudo é novo, mas que vai assegurar-lhes maior qualidade de vida", disse Juan.

O competitivo
Quanto à equipa que joga na Liga "A", o Presidente disse que este fim-de-semana recebem a APRI do Uruguai, que é uma equipa muito boa e que a maioria pertence à seleção uruguaia, logo têm muita experiência.
"Jogámos duas vezes contra eles e correu-nos relativamente bem, por isso este fim-de-semana, sábado e domingo às oito da noite, vamos medir forças e, se ganharmos, ficamos bem colocados na classificação", disse.

Também disse que estão à espera de ajuda do Governo de Santa Cruz (Argentina), pois têm que proporcionar abrigo e alimento às pessoas da APRI, à semelhança do que aconteceu quando o CRiGaL viajou para o Uruguai, pelo que continuam esperando, mas muito preocupados porque o assunto ainda não ficou bem esclarecido.




4 de setembro de 2014

Doença de Machado-Joseph: entenda a sídrome que atingiu o ator Guilherme Karan

O ator Guilherme Karan está afastado de sua profissão há cerca de 8 anos, isso porque infelizmente ele tem sofrido com a síndrome de Machado-Joseph.

Diante de sua situação, o artista hoje segue isolado em sua casa, vivendo uma cadeira de rodas.

A chamada síndrome de Machado-Joseph é uma doença hereditária que se manifesta na idade adulta de forma degenerativa.

Veja a seguir os detalhes relacionados ao problema que interrompeu de forma lamentável a carreira de Guilherme Karan:

Segundo matérias publicadas recentemente na mídia, a pesquisadora e chefe da área de genética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Laura Bannach Jardim – que pesquisa há 15 anos essa silenciosa e inconveniente doença – afirma não existir uma predileção em relação ao sexo dos indivíduos propensos a herdar o problema. Ela diz ainda que no sul do Brasil os pacientes costumam manifestar a doença quando têm algo em torno de 34 anos de idade.

Os sintomas iniciais da “Doença de Machado-Joseph”
A doença que normalmente surge somente em indivíduos que possuem pelo menos um dos genitores com o problema, apresenta como sintomas iniciais a falta de coordenação nos movimentos, o desequilíbrio no eixo corporal e as dificuldades para locomoção.

Em alguns casos ainda no inicio da doença é possível que ocorram manifestações oculares de insegurança ao descer uma escada, nesse caso a pessoa se sente como se tivesse consumido alguma bebida alcoólica e se sentisse incapaz de realizar algumas atividades, das mais simples às que exigem maiores esforços.

Em um estágio mais avançado da doença, os pacientes que possuem a síndrome de Machado-Joseph enfrentam uma grande dificuldade em deglutir os alimentos, engasgando-se facilmente.

Em determinada fase pode ocorrer também de a pessoa sentir dificuldades na fala, não conseguindo expressar as palavras de forma coerente e coordenada, somando-se a isso ainda há possibilidade de os olhos perderem a ação conjugada, dessa forma, cada olho pode passar a se movimentar de uma forma distinta, de modo que o paciente acaba tendo uma visão dupla.

Em alguns casos de pacientes com a síndrome, é possível também que a pessoa apresente alguns movimentos involuntários ou perca gradativamente a sensibilidade no corpo, podendo até mesmo contrair uma rigidez comum aos pacientes de Parkinson.

Sobre a doença
A síndrome de Machado-Joseph recebe esse nome em uma espécie de homenagem às duas primeiras famílias que foram diagnosticadas com o problema nos Estados Unidos.

Diversos rumores apontam que a doença teria surgido nos Açores, uma vez que as famílias Machado e Joseph eram originárias de região açoriana. Apesar dos boatos, registros apontam a Ásia como possível responsável pelo surgimento da doença há mais de 7 mil anos.

Diagnóstico da doença
A recomendação feita por especialistas da área da saúde é a de que ao perceber os primeiros sintomas o paciente procure imediatamente um neurologista, para que possa relatar aquilo que vem sentindo.

Tendencialmente o profissional irá perguntar sobre a existência de algum caso da síndrome de Machado-Joseph na família, em caso afirmativo, a doença é previamente diagnosticada, podendo ainda ser realizado um teste genético a partir do DNA do indivíduo.

A síndrome Machado-Joseph em si não leva o paciente à morte, no entanto, o estado degenerativo é progressivo. Com o passar do tempo o paciente sente dificuldade em fazer coisas simples do dia a dia, tais como sentar e engolir seus alimentos, ficando ainda exposto a infecções.

Tratamento da doença de Machado-Joseph
Ainda não existe no mercado um tratamento capaz de interromper os nocivos efeitos da doença, mas os pacientes devem passar por uma série de cuidados que são fundamentais para que eles tenham uma qualidade de vida melhor, contando com o apoio de profissionais como fonoaudiólogos, fisioterapeutas, neurologistas e psicólogos.

Com a fisioterapia o paciente consegue um fortalecimento dos músculos e desenvolve as parte que ainda não foram afetadas com a doença. Há ainda a possibilidade de o paciente receber medicação capaz de proporcionar redução da rigidez e parkisonismo.

Novos estudos sobre o caso
Informações recentes apontam que a pesquisadora Laura, em parceria com uma equipe de genética do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, tem realizado estudo que conta com a colaboração de voluntários, a intenção é realizar testes tendo o Lítio como neuroprotetor.


A expectativa é a de que até no próximo ano seja possível ter uma resposta sobre o estudo, cujo objetivo, em tese ,é impedir que a doença cause danos ao sistema neurológico.

Fonte: http://gestaodelogisticahospitalar.blogspot.pt/2014/09/doenca-de-machado-joseph-entenda.html

22 de agosto de 2014

Interferência do ARN* reduz défices motores e neuropatológicos num rato-modelo cerebeloso da Doença de Machado-Joseph

Clévio Nóbrega, Isabel Nascimento Ferreira, Isabel Onofre, David Albuquerque, Nicole Déglon, Luís Pereira de Almeida

Resumo

A Doença de Machado-Joseph ou ataxia espinocerebelosa tipo 3 é uma doença neurodegenerativa progressiva fatal, causada pela expansão da proteína poliglutamínica ataxina-3. Estudos recentes demonstram que a interferência do ARN é uma abordagem promissora para o tratamento da Doença de Machado-Joseph. No entanto, se o silenciamento do gene em tempo precoce é capaz de prevenir o aparecimento dos défices motores comportamentais típicos da doença, quando se iniciam antes do aparecimento da doença, não foi explorado. Aqui, usando um alelo específico mediado lentiviral para o silenciamento da ataxina-3 mutante num modelo pré-sintomático cerebeloso precoce dum rato com a Doença de Machado-Joseph, mostramos que esta estratégia dificulta o desenvolvimento das características motor e fenotípicas neuropatológicas da doença. Ao nível histológico, o silenciamento específico do ARN da ataxina-3 mutante diminuiu a formação de ataxinas-3 mutantes agregadas, preservou a morfologia das células de Purkinje e a expressão dos marcadores neuronais, enquanto reduz a morte celular. É importante ressaltar que o silenciamento do gene impediu o desenvolvimento de incapacidades no equilíbrio, coordenação motora, marcha e hiperatividade observada em ratos de controlo. Estes dados apoiam o potencial terapêutico da interferência do ARN para a Doença de Machado-Joseph e constitui uma prova de princípio dos efeitos benéficos do silenciamento precoce do alelo específico para a terapia desta doença.


*ARN: ácido ribonucleico




1 de julho de 2014

IBMC da Universidade do Porto vê reconhecida a competência técnica

Ensaios laboratoriais e atividades clínicas 

O Centro de Genética Preditiva e Preventiva, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (IBMC), anunciou que viu oficialmente reconhecida a sua competência técnica, através da acreditação de ensaios laboratoriais e atividades clínicas.








Este reconhecimento, pelo Instituto Português da Acreditação (IPAC), segue os requisitos da NP EN ISO 15189, a norma de acreditação mais exigente para laboratórios clínicos, sendo o Centro de Genética Preditiva e Preventiva (CGPP) “o primeiro laboratório acreditado em Portugal para realizar testes genéticos em doenças neurológicas, além da hemocromatose”, explicou o coordenador desta unidade clínica, o médico geneticista Jorge Sequeiros.
De entre os testes genéticos acreditados, destacam-se os para a paramiloidose (PAF TTR), a doença de Charcot-Marie-Tooth, doença de Huntington, doença de Machado-Joseph e outras ataxias espinocerebelosas (SCA1, SCA2, SCA6 e SCA7) e a hemocromatose.
Para Jorge Sequeiros, “o CGPP sempre se preocupou com a qualidade e segurança dos testes, cujos resultados podem ter grande impacto nos doentes e suas famílias”. De facto, explica Jorge Sequeiros, “a acreditação não alterou os procedimentos levados a cabo pelo CGPP e sempre existiu uma avaliação anual da qualidade por uma equipa externa de especialistas” mas, agora, “temos uma entidade oficial que veio acreditar o que é cá feito”.
Jorge Sequeiros refere, a título de exemplo, que “as próprias colheitas de sangue e a extração de ADN foram acreditadas, o que é muito importante, pois estes são os primeiros passos essenciais para um teste genético e onde os erros são tão frequentes”. A acreditação é o processo pelo qual a entidade nacional autorizada (o IPAC, em Portugal) reconhece formalmente a qualidade na realização de tarefas específicas. Apesar das recomendações internacionais e ao contrário de muitos países europeus, a acreditação ainda não é obrigatória em Portugal.
De acordo com o responsável daquele centro de genética, “a mera certificação dos laboratórios não é suficiente”. A acreditação diferencia-se da certificação em vários aspetos, nomeadamente numa “muito maior exigência dos critérios e metodologias usadas, ensaio a ensaio, tendo como princípio a avaliação da competência técnica, bem como o facto de existir uma única entidade acreditadora em cada país”, sustenta.
A acreditação contribui para a melhoria da qualidade dos processos laboratoriais, incluindo a redução dos tempos de resposta, com grande impacto para médicos e utentes. “A resposta mais rápida diminui a ansiedade dos doentes, bem como permite a confirmação do diagnóstico e aplicação atempada das medidas clínicas adequadas, incluindo o aconselhamento genético em familiares”, sublinha Jorge Sequeiros.
O Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto é uma associação sem fins lucrativos e um Laboratório Associado do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTES), com ligação à Universidade do Porto. Atua no sector da saúde através do Centro de Genética Preditiva e Preventiva (CGPP), prestando serviços à comunidade na área dos testes genéticos, aconselhamento genético e formação científica, clínica e laboratorial a profissionais de saúde.

Fonte:  http://www.oprimeirodejaneiro.pt/opj/diarias.asp?cfg=0&idioma=item_lingua1&item=14369

15 de março de 2014

Investigadores do ICVS/3Bs desenvolveram um novo modelo de ratinho transgénico da doença de Machado- Joseph e demonstraram um atraso da progressão da doença com o tratamento crónico com 17-DMAG



Investigadores do ICVS/3Bs desenvolveram um novo modelo de ratinho transgénico da doença de Machado- Joseph e demonstraram um atraso da progressão da doença com o tratamento crónico com 17-DMAG
Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho liderada pela Profª Patrícia Maciel publicou recentemente um artigo na revista internacional Neurotherapeutics, descrevendo a caracterização de um novo modelo de ratinho da doença de Machado-Joseph (DMJ), a ataxia espinocerebelosa mais prevalente em todo o mundo, e que até agora permanece incurável. Este modelo apresenta várias características semelhantes às da doença humana ao nível dos sintomas neurológicos e das regiões do cérebro afectadas, o que até à data não tinha sido observado num único modelo da doença, tornando-se assim uma ferramenta valiosa para ensaios terapêuticos. As principais vantagens do modelo CMVMJD135 são a ausência de morte prematura e a manifestação de sintomas característicos da DMJ, incluindo perda acentuada da coordenação do movimento e do equilíbrio, assim como perda de força muscular, que se inicia a partir dos 2 meses de idade progredindo ao longo do tempo. Estes ratinhos também apresentam inclusões neuronais positivas para a ataxina-3 em diferentes regiões do cérebro, incluindo os núcleos pônticos, núcleos reticulares laterais e núcleos profundos do cerebelo. Neste trabalho, também foi demonstrado um atraso importante na progressão da doença com o tratamento crónico com o fármaco  17-DMAG, actualmente em ensaios clínicos (fase I) para tumores sólidos avançados, conduzindo a uma melhoria acentuada dos sintomas e da neuropatologia. Adicionalmente, os investigadores analisaram os mecanismos subjacentes a este efeito, mostrando que apesar de a expressão as proteínas “chaperones” (“acompanhantes” de proteínas mal conformadas) no modelo do ratinho CMVMJD135 não ter sido aumentada com o tratamento, o 17- DMAG é eficaz através da indução de autofagia (mecanismo de auto-digestão parcial da célula, que protege contra os agregados). Desta forma, os resultados deste artigo confirmam que a modulação deste mecanismo celular pode ser relevante para o tratamento desta doença e traduzem o potencial deste composto a nível clinico.
Notas adicionais:
O 17-DMAG está em fase de ensaios clínicos em humanos (1ª fase - determinação da segurança de utilização) mas não para este tipo de doenças, antes para tratamento de alguns tipos de cancro.
- E quando irá passar para tratamento, disponibilizado nas farmácias?
Não será uma passagem imediata para a clínica. Ainda não se vende nas farmácias, nem se pode usar em doentes sem antes ser aprovado para esse fim, o que só pode acontecer depois de serem realizados ensaios clínicos em doentes com DMJ.
Por outro lado, este fármaco tem alguns efeitos laterais que o tornam de difícil utilização em doenças neurodegenerativas crónicas como é o caso da doença de Machado-Joseph, em que tem que se administrar o fármaco durante muito tempo.
Por este motivo, os investigadores consideram que os nossos resultados servem para comprovar que o “alvo” a que se dirige o fármaco é um bom alvo a atingir, mas que se tem que melhorar as “armas” a utilizar, ou seja desenvolver compostos com a mesma acção mas com menos efeitos secundários. Felizmente, há já algumas empresas farmacêuticas a trabalhar neste sentido e o grupo da UM está a trabalhar activamente com uma delas no sentido de testar esses novos fármacos no modelo ratinho. Esta é uma situação afortunada, porque é muito raro as empresas farmacêuticas manifestarem interesse nestas doenças raras, que não representam uma grande mais-valia económica. Se os novos fármacos da mesma família tiverem o mesmo efeito benéfico sem terem os efeitos secundários, estarão em melhor posição para passarem a ser testados em humanos.
Entretanto, a equipa da UM continua também a estudar outras possibilidades, nomeadamente com fármacos já considerados seguros para utilização prolongada em humanos, cuja passagem para a clínica será mais fácil (projecto suportado financeiramente pela APAHE, juntamente com a AtaxiaUK).
 
NOTA: A APAHE agradece à Dra. Patrícia Maciel, que amavelmente redigiu este artigo.


10 de março de 2014

UMinho identifica fármaco para tratar doença rara (Machado Joseph)

© Universidade do Minho
Uma equipa de investigadores liderada pela Universidade do Minho (UMinho) acaba de anunciar o desenvolvimento de um modelo que comprova a eficácia do fármaco 17-DMAG no tratamento da Doença de Machado-Joseph (DMJ), uma doença neurodegenerativa rara e, até ao momento, incurável causada por uma mutação no gene ATXN3.

Em comunicado enviado ao Boas Notícias, a UMinho explica que o medicamento em causa atrasa a progressão da doença - que se carateriza, entre outros sintomas, pela descoordenação dos movimentos corporais e que tem grande incidência na Ilha das Flores, nos Açores - e que está inclusivamente a ser testado em tumores cancerígenos avançados.

A patologia tem como principais consequências a descoordenação dos movimentos corporais, incluindo deficits piramidais, extrapiramidais e cerebelosos, bem como neuropatia periférica e, em alguns casos, "parkinsonismo". Este desequilíbrio pode ter interferências na coordenação dos dedos, mãos, braços e pernas, nos movimentos oculares e no mecanismo de deglutição.
Pegadas de ratinhos normais (esq.) e de ratinhos transgénicos - modelo da DMJ - com diferentes idades, expressas em semanas de vida (dir.), apresentando estes últimos dificuldades em caminhar.

Os resultados da investigação publicada na prestigiada revista científica "Neurotherapeutics" revelam que o fármaco em estudo pode ser útil no tratamento de doentes com Machado-Joseph. "Este fármaco induz a autofagia, um mecanismo celular de defesa cuja ativação provou, em estudos anteriores, ser benéfica na proteção contra esta patologia", explica Patrícia Maciel, coordenadora do projeto e investigadora do Laboratório Associado ICVS/3B’s da UMinho.

O modelo usado para validar a ação do 17-DMAG foi desenvolvido em ratinhos e reúne manifestações clínicas e patológicas semelhantes às da DMJ. "Os ratinhos apresentam uma progressiva descoordenação motora, perda de força e neurónios, bem como uma agregação da proteína ataxina-3 mutada em várias regiões do cérebro", contextualiza a especialista, de 42 anos.

De acordo com Patrícia Maciel, licenciada em Bioquímica e doutorada em Ciências Biomédicas na Universidade do Porto e na Universidade McGill, no Canadá, onde viveu durante quatro anos, este modelo reproduz "muito fielmente" a doença, constituindo-se como uma ferramenta valiosa para testar novas estratégias terapêuticas.

Fonte:
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_UMinho-identifica-f%C3%A1rmaco-para-tratar-doen%C3%A7a-rara_18999.html?page=0

21 de janeiro de 2014

DOENÇAS & CIA: Doença de Machado Joseph

DOENÇAS & CIA: Doença de Machado Joseph: A doença de Machado Joseph, é uma doença rara que provoca a degeneração do sistema nervoso e que não tem cura. Ela compromete inicialmente a capacidade motora do paciente provocando descoordenação de movimentos (ataxia).
A doença de Machado Joseph é hereditária e compromete progressivamente a coordenação motora, a fala, a deglutição e até o movimento dos olhos, iniciando suas manifestações em qualquer momento da vida, mas mais frequente durante o pico da idade fértil tanto no homem como na mulher. A idade de início da manifestação da doença de Machado Joseph não pode ser afirmada com segurança, assim como a gravidade, sintomas específicos e progressão da doença, que são muito variáveis de caso a caso e não pode ser estimada pela história familiar nem pelo teste genético.
A única forma de prevenir a doença é o estudo genético do casal que pretende engravidar, de forma a identificar a probabilidade de possuir o gene defeituoso e passar a doença para o bebê.
Guilherme Karan, um ator brasileiro, sofre desde 2005 com esta doença degenerativa

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Fundação norte-americana atribui quatro prémios a investigação médica em Coimbra


Prémio na investigação da doença de Machado-Joseph que provoca perda de coordenação motora

21 de janeiro de 2014 - 09h44

Uma fundação norte-americana atribuiu quatro prémios para financiar uma investigação sobre novas terapias para a doença de Machado-Joseph, que está a ser desenvolvida por especialistas de Coimbra, anunciou hoje a Universidade desta cidade.

Um grupo de especialistas liderados por Luís Pereira de Almeida, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), acaba de ser “reconhecido pela National Ataxia Foundation (NAF) com a atribuição de quatro prémios para financiar a investigação na descoberta de terapias para impedir a progressão da doença de Machado-Joseph”, afirma uma nota hoje divulgada pela UC.

A doença de Machado-Joseph é uma patologia cerebral que “provoca a perda de coordenação motora, acabando por confinar os doentes a uma cadeira de rodas e, até ao momento, é incurável”, sublinha a UC, referindo que a doença “tem uma prevalência significativa em Portugal, especialmente nos Açores”.

Luís Pereira de Almeida foi premiado com o financiamento “Pioneer SCA Translational Grant Award”, no valor de 100 mil dólares (cerca de 73.500 euros), para continuar a investigar a “ativação farmacológica da autofagia para aliviar a doença de Machado-Joseph”.

A autofagia consiste na “limpeza” das células e os cientistas vão aprofundar os estudos em animais transgénicos (modelos da doença) que têm mostrado “possíveis efeitos benéficos de fármacos” – aprovados pela FDA (US Food and Drug Administration) e pela Agência Europeia do Medicamento – no “atraso da progressão e alívio dos sintomas da doença”.

Ao grupo de especialistas foram ainda atribuídos três prémios de 15 mil dólares cada um, que permitirão avançar na investigação da mesma doença.

Uma das investigadoras, Liliana Mendonça, está a realizar o transplante de células estaminais neurais em animais transgénicos numa área cerebral afetada pela doença de Machado-Joseph (o cerebelo) e os resultados preliminares já obtidos sugerem que esta poderá constituir uma “promissora” estratégia terapêutica, afirma, na mesma nota, a UC.

Rui Nobre, outro dos especialistas envolvidos na investigação, tem estado a desenvolver “uma estratégia terapêutica promissora associada a uma forma inovadora de administração periférica”, acreditando que poderá dar “um contributo importante para o uso de terapia génica nesta doença”.

A possibilidade de outra molécula (ataxina-2) contribuir para a doença está a ser estudada por Clévio Nóbrega, que “pretende esclarecer o possível mecanismo patogénico e validar a ataxina-2 como potencial alvo terapêutico desta doença”.

Fundada em 1957, “a NAF financia estudos altamente promissores na área das doenças degenerativas que provocam ataxia (descoordenação de movimento), em todo o mundo”, tendo galardoado este ano, “pela primeira vez em quadruplicado”, a investigação que está a ser desenvolvida” por este grupo de investigadores do CNC da UC.

SAPO Saúde com Lusa

Na imagem: Investigador Luís Pereira de Almeida é o primeiro à direita

17 de novembro de 2013

Investigadores da Universidade de Iowa (EUA), relatam descobertas na Doença de Machado-Joseph


Um novo estudo sobre Genética, Distúrbios e Doenças está agora disponível. De acordo com notícias vindas de Iowa City, Iowa (EUA), "A doença de Machado-Joseph (MJD) é uma ataxia predominantemente hereditária causada por uma expansão poliglutaminica codificada no gene ATXN3. Suprimindo a expressão do produto de gene tóxico, representa uma abordagem promissora para uma terapia para a MJD e outras doenças poliglutaminicas."

 

Segundo citação de alguém ligado à investigação da Universidade de Iowa, "Realizámos um extenso ensaio terapêutico de interferência de ARN (ARNi), visando o ATXN3 num modelo do rato, expressando o gene da doença humana completa e sintetizando as características principais da doença. Um vírus adeno-associado (AAV) codificando uma molécula como a microARN (miARN), miRATXN3, foi entregue bilateralmente nos cerebelos de ratos com MJD, com 6 a 8 semanas de idade, que seguiram então até ao estágio final da doença para avaliar a segurança e a eficácia do anti-ATXN3 ARNi. Apesar da repressão eficaz, ao longo da vida do ATXN3 no cerebelo e a aparente segurança da miRATXN3, a deficiência motora não foi amenizada nos modelos tratados do MJD e sobrevivência não foi prolongada. Estes resultados, com uma outra forma eficaz agente de ARNi, sugerem que visando apenas uma extensão grande do cerebelo, pode não ser suficiente para uma terapia humana eficaz “

 

A investigação concluiu: "Os miARNs artificiais ou outras estratégias de supressão de nucleotídeos com base em segmentação, visando o ATXN3 mais amplamente no cérebro, devem ser consideradas em testes pré-clínicos no futuro."

 

 

11 de novembro de 2013

O que é Doença de Machado-Joseph

SCA3 - Ataxia Espinocerebelar Tipo 3 – Doença de Machado Joseph

O que é a Doença de Machado-Joseph?



A Doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma doença crônica que afeta estruturas neurológicas responsáveis principalmente pela coordenação dos movimentos e pelo equilíbrio. Tem um início sutil, em algum momento a vida adulta, e progride de forma gradual, afetando principalmente o caminhar, produzindo oscilações e desvios para os lados e, com o passar do tempo, até mesmo quedas.

A DMJ é uma doença genética. Ela é herdada de modo autossômico dominante, o que quer dizer que todo(a) doente a herdou de um de seus genitores; e que os(as) filhos(as) de um doente poderão também apresentar a condição.

Como são os seus sintomas?

O início da DMJ quase sempre se manifesta por desequilíbrio para caminhar. Isso pode acontecer nas mais variadas idades: houve pacientes que começaram a apresentar a condição aos 10 anos, e houve outros que a apresentaram aos 72 anos. Uma idade que se pode tomar como a média de início, entretanto, seria a dos 32 anos de idade.

Esse desequilíbrio é chamado pelos médicos de "ataxia", e é progressivo. Mas a ataxia não envolve somente o caminhar. Com o passar do tempo, a ataxia pode atingir também a fala, que se torna mal articulada. Em muitos pacientes, esse vai se tornar seu principal problema: a dificuldade de comunicação. Embora intelectualmente normais, essas pessoas não conseguirão se expressar bem através da fala.

A ataxia também pode, com o tempo, atingir os movimentos finos das mãos: os doentes terão dificuldade em escrever, em usar seus utensílios, etc.

Um outro grupo de sintomas importantes são as manifestações oculares. Entre essas manifestações, poderá haver dificuldade de o movimento dos dois olhos ser bem coordenado. Com isso, os dois olhos não fixarão exatamente a mesma imagem cada um. Cada olho poderá fixar pontos diferentes no seu campo de visão. É isso que provoca mais uma dificuldade importante: a visão dupla. A visão dupla é mais aparente quando o paciente olha para longe. Ela é facilmente corrigida se o paciente fechar um dos olhos.

Outros sintomas também podem aparecer, e são às vezes mais perceptíveis para o médico do que para o doente, pois não provocam muita limitação. Em alguns doentes, poderá aparecer uma rigidez que torna os movimentos mais lentos e difíceis de serem executados. Em outros doentes, poderão aparecer uma redução da massa muscular e algum formigamento nos pés.

A DMJ NÃO CAUSA deterioração mental: os pacientes mantêm-se lúcidos, inteligentes e com a memória normal. Entretanto, como se trata de uma condição muito limitante, muitos sofrerão de depressão e de isolamento social. Por isso, podem ser comuns as dificuldades de conciliar o sono, a tristeza e alguma irritabilidade.

Como ela é herdada?

A DMJ é uma doença de herança autossômica dominante. Isso quer dizer que ela é uma "doença vertical", que aparece em todas as gerações de uma família, até onde as pessoas podem se recordar. O diagrama a seguir apresenta uma possível árvore genealógica de uma família com essa doença. Os quadrados simbolizam homens, as bolas simbolizam mulheres. As bolas ou quadrados escuros simbolizam os doentes e as brancas, os sadios. Cada linha horizontal é uma geração. As linhas verticais unem os pais e seus filhos. Imaginem então que esses desenhos simbolizam avós, pais, filhos e netos:


Pode-se perceber que existem filhos de doentes que não herdam a doença (como o irmão da avó, na figura), enquanto outros a herdam. Como isso acontece?

Todos nós herdamos dois genes para cada função corporal. Um gene nós herdamos da mãe e o outro gene, nós herdamos do pai.

O gene que, quando alterado, provoca a doença de Machado-Joseph, é chamado de MJD1. Como nós herdamos dois genes, todos nós temos duas cópias do gene MJD1 - tanto as pessoas sadias, como as doentes. Entretanto, para que nós não tenhamos a doença, as duas cópias do gene MJD1 (tanto a herdada do pai, como a herdada da mãe) devem ser normais. Se uma estiver alterada, mais cedo ou mais tarde ela vai provocar o início da doença. Então, vejamos agora como fica a herança da mesma família mostrada acima, agora com a anotação dos genes de cada pessoa. O gene MJD1 normal, nós vamos chamar de "N"; o gene alterado, nós vamos chamar de "A". Você pode notar que todo mundo, nessa família, vai ter dois genes anotados embaixo de si.

Agora podemos compreender porque um filho de uma pessoa afetada pode não herdar a doença. Observe o irmão da avó: ele não é doente, porque seus dois genes são N. Ele herdou um gene normal de sua mãe sadia (a bisavó da família) e, por sorte, herdou também um gene normal de seu pai doente (o bisavô da família).

Isso acontece porque as pessoas doentes têm dois genes: um gene será alterado (A) e outro gene será quase sempre normal (N). As pessoas doentes transmitem apenas um desses dois genes para cada um de seus(suas) filhos(as). Qualquer um dos dois genes pode ser transmitido. Isso quer dizer que um(a) filho(a) poderá tanto receber o gene N - e nunca apresentar a doença, nem a transmitir para os seus futuros filhos - como poderá receber o gene A, com as mesmas chances. É por isso que os médicos dizem que o risco de um(a) filho(a) herdar a doença de seu pai ou sua mãe doente é de 50%.

Esse tipo de herança é chamado de herança autossômica dominante. Ela é característica da DMJ, bem como de uma série de outras ataxias semelhantes, porém causadas por outros genes. Como o início da doença acontece, em geral, depois da idade reprodutiva, a maioria das pessoas portadoras da DMJ acaba tendo filhos antes de saber que terá a doença.

Como se diagnostica a DMJ?

Foi somente em 1994 que se descobriu qual era exatamente o gene responsável pela doença. Esse gene - o MJD1 do qual já falamos - está localizado dentro do cromossomo 14. A sua função ainda permanece desconhecida. Apesar de não sabermos exatamente para quê esse gene serve, sabemos que ele apresenta uma seqüência repetitiva de moléculas que varia de tamanho. Essas moléculas que se repetem são representadas pelas letras CAG. Uma seqüência CAG, no código genético, codifica o aminoácido glutamina. Os genes normais (N) contêm entre 12 e 37 repetições da seqüência CAG. Os genes alterados (A) contêm mais de 56 repetições CAG.

Essa descoberta tornou possível a realização de um exame molecular, a partir de uma coleta de sangue do paciente. Esse exame "mede" o tamanho das seqüências CAG dos dois genes de cada pessoa. Se uma das seqüências for maior de 56 repetições, então o exame laboratorial identifica a presença de uma mutação. Nós já sabemos que basta um gene alterado - uma mutação - para causar a doença.

A técnica básica desse exame é denominada de PCR (do inglês "polymerase chain reaction"), seguida do acréscimo de uma sonda de DNA que marca as CAGs. O material genético depois passa por uma eletroforese, o que separa os pedaços de DNA de acordo com seu tamanho. Isso possibilita identificar pedaços pequenos (com poucas CAGs - os que se encontram nos genes normais) e pedaços grandes (com muitas CAGs - os que se encontram nos genes mutantes ou alterados).

O que causa a DMJ?

Se você leu a seção acima, pode compreender o que sabemos sobre a causa da DMJ. Se toda a pessoa doente tem um gene com uma seqüência CAG grande, maior do que 56 repetições, então é isso que causa a doença.

Mas não sabemos ainda exatamente porque isso causa a doença.

O que sabemos é que a seqüência CAG do gene produz, por sua vez, uma proteína na qual haverá repetidos aminoácidos glutamina. Se os genes de uma pessoa contêm, por exemplo, cada um, 15 e 70 repetições CAG, isso quer dizer que uma parte das proteínas por eles produzida terá 15 glutaminas, e outra parte terá 70 glutaminas. Sabemos que, quando uma proteína contém mais de 40 glutaminas, essa proteína não é mais digerida dentro da célula, e passa a se acumular dentro das estruturas celulares. Essa é provavelmente a causa da doença. Nossos neurônios não foram feitos para acumular essas "poliglutaminas". É possível que o seu acúmulo provoque a disfunção dos neurônios e, mesmo, sua morte.

As poliglutaminas expandidas que se depositam no neurônio


O que sabemos da origem histórica da DMJ?

A DMJ foi primeiro descrita em 1972 por dois grupos de investigadores norte-americanos. A primeira família descrita descendia de William Machado, um habitante da ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores. A segunda família também descendia de açorianos provenientes dessa mesma ilha. Essas duas famílias norte-americanas moravam, na ocasião, na costa leste dos Estados Unidos. Em 1976, uma terceira família foi identificada, dessa vez na costa oeste daquele país. Essa família também era de origem açoriana (porém da ilha de Flores) e se chamava "Joseph". A partir desse ano, a comunidade de investigadores clínicos concluiu que as três famílias deveriam ter a mesma doença, que passou a ser chamada com o nome das primeiras famílias reconhecidas: "Machado-Joseph".

Como se reconheceu que em todas havia uma ancestralidade açoriana, um grupo de investigadores partiu para aquelas ilhas. Reconheceu-se, então, que entre os açorianos essa doença era muito mais freqüente do que se esperava.

Hoje em dia, sabemos há doentes com DMJ nas mais variadas populações: entre portugueses, franceses, alemães, norte americanos, negros norte e sul-americanos, entre japoneses, chineses, indianos e até mesmo entre aborígenes australianos. Existem evidências de que muitos desses doentes tenham herdado essa condição de longínquos antepassados portugueses. Você deve se lembrar de como os portugueses eram importantes e dominavam o comércio marítimo há 400-500 anos atrás. Supõe-se que foi justamente através das navegações daquela época, que a DMJ se difundiu.

No Rio Grande do Sul, a história foi mais ou menos semelhante. Nosso Estado praticamente não tinha população até a vinda dos açorianos, a partir de 1750. Com essa imigração, nossa população surgiu e se estabeleceu. É bem possível que alguns dos imigrantes daquela época fossem portadores do gene alterado, e que o tenham transmitido aos seus descendentes até as gerações atuais. Sabemos, por exames moleculares, que os doentes gaúchos herdaram o gene que se originou da ilha de Flores, no arquipélago açoriano.

O que se pode fazer para melhorar seus sintomas?

Embora não exista um tratamento que interrompa o curso da doença, ou que previna a doença entre as pessoas ainda sem sintomas, muitos cuidados podem ser tomados para melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Os principais cuidados são a fisioterapia motora e a fonoaudiologia. Ambas auxiliam na preservação das funções motoras. Ensinam aos pacientes como lidar com situações tais como o engasgo e a marcha desequilibrada.

Eventualmente, pode ser necessário o uso de um medicamento para diminuir algum sintoma. Esse parece ser o caso quando o paciente apresenta muita rigidez. Alguns remédios diminuem a rigidez, mas seu uso deve ser bem ponderado, pois efeitos colaterais podem aparecer. O especialista habilitado na sua prescrição é o neurologista.

Em outros casos, mais comuns, o uso de uma medicação anti-depressiva está indicado e pode trazer grande alívio dos sintomas. Já comentamos que a DMJ traz muita incapacitação funcional: o doente deixa paulatinamente de caminhar, de se comunicar e de realizar suas tarefas. Isso traz um enorme sentimento de perda e de tristeza. Esse sentimento - essa depressão - pode, por sua vez, vir a piorar os sintomas motores, produzindo ainda mais limitação. Por isso, é possível que, em muitos casos, o uso judicioso de um anti-depressivo melhore a qualidade de vida do doente e mesmo de sua família.

O que se pode fazer para ajudar as pessoas que estão em risco de herdarem a DMJ?

As pessoas de uma família que tem o diagnóstico de DMJ, podem querer fazer o teste para saber se herdaram a doença antes mesmo de manifestarem os sintomas. Este teste, realizado em pessoas assintomáticas é chamado de "Teste Preditivo para a DMJ".

Este teste é freqüentemente solicitado pelos interessados, para auxiliar suas decisões relacionadas aos seus planos futuros no que diz respeito à família, ao trabalho, etc. Outras pessoas fazem o teste apenas por "necessitar saber".

Os laboratórios costumam realizar esse teste nos indivíduos que tenham 50% de risco de virem a apresentar a condição. É o caso do segundo filho (da última linha) apresentado na Figura 2. Ele é sadio e jovem, e não se sabe ainda se herdou ou não a mutação de sua mãe.

O Teste Preditivo para DMJ compreende uma pré-avaliação onde serão revisados os motivos que levam à decisão de realizá-lo, e o possível impacto de um resultado positivo ou negativo. Este teste é confidencial e sigiloso. O seu resultado somente é dado para o indivíduo que o realizou. Não fica no arquivo hospitalar dessa pessoa.

Como não se conhece ainda uma cura ou um tratamento preventivo para a DMJ, é importante que se compreenda que esse teste preditivo não trará conseqüências "médicas" - quer dizer, medicações ou outros tratamentos.

Uma vez que a motivação para se realizar esse teste é de foro íntimo e individual, e que ao mesmo tempo não há um tratamento disponível, esse teste preditivo não deve ser realizado em crianças e adolescentes.


Reprodução integral do texto de Doença de Machado-Joseph - Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Via Postagem no Blog Ataxia Net
 
FONTE: http://adrianaquevedo.blogspot.pt/p/o-que-e-doenca-de-machado-joseph.html