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16 de junho de 2013

Doença de Machado-Joseph: um mal raro e hereditário

Falta de equilíbrio, coordenação motora afetada, andar cambaleante. Quem não conhece o problema, muitas vezes pensa que o paciente está embriagado. Mas na verdade, ele sofre de uma doença genética rara que afeta as funções motoras.
Localizado na parte posterior do cérebro, o cerebelo é a região responsável pela coordenação motora e pelo equilíbrio. Por conta de uma mutação genética, a produção de uma proteína chamada ataxina 3 é afetada, provocando um processo degenerativo no sistema nervoso.
O quadro é leve no início, e se agrava com o passar do tempo. A evolução da doença pode resultar em alterações na fala, dificuldade para engolir, visão dupla, rigidez muscular e tremores, levando o paciente à cadeira de rodas em alguns anos.
A doença de Machado-Joseph não tem cura, nem tratamento específico. É recomendado o acompanhamento de profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e neurologistas. Assim é possível controlar os sintomas e proporcionar maior qualidade de vida aos pacientes.
A doença de Machado-Joseph é hereditária, por isso pacientes portadores que desejam ter filhos devem procurar um aconselhamento genético. O risco de transmissão de pai para filho é de 50%.
 
 
FONTE: http://www.minhavida.com.br/saude/videos/15875-doenca-de-machadojoseph-saiba-como-o-problema-afeta-os-movimentos-e-o-equilibrio

3 de abril de 2013

Novo estudo revela avanços no controlo da neurodegeneração na doença de Machado-Joseph

EquipaCNC_MachadoJosephUma equipa liderada por Luís Pereira de Almeida e Rodrigo Cunha desenvolveu um estudo sobre o papel da cafeína e do bloqueio dos receptores A2A em modelo animal da doença de Machado-Joseph.

Nélio Gonçalves é o primeiro autor desta publicação aceite pela revista
Annals of Neurology. O estudo permitiu identificar o receptor A2A como o alvo da cafeína no bloqueio da progressão da doença. Mostrou também pela primeira vez alterações na conexão neuronal, exercendo a cafeína efeitos protectores, capazes de restabelecer a função.

Embora esta descoberta represente uma peça importante para o complexo “puzzle” da compreensão desta doença rara e incurável, os coordenadores do estudo sublinham que «são resultados promissores que abrem pistas para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, mas são necessários mais estudos e ensaios clínicos para confirmar se o alvo molecular é eficaz nos humanos». A comunidade científica «validou estas novas informações sobre os mecanismos envolvidos na neuropatologia, renovando a esperança na busca de um tratamento que permita atrasar a sua evolução. No entanto, estabelecer prazos para um novo medicamento chegar ao mercado é pura especulação», sustentam Luís Pereira de Almeida e Rodrigo Cunha. Actualmente, «não há nenhum mecanismo para interferir com a progressão da doença de Machado-Joseph, apenas se tratam os sintomas. Por isso, os resultados abrem portas para a definição de uma nova estratégia para frenar o surgimento da doença», clarificam os investigadores.

Com uma prevalência significativa em Portugal, especialmente nos Açores, a doença de Machado-Joseph é uma doença genética rara que integra o grupo de nove doenças de poliglutaminas e é caracterizada por produção anormal da proteína ataxina 3, causando toxicidade em diferentes zonas do cérebro.

O estudo teve financiamentos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), National Ataxia Foundation (EUA) e da rede Europeia Marie Curie que estuda o conjunto de doenças de poliglutaminas (TreatPolyQ).
 
 

1 de março de 2013

A APAHE no “A tarde é sua”, TVI – 28/02/2013


Entrevista com Fátima d’Oliveira, Presidente da Direção da APAHE e paciente de Ataxia de Friedreich (ataxia hereditária recessiva).

Também com a presença de Manuel João Carrinho, sócio da APAHE e paciente da Doença de Machado-Joseph (ataxia hereditária dominante).
A APAHE deseja expressar aqui o seu mais profundo agradecimento ao CASC – Centro de Apoio Social da Carregueira, pela amabilidade em fornecer o transporte em veículo adaptado.


 

19 de dezembro de 2012

DMJ (Doença de Machado Joseph) Artigo elaborado por Drª Patricia Maciel para a APAHE


A doença de Machado-Joseph (DMJ), também conhecida como ataxia espinocerebelosa do tipo 3 (ou SCA 3), é uma doença neurodegenerativa autossómica dominante. Foi descrita pela primeira vez, na década de 70, em famílias luso-americanas de origem açoriana. Geralmente tem início na idade adulta, entre os 35 e 50 anos de vida, podendo surgir mais tarde ou mais cedo dependendo da gravidade da doença. O principal sintoma é a alteração do equilíbrio e da coordenação dos movimentos (ataxia), sem nunca afectar o intelecto. Com a evolução da doença, surgem sintomas como alterações na fala, dificuldades na deglutição, visão dupla e dificuldades a caminhar ou a realizar outros movimentos. É causada por uma alteração genética que leva a alterações estruturais na proteína ataxina-3, tornando-a tóxica para os neurónios. Até ao momento, não existe cura ou tratamento específico para a doença. Porém, os sintomas podem ser aliviados com acompanhamento de fisioterapeutas, psicólogos, neurologistas e outros profissionais de saúde com o objectivo de melhorar a qualidade de vida do paciente. O  diagnóstico da doença de Machado-Joseph é feito através de um teste genético molecular que permite não só confirmar o diagnóstico clínico mas também prever a ocorrência da doença em familiares de pessoas afectadas, mesmo antes de ela começar.

Patrícia Maciel, licenciada em Bioquímica e doutorada em Ciências Biomédicas – Genética, pela Universidade do Porto, tendo efectuado o seu trabalho de doutoramento na McGill University no Canadá, dedica-se ao estudo desta doença há 20 anos. É actualmente investigadora do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), da Universidade do Minho, aonde lidera um grupo constituído por investigadores com áreas de formação variada envolvendo a Biologia, Bioquímica e as Ciências Farmacêuticas. O seu grupo tem como principais objectivos o desenvolvimento de estratégias terapêuticas para a DMJ, que são testadas em modelos animais criados pelo grupo, bem como o estudo da função normal da proteína ataxina-3 das vias celulares em que está envolvida.

No que diz respeito à proteína ataxina-3, pensa-se que através da sua actividade de hidrolase de ubiquitina, pode estar a modular a destruição (ou manutenção) de certas proteínas celulares. Além de identificar os alvos de acção da ataxina-3, o grupo pretende perceber como é que as interacções da ataxina-3 com os seus parceiros moleculares estão afectadas devido à mutação causadora da DMJ e se isto pode contribuir para a origem da doença, bem como avaliar concretamente de que forma a perda de função da ataxina-3 em neurónios contribui para a DMJ. Relativamente às abordagens terapêuticas, o grupo desenvolveu um modelo da DMJ inserindo o gene humano no nematode C.elegans, um verme com menos de 1mm com um sistema nervoso muito simples, mas muito bem caracterizado, no qual está a testar mais de 1000 compostos terapêuticos com o objectivo de identificar os que são capazes de reverter a doença neste organismo. Dos compostos mais relevantes são escolhidos potenciais candidatos que são testados num outro modelo, o ratinho transgénico de DMJ, também criado e desenvolvido pelo grupo, no sentido de testar fármacos capazes de reverter a doença. Muitos dos compostos que escolhem testar são actualmente usados na clínica para outro tipo de doenças, pelo que, se funcionarem nos modelos animais, poderão ser promissores para futuras terapias para a DMJ.

 
NOTA. A APAHE quer aqui deixar expresso o seu mais profundo e encarecido agradecimento à Dra. Patrícia Maciel, que teve a amabilidade de redigir este artigo para a APAHE.

27 de julho de 2012

Nova esperança para doença neurodegenerativa


Uma equipa portuguesa do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra foi capaz de parar a degeneração cerebral em ratos, através do bloqueio de uma molécula denominada calpaína.



Os investigadores estão um passo mais próximos de descobrir um tratamento para a Doença de Machado-Joseph (DMJ), uma doença neurodegenerativa fatal, após uma equipa portuguesa do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra ter sido capaz de parar a degeneração cerebral em ratos, através do bloqueio de uma molécula denominada calpaína. A calpaína é conhecida por cortar a ataxina-3 (a proteína mutante por detrás da DMJ) em fragmentos, e o estudo, que vai ser publicado no jornal Brain (Cérebro), prova que estes fragmentos são cruciais para acionar a neurodegeneração.



Se este trabalho poder ser repetido em pacientes humanos – e os resultados preliminares do estudo assim o sugerem –, os medicamentos que bloqueiam a calpaína podem tornar-se o primeiro tratamento capazes de travarem a DMJ. Luís Pereira de Almeida – o líder da equipa de investigação – acrescenta “e mesmo que não consigamos prevenir com totalidade a clivagem da ataxina-3, dado que esta é uma doença que se revela mais tarde, reduzir a sua velocidade pode ser o suficiente para travá-la de aparecer durante o tempo de vida dos pacientes, o que seria uma vitória incrível numa doença terrível”.

E de facto, a DMJ (também chamada de ataxia espinocerebelar tipo 3 ou SCA3) é terrível – uma doença neurodegenerativa que causa ataxia (uma incapacidade de controlar os movimentos do corpo), confinando os pacientes a cadeiras de rodas e a uma dependência total, a doença é fatal e não tem tratamento. E apesar de rara, há locais onde a sua incidência é mais elevada – como a ilha portuguesa açoriana das Flores –, podendo atingir cerca de 1 em cada 140 indivíduos. Isto, juntamente com o facto de a severidade da doença tender a aumentar à medida que é transmitida de uma geração para a próxima, e que é transmitida a metade de todas as crianças com progenitores afetados, torna a descoberta de um tratamento seriamente urgente.

Também sabemos que a DMJ é causada por uma parte aberrante de ADN que se multiplica dentro do gene MJD1 (quanto mais longa é a parte, pior é a doença), produzindo a proteína mutante ataxina-3, proteína que agrega a formação de depósitos nas áreas do cérebro afetadas pela doença. O que não sabemos é o que leva à neurodegeneração, tornando mais difícil desenvolver tratamentos capazes de travar o processo.

No estudo agora publicado, Ana Simões (a primeira autora do trabalho), Pereira de Almeida e colegas observaram novas terapias, através de outro mistério da DMJ – a razão porque a ataxina-3 normal “vive” fora dos núcleos celulares, enquanto os depósitos da sua forma mutada são encontrados dentro (apesar de a proteína mutante ser maior e, supostamente, haver maior dificuldade em atravessar o núcleo). É normal pensar que se se descobrisse porque isto acontece, podia ser travado, interferindo com a doença.

E isto é onde os fragmentos de ataxina-3 entram – a “hipótese fragmentária tóxica” é uma teoria que afirma que algumas doenças neurodegenerativas são acionadas através da produção de fragmentos tóxicos a partir da proteína mutada por detrás da doença. A doença de Alzheimer tem sido ligada a isso, por exemplo e, mais recentemente, também a DMJ. De facto, recentemente foi demonstrado que a ataxina-3 mutante, quebrada pela calpaína, produz fragmentos tóxicos que são capazes não só de escapar aos mecanismos celulares de controlo de qualidade, como também de acionar a agregação da ataxina-3 (que vai levar aos depósitos cerebrais). E se a DMJ é acionada pelos fragmentos tóxicos produzidos pela calpaína, isso explicaria como é que os depósitos anormais chegam aos núcleos (já que são os fragmentos, e não a proteína, a entrar) e também, finalmente, dar-nos-ia uma forma de travar a DMJ (através do bloqueio da calpaína).

Então, poderia a calpaína ser a chave para a neurodegeneração da DMJ, assim como o seu tratamento? No trabalho agora publicado, o grupo de Pereira de Almeida investiga a possibilidade com a ajuda do único inibidor da calpaína conhecido no corpo, uma molécula chamada calpastatina (ou CAST). A ideia é a de que se a calpaína é importante para a DMJ, a CAST será capaz de travá-la.

Através da utilização de ratos com níveis diferentes de CAST no cérebro, assim como a ataxina-3 mutante, os investigadores descobriram que pondo grandes quantidades de CAST nos cérebros dos ratos com DMJ, reduz os depósitos anormais de proteínas, assim como a neurodegeneração e a disfunção neural típica da doença. Estes animais tratados com CAST também tinham uma atividade calpaínica mais baixa (quando comparados com os ratos “normais” com DMJ), provando que o CAST estava a afetar a calpaína. A hipótese de que o CAST estava a agir através da travagem da formação de fragmentos tóxicos foi ainda confirmada quando fragmentos da proteína mutante foram encontrados, em grandes quantidades, em animais doentes, mas em quantidades muito reduzidas nos animais tratados com níveis elevados de CAST.

De forma interessante, Simões e os colegas também descobriram que o CAST parecia que tinha um papel na doença propriamente dita – havia muito menos CAST no cérebro dos ratos doentes de que nos saudáveis, e quando os níveis da ataxina-3 mutante aumentavam no cérebro dos ratos com DMJ, o CAST desaparecia (aparentemente apagado pela proteína mutante?).

Pela primeira vez em sujeitos vivos (no caso, ratos), estes resultados demonstram uma ligação entre a quebra da ataxina-3 mutante, a formação de depósitos anormais de proteínas e os danos neurais que provocam a DMJ. Também provam que os fragmentos tóxicos são cruciais para acionar a destruição cerebral. Como Pereira explica “é como se a ataxina-3 ficasse ‘cravada’ pela calpaína, com estes fragmentos ‘armados’ forçando o acesso aos centros de controlo celular, onde bloqueiam as mais diversas funções e causam a morte celular. Porque são pequenos, têm mais capacidade de entrar no núcleo celular para provocar danos”. Os resultados também abrem as portas a investigações similares sobre outras doenças neurodegenerativas com a “ligação do fragmento tóxico”.

Mas o mais importante de tudo, é facto deste novo trabalho revelar que o CAST pode travar a neurodegeneração da DMJ.

A questão que agora se levanta, é se pode ser repetido em humanos? E na verdade algumas experiências preliminares, mas muito promissoras, levadas a cabo pela equipa de Pereira de Almeida, mostram que os níveis de CAST são mais baixos que o normal no cérebro dos pacientes com DMJ, sugerindo um mecanismo da doença similar nos humanos e nos ratos (e assim também um efeito terapêutico similar do CAST), o que são grandes notícias não só para os cientistas envolvidos, mas especialmente para todas as famílias afetadas. E o grupo já está a testar medicação via oral capaz de bloquear a calpaína, apesar de por agora, só em animais.


29 de abril de 2012

Engasgo é a maior causa de morte entre os portadores da Síndrome de Machado-Joseph

Na última semana, o pai do ator Guilherme Karan, afastado do trabalho desde 2005, revelou que o filho está debilitado, inclusive vivendo em uma cadeira de rodas, em decorrência de uma doença genética neurológica dominante grave, a Síndrome de Machado-Joseph, um tipo específico de ataxia (relacionada à falta de coordenação motora), que faz com que o indivíduo perca a capacidade de se movimentar progressivamente.
Existem mais de 30 tipos de ataxias dominantes e, no Brasil, ainda que rara, a enfermidade que atingiu o ator é a de maior incidência, o que não significa que todas as ataxias sejam denominadas de Machado-Joseph, segundo a geneticista e Professora Titular do Departamento de Genética Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Dra. Iscia Lopes Cendes. “Dentre as dominantes, essa é apenas mais uma delas e é uma forma específica que apresenta mutação no gene específico, conhecida também como o tipo 3”, diz.
A primeira impressão que se tem de uma vítima da patologia é a embriaguez, uma vez que os principais sintomas são semelhantes aos do efeito do álcool em excesso no organismo. Além da falta de equilíbrio corporal, já que braços e pernas não respondem aos comandos do cérebro, há a fala de difícil entendimento, no entanto, a pior de todas as complicações é a dificuldade ao engolir alimentos que, consequentemente, induz ao engasgo, levando o paciente a desenvolver a pneumonia aspirativa, já que o alimento é enviado diretamente ao pulmão em vez de ir para o esôfago, o que provoca a causa mais comum de morte entre as vítimas.
Rara, a doença tem uma incidência de um caso para cada 100 mil pessoas no País, segundo a Dra. Iscia Lopes Cendes, e seu desenvolvimento tem início por volta dos 35 anos. No entanto, a geneticista ressalta sobre a individualidade da Síndrome. “Existem casos em que os sintomas manifestam-se ainda na infância; outros se iniciam tardiamente, já na transição para a terceira idade. As características da Machado-Joseph são individuais e dependem também da gravidade e situação de cada um”, revela.
Diagnóstico e Tratamento
É possível verificar a presença da doença antes do nascimento do bebê, pois como se trata de uma patologia genética, se o pai ou a mãe são portadores da Machado-Joseph, a criança nasce com 50% de chance de desenvolvê-la. Entre as famílias com mais de um integrante com a enfermidade, como também é o caso dos familiares de Guilherme Karan (a mãe e o irmão do ator, já falecidos) deve fazer um acompanhamento ainda mais intenso para abordar e tratar o indivíduo de maneira mais precoce.
O diagnóstico pode ser feito clinicamente, porém, o recomendado pelos especialistas é o exame de mutação por meio do teste genético. Já o tratamento, quando detectada a doença previamente, consiste em um acompanhamento ao longo da vida com fisioterapia e fonoaudiologia. Segundo a geneticista, o tratamento não age contra a enfermidade em si, pois não há cura, e sim na minimização de seus sintomas. “Se o paciente demonstra um excesso de rigidez muscular, dificuldades com o sono, depressão, ansiedade e problemas neurológicos, os profissionais de cada área e a presença constante de um neurologista auxiliam no controle da Machado-Joseph”, salienta.
Segundo as informações da família, o ator Guilherme Karan não tem lidado bem com a doença, pois vive isolado em sua casa no Rio de Janeiro há meses e não gosta de receber visitas, com exceção do fisioterapeuta e de dois enfermeiros que o ajudam no tratamento. De acordo com a Dra. Iscia Cendes Lopes, a maneira com a qual o paciente lida com a doença faz toda a diferença. “Muitas vezes, o sujeito fica depressivo e incapaz justamente pela maneira negativa com a qual encara a doença e não pelas limitações propriamente ditas”, ressalta. Para ela, o essencial é não se deixar abater e enfrentar a enfermidade com o apoio de amigos e familiares.
Não há como prever em que momento da vida o desenvolvimento da doença acontecerá, no entanto, com o apoio de uma equipe médica e dos familiares, o paciente pode reduzir os efeitos da Síndrome. De todo modo, o é importante é continuar com atividades habituais como trabalhar, estudar e se relacionar socialmente com outras pessoas.

22 de fevereiro de 2012

O que é Ataxia?

(...) O diagnóstico é geralmente baseado na observação de sintomas neurológicos e, quando aplicável, a existência de outros membros da família afetada. Os sintomas mais comuns que podem ser causadas por asfixia incluem ataxia (disfagia), uma descoordenação das extremidades, fala atrapalhada (disartria), e uma rigidez de movimentos. A maioria dos médicos vai primeiro tentar descartar outras causas para esses sintomas, tais como a esclerose múltipla ou acidente vascular cerebral recente, antes de fazer um diagnóstico final. (...)

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9 de janeiro de 2012

A presença da APAHE no mundo da investigação científica

De momento, a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias é co-financiadora de 2 (duas) investigações sobre ataxias hereditárias: 
Ø  Investigação levada a cabo pelo Dr. Pierre Rustin, sobre a ataxia de Friedreich (ver http://www.babelfamily.org/pt/component/content/article/34-news-database/172-o-projecto-do-prof-pierre-rustin-a-identificacao-de-alvos-adicionais-na-ataxia-de-friedreich), no Hospital Robert Debré (França), num período previsto de 5 anos (3 co-financiado por associações + 2 financiados por uma fundação particular), e que teve início em 2010. 

Ø  Investigação a ser levada a cabo pela Dra. Patrícia Maciel, sobre a Doença de Machado-Joseph (ver http://artigosataxiashereditarias.blogspot.com, entrada: 02/06/2011), na Universidade do Minho (Portugal), num período previsto de 2 anos, e que tem início previsto para o próximo mês (Fevereiro/2012). 

Os co-financiamentos de ambas as investigações são coordenados pela Ataxia UK (http://www.ataxia.org.uk).
Queremos agradecer a todos os n/ sócios e apoiantes, pois sem a ajuda deles, nada disto seria possível.
Esperamos poder continuar a realizar este tipo de acções.
A todos, o nosso mais profundo e sentido muito obrigado e bem-haja. 

Fátima d’Oliveira

Presidente da Direcção da APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias