2 de fevereiro de 2017

Fonoarticulação na ataxia espinocerebelosa tipo 3




Resumo 
fonoarticulação é caracterizada por alterações na ressonância, diadococinese, prosódia, frequência sonora, qualidade vocal e pressão intra-oral. O principal objetivo deste estudo foi caracterizar a fonoarticulação da ataxia espinocerebelosa tipo 3 (SCA3) e correlacioná-la com fatores clínicos e genéticos. Trinta e um pacientes com SCA3 que foram submetidos a gravações de fala espontânea e diadococinese fonoarticulatória (DDK) participaram do estudo. As análises da fala foram realizadas a partir de 10 s de fala espontânea, por três terapeutas da fala experientes, utilizando um protocolo para disartria adaptado da Clínica Mayo (EUA). A confiabilidade intra-avaliadora foi analisada. Quanto menor a idade do paciente no início da doença, mais frequentes foram as ocorrências de monofrequência e ritmo alterado da fala. A articulação, a DDK, a ressonância e a prosódia mostraram uma correlação moderada com o número de repetições "CAG". Conclui-se que a fonoarticulação de pacientes com doença de Machado-Joseph (DMJ) é caracterizada por disartrofonia mista com componentes cerebelosos e hipocinéticos, e que há uma tendência à maior frequência de sintomas de disartrofonia com menor idade do início da doença, maior o tempo desde o início e maior número de repetições "CAG". 


(artigo traduzido)