14 de setembro de 2016

Novos biomarcadores potenciais da ataxia de Friedreich podem ajudar ensaios clínicos futuros



Investigadores reportaram que identificaram dois potenciais biomarcadores sanguíneos da progressão da doença ataxia de Friedreich e resposta aos medicametos que poderiam ser usados, para além dos níveis de frataxina, como ferramentas em futuros ensaios clínicos da doença. 

O estudo, "Genes de stress oxidativos linfoblastos como biomarcadores potenciais da gravidade da doença e efeitos dos medicamentos na ataxia de Friedreich" e publicado na revista PLOS ONE, sugere que o uso de biomarcadores pode, potencialmente, aumentar a velocidade de descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos e, ao mesmo tempo, fornecer uma medida objetiva da saúde do paciente. 

Desde que investigações anteriores indicaram que os sintomas ligados à ataxia de Friedreich podem, em parte, derivar de uma capacidade anómala para proteger o tecido de danos oxidativos, a equipa de investigação da Universidade da Califórnia (EUA) concentrou a sua investigação de biomarcadores em fatores antioxidantes. 

Os investigadores usaram células sanguíneas chamadas b-linfoblastos, isoladas de pacientes e controlos e em seguida cultivadas em laboratório, antes de serem utilizadas na investigação de biomarcadores. Usando uma abordagem em várias etapas, onde os fatores identificados foram testados e validados em cada passo, primeiro encontraram 10 genes que foram expressos de forma diferente em pacientes com ataxia de Friedreich do que nos controlos saudáveis. 

Noutra etapa da verificação, os investigadores só puderam confirmar que seis dos 10 genes iniciais foram ligados à doença. Em seguida, os investigadores analisaram as proteínas produzidas por esses genes, achando que a mudança na atividade do gene levou a menores níveis da proteína apenas em quatro casos. 

Estes quatro genes foram então testados para ver se reagiam a possíveis tratamentos medicamentosos para a ataxia de Friedreich, que foram demonstrado terem impacto na doença em estudos anteriores. 

O fumarato de dimetilo é uma molécula que visa um fator chamado Nrf2 que, por sua vez, estimula a produção de fatores antioxidantes. É utilizado sob o nome Tecfidera como um tratamento para a esclerose múltipla e aumenta a expressão da frataxina. Além disso, os compostos chamados inibidores da histona-deacetilase, podem também melhorar a deficiência da frataxina. 

Tratar as células com as duas substâncias aumeNovos biomarcadores potenciais da ataxia de Friedreich podem ajudar ensaios clínicos futuros 



Investigadores reportaram que identificaram dois potenciais biomarcadores sanguíneos da progressão da doença ataxia de Friedreich e resposta aos medicametos que poderiam ser usados, para além dos níveis de frataxina, como ferramentas em futuros ensaios clínicos da doença. 

O estudo, "Genes de stress oxidativos linfoblastos como biomarcadores potenciais da gravidade da doença e efeitos dos medicamentos na ataxia de Friedreich" e publicado na revista PLOS ONE, sugere que o uso de biomarcadores pode, potencialmente, aumentar a velocidade de descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos e, ao mesmo tempo, fornecer uma medida objetiva da saúde do paciente. 

Desde que investigações anteriores indicaram que os sintomas ligados à ataxia de Friedreich podem, em parte, derivar de uma capacidade anómala para proteger o tecido de danos oxidativos, a equipa de investigação da Universidade da Califórnia (EUA) concentrou a sua investigação de biomarcadores em fatores antioxidantes. 

Os investigadores usaram células sanguíneas chamadas b-linfoblastos, isoladas de pacientes e controlos e em seguida cultivadas em laboratório, antes de serem utilizadas na investigação de biomarcadores. Usando uma abordagem em várias etapas, onde os fatores identificados foram testados e validados em cada passo, primeiro encontraram 10 genes que foram expressos de forma diferente em pacientes com ataxia de Friedreich do que nos controlos saudáveis. 

Noutra etapa da verificação, os investigadores só puderam confirmar que seis dos 10 genes iniciais foram ligados à doença. Em seguida, os investigadores analisaram as proteínas produzidas por esses genes, achando que a mudança na atividade do gene levou a menores níveis da proteína apenas em quatro casos. 

Estes quatro genes foram então testados para ver se reagiam a possíveis tratamentos medicamentosos para a ataxia de Friedreich, que foram demonstrado terem impacto na doença em estudos anteriores. 

O fumarato de dimetilo é uma molécula que visa um fator chamado Nrf2 que, por sua vez, estimula a produção de fatores antioxidantes. É utilizado sob o nome Tecfidera como um tratamento para a esclerose múltipla e aumenta a expressão da frataxina. Além disso, os compostos chamados inibidores da histona-deacetilase, podem também melhorar a deficiência da frataxina. 

Tratar as células com as duas substâncias aumentou a atividade do gene de dois dos fatores restantes, chamados NCF2 e PDLIM1. Na verdade, o tratamento melhorou os níveis dos fatores para os mesmos valores observados em pessoas saudáveis. 

Os investigadores também demonstraram que a atividade do gene dos dois fatores foi proporcional à expressão da frataxina. Mais investigações são agora necessárias para validar os resultados e adaptá-los para usar em ambientes clínicos. 


(artigo traduzido)