24 de janeiro de 2016

O papel do ferro nas doenças neurodegenerativas.

Li K, Reichmann H

Resumo
Atualmente, ainda não temos medidas eficazes para modificar a progressão da doença em doenças neurodegenerativas. As proteínas que contêm ferro desempenham um papel fundamental em muitos processos biológicos fundamentais no sistema nervoso central. Além disso, o ferro é um ião ativo-redox e pode induzir stress oxidativo na célula. Embora as causas e características da patologia de diferentes doenças neurodegenerativas variem, a dis-homeostase do ferro, o stress oxidativo e a lesão mitocondrial constituem uma via comum para a morte celular em várias doenças neurodegenerativas. A ressonância magnética é capaz de descrever o conteúdo de ferro no cérebro, e serve como um potencial biomarcador para o diagnóstico precoce e diferencial, monitorizando a progressão da doença e avaliando a eficácia da terapia neuroprotetora. Os quelantes de ferro têm demonstrado a sua eficácia contra a neurodegeneração numa série de modelos animais, e sido aplicados em diversos ensaios clínicos. Nesta revisão, resumimos os recentes desenvolvimentos sobre a dis-homeostase do ferro na doença de Parkinson, doença de Alzheimer, ataxia de Friedreich, e doença de Huntington.


(artigo traduzido)