As pessoas afetadas por ataxia pedem mais ajuda para melhora da sua qualidade de vida


A ACODA – Associação Cordobesa de Ataxias (Espanha), por ocasião do dia internacional desta doença rara, que sem assinalou a 25 de Setembro, exige mais apoio público para a melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas por esta doença. O exercício, reabilitação e terapia da fala e intervenção psicológica são os pilares no tratamento das ataxias, mas perante o declínio de subsídios, a associação só pode oferecê-los "em termos de projetos aprovados", disse Carolina Fernández assistente social da ACODA.

José Juan López, Toñi Yeste, paciente de ataxia, e Carolina Fernández

A ataxia é uma doença caracterizada pela diminuição da capacidade de coordenação, manifestando-se com tremor em partes do corpo durante a execução de movimentos voluntários, dificuldade em fazer movimentos precisos e manutenção do equilíbrio da postura corporal. A ataxia é uma característica de mais de 300 processos degenerativos que por sua vez desenvolvem outros sintomas como deformidades esqueléticas ou infeções musculares por asfixia.

A ACODA, cujo presidente é José Juan López, durante 13 anos tem lutado pelos direitos das pessoas afetadas por ataxia e mantém o objetivo de tornar a sociedade consciente desta doença, dos seus problemas e necessidades.

Atualmente, a ACODA é constituída por 57 sócios, distribuídos em toda a província (Córdoba, Espanha), que pagam uma taxa anual de 40 euros. A sede da associação é na FEPAMIC – Federácion Provincial de Asociaciones de Discapacitados Físicos y Orgánicos de Córdoba, que cede um espaço das suas instalações.

No âmbito do Dia Internacional das Ataxias, a associação revindica o aumento da ajuda estatal para oferecer uma ampla gama de recursos básicos para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas, tais como fisioterapia e serviços de manutenção social. "A ajuda diminuiu muito, antes alguns bancos subsidiavam projetos, mas isso acabou", disse Fernández. Além disso, um requisito para obter ajudas públicas é que projetos sejam cofinanciados pela associação, cuja única fonte de receita são as quotas anuais pagas pelos sócios.

As dificuldades levantadas pelos afetados centram-se principalmente no acesso à reabilitação, pois sem ela a doença progride mais rapidamente, e os afetados têm que pagar do seu próprio bolso. A assistente social da ACODA explicou que cada pessoa apresenta uns determindos sintomas mais severos, "mas eles têm em comum o problema de fala, portanto um serviço de fonoaudiologia é muito importante." Além disso, um acompanhamento psicológico é fundamental, especialmente para as famílias que são cuidadoras.

A ACODA tem atualmente um programa de promoção e educação da saúde por meio de ações de ajuda mútua financiados pelo Ministério da Saúde. Em Dezembro pretendem iniciar um serviço de apoio e assistência social aos afetados pela ataxia e suas famílias, financiado em parte pelo fundo da Telemaratona (RTVE) “Todos somos raros, todos somos únicos”.



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